http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/issue/feed Scripta 2021-07-26T14:04:25-03:00 Raquel Guimarães scripta.pucminas@gmail.com Open Journal Systems <p>SCRIPTA (eISSN-2358-3428 (OJS)) - uma publicação quadrimestral do Programa de Pós-Graduação em Letras, da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais e Centro de Estudos Luso-afro-brasileiros da PUC Minas, classificada como B1 no QUALIS de sua área "Linguística e Literatura" (<a href="https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/veiculoPublicacaoQualis/listaConsultaGeralPeriodicos.jsf">Plataforma Sucupira - CAPES-Brasil</a>).</p> <p>Missão: publicar dossiês contendo artigos científicos e ensaios inéditos e de reconhecida qualidade acadêmica, além de entrevistas de interesse e resenhas de obras recentemente publicadas, produzidos por pesquisadores nacionais e estrangeiros, das áreas de Literaturas de Língua Portuguesa e Linguística.</p> http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/26524 O Ensino de Português Língua não materna: epistemologia e metodologia 2021-07-12T14:55:20-03:00 Ev’Ângela Batista R. de Barros evangelabrbarros.2@gmail.com 2021-06-29T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/26520 Ensino de português para falantes de outras línguas: múltiplas realidades, múltiplas necessidades 2021-07-03T05:14:41-03:00 Ev’Ângela Batista R. de Barros evangelabrbarros.2@gmail.com Viviane Bagio Furtoso vfurtoso@gmail.com <p>Falar em ensino de Língua Portuguesa (LP) a falantes de outras línguas de origem – sob variadas denominações e circunstâncias – como “língua de herança” (PLH), “língua de acolhimento” (PLAc), “língua estrangeira” (PLE), “língua adicional” (PLA), entre outras, é falar de complexa rede de aspectos inter-relacionados. Tais condicionantes se originam, em uma visão macro, de políticas linguísticas (pensadas e adotadas no bojo de outras, econômicas e culturais), cujos efeitos chegam ao microambiente das salas de aulas – presenciais ou virtuais – em que, concretamente, são atendidos os falantes de outros idiomas, tanto em países lusófonos – e, mais de perto, no Brasil – como em outros, nos quais esta língua se faz alvo de interesse como língua de integração, de interação, de negócios, de ciência e de muitas outras possibilidades de diálogo pluricultural. [...]</p> 2021-06-29T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/25728 Contribuições para a autonomia no aprendizado de português como língua de acolhimento): a história de uma mulher imigrante venezuelana 2021-07-03T05:14:59-03:00 Rosana Iriani Daza de Garcia rosanadaza63@gmail.com <p>Este artigo tem como objetivo tentar ressignificar a compreensão acerca de língua de acolhimento ao relatar minha experiência como imigrante venezuelana e aprendiz de língua portuguesa no Brasil, a partir de teóricos como Monte Mór, Cervetti, Pardales, Damico (2001), Pennycook (2007), entre outros. Dialogo com algumas estratégias usadas durante o processo da minha adaptação no novo país, no qual pude desenvolver autonomia e diversas capacidades para aprender uma língua adicional/estrangeira como o português. Reflito sobre aspectos como cultura, identidade e algumas estratégias de estudo que podem ser utilizadas de forma autodidata na vida cotidiana de um imigrante para a construção de sentidos. Como resultado, ressalto que a construção de sentido sem depender totalmente de instrução formal, pode ampliar pesquisas e formação cidadã continuada acerca de língua de acolhimento, a partir da iniciativa de socialização e criatividade por parte do imigrante no país em que passou a residir. Dessa forma, espero contribuir para este tema relevante aos estudos linguísticos aplicados em contextos migratórios.</p> 2021-06-29T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/25815 As principais dificuldades de imigrantes russófonos na escrita em português: análise de redações elaboradas durante a preparação para o Celpe-Bras 2021-07-03T05:14:48-03:00 Anna Smirnova Henriques annsmile141@yahoo.com <p>Mais da metade dos migrantes russófonos chega ao Brasil sem ter nenhuma noção sobre a língua portuguesa e aprende português de maneira autônoma, sem contato com a instrução formal. No entanto, em 2018, o exame de proficiência em português brasileiro Celpe-Bras se tornou obrigatório para a naturalização, e a falta de instrução formal se tornou um empecilho nesse caminho. Neste trabalho, são descritas as principais dificuldades na escrita em português de migrantes russófonos, fluentes em português falado, identificadas nas redações elaboradas durante um curso preparatório para o Celpe-Bras. Elas incluem as dificuldades de ortografia, uso de acentuação, uso de artigos, concordância de gênero, uso de verbos (conjugação, tempos verbais, modo subjuntivo) e ordem de palavras nas frases. Apesar dessas dificuldades, os migrantes russófonos estruturam bem o texto e têm facilidade para adquirir um vasto vocabulário. Ao estudarmos a aquisição do português por migrantes russófonos no Brasil, trazemos duas línguas do grupo linguístico indo-europeu pouco confrontadas nos estudos da área de aquisição de L2: o russo, uma língua eslava, e o português, uma língua românica. Para estimular o estudo das dificuldades de migrantes na aprendizagem de português brasileiro, a criação de um corpus de aprendizes de português brasileiro como língua estrangeira se configura em iniciativa de grande valor.</p> 2021-06-29T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/25732 O mundo em uma sala — quando o português chama 2021-07-03T05:14:52-03:00 Pietra Da Ros pietradaros@icloud.com Lovani Volmer lovaniv@feevale.br Rosemari Lorenz Martins rosel@feevale.br <p>Este estudo embasa-se na concepção de língua enquanto prática social e considera-a fator determinante para a inserção social e sinônimo de identidade. Nesse sentido, pretende discutir, com base em atividades realizadas com migrantes e refugiados em um projeto de extensão universitária - “O Mundo em XX: refugiados e migrantes – uma questão de Direitos Humanos” -, a importância da língua como acolhimento e construção de identidade. &nbsp;Para tanto, contextualiza-se o Projeto e seus atores, assim como o ambiente multicultural e multilíngue em que são desenvolvidas as oficinas, em especial as de Língua Portuguesa, em uma perspectiva dialógica, com foco na comunicação como facilitadora para a realização das demais atividades e como premissa para a constituição identitária.</p> 2021-06-29T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/25805 Famílias brasileiras na diáspora: fotografias 2021-07-03T05:14:49-03:00 Denise Barros Weiss denisebarros150@gmail.com Maíra Candian maira.candian@letras.ufjf.br <p>Este artigo tem como objetivo apresentar uma fotografia a partir de dados de 28 famílias de brasileiros(as) expatriados(as) que possuem filhos. Com base em Cummins (1983) e Mendes (2015), apresentamos os conceitos de Língua de Herança e de Português como Língua de Herança, respectivamente. Através de um formulário elaborado na plataforma Google Forms, obtivemos informações pessoais e linguísticas a respeito da constituição e interação dos membros de famílias diaspóricas formadas por pelo menos um adulto brasileiro. Investigamos as línguas utilizadas por essas famílias para compreender se o Português como Língua de Herança está se estabelecendo nesses lares. Analisamos também quais os esforços empreendidos pelo pai ou mãe brasileiro(a) para que aconteça a aprendizagem do português pelos filhos que estão crescendo e/ou nascendo no exterior. Concluímos que em famílias compostas por ambos os pais de mesma nacionalidade as condições são mais favoráveis à manutenção e ao uso da Língua Materna dos pais e de Herança dos filhos.</p> 2021-06-29T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/25741 “Português — Universidades”: o material didático de português para estrangeiros em contexto universitário brasileiro 2021-07-03T05:14:51-03:00 Dener Martins de Oliveira dener.martins@live.com <p>O ensino de Português para Falantes de Outras Línguas (PFOL) no Brasil tem se ampliado nas universidades, com o aumento no número de estudantes de mobilidade matriculados no país, graças a programas entre instituições brasileiras e estrangeiras. Com isso, cresce também a demanda na oferta de cursos de PFOL dentro das universidades e, consequentemente, de cursos e de elaboração de materiais que contemplem as necessidades de uso do português pelos estrangeiros no contexto universitário, de modo a promover sua integração à comunidade acadêmica. Com o intuito de atender a essa demanda, surge, então, uma proposta de elaboração de um Material Didático (MD) em contexto universitário, dentro do programa de Mestrado Profissional em Letras Estrangeiras Modernas (MEPLEM), da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Partindo de um contexto de internacionalização do ensino superior, apresentaremos, neste artigo, o cenário do ensino de PFOL dentro das universidades brasileiras, bem como o papel da universidade na integração e na adaptação de alunos estrangeiros à vida acadêmica, de modo a justificar a elaboração do referido MD. Além disso, pretende-se apresentar e descrever o MD e suas Unidades Didáticas (UD), com a finalidade de elucidar os princípios teóricos que fundamentam suas atividades e ressaltar como elas atendem as necessidades de aprendizagem dessa comunidade.</p> 2021-06-29T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/25818 Português Língua Estrangeira: uma proposta de ensino sistêmico 2021-07-03T05:14:46-03:00 Tânia Maria Moreira taniammoreirabr@yahoo.com Guilherme Barbat Barros barbatguilherme@gmail.com <p>Desde o anúncio da necessidade de ações que versem sobre a internacionalização no âmbito do Ensino Superior brasileiro, inúmeros foram os projetos e programas propostos e desenvolvidos em universidades federais, dentre os quais se destaca o Idiomas sem Fronteiras (IsF). Nesse sentido, tendo como finalidade dar visibilidade e compartilhar estudos e práticas de ensino, este artigo tem como objetivo apresentar princípios do Ciclo de Ensino e Aprendizagem norteadores no desenvolvimento de cursos de Português como Língua Estrangeira no IsF na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), bem como os resultados de uma experiência docente, vivenciada a partir de um levantamento qualiquantitativo e interpretativista envolvendo discentes estrangeiros matriculados em cursos de graduação e pós-graduação na UFSM. Desse modo, a perspectiva teórica e metodológica adotada se baseia nos estudos de Martin e Rose (2008) e Rose e Martin (2012). Os resultados alcançados sinalizam o perfil de acadêmicos estrangeiros na universidade e apontam algumas de suas demandas de aprendizagem sobre a Língua Portuguesa usada no Brasil. A experiência realizada envolveu o desenvolvimento de atividades de desconstrução, construção conjunta e individual de textos e resultou na publicação de um livreto de resenhas de filmes. Os textos produzidos pelos alunos serviram como instrumento de avaliação do processo de ensino e aprendizagem e da eficácia dos postulados de Martin e Rose (2008) e Rose e Martin (2012) no contexto situado.</p> 2021-06-29T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/25721 Escrita acadêmica em Português como Língua Adicional: reflexões acerca de biletramento, ensino e avaliação 2021-07-03T05:15:01-03:00 Ana Laura dos Santos Marques ana.marques@usach.cl <p>O objetivo deste trabalho é discutir, por meio de uma análise de textos explicativos de aprendizes hispanofalantes de Português como Língua Adicional (PLA), em contexto de formação universitária, aspectos de suas produções que representam desafios para o trabalho com a escrita acadêmica, tanto em relação ao seu ensino e desenvolvimento paralelo de primeira língua e língua-alvo, quanto em relação à avaliação. Considerando a proximidade entre as duas línguas e os requerimentos dessa aprendizagem, examinamos o conceito de biletramento (HORNBERGER, 2003; 2013), assumindo que usuários de mais de uma língua articulam seu repertório de sistemas linguísticos com uma dupla função: transitar entre uma e outra língua e integrá-las nas diversas situações de produção em que se inserem. (CANAGARAJAH, 2011). No caso da escrita acadêmica em duas línguas, a complexidade dessa integração pode ser reconhecida no plano discursivo, com a devida ressalva de que se encontra em um espaço em que as avaliações acontecem desde uma visão monolíngue. A metodologia de análise considera os lineamentos teórico-metodológicos da abordagem dos gêneros da Linguística Sistémico-Funcional. (MARTIN, 2012; ROSE, 2004; 2007; 2012). Trata-se de um estudo de casos exploratório, com resultados não generalizáveis, que, no entanto, revelam os desafios que a escrita acadêmica representa para os estudos em PLA em termos de descrição, parâmetros e ensino. Ademais, as análises apontam a necessidade de compreender o processo de biletramento avançado, com um enfoque que articule o trabalho com os gêneros fundamentado em um estudo analítico e descritivo dos textos levados à sala de aula.</p> 2021-06-29T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/23813 Contextos sintáticos e desvios de concordância nominal em português língua estrangeira 2021-07-03T05:15:16-03:00 Diocleciano Nhatuve jmjnjm10@gmail.com <p>O objetivo deste estudo é identificar os contextos e as funções sintáticas em que ocorrem índices elevados de concordância nominal desviante e os aspectos psicocognitivos, sociais e linguísticos que favorecem os comportamentos de aprendentes de português língua estrangeira (PLE). O estudo é conduzido com base nos princípios de primazia do significado no processamento do input e de aprendizagem tardia de línguas. A base empírica é constituída por estruturas sintáticas desviantes de 10 grupos de aprendentes de português em universidades africanas, asiáticas e europeias. A análise qualitativa e quantitativa indica que, na maioria dos grupos, os desvios ocorrem em sintagmas nominais com as funções de objeto direto, em complementos de preposições e em predicativo de sujeito. Entretanto, o comportamento diferente de aprendentes coreanos e alemães leva-nos a considerar, entre outros aspectos, a ordem das palavras de cada língua como um dos factores determinantes para a ocorrência de desvios em determinados contextos.</p> 2021-06-29T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/25705 Reflexões sobre a formação inicial de professores de Português como Língua Estrangeira/Segunda Língua (PLE/PL2) na Universidade Federal da Bahia em uma perspectiva culturalmente sensível 2021-07-03T05:15:05-03:00 Sara Oliveira da Cruz oliveira.kid@gmail.com <p>Este trabalho é parte de uma pesquisa maior que teve como objetivo propor o blog como um ambiente favorável ao ensino de Português como Língua Estrangeira/Segunda Língua (PLE/PL2) em uma perspectiva culturalmente sensível aos sujeitos envolvidos no processo de ensino-aprendizagem de línguas (CRUZ, 2019). A extensão universitária e os projetos institucionais da Universidade Federal da Bahia (UFBA), respectivamente o Núcleo Permanente de Extensão em Letras (NUPEL) e o Programa Especial de Monitoria de Português como Língua Estrangeira (PROEMPLE), são os contextos dessa investigação. Aqui, se discute a formação de professores(as) de PLE/PL2, em nível de graduação, na UFBA e a sua ancoragem em princípios voltados para uma formação culturalmente sensível de seus(suas) professores(as) (MENDES, 2020), a fim de evidenciar a importância de uma orientação teórico-pedagógica mais ativa, simétrica (e mais significativa) para os(as) professores(as) em formação, capaz de formar profissionais crítico-reflexivos (e culturalmente sensíveis), como foi defendido na referida pesquisa.</p> 2021-06-29T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/25740 A análise linguística intercultural em eventos de formação de professoras de Português como Língua de Acolhimento 2021-07-03T05:14:51-03:00 Flávia Azambuja flaviaalves.aluno@unipampa.edu.br Clara Dornelles claradornelles@gmail.com Everton Vargas da Costa evdacosta1@gmail.com <p>O objetivo deste trabalho é investigar como a prática de análise linguística acontece na perspectiva intercultural em eventos de formação de professoras de Português como Língua de Acolhimento (PLAc). Para isso, nos ancoramos no conceito de eventos de formação (COSTA, 2013; 2018; LEMOS, 2014), de análise linguística (MENDONÇA, 2006; 2007a e b) e de interculturalidade (JANZEN, 2005; TORQUATO, 2014; 2016). A pesquisa centra-se na geração de dados e análise de cunho etnográfico, no contexto de um curso de imersão on-line ofertado no âmbito do projeto Núcleo de Apoio à Aprendizagem Intercultural de Português como Língua Adicional e de Acolhimento (NAAIPLAA), em ações de docência compartilhada (LEMOS, 2014; SCHLATTER; COSTA, 2020). A turma é constituída por 30 estudantes e as professoras são graduandas e egressas do curso de Letras da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), com experiências presenciais em ensino de PLAc. Neste artigo, discutimos um evento de formação em que a análise linguística se torna relevante durante uma aula síncrona via Google Meet. Os resultados mostram que práticas que envolvem a análise linguística intercultural se caracterizam pela reflexão colaborativa sobre estranhamentos ocasionados pelos usos linguísticos, o que impacta a aprendizagem de alunos e professoras. Os resultados também apontam para preponderância da participação dos estudantes em eventos de formação, em aulas de PLAc que visam à análise linguística intercultural, e indicam que a análise linguística se concretiza como intercultural em ações interacionais entre professores e estudantes, gerando aprendizagens para todos os participantes.</p> 2021-06-29T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/25816 A dimensão externa da variação linguística em um livro didático de português brasileiro como língua não materna 2021-07-03T05:14:47-03:00 Claudia Andrea Rost Snichelotto claudiarost@uffs.edu.br Ana Paula Reis anna.paulareis28@gmail.com <p>O interesse pelo aprendizado da língua portuguesa vem crescendo entre os cidadãos estrangeiros, tanto por aqueles que migraram ou se refugiaram no Brasil como por aqueles que residem em outros países. É sabido que o português brasileiro apresenta ampla variação na fala e na escrita, mas essa diversidade linguística também necessita ser contemplada nos livros didáticos para aprendizes do português como língua não materna. Portanto, esta pesquisa, que se inscreve na interface entre a Sociolinguística e o ensino, apresenta a análise do tratamento da dimensão externa da variação linguística em um livro didático para o ensino de português como língua estrangeira, edição para o aluno. Os resultados da análise demonstraram o tratamento da dimensão externa da variação linguística no livro didático, porém, no material de apoio ao professor e em algumas atividades propostas, pode-se depreender e explorar outras particularidades extralinguísticas da variante brasileira da língua portuguesa.</p> 2021-06-29T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/25713 Representação das variedades do português nos documentos norteadores para o ensino/aprendizagem de Português Língua Estrangeira 2021-07-03T05:15:01-03:00 Mercedes Sebold m.sebold@yahoo.com.br Ana Carolina Monteiro Freitas Henriques carolinamfhenriques@gmail.com <p>O presente estudo tem por objetivo analisar a representação das variedades do português nos documentos norteadores para o ensino/aprendizagem de Português Língua Estrangeira (doravante PLE). No contexto de ensino de PLE fora dos países que têm o português como língua oficial, encontramos um grande número de professores que não têm formação linguística específica. O mercado de trabalho promissor em alguns países absorve falantes de outras línguas que fizeram cursos de curta duração ou ainda profissionais de outras áreas que têm o português como língua materna. Tais profissionais nem sempre estão familiarizados com noções como língua padrão, norma culta, variação linguística. Nesses contextos, os documentos norteadores podem oferecer subsídios para o planejamento de cursos, avaliações e até mesmo como única fonte de referência teórica de professores com pouca ou insuficiente formação teórica. Cabe propor então a seguinte questão: como tais documentos norteadores contribuem para dar visibilidade às variedades do português? Esta é a pergunta central a que nos propusemos a responder. Para tal, analisamos alguns documentos voltados para a sistematização de conteúdos para o ensino/aprendizagem de PLE. Os resultados mostram que, na maioria das vezes, tais documentos ainda oferecem escassa informação que poderia fomentar a representação das variedades do português na sala de aula de PLE.</p> 2021-06-29T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/25706 O exame Celpe-Bras e o ensino de português em um curso para candidatos ao PEC-G: mecanismo de política linguística em ação 2021-07-03T05:15:05-03:00 Cynthia Israelly Barbalho Dionísio cynthiadionisio@live.com Socorro Cl´áudia Tavares de Sousa sclaudiats@gmail.com <p>O objetivo do artigo é discutir como o exame Celpe-Bras atua como mecanismo de política linguística para professoras de um curso de português para candidatos ao Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G). A noção teórica de mecanismos de política linguística de Shohamy (2006; 2007; 2009) embasa a discussão dos dados gerados em entrevistas semiestruturadas. A análise da materialidade textual baseou-se na análise do conteúdo temático, da seleção lexical e dos elementos argumentativos segundo Koch (2000; 2011). A conclusão é que o Celpe-Bras atua como mecanismo de política linguística para as professoras ao transformar ideologias em práticas de ensino do que (conteúdo) e como (metodologia) ensinar. Especificamente, o exame atua sobre três eixos da prática docente: no planejamento de aulas, na metodologia de ministração de aulas e na avaliação de produções textuais dos alunos. A política linguística oficial do PEC-G estabelece o Celpe-Bras como requisito para o ingresso em Instituições de Ensino Superior (IES) brasileiras, mas não dispõe sobre currículo, formação de professores, material didático ou outros aspectos do ensino. Há prerrogativas e encargos decorrentes da atuação em contexto pautado por um exame de alta relevância, como é o Celpe-Bras para os participantes. Os programas de ensino e os próprios professores gozam de um alto grau de liberdade para criar políticas linguísticas locais visando a endereçar os pontos não cobertos por disposições oficiais ou superiores. Ao mesmo tempo, devem lidar com um possível clima de conflito emergente entre diversas ideologias e práticas quanto ao exame, decorrente da própria liberdade de criação de políticas linguísticas locais responsivas ao contexto.</p> 2021-06-29T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/25729 Política linguística exterior brasileira e política linguística francesa em contato: o caso do português como língua de herança (PLH) no dispositivo Intervenant en Langue Maternelle na Guiana Francesa 2021-07-03T05:14:57-03:00 Karen Kennia Couto Silva karenbhz@yahoo.com.br <p>O ensino do português como língua de herança (PLH) tem recebido, nos últimos anos, muita atenção dos pesquisadores. No âmbito político-institucional, o ensino do português para falantes de outras línguas também tem tido especial atenção dos tomadores de decisão no âmbito da política linguística, preocupados não somente como o desenvolvimento escolar do aluno, mas também focados no aspecto formativo integral desse aluno. Dentro desse contexto, podemos dizer que é nas regiões fronteiriças que essas dinâmicas se mostram presentes e ainda mais intensas, sendo comum que a população dessas regiões seja notadamente multilíngue e plurilíngue. Esse é o caso, em especial, da fronteira norte do Brasil, no estado do Amapá, com a Guiana Francesa, onde se registra o contato entre o português e o francês. Desse modo, o objetivo deste estudo é apresentar o dispositivo de política linguística Intervenant en Langue Maternelle (ILM), como uma possibilidade de ensino de PLH integrada ao sistema de ensino francês em favor de alunos que têm o português como língua materna (L1) ou língua de herança (LH). Após apresentarmos o dispositivo, iremos discutir como a Proposta curricular para o ensino de português como língua de herança (BRASIL, 2020b), do Ministério das Relações Exteriores, pode servir como um documento de referência para subsidiar o trabalho dos professores nas classes de ILM. Por fim, teceremos considerações acerca do exposto no artigo, buscando sugerir pontos de observação e melhoria para o ensino-aprendizagem de PLH na Guiana Francesa com base nas propostas curriculares.</p> 2021-06-29T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/25723 Práticas de leitura no ensino de Língua Portuguesa em Timor-Leste: um estudo exploratório 2021-07-03T05:15:00-03:00 Renata Tironi de Camargo renatatironi@hotmail.com Joice Eloi Guimarães joiceeg@hotmail.com <p>Este trabalho apresenta uma discussão sobre as práticas de leitura no ensino de língua portuguesa em Timor-Leste. Desde 2002, o português figura, juntamente com a língua tétum, como língua oficial e de instrução nesse país. A partir de então, professores e alunos timorenses lidam com dificuldades relacionadas ao ensino e à aprendizagem dessa língua nas escolas, as quais são advindas de fatores decorrentes da constituição sócio-histórica do país, dentre os quais destacamos embates político-linguísticos, recursos humanos e estruturais escassos e carência de formação específica em ensino de português língua não materna. A partir desse contexto, a proposta deste trabalho é identificar e compreender estratégias relacionadas à leitura em língua portuguesa que professores timorenses valoram positivamente nas salas de aula de Timor-Leste. Para tanto, aplicamos um questionário a docentes atuantes no ensino básico e analisamos os dados gerados com base na teoria do dialogismo de Bakhtin e seu Círculo. De forma geral, a análise realizada apontou que a valorização da prática da leitura em português nas salas de aula de Timor-Leste está imbricada na relação historicamente estabelecida no país entre a língua portuguesa e a palavra escrita. No campo metodológico, aquilo que os professores valoram positivamente recai ora sobre práticas tradicionalmente utilizadas no ensino da leitura, ora sobre práticas sensíveis ao contexto de ensino de português como língua não materna e que levam em conta o diálogo entre textos.</p> 2021-06-29T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/25731 O fórum online como ferramenta para interação entre alunos e aprendizagem do Português como segunda língua 2021-07-03T05:14:52-03:00 Vanessa Freitas da Silva vanfreitasrjbr@gmail.com <p>Este artigo apresenta os resultados de um estudo que objetivou investigar as potencialidades dos fóruns on-line num contexto de aprendizagem do Português como Segunda Língua (PL2). Os dados coletados são provenientes de quatro fóruns realizados no ambiente virtual Moodle e consistem em postagens de aprendizes de diferentes nacionalidades matriculados em um curso presencial oferecido por uma universidade privada do Rio de Janeiro em 2019. Entendemos que o fórum virtual é uma ferramenta por meio da qual se pode promover a interação entre colegas e maximizar a aprendizagem fora do ambiente da sala de aula. Os resultados mostraram que os participantes trocaram informações culturais, utilizaram vocabulário adequado, empregaram estruturas linguísticas e estratégias conversacionais estudadas anteriormente e contribuíram para a construção de conhecimentos. No entanto, os fóruns realizados não foram capazes de atrair todos os alunos e aumentar a participação em comparação com as discussões face a face da sala de aula tradicional. Esse resultado pode sugerir que, apesar de instruções claras, ênfase nos objetivos, planejamento e variedade de tópicos, a participação depende da personalidade do aluno e de suas preferências relacionadas à aprendizagem.</p> 2021-06-29T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/25642 Português Língua Estrangeira na China: o ensino remoto emergencial nos primeiros tempos de Covid-19 2021-07-26T14:04:25-03:00 Manuel Pires mdjpires@gmail.com <p>Em um tempo em que os meios on-line adquiriram um súbito e preponderante lugar de destaque como plataforma de trabalho das instituições de ensino à escala mundial, o ensino de português na China não foi exceção. As contingências da epidemia na China fizeram com que fosse precursora nessa experiência, uma vez que a implementação de aulas on-line no ensino superior chinês iniciou-se semanas antes de a Covid-19 ter sido declarada uma pandemia pela Organização Mundial de Saúde. O presente estudo tem como objetivo analisar as decorrências do ensino remoto emergencial e o seu impacto na aprendizagem dos alunos durante esse período sensível. Para esse efeito, foram realizados questionários e entrevistas a estudantes universitários de português que cursaram as aulas on-line e que expressaram as suas perspetivas sobre os contratempos e as mais-valias dessa experiência. Tendo em consideração que a introdução do ensino on-line, nessa data, não resultou de planejamento, estruturação ou intenção prévia, mas foi fruto de contingências de ordem excepcional, as conclusões deste estudo incidem nas medidas positivas que se podem retirar dessa experiência de ensino e que futuramente poderão ser implementadas com a devida organização e concertação com vista a enriquecer e dinamizar o ensino-aprendizagem de Português Língua Estrangeira na China.</p> 2021-06-29T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/25571 O que os pobres fazem para sobreviver. (Im)Polidez e classismo no Twitter brasileiro 2021-07-03T05:15:07-03:00 Ana Larissa Adorno Marciotto Oliveira adornomarciotto@gmail.com Marisa Mendonça Carneiro marisaufmg@gmail.com Gustavo Ximenes Cunha ximenescunha@yahoo.com.br <p>Pesquisas sobre (im)polidez (CULPEPER; HAUGH; KÁDÁR, 2017) substituíram amplamente o termo ‘cultura’ pelo conceito de ‘comunidade de prática’, ou pelo termo guarda-chuva ‘práticas interacionais’ (MILLS, 2015, p. 30; MILLS; KÁDÁR, 2011). Sob essa ótica, este estudo tem como objetivo examinar as hashtags relacionadas ao tema #O que os pobres fazem para sobreviver, que incluem #coisasquepobrefaz e três outras variantes, # #pobrezaéissoaí, #pobreza e #pobre. Para isso, foram coletados dados de postagens do Twitter, publicadas em português do Brasil, e listadas entre os trending topics em 2017 e em 2019. Depois de coletar as postagens e as hashtags que as acompanhavam, foi realizada uma análise qualitativa do corpus, com o objetivo de descrever e de categorizar as estratégias de impolidez observadas. Nessa fase da pesquisa, mais de 400 tweets contendo hashtags foram analisados. Os resultados mostraram que hashtags tinham como objetivo principal a troca de mensagens humorísticas, associadas à divisão de classes no Brasil. Ao mesmo tempo, nossos dados demonstraram que as hashtags também sinalizavam um comportamento verbal recorrente, compartilhado por uma comunidade de prática, reunida sob uma tag (BRUNS; BURGESS, 2011; STARBIRD; PALEN, 2011). Além disso, as hashtags tinham um propósito duplo: enquanto empregavam impolidez e sarcasmo para reforçar normas sociais válidas, também promoviam um debate jocoso sobre classismo e ideologia no Brasil.</p> 2021-06-29T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/24274 Gramática, ensino de língua portuguesa e formação do professor 2021-07-03T05:15:08-03:00 Sandoval Nonato sandovalnonato@usp.br <p>Este estudo propõe discutir o estatuto da gramática como componente curricular da disciplina língua portuguesa na escola brasileira. Para tanto, apresenta, inicialmente, um panorama dos modos como a gramática escolar emerge no percurso histórico de constituição do ensino de língua portuguesa. Em seguida, contrasta esse estatuto historicamente construído com práticas de ensino de língua portuguesa atuais mediadas por estudantes de licenciatura em Letras, por ocasião de realização de estágio em escolas da rede pública da cidade de São Paulo (Brasil). A descrição e a análise do processo de implementação de um projeto de ensino sobre o funcionamento do verbo no texto poético, por um estudante, conforme registrado em seu relatório de estágio, permitem problematizar alguns desafios que a abordagem da gramática coloca para as práticas de ensino e para a formação do professor de língua portuguesa.</p> 2021-06-29T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/24165 Colocação pronominal e ensino de português: possibilidades metodológicas para a educação básica 2021-07-03T05:15:09-03:00 Mirian Santos de Cerqueira miriancerqueira@gmail.com Leosmar Aparecido Silva leosmarsilva@hotmail.com <p>Este artigo tem como objetivo central apresentar uma possibilidade metodológica de abordagem da colocação pronominal em aulas de língua portuguesa para o ensino básico. Em relação à metodologia, inicialmente, fizemos uma ampla revisão de literatura sobre os clíticos pronominais no português brasileiro; em seguida, selecionamos dois textos literários e uma tira humorística para analisar seus aspectos gramaticais e discursivos, especialmente, os relacionados ao uso dos clíticos, ao mesmo tempo em que problematizamos a transposição didática da análise ao ensino de língua portuguesa. Os resultados mostraram que, nas aulas de língua portuguesa, é possível avançar para além das regras gramaticais prescritivas, valorizar diferentes manifestações de uso da língua e integrar as frentes de língua portuguesa. Estudos como o desenvolvido neste artigo podem contribuir para a reflexão sobre a relação entre gramática, leitura e produção textual.</p> 2021-06-29T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/24001 O dispositivo literatura no livro didático: reflexão pós-pandemia 2021-07-03T05:15:10-03:00 Luiz Renato de Souza Pinto luiz.pinto@cba.ifmt.edu.br José Vinicius da Costa Filho jose.costafilho@cba.ifmt.edu.br <p>O que esperar da literatura no livro didático em face das novas realidades? Este artigo desenvolve reflexões sobre o dispositivo de literatura no livro didático, considerando o novo cenário pós-pandemia. Privilegia-se o diálogo com a pesquisa de Pimentel (2018) para sustentar a reflexão proposta. A metodologia qualitativa utiliza a ferramenta descritiva e de revisão bibliográfica para situar e desenvolver o objetivo da pesquisa. Resultados apontam que as relações de poder que atravessam a busca do conhecimento podem ser diminuídas com a criação de políticas públicas na área de educação, bem como de investimentos na cadeia produtiva do livro. Além disso, sinaliza para a necessidade de se melhorar os índices de interpretação das fontes e da produção discursiva, advindas de melhorias das relações docentes/discentes em nosso país. O artigo agrega à agenda de pesquisa ao destacar o dispositivo literatura no livro didático como ferramenta que contribui para contornar criticamente a realidade pós-pandêmica, marcada pela pós-verdade e fake news.</p> 2021-06-29T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/22962 Adaptação de plano de ensino para apropriação do gênero “vídeo projeto” em aulas de língua inglesa no ensino superior 2021-07-03T05:15:17-03:00 Rubens Fernando de Souza Lopes rubenslael@yahoo.com.br <p>Este artigo tem como objetivo principal demonstrar como um plano de ensino de língua inglesa foi adaptado para incluir o estudo do gênero discursivo “vídeo projeto”, presente em páginas virtuais de financiamento coletivo, percebido como uma necessidade a ser satisfeita por alunos de uma Faculdade de Tecnologia pública. Este é um recorte de uma Pesquisa Crítica de Colaboração que se fundamenta principalmente em Bakhtin (1952-1953/2016; 1953/1997), Newman e Holzman (1993/2002) e Vygotsky (1966/2007). Os resultados demonstram como o plano de ensino foi adaptado, observando tanto o conteúdo do material já adotado pela instituição de ensino quanto o estudo de um gênero discursivo, tendo como base o conceito de performance (dramatização).</p> 2021-06-29T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/26019 Entrevista com a Professora Micaela Ramon 2021-07-03T05:14:46-03:00 Viviane Bagio Furtoso vfurtoso@gmail.com Ev Angela Batista Rodrigues de Barros evangelabrbarros.2@gmail.com <p>Entrevista com <strong>Maria Micaela Dias Pereira Ramon</strong><strong> Moreira, </strong>&nbsp;professora auxiliar do Departamento de Estudos Portugueses e Lusófonos do Instituto de Letras e Ciências Humanas da Universidade do Minho, onde leciona Literatura Portuguesa da época clássica e Português como Língua Estrangeira, em cursos de graduação, pós-graduação e extensão.</p> 2021-06-29T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/25712 Entrevista com a Professora Idalena Oliveira Chaves “Português como língua de herança: contexto de ensino, desenvolvimento de materiais didáticos e formação docente” 2021-07-03T05:15:02-03:00 Rafaela Pascoal Coelho pascoal.rafaela@gmail.com 2021-06-29T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/25747 Língua de herança em território fronteiriço: uma conversa com a Profa. Dra. Elisangela Baptista de Godoy Sartin 2021-07-03T05:14:50-03:00 Heitor Pereira de Lima oiheitorlima@gmail.com <p>Elisangela Baptista de Godoy Sartin tem Doutorado (2016) em Filologia e Língua Portuguesa pela Universidade de São Paulo e Mestrado (2008) pela mesma instituição. Integrou o grupo de pesquisa <em>Linguagem e Cognição</em>, na USP, atuou nos cursos de licenciatura em Letras e Pedagogia da Universidade Ibirapuera (UNIB), e atualmente é professora na Escola Estadual Professor Dom José de Camargo Barros, no interior de São Paulo. Durante o doutoramento, Elisangela Sartin pesquisou sobre o português de herança em território fronteiriço e, por isso, realizou o período sanduíche na Universidade de Évora, em Portugal.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A tese de Elisangela Sartin, <em>O português de herança em território fronteiriço: a LH em Olivença como arma para preservação de um grupo minoritário</em>, destaca-se nos estudos sobre língua de herança dada a necessidade de aprofundar/atualizar uma discussão cara aos estudos da linguagem: o português de herança em território fronteiriço. Nesse sentido, a pesquisadora não poupou esforços para, em seu trabalho, trazer à cena reflexões sobre sentimento de pertença, grupos étnicos, bilinguismo, comunidade sociolinguística, resiliência cultural, etc.</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O convite feito à Professora Elisangela Baptista de Godoy Sartin para conversar comigo sobre LH em território de fronteira, discussão oriunda da pesquisa dela, se deve, inicialmente, à relevância de seu corajoso trabalho em pesquisar português de herança em território fronteiriço, com todas as interferências das fronteiras geográficas e, sobretudo, das fronteiras abstratas. Sendo estas um desfaio maior ao grupo minoritário que tenta preservar sua LH. Relevante ainda é sua dedicação em comprovar, contrariando as conclusões dos estudos de Vasconcelos (1980), Fernández (2004) e Matias (2001), que o português de herança em Olivença nunca vai morrer. Isto é, mesmo que os oliventinos portugueses sofram retaliações dos espanhóis, sejam obrigados a silenciar sua LH, sejam forçados a esquecer sua cultura, nada disso terá êxito porque o coração português que pulsa num lado da ponte da Ajuda (Elvas), é o mesmo que pulsa do outro (Olivença).</p> <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Por fim, destaco a importância de Elisangela Sartin para mim. Não se trata de um carinho à entrevistada, é mais do que isso: a pesquisadora Elisangela Sartin, minha eterna professora de Letras, é uma das responsáveis por me fazer acreditar na possibilidade de realizar sonhos por meio dos estudos. A ela, dedico carinhosamente este trabalho.&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> <p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1"></a></p> <p>&nbsp;</p> 2021-06-29T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/26122 Formação inicial e continuada de professores de Português Língua Estrangeira/Segunda Língua no Brasil 2021-07-03T05:14:42-03:00 Nildiceia Aparecida Rocha nildiceia.rocha@unesp.br Jessica Chagas de Almeida gskchagas@gmail.com <p>Resenha de “Formação inicial e continuada de professores de português língua estrangeira/Segunda língua no Brasil”, que trata de uma&nbsp;coletânea de artigos organizada por Scaramucci e Bizon oferece um panorama no âmbito da formação inicial e continuada de professores de português língua estrangeira (PLE) e de português segunda língua (PSL ou PL2), envolvendo as quatro licenciaturas já institucionalizadas no Brasil e de outros programas importantes que dispõem de iniciativas de formação de professores.&nbsp;A compilação reúne textos de autores consolidados na área de PLE/PL2 no Brasil e internacionalmente. Quando nos referimos à “área de PLE/PL2”, remetemos à noção de um campo de saber, de conhecimento. Portanto, são professores, pesquisadores, agentes políticos de consolidação, divulgação e projeção desse campo de saber que, por sua vez, é fortalecido por tais iniciativas.</p> 2021-06-29T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/26040 Escrita, multimodalidade e ensino: teoria e prática 2021-07-03T05:14:45-03:00 Heloísa Queiroz heloisa.neves@sga.pucminas.br <p>Sem resumo.</p> 2021-06-29T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Editora PUC Minas