http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/issue/feed Scripta 2021-04-15T10:50:43-03:00 Raquel Guimarães scripta.pucminas@gmail.com Open Journal Systems <p>SCRIPTA (eISSN-2358-3428 (OJS)) - uma publicação quadrimestral do Programa de Pós-Graduação em Letras, da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais e Centro de Estudos Luso-afro-brasileiros da PUC Minas, classificada como B1 no QUALIS de sua área "Linguística e Literatura" (<a href="https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/veiculoPublicacaoQualis/listaConsultaGeralPeriodicos.jsf">Plataforma Sucupira - CAPES-Brasil</a>).</p> <p>Missão: publicar dossiês contendo artigos científicos e ensaios inéditos e de reconhecida qualidade acadêmica, além de entrevistas de interesse e resenhas de obras recentemente publicadas, produzidos por pesquisadores nacionais e estrangeiros, das áreas de Literaturas de Língua Portuguesa e Linguística.</p> http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/25287 Frontspício e sumário 2021-04-15T08:44:30-03:00 Raquel Beatriz Junqueira Guimarães raquelbea.junqueira@gmail.com Raquel S. Madanêlo Souza raquelsmsouza@gmail.com <p>Sem resumo</p> 2020-12-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/25285 Os poetas e a poesia de Língua Portuguesa: trajetórias e projetos 2021-04-15T10:23:43-03:00 Raquel Beatriz Junqueira Guimarães raquelbea.junqueira@gmail.com Raquel S. Madanêlo Souza raquelsmsouza@gmail.com <p>Sem resumo</p> 2020-12-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/25313 Poets and Portuguese Language Poetry: trajectories and projects 2021-04-15T09:00:28-03:00 Raquel Beatriz Junqueira Guimarães raquelbea.junqueira@gmail.com Raquel S. Madanêlo Souza raquelsmsouza@gmail.com <p>Sem resumo</p> 2020-12-22T09:27:56-03:00 Copyright (c) 2020 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/24569 Cenas contemporâneas de escrita e leitura em revistas portuguesas de poesia: Telhados de Vidro 2021-02-03T05:06:12-03:00 Ida Maria Santos Ferreira Alves idafalves@gmail.com Beatriz Machado Conte Fonseca machadobeatriz@id.uff.br <p class="western" align="justify"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Apresentação de mapeamento realizado sobre revistas de poesia portuguesas editadas a partir dos anos 90 do século XX, com destaque para “Relâmpago”, “Cão Celeste” e “Telhados de Vidro”. Reflexão crítica em relação a esse conjunto de revistas, visando configurar algumas cenas de escrita e de leitura que produzem, isto é, como podemos ler em suas páginas a produção, a circulação e a recepção crítica de/sobre poesia, além do modo como se articulam com o contexto cultural, social e político em que estão inseridas. Neste artigo, tratamos inicialmente da importância dos periódicos literários, comparamos brevemente os três títulos destacados para focalizar mais detalhadamente a revista “Telhados de Vidro”, dirigida pelos poetas Manuel de Freitas e Inês Dias. Reflexão sobre a produção poética portuguesa e a sua crítica, a relação com a sociedade contemporânea. </span></span></p> 2020-12-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/24615 Poetas sem qualidades: o irônico projeto antológico de Manuel de Freitas 2021-02-03T05:06:07-03:00 Julia Telésforo Osório juliaosorio@gmail.com <p>a antologia <em>Poetas sem qualidades </em>consiste no primeiro título do catálogo da editora lisboeta Averno. Em seu paratexto prefacial, intitulado “O tempo dos puetas”, fundamenta-se a política comercial desse selo, que consiste em não encaminhar, mercadologicamente, reedições dos livros já publicados que apresentam a poesia de autores contemporâneos pouco reconhecidos criticamente. Neste artigo, discuto o referido posicionamento editorial, reconhecendo a seleta que o registra como objeto irônico, uma vez que critica posicionamentos literários de viés institucional ao formular uma atitude de resistência caracterizada pela sua base argumentativa construída por meio de uma dicção acadêmica. Também apresento uma reflexão acerca da recepção crítica destinada à antologia em textos pertencentes a dois periódicos, aqui representada por um texto de Gastão Cruz componente do número 12 da revista portuguesa <em>Relâmpago</em> (2003) e também por um artigo de autoria do poeta Nuno Júdice publicado em 2009 pela revista brasileira <em>Via Atlântica</em>.</p> 2020-12-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/24496 Um poema ecfrástico - análise de "Três mulheres e um céu de Delft", de Daniel Jonas 2021-02-03T05:06:14-03:00 Silvana Maria Pessôa de Oliveira jmitraudpessoa@gmail.com <p>Neste trabalho intenta-se fazer uma leitura do poema "Três mulheres e um céu de Delft', que integra o livro Os fantasmas inquilinos, publicado por Daniel Jonas, poeta português, em 2005. Para tanto, utiliza-se como principal operador conceitual a écfrase, que na Modernidade é vista menos na sua dimensão de recurso retórico do que como princípio poético destinado a estabelecer produtivas e complexas articulações entre as artes literárias e as artes plásticas.Três longas passagens do poema são especialmente recortadas para que se analise, nelas, a presença da obra de três expressivos ícones da história da pintura no Ocidente: o renascentista Nicholas Possin, o romântico Dante Gabriel Rossetii e o holandês Johannes Vermeer. &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;</p> 2020-12-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/24628 A forma atravessada na garganta: os metasonetos de Daniel Jonas e Paulo Henriques Britto 2021-04-15T09:57:37-03:00 Roberto Bezerra de Menezes robertobmenezes@gmail.com <p>O surgimento do soneto como forma literária remonta ao século XIII, período em que, ao sul da Itália, nomeadamente a região da Sicília, era larga a influência da lírica de origem provençal. De apelo matemático, a invenção do soneto é atribuída a Giacomo da Lentini, chefe da escola siciliana do Sacro Imperador Romano Frederico II. O presente texto tem como objetivo principal a justaposição de duas poéticas, a do português Daniel Jonas e a do brasileiro Paulo Henriques Britto, de modo a fazer ressaltar as distinções no tratamento metapoético dispensado ao soneto e a outras formas que dele derivam.</p> 2020-12-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/23984 A tradição épica na hora da “lusofonia horizontal”. Uma viagem à Índia de Gonçalo M. Tavares face a outras vozes poéticas da língua portuguesa 2021-02-02T17:08:11-03:00 Ewa A. Łukaszyk ewa.a.lukaszyk@gmail.com <p>O artigo apresenta a evolução do conceito de lusofonia, desde a sua formação política nos finais do século passado até uma nova realidade observada por José Eduardo Agualusa. A primeira formulação implicou, segundo Alfredo Margarido, um retorno ao período dos Descobrimentos, que efetivamente se deu, ao nível simbólico, com a retomada irónica do modelo camoniano por Gonçalo M. Tavares. A suposta “horizontalidade” da nova lusofonia é discutida através do confronto de Uma viagem à Índia com outras ressonâncias épicas, presentes na poesia de Tony Tcheka, Conceição Lima, Filinto Elísio e Afonso Cruz. No rastro da teoria de literatura menor de Gilles Deleuze e Félix Guattari, fala-se da “desertificação” da tradição épica que perde a conotação gloriosa; em consequência deste processo, o horizonte fechado da literatura hegemónica abre-se para novas ligações.</p> 2020-12-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/24382 Tradição e descontinuidade na epopeia de Gonçalo Tavares 2021-02-03T05:06:14-03:00 Maria Isabel Bordini belbordini@gmail.com <p>Este trabalho discute a obra <strong>Uma Viagem à Índia - Melancolia contemporânea (um itinerário)</strong>, uma epopeia de Gonçalo M. Tavares, a partir dos seus movimentos de diálogo e ruptura com a tradição literária, especialmente a de língua portuguesa. Para tanto, analisamos as relações que esta epopeia mantém com <strong>Os Lusíadas</strong>, de Camões, de cuja forma e tema se apropria, <strong>Mensagem</strong>, de Fernando Pessoa, cujo tom profético subverte, e <strong>Ulysses</strong>, de James Joyce, em cujo procedimento de apropriação e reinvenção de referentes paradigmáticos da tradição literária ocidental se inspira. Pretendemos, assim, apresentar de que modo o gênero epopeia, enquanto narrativa fundacional de uma coletividade, é aqui retomado e ressignificado por Gonçalo Tavares.</p> 2020-12-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/24601 Da invenção mais impura: uma montagem de Orfeu em Herberto Helder 2021-02-03T05:06:08-03:00 Mariana Pereira Guida mariana13_muz@hotmail.com <p>Este artigo vale-se do mito de Orfeu enquanto tópica reiteradamente revistada na poesia moderna para analisar duas possibilidades de leitura do poeta trácio na obra do poeta Herberto Helder. A hipótese central é a de que, embora distintos, ambos guardam em si a implicação de metamorfose e finitude engendrada pela metáfora no projeto do poema contínuo, tendo em vista a escrita como um procedimento paradoxal de inscrição e apagamento articulado por imagem e som na enunciação lírica. Para tanto, a obscuridade inscrita no gesto autoral será perscrutada a partir do recurso do corte na montagem cinematográfica, considerando o princípio fílmico da poesia helderiana e o modo pelo qual ela se apropria do mito de Orfeu a partir da recitação poética como uma força que opera no horizonte de uma alteridade radical, fundadora de um idioma próprio, no qual origem e fim simultaneamente condicionam a interdição e a abertura ao sentido.</p> 2020-12-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/24669 Bénédicte Houart: variações em torno da mulher e do feminino 2021-04-15T09:21:56-03:00 Tatiana Pequeno tatianapequeno@gmail.com <p>O presente texto tenciona apresentar a poesia de Bénedicte Houart, que escolheu a língua portuguesa para construir seu trabalho com a linguagem, a partir de uma perspectiva dos estudos feministas e dos estudos de gênero, naquilo com que ambos se familiarizam. Ora se utilizando de procedimentos importantes de ironia, ora operando num contexto de dessacralização do dizer poético, a poeta atravessará em sua obra, como algumas escritoras de sua geração, um caminho que avalia as demandas da mulher e do feminino nos anos iniciais do século XXI sem estereótipos ou mecanismos cristalizados de vocalização poética. Para tanto, pretendemos ler alguns poemas selecionados de sua obra e verificar em que medida tanto as questões de gênero quanto as de sexualidade aí comparecem, conectando-a e muitas vezes confrontando-a a um legado de escritoras importantes tais como Florbela Espanca e Adília Lopes.</p> 2020-12-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/24276 A dissolução das noções de materialidade e autoria na ciberliteratura: Um olhar para a obra Fantasia breve, a palavra-espuma 2021-02-03T05:06:16-03:00 Débora Keppi Deicke deboradeicke@gmail.com Vinicius Pereira viniciuscarpe@gmail.com <p>A ascensão das tecnologias computacionais se dá de modo vertiginoso e suas capacidades técnicas são cada vez mais abraçadas pelo meio social. Tomam forma atividades híbridas entre homem e máquina que também se fazem presentes nos processos criativos existentes nesses meios. As possibilidades de utilização da máquina são múltiplas e irrestritas, o que permite aos seus usuários uma liberdade criativa em produções artísticas que difere do que é tradicionalmente conhecido e reconhecido – tanto pelos leitores quanto pela crítica. No que concerne à literatura eletrônica, há uma gama de oportunidades para a criação artística, que, por vezes, resulta em uma transgressão ao que se tem mais convencionalmente estabelecido pela literatura impressa. Essa quebra da tradição ocorre em níveis variados e evoca questionamentos quanto aos critérios estabelecidos para valoração dessas obras. Desse modo, apresenta-se uma reflexão em relação aos parâmetros utilizados para qualificação dessas obras: são critérios oriundos da literatura impressa suficientes para avaliar a ciberliteratura? Diante desse contexto, o presente artigo discute, a partir da obra <strong>Fantasia breve, a palavra-espuma</strong>, do ciberpoeta português Rui Torres, conceitos de materialidade e autoria, bem como o modo como estes são ressignificados no âmbito da literatura em mídia digital.</p> 2020-12-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/24576 A guerra colonial portuguesa na poesia testemunhal de Fernando Assis Pacheco e Manuel Alegre: diálogos, congruências e incongruências 2021-02-03T05:06:10-03:00 Vinícius Victor Araujo Barros victorbarros.adm@gmail.com <p>Este artigo debate a poesia testemunhal de Fernando Assis Pacheco e Manuel Alegre, ambos ex-combatentes da guerra colonial portuguesa em África. As análises se detêm às publicações realizadas próximas de confrontos ou ainda no calor deles, a saber: <strong>Cuidar dos Vivos</strong> (1963) e <strong>Catalabanza, Quilolo e Volta</strong> (1976), de Fernando Assis Pacheco, e <strong>Praça da Canção</strong> (1965) e <strong>Canto e as armas</strong> (1967), de Manuel Alegre. Baseados nas concepções de Walter Benjamin (2012) de crise do compromisso tácito entre o leitor e o narrador moderno e no paroxismo da impossibilidade de representação artística de uma catástrofe humana como a guerra, procuramos evidenciar como cada um dos autores portugueses elaborou esteticamente seu testemunho com o intuito de retratar em versos a brutalidade cotidiana do <em>front</em> e os traumas de lá trazidos. Atentos aos diálogos, as congruências e as incongruências entre as produções dos dois poetas, esperamos colocar em questão que as guerras são, paradoxalmente, experiências coletivas momentâneas, porém, individualmente vivenciadas.</p> 2020-12-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/24608 Tristes trópicos: memórias do colonialismo na obra de Diana Andringa 2021-02-03T05:06:08-03:00 Aparecida de Fátima Bueno fabueno@usp.br <p><strong>Resumo</strong>: A produção documental da jornalista Diana Andringa se caracteriza por uma revisitação crítica do salazarismo, iniciada no período em que trabalhou na RTP, de 1978 a 2001, e que se acentua a partir de seu desligamento da emissora, quando passa a atuar como documentarista independente. Da primeira fase, destacam-se <strong>Goa, 20 anos depois</strong> (1981), a série <strong>Geração de 60</strong> (1989),&nbsp;<strong>Aristides de Sousa Mendes, o cônsul injustiçado</strong> (1992) e&nbsp;<strong>Humberto Delgado, obviamente assassinaram-no</strong> (1994), os dois últimos realizados por Teresa Olga, com argumento de Diana Andringa. A partir de 2001, sobressaem os documentários relacionados ao passado colonial português: <strong>Timor, o sonho do crocodilo</strong> (2002), &nbsp;<strong>As duas faces da guerra</strong> (2007), em parceria com o cineasta guineense Flora Gomes, <strong>Dundo, memória colonial</strong> (2009),&nbsp;<strong>Tarrafal, memórias do campo da morte lenta</strong> (2010), <strong>Operação Angola: fugir para lutar</strong> (2015) e <strong>Guiné-Bissau: da memória ao futuro</strong> (2019). Uma visada neste&nbsp;<em>corpus</em> revela a coerência do conjunto da obra de Andringa na busca por resgatar a memória da resistência ao Estado Novo e da luta contra o colonialismo, desde o período em que atuava na RTP. Nosso objetivo, a partir da análise de parte dessa produção, é o de refletir sobre o seu papel no processo de revisitação do passado português no último século.</p> 2020-12-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/23848 Luís Carlos Patraquim: pulsões de desejos e afetos 2021-02-03T05:06:20-03:00 Luciana Brandão Leal luciana_brandao@hotmail.com <p>Este artigo propõe uma leitura da obra poética de Luís Carlos Patraquim, importante poeta moçambicano que produz desde o período pós-independência (após 1975) à contemporaneidade. Serão abordados “trânsitos” literários propostos por esse poeta, além dos temas do “amor” e do “erotismo” que são perceptíveis em sua lírica. Luís Carlos Patraquim rasura a dicção da poesia ideológica proposta por seus antecessores, recriando uma especial forma de “barroquismo estético”, que evidencia sua “poética dos afetos”, e revoluciona o cenário da moderna poesia moçambicana dos séculos XX e XXI.&nbsp; &nbsp;</p> <p>Palavras-chave: Luís Carlos Patraquim, amor, erotismo, poética dos afetos, poesia moçambicana, trânsitos.</p> <p>&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> 2020-12-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/23859 Metáforas da navegação na lírica brasileira contemporânea de autoria feminina 2021-02-03T05:06:18-03:00 Rafael Quevedo rcampos029@gmail.com <p>Propõe-se uma reflexão acerca do emprego de uma metáfora pertencente ao patrimônio da poesia ocidental, a metáfora náutica, na obra das poetas brasileiras contemporâneas Ana Cristina César (1979), Orides Fontela (1983), Neide Archanjo (1984), Hilda Hilst (1989) e Maria Lúcia dal Farra (2011). Para esse objetivo, discute-se o arcabouço simbólico do tema náutico e da metáfora marinha, verificam-se casos exemplares de seu emprego colhidos da tradição e, por fim, parte-se para a análise do <em>corpus</em> tentando averiguar possíveis deslocamentos, variações e marcas que sirvam como indício de uma reconfiguração feminina da metáfora poética da viagem marítima.</p> 2020-12-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/24345 Casa da noite: a morada da poesia de Hilda Hilst 2021-02-03T05:06:15-03:00 Vitor Hugo Luís Geraldo vitor_vhlg@hotmail.com Enivalda Nunes Freitas e Souza eni@ufu.br <p>Este artigo investiga a imagem da noite na poesia de Hilda Hilst, reverberando no fatigante encalço da escrita, na solidão amorosa, na indignação política, nas visões oníricas. Elemento ativo na Casa do Sol, lugar da oficina da palavra e do exercício da contemplação, a noite é valorizada por iluminar o inconsciente e liberar o espírito imaginativo, promovendo a linguagem fulgurosa da poesia. Para acompanhar esse tema, buscou-se o apoio de campos interdisciplinares, como a filosofia, a antropologia e a psicologia. Nesses campos, e na literatura, a compreensão moderna do tema noite é devedora da concepção noturna novalisiana.</p> 2020-12-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/24609 “Gosto do deslocamento”: espaços urbanos e testes de poesia em Marília Garcia 2021-02-03T05:06:07-03:00 Jailma da Costa Ferreira jailma.jdf@gmail.com <p>Discutiremos neste artigo acerca dos deslocamentos da voz poética na poesia de Marília Garcia, a partir de uma leitura crítica e analítica dos poemas “pelos grandes bulevares” e “noite americana”, ambos do livro Câmera lenta (2017). Descentralizados de um eu, seus textos são compostos a partir dos acidentes, dos (des)encontros que acontecem e são provocados no (e pelo) espaço urbano. Desse modo, queremos compreender de que forma os aspectos que compõe esse espaço contribuem para a produção de singularidades e dos movimentos para fora do eu em sua poesia, considerando que esta realiza-se em diálogo com a vida urbana, com a observação vagarosa das situações que fazem parte desse meio. Em vista disso, apontamos alguns conceitos teóricos que embasam este estudo, a saber: Magalhães (2017), sobre os deslocamentos do eu; Reis (2015), a respeito dos testes que Marília faz em sua poesia; Busato (2015), acerca da relação dos sujeitos com o espaço urbano; entre outros.</p> 2020-12-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/24598 Vozes das mulheres negras nos saraus e slams da cidade de São Paulo 2021-02-03T05:06:10-03:00 Elaine Correia de Oliveira proelaineoliver@gmail.com Francine Fernandes Weiss Ricieri francinericieri@gmail.com <p>O presente artigo dedica-se aos estudos de slams e saraus realizados na periferia da cidade de São Paulo. Em especial, serão destacadas as vozes das mulheres negras que se expressam nesses espaços. O objetivo desse estudo é analisar as linguagens poética, oral e corporal das performances que compõem as apresentações, assim como ressaltar nessas manifestações sua relevância cultural, além de mostrar a importância dos saraus e slams como meios de transformação social através da cultura e da arte marginal periférica.</p> 2020-12-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/24629 Maria Tereza: um corposolo em Ruídos e Negrices 2021-04-15T09:25:24-03:00 Fabiana Oliveira de Jesus mdp.fabiana@gmail.com <p>Este texto tem o propósito de apresentar a trajetória da poetisa paulistana Maria Tereza, escritora de três livros: Ruídos, Negrices em Flor e Vermelho. Nesta apresentação, damos foco à representação do corpo negro feminino exposto nos versos e à multiartista, que insere, na escrita, sua leitura do mundo feita por seus olhos negros. Escrita esta que elege seus precursores, mostrando suas leituras de mulheres pretas e contando, através de seus versos, sua escrevivência. Revelando, assim, sua ancestralidade e dando voz, através da sua poesia, às mulheres negras que vieram antes para abrir espaço para as que a vieram depois. Sua escrita, por fim, é personificação de seu corposolo.</p> 2020-12-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/24630 Em um corpo para Stela do Patrocínio, o "eu era gases puro" 2021-04-15T09:30:16-03:00 Eider Madeiros eidermadeiros@gmail.com Letícia Simões Velloso Schuler leticiaschuler6@gmail.com Hermano de França Rodrigues hermanorg@gmail.com <p>O presente trabalho busca realizar uma leitura em torno de um dos poemas da poeta carioca Stela do Patrocínio, presente na obra <em>Reino dos bichos e dos animais é o meu nome </em>(2001). A obra, por sua vez, se configura enquanto uma antologia elaborada a partir de uma transposição das falas da autora, quando esta vivia em uma instituição manicomial. O “falatório” de Stela nos permite tentar compreender, a partir da articulação com a psicanálise, o funcionamento e estruturação do inconsciente de um sujeito psicótico, além de tecer considerações acerca do corpo psíquico e somático, e da relação entre o conceito da foraclusão junto à linguagem. Nesse sentido, nos basearemos, predominantemente, nos ensinos do psicanalista Jacques Lacan.</p> 2020-12-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/24572 “Do vácuo da alma, insuspeitado, um mundo”: um estudo heideggeriano sobre tempos indigentes na poesia mítica de Santiago Villela Marques 2021-02-03T05:06:11-03:00 Iouchabel Sarratchara de Fatima Falcão iouchabel@gmail.com Célia Maria Domingues da Rocha Reis celiarochareis@gmail.com Danilo Barcelos Corrêa danilobarceloslit@gmail.com <p>O objetivo deste artigo é buscar compreender alguns fenômenos poéticos do chamado “tempos indigentes”, a luz das reflexões do filósofo Martin Heidegger (2002), que se manifestam na imagem mítica da Criação no poema “A ÚLTIMA OBRA” (2008), de Santiago Villela Marques, a fim de interpretarmos como o divino e o poético podem surgir simultaneamente pelos corpos poemáticos que compõem a produção lírica da contemporaneidade. Para tanto, faremos um percurso analítico-fenomenológico que nos proporcione reflexões sobre o dizer sagrado dos poetas pelos seguimentos dos deuses foragidos, em relação ao tempo-espaço da era do mundo em que o poema é criado: na virada milenar e no século XXI.</p> <p>&nbsp;</p> <p><strong>Palavras-chave: </strong>Martin Heidegger. Poesia. Lírica. Santiago Villela Marques.</p> 2020-12-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/24824 O envelhecimento dos corpos e a questão dos gêneros: um estudo comparado de “A égua”, de Marcela Serrano, e “As tardes de um viúvo aposentado”, de Teolinda Gersão 2021-04-15T10:50:43-03:00 Frederico Dias Rosa Alves Teixeira fred.dias@live.com Flávia Maurício da Rocha Fontes fla_mrf@hotmail.com Priscila Campolina de Sá Campello priscilacscampello@gmail.com <p>O presente artigo discute o envelhecimento dos corpos femininos e masculinos por meio dos contos “A égua”, de Marcela Serrano, e “As tardes de um viúvo aposentado”, de Teolinda Gersão. Debate-se sobre as diferentes implicações sociais desse envelhecimento em ambos os sexos, considerando-se o corpo como uma produção sócio-histórica, a fim de mostrar como o patriarcado influencia tanto sua forma quanto seu comportamento. Assim, a partir da construção discursiva e narrativa dos textos, busca-se mostrar como o corpo configura-se como o eixo sob o qual se constrói e se problematiza a divisão entre os papéis sociais do feminino e do masculino.</p> 2020-12-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/24732 Collections in Atonement, Oranges Are Not the Only Fruit, Bring up the bodies, and Cloud Atlas: A Prelude 2021-02-03T05:05:59-03:00 Luiz Fernando Ferreira Sá saluiz18@gmail.com <p>Lerei o fascínio por colecionadores e coleções em <em>Atonement</em> de Ian McEwan (2001), <em>Oranges Are Not the Only Fruit</em> de Jeanette Winterson (1985), <em>Bring up the Bodies</em> de Hilary Mantel (2012) e <em>Cloud Atlas</em> de David Mitchell (2004) em relação a pelo menos duas questões teóricas. As coisas e objetos coletados podem ajudar na imaginação de identidades e papéis sociais mais satisfatórios? A coleta de vestígios materiais pode levar a uma descrição precisa ou verdadeira do passado-presente-futuro na escrita de uma vida? Esses romances representam um dos exemplos mais populares e aclamados pela crítica do interesse generalizado pela coleção aparente na ficção britânica contemporânea.</p> 2020-12-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/24558 Nobel 2021-02-03T05:06:12-03:00 Darlan Roberto dos Santos fenixdr@gmail.com <p>Resenha da obra <strong>Nobel</strong>, de Jacques Fux, lançada em 2018. Neste romance, o mineiro Jacques Fux realiza um ato de autoficção, discursando, ao ser laureado com um Nobel de Literatura.</p> 2020-12-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/24599 Juliano Garcia Pessanha, o motorista do acostamento 2021-02-03T05:06:09-03:00 Suelen Ariane Campiolo Trevizan su.trevizan@gmail.com 2020-12-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/24623 Cinco meninos, cinco ratos 2021-02-03T05:06:06-03:00 Rodrigo Medeiros Campos rodrigocampos1977@gmail.com 2020-12-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/24555 Entrevista com o poeta Carlos Frederico Manes A poesia brasileira no século XXI: um ofício de resistência 2021-02-03T05:06:13-03:00 Simone Guerreiro simbraga@hotmail.com 2020-12-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Editora PUC Minas http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/24693 “Por um poeta sem rótulo de difícil, não emocional e sério”: uma conversa com Inez Cabral 2021-02-03T05:06:00-03:00 Edneia Ribeiro edneiarr@yahoo.com.br <p>Nesta conversa, Inez Cabral, na condição de leitora e organizadora de antologias e publicações póstumas de João Cabral de Melo Neto, apresenta ideias para que a obra do pai-poeta seja ainda mais lida e admirada. Entre outros assuntos, comenta sobre sua emoção ao tomar conhecimento de um poema inédito em sua homenagem - "Nenhuma filha no mundo" - cuja transcrição e <em>fac-símile</em> serão apresentados ao final da entrevista.</p> 2020-12-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2020 Editora PUC Minas