Scripta http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta <p>SCRIPTA (eISSN-2358-3428 (OJS)) - uma publicação quadrimestral do Programa de Pós-Graduação em Letras, da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais e Centro de Estudos Luso-afro-brasileiros da PUC Minas, classificada como B1 no QUALIS de sua área "Linguística e Literatura" (<a href="https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/veiculoPublicacaoQualis/listaConsultaGeralPeriodicos.jsf">Plataforma Sucupira - CAPES-Brasil</a>).</p> <p>Missão: publicar dossiês contendo artigos científicos e ensaios inéditos e de reconhecida qualidade acadêmica, além de entrevistas de interesse e resenhas de obras recentemente publicadas, produzidos por pesquisadores nacionais e estrangeiros, das áreas de Literaturas de Língua Portuguesa e Linguística.</p> PUC Minas pt-BR Scripta 1516-4039 <p>O envio de qualquer colaboração implica, automaticamente, a cessão integral dos direitos autorais à PUC Minas. Solicita-se aos autores assegurarem:</p> <ul> <li class="show">a inexistência de conflito de interesses (relações entre autores, empresas/instituições ou indivíduos com interesse no tema abordado pelo artigo), e</li> <li class="show">órgãos ou instituições financiadoras da pesquisa que deu origem ao artigo.</li> <li class="show">todos os trabalhos submetidos estarão automaticamente inscritos sob uma licença <a title="Creative Commons License" href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0" target="_blank" rel="noopener">creative commons</a> do tipo "by-nc-nd/4.0".&nbsp;</li> </ul> Frontspício e Sumário http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/24550 <p>Sem resumo</p> Arabie Bezri Hermont Adriana Leitão Martins Copyright (c) 2020-09-25 2020-09-25 24 51 1 6 Tempo, aspecto, modo e modalidade http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/24551 <p>Sem resumo</p> Adriana Leitão Martins Arabie Bezri Hermont Copyright (c) 2020 Editora PUC Minas http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2020-09-24 2020-09-24 24 51 8 26 10.5752/P.2358-3428.2020v24n51p8-26 Tense, Aspect, Mood and Modality http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/24552 <p>Sem resumo</p> Arabie Bezri Hermont Adriana Leitão Martins Copyright (c) 2020 Editora PUC Minas http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2020-09-24 2020-09-24 24 51 27 45 10.5752/P.2358-3428.2020v24n51p27-45 Considerações sobre o modal teleológico http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/22960 <p class="western" align="justify"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Este artigo apresenta propriedades sintáticas e semânticas do auxiliar modal teleológico. Tendo por base autores como </span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Sæbo (2001, 2017), </span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">von Fintel &amp; Iatridou (2005) e Copley (2010), abordamos aspectos relativos à construção em que esse modal figura, mostrando suas diferenças em relação a outros modais de raiz - interpretados em posição baixa na estrutura. Mostramos como uma construção com o modal teleológico relaciona informações que correspondem a </span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>meio</em></span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"> e </span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>meta. </em></span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Abordamos também fatores como a orientação modal e a sua coocorrência com um item de negação. Quanto à orientação modal, relacionamos o participante para o qual o modal é orientado com a posição em que é interpretado na estrutura. Quanto à negação, mostramos que esta não opera apenas sobre o evento descrito na sentença modal, mas sim sobre a relação entre meio e meta, negando a biunivocidade dessa relação. </span></span></p> Nathalia Gravonski Codinhoto Núbia Ferreira Rech Copyright (c) 2020 Editora PUC Minas http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2020-09-23 2020-09-23 24 51 47 70 10.5752/P.2358-3428.2020v24n51p47-70 Tardis & Tame: um ensaio sobre o significado e a metafísica da linguagem natural http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/22959 <p>Este artigo aborda a relação teórica entre as instâncias de tempo/espaço a partir da linguagem natural como vetor de sua manifestação, concentrando-se no significado, majoritariamente representando a subárea de Semântica, com algumas incursões sobre a Sintaxe e a Pragmática. O design ontológico de partida é composto principalmente pelas categorias de TAME (tense, aspecto, modo e evidencialidade/eventologia) instanciadas por fenômenos linguísticos que ilustram as propriedades de deslocamento, ancoragem e aboutness. A fim de atingir essa ampla gama de manifestações linguísticas, o escopo se detém na Semântica Verbal do Português Brasileiro (PB), buscando abordar a natureza lexical das entradas nessa língua e sua contraparte metafísica em significado. Esse tipo de abordagem se presta a ilustrar o equilíbrio adequado do dispositivo formal do componente semântico no que diz respeito aos parâmetros de ambas das línguas em relação ao TAME, correlacionando-os aos princípios mais amplos da linguagem humana via o que se pretende cunhar neste trabalho como TARDIS. Este trabalho apresenta-se em três seções: a) teórica, introduzindo as propriedades de cada categoria de TAME ao longo da história da Linguística e da Semântica; b) metodológica, caracterizando o dualismo léxico/metafísica para as abordagens de Semântica Formal e sua correlação com tempo e espaço além de outros conceitos não lógicos privilegiados e sensíveis ao conhecimento semântico; c) epistemológica e analítica, considerando os parâmetros do Português em relação à veiculação das propriedades de TARDIS ao longo das diferentes categorias de TAME e sua correlação com princípios que parecem correlacionar-se com a cognição humana, focando sobretudo na modalidade.</p> Yuri Penz Ana Maria Tramunt Ibaños Copyright (c) 2020 Editora PUC Minas http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2020-09-23 2020-09-23 24 51 71 102 10.5752/P.2358-3428.2020v24n51p71-102 Paradigm Structure in French Verbal Inflection http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/22984 <p>Verb inflectional morphology in French exhibits a range of complexities both in the structure of verb stems (stem-final latent consonant; vowel variation; stem-final nasal vowel ; suppletive forms ; etc.) and the organization of the inflectional system, marked for five grammatical categories: tense, aspect, mode, person and number, which in the majority of cases cannot be identified as a morphological or phonological unit. The main objective of this paper is to show that these morphosyntactic properties should be analyzed as a global affix, which operate within the same space, with no fixed order. This strategy has the advantage to 1) take into account all the verb syntactic properties, 2) avoid multiple zero suffixes, 3) avoid the use of different analyses depending on the verb class, 4) avoid non-productive and phonologically unmotivated rules of insertion of theme vowels as in [dorm-<strong>i</strong>-r-ons] <em>dormirons, </em>and epenthetic consonants as in [ku-<strong>d</strong>-r-ons] <em>coudrons</em>, 5) account for French verb inflectional system in a simple and more explanatory way than strictly segmental analyses without "motivated" processes, using massive suppletion and/or stems dependencies, where inflected verbal forms are related by arbitrary implicational associations or quantitative measures based on extensive memorization. This analysis also has the property of explaining by means of a very general principle (the Onset principle) the realization of a stem-final FC in front of the affixes 'ions' and 'iez' as in before any suffix beginning with an empty onset. The verb inflectional paradigmatic structures is captured within Construction Morphology (CxM) as stated in Booij, 2010.</p> Fatima-Zahra El Fenne Copyright (c) 2020 Editora PUC Minas http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2020-09-23 2020-09-23 24 51 103 135 10.5752/P.2358-3428.2020v24n51p103-135 A competição entre Simple Past e Present Perfect no inglês estadunidense: um estudo de caso sobre o perfect de resultado http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/23218 <div class="page" data-page-number="1" data-loaded="true" data-page-label="136"> <div class="textLayer"> <div>Este artigo tem como objetivo investigar a competição entre&nbsp;Present Perfect e Simple Past na expressão do aspecto <em>perfect</em>&nbsp;resultativo na língua inglesa. Testa-se a hipótese de que, no&nbsp;inglês estadunidense (AmE), contextos de transição, com&nbsp;estado-alvo resultante relevante no presente (compatíveis&nbsp;com resultativos fortes), são representados linguisticamente pelo Simple Past preferencialmente. Para tanto, adota-se&nbsp;como metodologia um estudo de caso triplo com base em&nbsp;um experimento de produção semiespontânea que elicita&nbsp;resultativos fortes. Os dados indicam variação morfológica&nbsp;na descrição de situações resultativas fortes, com preferência&nbsp;pelo uso do Simple Past, logo, a hipótese não foi refutada. O&nbsp;Simple Past assume a forma&nbsp;<em>default</em>, pois seu uso prevalece mesmo quando o contexto indica continuação e relevância do&nbsp;resultado no presente. Todavia, o uso do Present Perfect foi&nbsp;favorecido em situações cujo estado resultante é condição para&nbsp;uma demanda prévia por ação do interlocutor, especificamente,&nbsp;quando não há outra marcação linguística de causalidade.</div> </div> </div> Adriana Lessa Leonardo Cabral Copyright (c) 2020 Editora PUC Minas http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2020-09-23 2020-09-23 24 51 136 172 10.5752/P.2358-3428.2020v24n51p136-172 A aspectualidade estativa de “ficar”: uma análise dos casos com gerúndio e particípio http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/22937 <p>Este trabalho tem como objetivo discutir a contribuição semântica de <em>ficar</em>+gerúndio/particípio em português brasileiro. Propomos que esse verbo seja um aspectualizador, contribuindo com a formação de um predicado com características estativas. Defendemos que a noção de permanência atribuída a ele é válida para as construções em análise e, assim, possíveis diferenças entre a complementação com gerúndio ou particípio sejam composicionais, isto é, são dadas pelas propriedades dessas formas nominais do verbo. Com isso, rejeitamos análises anteriores que atribuíam ao verbo uma semântica de permanência ou iteração na construção com gerúndio e uma de mudança de estado naquela com particípio. Baseados na noção de aspecto verbal, checamos a robustez de nossa proposta por meio de uma série hipóteses: os resultados levam à conclusão que, de fato, <em>ficar</em>+gerúndio/particípio forme um predicado de estado, em que <em>ficar </em>tem apenas um significado na perífrase.</p> Roberlei Alves Bertucci Copyright (c) 2020 Editora PUC Minas http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2020-09-23 2020-09-23 24 51 173 209 10.5752/P.2358-3428.2020v24n51p173-209 Marcação de aspecto gramatical nos verbos de ligação: uma análise morfológica http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/22932 <p>Este artigo tem por objetivo apresentar uma análise morfológica dos verbos de ligação (VL) para verificação da marcação aspectual nessa tipologia verbal. O texto toma como amostra os verbos ser, estar, continuar, virar, andar, ficar, parecer, permanecer, viver, tornar-se e encontrar-se. Em uma continuidade da investigação para a construção da natureza sintática dos VL, este estudo apresenta uma análise morfêmica, por meio da apresentação de tabelas morfológicas e análise do aspecto gramatical dos VL. A abordagem metodológica utilizada foi a pesquisa bibliográfica e análise morfêmica do radical e desinência modo, tempo e aspecto (DMTA). Os resultados demonstraram que os VL podem apresentar conteúdo semântico, mesmo em análises apenas do aspecto gramatical.</p> Gláucia do Carmo Xavier Kelly Cesário de Oliveira Copyright (c) 2020 Editora PUC Minas http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2020-09-23 2020-09-23 24 51 210 237 10.5752/P.2358-3428.2020v24n51p210-237 A volição na leitura aspectual de sentenças com a perífrase “estar+gerúndio” no português brasileiro http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/22948 <p>O presente estudo tem por objetivo investigar se as leituras aspectuais da perífrase “estar+gerúndio” geram leituras volitivas em contexto de sujeitos [±animados] no português brasileiro. Arche (2014) questiona o fato de que, na literatura, diversos autores atribuem a essa perífrase uma leitura de volição, sem explicar como essa leitura é gerada. Com isso, testamos se o traço [animacidade] do argumento externo é capaz de confirmar essa leitura de volição da perífrase investigada. A hipótese assumida é a de que não há uma leitura específica de volição para essa perífrase, mas que as leituras aspectuais são geradas na estrutura sintagmática devido à contribuição aspectual de diferentes elementos sentenciais. Para testar essa hipótese, aplicamos um teste de julgamento de gramaticalidade a dez falantes de português brasileiro. Os resultados mostram que, mesmo em contextos com sujeitos [-animados], os falantes associaram majoritariamente as sentenças a interpretações que indicam habilidade e, consequentemente, volição.</p> Thais Araujo Mercedes Sebold Copyright (c) 2020 Editora PUC Minas http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2020-09-23 2020-09-23 24 51 238 264 10.5752/P.2358-3428.2020v24n51p238-264 Imediaticidade Pragmática e Uso do Presente do Indicativo em Manchetes e Subtítulos Jornalísticos http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/22648 <p>Este artigo examina o uso do Presente do Indicativo em manchetes e subtítulos de jornais <em>online</em> em português, sob a perspectiva da Gramática Cognitiva. A análise tem o objetivo de investigar os mecanismos cognitivos e pragmáticos associados ao uso do Presente do Indicativo para referência a eventos passados, contrastando-o com usos do Passado no mesmo contexto. A investigação parte da noção de imediaticidade epistêmica, referente ao presente simples em inglês (LANGACKER, 2001, 2009), expandindo-a para propor a noção de imediaticidade pragmática, relacionada à realização do ato de fala de noticiar. Os resultados indicam que o uso do Presente do Indicativo predomina nas manchetes, e que a combinação temporal mais frequente é MANCHETE (Presente do Indicativo) – SUBTÍTULO (Pretérito).</p> Caroline Soares Lilian Ferrari Copyright (c) 2020 Editora PUC Minas http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2020-09-23 2020-09-23 24 51 265 292 10.5752/P.2358-3428.2020v24n51p265-292 As Construções perifrásticas [V1andar/Ir/Sair/Vir/Viver +V2gerúndio] e a expressão do aspecto: restrições sintático-semânticas e motivações cognitivas do seu processo de gramaticalização http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/23180 <p>Estudou-se, à luz do quadro teórico da linguística cognitiva, mais especificamente do conceito de esquemas imagéticos, o processo de gramaticalização de cinco verbos da língua portuguesa que originalmente traduzem a noção de movimento. Explorou-se a hipótese de que os esquemas imagéticos presentes na conceptualização desses verbos podem explicar algumas restrições sintático-semânticas identificadas nas construções perifrásticas resultantes dessa gramaticalização. A análise diacrônica empreendida acusou que, à exceção da perífrase [V1<em>sair</em> + V2gerúndio], que se gramaticalizou apenas no período clássico da língua, as formas <em>andar</em>, <em>ir</em>, <em>vir</em> e <em>viver</em> já funcionavam como auxiliares aspectuais quando combinadas com uma forma nominal de gerúndio desde o século XIII. Observou-se, ainda, que o esquema FONTE-TRAJETO-ALVO é fator imprescindível para que o verbo de movimento seja reanalisado como forma auxiliar em uma construção em que V2 é uma forma de gerúndio, além do que a combinação de dois esquemas imagéticos dificulta o processo de reanálise, retardando, assim, o curso da gramaticalização do auxiliar.</p> Sueli Maria Coelho Adriana Maria Tenuta Copyright (c) 2020 Editora PUC Minas http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2020-09-23 2020-09-23 24 51 293 327 10.5752/P.2358-3428.2020v24n51pPDF Os verbos de estado no português brasileiro: propriedades semânticas e classificação http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/22942 <p>Tradicionalmente, na literatura linguística, os verbos de estado possuem análises controversas. Por um lado, há autores que analisam esses verbos como elementos semânticos primitivos e como uma classe uniforme de verbos. Por outro, há autores que identificam uma composicionalidade nesses itens, considerando que eles se distribuem por diferentes classes verbais. Neste artigo, tomamos como objeto de estudo os verbos de estado do português brasileiro, com o objetivo de mostrar que esses verbos, em nossa língua objeto, seguem o segundo padrão de análise explicitado: são itens composicionais e decomponíveis e não possuem comportamento uniforme, se distribuindo por diferentes classes. Para tanto, analisamos 36 verbos de estado do português brasileiro, à luz do quadro teórico-metodológico da Semântica Lexical.</p> Kely Stefani de Oliveira Luana Lopes Amaral Copyright (c) 2020 Editora PUC Minas http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2020-09-23 2020-09-23 24 51 328 360 10.5752/P.2358-3428.2020v24n51p328-360 Analisando a Língua Brasileira de Sinais como uma língua sem-tense http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/23140 <p>Este artigo objetiva apresentar uma proposta de análise da Língua Brasileira de Sinais (Libras) como uma língua sem-tense. Com base em Lin (2012), nós demonstraremos que a Libras exibe propriedades morfossintáticas semelhantes àquelas encontradas em outras línguas sem-tense, como o chinês, a saber: i) verbo sem morfologia de tense e opcionalidade da expressão temporal ou do advérbio de tempo; ii) passado não marcado gramaticalmente no verbo; iii) futuro marcado por auxiliar; iv) presença predicados de nominais nu; v) ausência de sujeito expletivo; vi) ausência de distinção morfológica entre finito e não-finito; vii) ausência de movimento motivado por caso.; viii) interpretação de referência temporal baseada em aspecto.</p> Lorena Mariano Borges Figueiredo Guilherme Lourenço Copyright (c) 2020 Editora PUC Minas http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2020-09-23 2020-09-23 24 51 361 396 10.5752/P.2358-3428.2020v24n51p361-396 Temporalidade e modalidade em construções hipotáticas adverbiais condicionais à luz da linguística funcional centrada no uso http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/23156 <p>Este artigo apresenta uma análise do comportamento das categorias funcionais de tempo-aspecto-modalidade em construções hipotáticas adverbiais condicionais do português brasileiro escrito. Os dados foram extraídos de uma amostra de 24 cartas pessoais produzidas (escritas ou trocadas) no período de 1970 a 1990 no município de Chapecó, Santa Catarina. Procedeu-se ao levantamento qualitativo das categorias funcionais de temporalidade (tempo e aspecto) e de modalidade intrínsecos às construções hipotáticas condicionais. Com base no aporte teórico da Linguística Funcional Centrada no Uso, buscamos compreender a relação entre a perspectiva/atitude do falante e a codificação/expressão do domínio funcional complexo (tempo-aspecto-modalidade) nas construções condicionais da amostra<strong>. </strong>Os resultados apontam a inerência da tríade funcional ao enunciado condicional, que, normalmente, está imbricada uma na outra, embora, por vezes, o falante dê ênfase a um fator específico. Vimos, portanto, que as categorias de temporalidade e modalidade se localizam em um <em>continuum</em>, sendo a gradualidade apresentada conforme o relevo do falante dado à proposição.</p> <p>&nbsp;</p> Leyla Ely Cláudia Andrea Rost Snichelotto Copyright (c) 2020 Editora PUC Minas http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2020-09-23 2020-09-23 24 51 397 431 10.5752/P.2358-3428.2020v24n51p397-431 Dependência entre ser, tempo e narrativa em Ricoeur http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/22965 <p>A estrutura narrativa inteligível proposta por Ricoeur depende da semântica da ação, da simbolização da ação e da temporalidade. Procuraremos demonstrar não apenas uma capacidade da ação de ser narrada para que esta temporalidade seja (humanamente) significativa, mas também uma necessidade desta ação de ser narrada e uma necessidade da narrativa para que a temporalidade seja (humanamente) compreendida. Ricoeur sugere que a linguagem possui uma “reserva de significações usuais” que foram criadas pela relação - e sustentam a relação - de dependência entre ser, tempo e narrativa e as expressões que o fazem, e que se desdobram desde os tempos verbais até os advérbios de tempo. Para justificar a teoria ricoeuriana, passaremos pelo tríplice presente de Agostinho e pela fenomenologia hermenêutica de Heidegger, buscando entender de que maneira se faz esta ordenação prática do tempo cotidianamente.</p> Bárbara Tortato Copyright (c) 2020 Editora PUC Minas http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2020-09-23 2020-09-23 24 51 432 454 10.5752/P.2358-3428.2020v24n51p432-454 A categoria aspecto verbal e o ensino: o que os alunos revelam conhecer e/ou entender sobre essa categoria http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/23105 <p>Estudos linguísticos recentes apontam para uma lacuna no trabalho com o aspecto verbal nas aulas de Língua Portuguesa. Travaglia (2016) destaca a pouca atenção destinada ao estudo dessa categoria no Português. Diante desse cenário e da importância do aspecto verbal para a construção de sentidos dos enunciados, investigamos o que os alunos revelam conhecer e/ou entender sobre essa categoria ao serem estimulados a analisar determinados usos verbais. A fundamentação teórica desse artigo é composta por estudos desenvolvidos por Castilho (1968), Comrie (1976), Vargas (2011), dentre outros. Para a realização da investigação proposta, analisamos testes linguísticos feitos com alunos recém-inseridos no ambiente acadêmico. Por meio das análises dos dados, percebemos os efeitos diretos da lacuna atestada anteriormente, uma vez que muitos alunos associaram os efeitos de sentido decorrentes dos usos verbais apenas à identificação dos tempos verbais (presente, passado e futuro), o que pouco revela sobre a funcionalidade dessa classe de palavras numa dimensão da língua em uso. Ainda que certos alunos tenham identificado a aspectualidade nas ações verbais, certas limitações e objeções em suas repostas não revelam um efetivo conhecimento e entendimento da categoria aspectual do verbo. Diante desses resultados, destacamos a importância do trabalho com o aspecto verbal, uma vez que os dados sugerem uma rasa abordagem dada a essa categoria no ensino básico.</p> <p>&nbsp;</p> Amanda Carvalho Marilene Gonçalves Copyright (c) 2020 Editora PUC Minas http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2020-09-23 2020-09-23 24 51 455 486 10.5752/P.2358-3428.2020v24n51p455-486 Traços categorizadores na derivação de pares nome-verbo em Libras http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/23125 <p>A morfologia tem por objeto de estudo a estrutura, formação e categorização de unidades lexicais e apresenta diferentes perspectivas de análise. Sob o aporte gerativista, o componente lexical dispõe de palavras previamente categorizadas e traços que são o input para a sintaxe (CHOMKSY, 1970). Em Halle e Marantz (1993), a morfologia não existe per se, mas está distribuída em diferentes lugares da arquitetura da gramática e deve espelhar as operações sintáticas. A partir desse viés, assumimos que a formação de sinais e estruturas complexas se dá em um único locus gerativo, o componente sintático.<br>Assim, coloca-se que em uma língua não oral, a Libras, raízes acategoriais são concatenadas a traços abstratos, por meio de regras de inserção de conteúdo fonológico, para se formarem os sinais. Neste artigo, evidenciamos pares nome-verbo que apresentam uma mesma forma superficial e são diferenciados<br>sintaticamente por um v ou por um n categorizador, com realização fonológica Ø ou com realização específica em alguns membros dos pares. Essa proposta corrobora o Princípio da Uniformidade (CHOMSKY, 2001), pois, na ausência de fortes evidências que apontem para o contrário, reforçamos que as línguas são uniformes e as variações são restritas a propriedades facilmente identificáveis dos enunciados.</p> Hadassa Rodrigues Santos Copyright (c) 2020 Editora PUC Minas http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2020-09-23 2020-09-23 24 51 488 513 10.5752/P.2358-3428.2020v24n51p488-513 Exclamativas e interrogativas com ‘ques’ em português brasileiro dialetal http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/23027 <p>Neste artigo, examinam-se exclamativas e interrogativas que contêm o determinante ‘ques’, em dialetos do português do Brasil. Diferentemente do português padrão, nestas estruturas, ‘que’ é o único constituinte do DP marcado com o morfema ‘-s’ de plural. Para explicar esses fatos, propõe-se uma análise não apenas da hierarquia do CP/DP na qual ‘ques’ se insere, mas também da distribuição do morfema de plural no DP. Para a derivação sintática, assume-se, seguindo propostas vigentes, que ‘ques’ é um determinante, e, portanto, um núcleo D. No que se refere a sentenças interrogativas, o DP ao qual ‘que’ pertence passa por movimento <em>wh </em>da posição de argumento interno do VP para o domínio do CP. No que se refere a sentenças exclamativas, assume-se que o DP se move da posição de predicado de uma <em>small clause</em> para o domínio do CP. Em ambos os casos, o movimento se dá por força ilocucionária. Para a distribuição do morfema de plural, assume-se que o cardinal divide o DP em dois domínios, sendo que sintagmas à sua esquerda são marcados com o morfema de plural, enquanto sintagmas à sua direita são não marcados. Como resultado, porque ‘ques’ é o único item mais alto que o cardinal nessas estruturas, ele é o único marcado com o morfema de plural. Portanto, desenvolve-se uma análise capaz de explicar: primeiramente, a estrutura oracional (CP) à qual o DP contendo ‘ques’ pertence; posteriormente, a hierarquia do DP; e finalmente a distribuição do morfema de plural na estrutura interna do DP.</p> <p><strong>Palavras-chave:</strong> ‘Ques’. CP. Movimento <em>wh</em>. DP. NumP.</p> Bruna Karla Pereira Copyright (c) 2020 Editora PUC Minas http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2020-09-23 2020-09-23 24 51 514 538 10.5752/P.2358-3428.2020v24n51p514-538 Interview with Dr. Bernard Comrie: tense, aspect and mood http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/23566 <p>Entrevista Acadêmica.</p> Rodrigo Altair Morato Adriana Leitão Martins Gisely Gonçalves de Castro Copyright (c) 2020 Editora PUC Minas http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2020-09-23 2020-09-23 24 51 540 557 10.5752/P.2358-3428.2020v24n51p540-557 Interview with Dr. Robert Binnick http://periodicos.pucminas.br/index.php/scripta/article/view/24224 Rodrigo Altair Morato Adriana Leitão Martins Gisele Gonçalves Castro Copyright (c) 2020 Editora PUC Minas http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2020-09-23 2020-09-23 24 51 558 565 10.5752/P.2358-3428.2020v24n51p558-565