ENTRE KANT E FREUD: UMA PERSPECTIVA DE SUPERAÇÃO DO NARCISISMO NA ATIVIDADE JURÍDICA ATRAVÉS DO ESCLARECIMENTO [AUFKLÄRUNG]

Matheus Garcia Drawin

Resumo


 

O texto que se segue pode ser considerado inusitado e incomum pela comunidade jurídica uma vez que não é outra exploração do conteúdo normativo de uma sistemática democrática. O que nós propomos é, na verdade, uma breve exploração filosófica não só de noções éticas que norteiam as origens da democracia, mas também de um constante estímulo ao pensamento crítico que deve acontecer no cotidiano de todos os profissionais da área jurídica.

Com este objetivo o artigo contribui com uma reflexão inicial que possa ajudar a formação jurídica atual. Deixamos de lado um viés estritamente jurídico, para adotar um olhar diferenciado, típico da Filosofia. Para isso, recorremos ao filósofo Immanuel Kant ressaltando como devem ser alguns dos objetivos do Direito e da justiça, e, para alcançar tais objetivos, metamórficos que são, também recorremos a algumas considerações extraídas da teoria do narcisismo, de Sigmund Freud. Nesta linha, o jurista pesquisador poderá começar a olhar para sua atuação a partir de outra perspectiva e, assim, provavelmente terá condições de refinar seu trabalho com o Direito.

 O estudioso disposto a enfrentar este tipo de reflexão terá à sua disposição não só os aparatos e ferramentas legais, aos quais está habituado a utilizar, mas também terá acesso a outro nível crítico para ir além do seu quadro de referência comum em direção a uma compreensão mais abrangente da realização social e histórica da liberdade, que parece ser o objetivo do ser humano, e, que a ordem jurídica luta constantemente para manter.

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