O Cinema e o Audiovisual como Instrumentos Éticos de Difusão dos Direitos Humanos

  • Leandra Duarte Silva Paiva Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais
Palavras-chave: Cinema, Audiovisual, Direitos Humanos, Ética

Resumo

O objetivo da pesquisa em questão é analisar o comportamento da produção audiovisual e cinematográfica ao longo do tempo, em seus principais e difusos meios de comunicação, frente à propagação dos direitos humanos e fundamentais e à aplicabilidade de temáticas como a ética, a cultura e a educação. Através do estudo da inserção do cinema no contexto da indústria cultural – situadas sob a perspectiva crítica de Adorno e Horkheimer –, das possibilidades de reinvenção advindas dos movimentos de ruptura com as formas padronizadas de fazer cinema e da observação de histórias desenvolvidas na contemporaneidade que viabilizam a emersão de pautas humanistas, o presente artigo busca apresentar narrativas comprometidas com pressupostos éticos nas produções audiovisuais e cinematográficas. Além disso, este trabalho busca apontar as travessias que tais criações podem percorrer diante da responsabilidade de exibir conteúdos engajados na dissipação de preconceitos, na formação de cidadãos e na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

Biografia do Autor

Leandra Duarte Silva Paiva, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais

Graduanda em Direito pela Faculdade Mineira de Direito da PUC Minas. Atualmente, atua como pesquisadora na área de Direito Internacional, tendo sido integrante do Grupo de Estudos em Direito e Literatura. Possui interesse nas intersecções e atravessamentos do Direito com a Arte. 

Referências

BIO. Luiz Fernando Carvalho, 2018. Disponível em: http://luizfernandocarvalho.com/bio/. Acesso em: 1 de jun. de 2020.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Senado Federal, 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 1 de jun. de 2020.

CAROLLI, Bruna; VARÃO, Rafiza. Arte e indústria cultural: uma análise dos diferentes papéis do Cinema. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO, 32., 2009, Curitiba. Anais Eletrônicos... São Paulo: Intercom, 2009. p. 1-12. Disponível em: http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2009/resumos/R4-2353-1.pdf. Acesso em: 2 de jun. de 2020.

CARVALHO, Luiz Fernando. Luiz Fernando Carvalho dá tempo na TV e reflete: “A repetição maniqueísta dos atores tira a credibilidade das histórias”. [Entrevista concedida a] Júlia Moura. Glamourama. [online]. Disponível em: https://glamurama.uol.com.br/luiz-fernando-carvalho-da-tempo-na-tv-e-reflete-a-repeticao-maniqueista-dos-interpretes-para-todo-o-conteudo-tira-a-credibilidade/. Acesso em: 2 de jun. de 2020.

CAPITU. Luiz Fernando Carvalho, 2018. Disponível em: http://luizfernandocarvalho.com/projeto/capitu/. Acesso em: 3 de jun. de 2020.

COELHO, Cláudio Novaes Pinto. O Conceito de Industria Cultural e a Comunicação na Sociedade Contemporânea. Communicare. [online]. 2002, v. 2, n. 2, p. 35-46. Disponível em: https://casperlibero.edu.br/wp-content/uploads/2014/07/O-conceito-de-industria-cultural-e-a-comunica%C3%A7%C3%A3o-na-sociedade-contempor%C3%A2nea.pdf. Acesso em: 1 de jun. de 2020.

COMPARATO, Fábio Konder. Afirmação Histórica dos Direitos Humanos. 3. ed. São Paulo: Editora Saraiva, 2003.

COSTA, Flávia Cesarino. O primeiro cinema. São Paulo: Scritta, 1995.
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS. 1948. Disponível em: https://nacoesunidas.org/wp-content/uploads/2018/10/DUDH.pdf.

HOJE É DIA DE MARIA. Luiz Fernando Carvalho, 2018. Disponível em: http://luizfernandocarvalho.com/projeto/hoje-e-dia-de-maria/. Acesso em: 3 de jun. de 2020.

HORKHEIMER, Max; ADORNO, Theodor. A indústria cultural: o iluminismo como mistificação de massas. Tradução de Júlia Elisabeth Levy. In: LIMA, Luiz Costa. Teoria da cultura de massa. 6. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2002, p. 169-214.

IBGE – INSTITUO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA, 2018. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2018. Rio de Janeiro: IBGE, 2018.

KREUTZ, Katia. Cinema Novo. Academia Inernacional de Cinema, 2018a. Disponível em: https://www.aicinema.com.br/cinema-novo/. Acesso em: 1 de jun. de 2020.

KREUTZ, Katia. Neorrealismo Italiano. Academia Inernacional de Cinema, 2018b. Disponível em: https://www.aicinema.com.br/neorrealismo-italiano/#:~:text=O%20Neorrealismo%20italiano%20foi%20um,Mundial%20(1939%20a%201945)>. Acesso em: 1 de jun. de 2020.

KREUTZ, Katia. Nouvelle Vague. Academia Inernacional de Cinema, 2018c. Disponível em: https://www.aicinema.com.br/nouvelle-vague/. Acesso em: 1 de jun. de 2020.

LEIGHT, Danny (org.). O Livro do Cinema. São Paulo: Globo Livros, 2016.

MELO, P. V.; DANTAS, R.; BRITO, T.. Mídia e Direitos Humanos: um debate necessário. Carta Capital, São Paulo, 9 de dez. de 2013. Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/blogs/intervozes/midia-e-direitos-humanos-um-debate-necessario-9408/. Acesso em: 02 de jun. de 2020.

PASSOS, Bruno. Anne with an E (2017-2019): um século à frente. Cinema com Rapadura. 2020. Disponível em: https://cinemacomrapadura.com.br/criticas/572460/critica-anne-with-an-e-cbc-2017-2019-um-seculo-a-frente/. Acesso em: 1 de jun. de 2020.

ROCHA, Glauber. Eztetyka da Fome. Hambre – espacio cine experimental. 2013. Disponível em: https://hambrecine.com/2013/09/15/eztetyka-da-fome/. Acesso em: 2 de jun. de 2020.

SILVA, José Afonso da. Curso de Direito Constitucional Positivo. 25. ed. São Paulo: Malheiros. 2005.

VELHO CHICO. Luiz Fernando Carvalho, 2018. Disponível em: http://luizfernandocarvalho.com/projeto/velho-chico/. Acesso em: 3 de jun. de 2020.
Publicado
11-08-2020
Seção
Artigos de Discentes