12 • Conjuntura Internacional • Belo Horizonte,  
ISSN 1809-6182, v.22 n.1, p.12 - 23, fev. 2025  
12 • Conjuntura Internacional • Belo Horizonte, ISSN 1809-6182, v.22 n.1, p.12 - 23, fev. 2025  
Artigo  
10 anos de atuação do Conselho  
Empresarial do BRICS (CEBRICS)  
10 years of operations of the BRICS Business Council (BBC)  
10 años de existencia del Consejo Empresarial del BRICS (CEBRICS)  
Rafaela Mello Rodrigues de Sá1  
Ana Saggioro Garcia2  
Recebido em: 18 de março de 2025  
Aceito em: 12 de agosto de 2025  
RESUMO:  
Este trabalho objetiva expandir a análise sobre os BRICS para além das cúpulas de chefes  
de Estado, e examinar a articulação dos empresários das grandes empresas multinacionais  
dos países. Nesse sentido, serão analisados os 10 anos de existência do Conselho Empresarial  
do BRICS, desde o início dos diálogos, passando pela construção do Conselho, até a  
consolidação deste arranjo. Além da avaliação deste processo, a pesquisa também defende  
que é possível identificar convergências de interesses entre o Conselho e as dinâmicas de  
financiamento do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB). Considerando os BRICS para  
além das cúpulas de chefes de Estado, este artigo examina a articulação dos empresários das  
grandes empresas multinacionais no âmbito do Conselho Empresarial do BRICS. Através  
dos 10 anos de existência deste arranjo, o artigo investiga a construção dos diálogos e  
consolidação deste arranjo.  
Palavras-Chave: BRICS; Conselho Empresarial do BRICS; Novo Banco de  
Desenvolvimento  
ABSTRACT:  
is study aims to expand the analysis of BRICS beyond the summits of heads of state  
and to examine the coordination of business leaders from large multinational companies  
in member countries. In this sense, it analyzes the 10 years of existence of the BRICS  
Business Council, from the initial dialogues through its formation to the consolidation  
of this arrangement. In addition to evaluating this process, the research also argues that  
it is possible to identify convergences of interests between the Council and the financing  
dynamics of the New Development Bank (NDB). By considering BRICS beyond the  
summits of heads of state, this article examines the coordination of business leaders from  
large multinational companies within the framework of the BRICS Business Council.  
rough the 10 years of existence of this arrangement, the article investigates the  
development of dialogues and the consolidation of this structure.  
1 Doutoranda em Ciência Política (Relações Internacionais) na McMaster University, Canadá e pesquisadora associada do Public  
Banking Project.  
2 Professora adjunta de Relações Internacionais no programa de pós-graduação de ciências sociais Desenvolvimento, Agricultura e  
Sociedade da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Pesquisadora associada do BRICS Policy Center.  
13 • Conjuntura Internacional • Belo Horizonte, ISSN 1809-6182, v.22 n.1, p.12 - 23, fev. 2025  
Keywords: BRICS; BRICS Business Council; New Development Bank  
RESUMEN:  
Este trabajo tiene como objetivo ampliar el análisis de los BRICS más allá de las cumbres  
de jefes de Estado y examinar la articulación de los empresarios de las grandes empresas  
multinacionales de los países miembros. En este sentido, se analizan los 10 años de  
existencia del Consejo Empresarial de los BRICS, desde el inicio de los diálogos, pasando  
por la construcción del Consejo, hasta la consolidación de este arreglo. Además de la  
evaluación de este proceso, la investigación también sostiene que es posible identificar  
convergencias de intereses entre el Consejo y las dinámicas de financiamiento del Nuevo  
Banco de Desarrollo (NDB). Al considerar los BRICS más allá de las cumbres de jefes de  
Estado, este artículo examina la articulación de los empresarios de las grandes empresas  
multinacionales en el marco del Consejo Empresarial de los BRICS. A través de los 10  
años de existencia de este arreglo, el artículo investiga la construcción de los diálogos y la  
consolidación de esta estructura.  
Palabras clave: BRICS; Consejo Empresarial de los BRICS; Nuevo Banco de Desarrollo  
1 INTRODUÇÃO  
Durante os mais de 15 anos de existência  
do BRICS, as cúpulas anuais realizadas entre  
os líderes de governo proporcionaram espaços  
para que outros atores pudessem estreitar o diá-  
logo e promover debates por agendas e interes-  
ses comuns. A participação de novos atores e  
o engajamento de novos grupos possibilitou o  
estabelecimento de uma série de arranjos bus-  
cando coordenações em determinadas agendas.  
Esta ampliação dos esforços de articulação e  
diálogo nos mais variados setores pode ser com-  
preendida como cooperação ou alinhamento  
intra-BRICS (Stuenkel, 2017, p. 40; Rinaldi,  
2021, p. 141).  
também a construção do Conselho Empresarial  
do BRICS (CEBRICS), em 2013. Em ambos  
os espaços, a intenção era de promover plata-  
formas de cooperação, coordenação e articula-  
ção entre os empresários, almejando estreitar os  
laços econômicos, comerciais, de negócios e de  
investimento entre eles (SABTT, 2022; Garcia,  
2017).  
Compreender a atuação do CEBRICS du-  
rante estes mais de 10 anos de existência pos-  
sibilita uma reflexão sobre o papel dos atores  
e dos grupos empresariais nos BRICS. Dessa  
forma, o artigo tem como objetivo examinar a  
articulação dos empresários dos países BRICS  
através das reuniões e iniciativas realizadas pelo  
Conselho Empresarial durante 2013 a 2023.  
Portanto, a pesquisa buscará apresentar uma  
radiografia dos 10 anos de atuação do CEBRI-  
CS, com base em uma análise documental a  
partir dos relatórios, documentos oficiais e dis-  
cursos disponibilizados. Nesse sentido, serão  
Uma das áreas de coordenação surgida  
durante os primeiros anos do BRICS foi a ar-  
ticulação entre grupos empresariais. A criação  
do Fórum Empresarial ocorreu em 2010, du-  
rante a segunda cúpula do agrupamento. Após  
o fortalecimento deste espaço de diálogo entre  
os empresários dos países BRICS, foi proposta  
14 • Conjuntura Internacional • Belo Horizonte, ISSN 1809-6182, v.22 n.1, p.12 - 23, fev. 2025  
evidenciados não só os detalhes da estrutura  
organizacional do conselho, como também os  
principais interesses e suas agendas prioritárias.  
Além da avaliação deste processo, a pes-  
quisa também defende que é possível identifi-  
car convergências de interesses entre o Conse-  
lho e as dinâmicas de financiamento do Novo  
Banco de Desenvolvimento (NDB). Tanto  
durante a etapa de construção e concepção do  
banco do BRICS, quanto durante os anos de  
consolidação da instituição, há comunicações,  
sugestões e orientações realizadas por parte do  
conselho em direção ao NDB, demonstrando  
o apoio dos empresários à iniciativa (Garcia,  
2017, p. 384). Nesse sentido, o conselho pode  
ser avaliado como um arranjo que traduz as de-  
mandas e os interesses dos grupos empresariais  
do BRICS. Por sua vez, essas demandas acabam  
convergindo em termos de setores, projetos e  
temas prioritários nas operações e nas ativida-  
des do NDB.  
vante observar as relações entre os grupos em-  
presariais, que se organizam no Conselho Em-  
presarial do BRICS (CEBRICS). Esta é uma  
iniciativa dos grupos empresariais buscando  
articular demandas e interesses comuns entre  
suas economias. Esta estrutura de diálogo foi  
criada em 2013, complementando 10 anos de  
existência no ano passado. O conselho pode ser  
entendido como um fortalecimento do Fórum  
Empresarial do BRICS que vem ocorrendo to-  
dos os anos, desde 2010 (Garcia, 2017, p. 383).  
O fórum, que geralmente se reúne às vés-  
peras das cúpulas de chefes de Estado do BRI-  
CS, tem o objetivo de expandir e diversificar o  
comércio e os investimentos mútuos entre os  
países do agrupamento, auxiliando também  
na identificação de novas oportunidades de  
negócios (SABTT, 2022). A primeira reunião  
do fórum aconteceu em 14 de abril de 2010,  
na cidade do Rio de Janeiro, sendo um encon-  
tro conjunto entre os membros do BRIC3 e do  
IBAS4 (Cunha, 2010, p. 52).  
A segunda reunião ocorreu em Sanya, na  
China, nos dias 13 e 14 de abril de 2011, onde  
foi assinado um Memorando de Entendimen-  
to (MoU) que identifica os pontos focais para  
a coordenação das atividades comerciais entre  
os países BRICS (Ratho, 2012, p. 09; Brasil,  
2011).  
2 FORMAÇÃO E  
CONSOLIDAÇÃO DO CEBRICS  
O agrupamento BRICS representa a po-  
tencialidade de coordenações e cooperações  
entre países do Sul Global em temas interna-  
cionais. O diálogo entre os cinco países iniciou  
no âmbito das finanças, através da agenda con-  
junta de reforma das instituições financeiras  
multilaterais, mas logo se expandiu para outras  
esferas de atuação, construindo cooperações in-  
tra-BRICS e esforços institucionais conjuntos,  
como o NDB (Stuenkel, 2017, p. 40).  
Já a terceira reunião foi em Nova Delhi,  
na Índia, no dia 28 de março de 2012, quando  
foi lançado um Joint Statement que destaca oito  
recomendações das empresas e associações em-  
presariais do fórum para os governos e líderes  
dos países BRICS. Dentre elas: a reiteração de  
que a ordem econômica mundial está mudan-  
do e os processos da agenda política econômica  
Além da arena financeira, as dinâmicas de  
coordenação entre os BRICS também atingi-  
ram diversos aspectos de cooperação, alcançan-  
do também as dinâmicas entre os empresários  
dos países BRICS. Nesse sentido, torna-se rele-  
3 Ainda sem a letra “S”, pois ainda não havia a participação  
efetiva da África do Sul.  
4 Fórum de diálogo entre Índia, Brasil e África do Sul.  
15 • Conjuntura Internacional • Belo Horizonte, ISSN 1809-6182, v.22 n.1, p.12 - 23, fev. 2025  
internacional deve refletir o peso das econo-  
mias emergentes; o estímulo às transações co-  
merciais entre os países BRICS e incentivos à  
maior cooperação no setor financeiro a partir  
da criação de um banco de desenvolvimento e  
um fundo de investimento, afim de promover  
o comércio em moedas locais dos países BRI-  
CS; além de destacar o objetivo de promoção  
do crescimento sustentável e do incentivo à  
fontes de energia renováveis e da relevância das  
Pequenas e Médias Empresas (PMEs) para es-  
timular os governos à implementarem políticas  
de inovação em diversas áreas (BRICS Business  
Forum, 2012, p. 01-02).  
Após sua fundação, a primeira reunião do  
conselho ocorreu na cidade de Johanesburgo,  
na África do Sul, em agosto de 2013, quando  
foi descrito que o conselho constituirá uma  
plataforma que irá:  
fortalecer e promover os laços econômicos,  
comerciais, de negócios e de investimento  
entre as comunidades empresariais dos cinco  
países BRICS, bem como garantir que haja  
um diálogo regular entre estas comunidades  
das nações BRICS e os governos dos países  
BRICS (BRICS Business Council, 2013, p.  
01, tradução própria).  
Dessa forma, o conselho permite a constru-  
ção de um espaço de diálogo entre os grupos em-  
presariais dos países BRICS, possibilitando coor-  
denação de interesses conjuntos e cooperação em  
diversos setores, uma vez que reúne associações de  
negócios de cada um dos países do BRICS, afim  
de promover o envolvimento frequente entre as  
comunidades empresariais (Stuenkel, 2017, p.  
135). Nessa perspectiva, os líderes acreditam que:  
Considerando as temáticas centrais dessas  
recomendações do fórum empresarial, é impor-  
tante destacar que algumas demandas e interes-  
ses são convergentes com os objetivos do Novo  
Banco de Desenvolvimento (NDB) do BRI-  
CS, desde antes do Conselho Empresarial ser  
fundado, principalmente a preocupação com a  
sustentabilidade e com as energias renováveis.  
Nos dias 26 e 27 de março de 2013, na  
cidade de Durban, na África do Sul, ocorreu  
o quarto encontro do fórum empresarial e foi  
nesta ocasião que foi lançado o Conselho Em-  
presarial do BRICS (Foro de São Paulo, 2013).  
Nesse sentido, é importante destacar que o  
conselho foi fundado oficialmente apenas em  
2013, mas as reuniões do fórum entre os em-  
presários já vinham ocorrendo desde os primei-  
ros diálogos entre os BRICS em 2010 (Garcia,  
2017, p. 383). Com a constituição do Conse-  
lho Empresarial, as reuniões anuais do fórum  
continuam ocorrendo frequentemente. Nos úl-  
timos dois anos, em 2020 e 2021, as temáticas  
dos encontros giraram em torno dos efeitos da  
pandemia de COVID-19 nas relações comer-  
ciais e de investimento nos países BRICS (BRI-  
CS Business Council, 2021).  
A voz e as opiniões do Conselho Empresarial  
do BRICS podem influenciar a agenda da  
cooperação intra-BRICS [...] (encontrando)  
uma base estrutural para construir e fortale-  
cer as relações comerciais e de investimento  
que apoiem o desenvolvimento industrial  
(BRICS Business Council, 2013, p. 01, tra-  
dução própria, grifo nosso).  
Desse modo, o arranjo poderia ser conside-  
rado uma plataforma que facilita o estudo do am-  
biente de negócios de cada um dos países, uma  
vez que as equipes identificam os setores-chave  
que merecem atenção, além de detectarem as  
barreiras e os gargalos que dificultam a promoção  
do comércio, do investimento e da realização de  
negócios entre os países. A partir disso, os relató-  
rios anuais descrevem e sinalizam os problemas  
encontrados e potenciais soluções recomendadas  
às esferas governamentais do BRICS, em forma  
de recomendações a serem implementadas (BRI-  
CS Business Council, 2014, p. 03).  
16 • Conjuntura Internacional • Belo Horizonte, ISSN 1809-6182, v.22 n.1, p.12 - 23, fev. 2025  
Apesar das diferenças entre a economia  
dos cinco países, em termos de estrutura pro-  
dutiva, nível de abertura ao exterior, regime de  
câmbio e desafios sociais, o conselho busca arti-  
cular oportunidades de cooperação na perspec-  
tiva do setor privado, apresentando iniciativas e  
recomendações aos governos de seus países para  
fomentar os laços comerciais e de investimento  
(BRICS Business Council, 2015, p. 2). Dessa  
maneira, “o conselho tem encontros regulares  
e funciona com um papel consultivo junto aos  
chefes de Estado” (Ramos; Garcia; Pautasso;  
Rodrigues, 2018, p. 16).  
empresas que lidera as atividades, em conjunto  
com um secretariado e diversos membros, in-  
cluindo empresas e organizações empresariais.  
Além disso, há um presidente escolhido entre  
os CEOs líderes de cada seção (BRICS Busi-  
ness Council, 2019, p. 13). Essa presidência é  
rotativa e anual, de acordo com o país sede das  
reuniões do agrupamento BRICS.  
Os presidentes e membros de cada país  
se reúnem para debater as pautas gerais, mas  
também são divididos em grupos de trabalho  
temáticos. Por isso, além das atividades de pre-  
sidentes e membros, há também líderes que  
conduzem as atividades desses grupos de traba-  
lho. Os membros destes grupos discutem e se-  
lecionam políticas e recomendações mais espe-  
cíficas e técnicas sobre seus setores de atuação,  
direcionando aos governos. Durante o ano, os  
grupos de trabalho realizam pesquisas e análises  
sobre a situação do setor e preparam recomen-  
dações específicas e propõem projetos e inicia-  
tivas que são apresentadas ao conselho, em um  
segundo momento, repassadas aos governantes  
(BRICS Business Council, 2014).  
Considerando isso, o CEBRICS deve ser  
compreendido como um “mecanismo consul-  
tivo dos chefes de Estado e de Governo que  
discute e aponta prioridades para fortalecer e  
promover as relações econômicas, comerciais e  
de investimento”, desde a perspectiva do setor  
privado empresarial, responsabilizando-se não  
só por identificar os problemas e os gargalos,  
mas também oportunidades e áreas específicas  
para promover estas relações (BRICS Business  
Council, 2019, p. 35).  
Dessa forma, tanto o fórum quanto o  
conselho empresarial podem ser considerados  
exemplos dos esforços da cooperação intra-  
-BRICS para além dos Estados-nacionais. Esta  
dinâmica vem sendo organizada com uma es-  
trutura própria e encontros anuais liderados  
pelos grupos empresariais do grupo, como será  
examinado na seguinte seção.  
É importante mencionar que as reuniões  
entre o conselho e membros dos grupos de tra-  
balho ocorrem duas vezes ao ano, sendo uma  
delas durante as cúpulas de chefes de Estado  
dos BRICS (BRICS Business Council, 2019,  
p. 13), criando um espaço de interação direta  
entre os empresários e governantes.  
Os grupos de trabalho mencionados se  
dividem em setores. Nos primeiros anos de  
atuação haviam apenas cinco setores, porém  
as agendas de relevância foram aumentando,  
promovendo a inclusão de outras temáticas a  
serem discutidas e avaliadas. Em 2014, os gru-  
pos eram divididos nos seguintes setores: (a)  
infraestrutura; (b) manufatura; (c) serviços fi-  
nanceiros; (d) energia e economia verde; e (e)  
3 ESTRUTURA  
ORGANIZACIONAL DO  
CONSELHO EMPRESARIAL  
O CEBRICS é composto por 5 seções  
nacionais, cada uma representando um país.  
Estas seções possuem um CEO de uma das  
17 • Conjuntura Internacional • Belo Horizonte, ISSN 1809-6182, v.22 n.1, p.12 - 23, fev. 2025  
desenvolvimento de habilidades (BRICS Busi-  
ness Council, 2014, p. 4-5). Na reunião reali-  
zada em 2015 houve a adição de mais um setor:  
o agronegócio. Mais recentemente, outros três  
temas de relevância levaram à constituição de  
grupos de trabalhos específicos: aviação, econo-  
mia digital e desregulamentação (BRICS Busi-  
ness Council, 2023)  
NDB, em 2017, realizado entre o presidente  
do banco na época, Sr. K.V. Kamath, e os cinco  
presidentes do CEBRICS (Novo Banco de De-  
senvolvimento, 2017).  
No ano seguinte, duas reuniões conjuntas  
foram realizadas entre representantes do conse-  
lho e do banco. Em março de 2018, uma das  
reuniões anuais do CEBRICS foi realizada em  
Xangai, reunindo mais de 250 executivos parti-  
cipantes do conselho e representantes do NDB,  
quando ocorreu a passagem da presidência ro-  
tativa do Conselho Empresarial da China para  
a África do Sul (Novo Banco de Desenvolvi-  
mento, 2018a). A segunda reunião em 2018  
foi realizada em julho, quando o CEBRICS  
e o NDB organizaram juntos um “Business  
Breakfast” em Durban, na África do Sul. Neste  
evento, estiveram presentes membros da admi-  
nistração do banco e empresários do conselho,  
que discutiram, principalmente, as oportuni-  
dades de investimento e as perspectivas para  
fortalecer a cooperação entre os dois arranjos,  
e reiteraram a grande contribuição que o CE-  
BRICS poderia desempenhar na identificação  
e implementação dos projetos do banco (Novo  
Banco de Desenvolvimento, 2018b).  
Estes grupos de trabalho também expres-  
sam as áreas que mais demandam investimen-  
tos, indicando possíveis projetos que poderiam  
obter financiamento do banco de desenvolvi-  
mento do BRICS. Desse modo, é importan-  
te destacar a estreita relação do conselho com  
o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB),  
já que tanto durante a etapa de construção e  
concepção do banco, quanto durante os anos  
de consolidação da instituição, houve comuni-  
cações, sugestões e orientações realizadas pelo  
Conselho em direção ao NDB, demonstrando  
o apoio dos empresários à iniciativa (Garcia,  
2017, p. 384).  
Desde reuniões, encontros e conversas  
mútuas entre o CEBRICS e o NDB, é possível  
examinar que o Conselho compreende que o  
banco é um mecanismo importante para a coo-  
peração entre os países BRICS, estabelecendo  
papel positivo na promoção dos laços econô-  
micos e de negócios, favorecendo a construção  
de infraestrutura para melhorar a conectivida-  
de entre os países, servindo como uma plata-  
forma de compartilhamento de informações  
dos projetos prospectivos, e também como um  
instrumento de prevenção de riscos em relação  
ao acesso ao crédito (BRICS Business Council,  
2015, p. 11).  
Além disso, há aproximações anuais du-  
rante o Fórum Empresarial que ocorre anual-  
mente. Nos encontros anuais, o fórum busca  
sempre convidar o presidente do NDB ou  
executivos do banco, para mobilizar ações de  
parceria entre os arranjos (Fórum Empresaria,  
2023).  
A figura abaixo apresenta um resumo das  
principais atividades que sinalizam para re-  
lações de convergência entre o CEBRICS e o  
NDB.  
Uma das ações que marcaram as relações  
entre os dois arranjos foi a assinatura de um  
Memorando de Entendimento (MoU) em  
Cooperação Estratégica entre o CEBRICS e o  
18 • Conjuntura Internacional • Belo Horizonte, ISSN 1809-6182, v.22 n.1, p.12 - 23, fev. 2025  
Figura 1 - Evolução dos Encontros entre CEBRICS e NDB.  
Fonte: elaboração própria.  
Em relação a atual estrutura, a figura a se-  
guir apresenta os nomes dos empresários que  
compõem o núcleo central do CEBRICS e as  
respectivas empresas que representam seus países.  
Neste contexto, cabe destacar que diversas  
empresas multinacionais são estatais e possuem  
alguma relação estreita com seus governos,  
principalmente no caso da China. Outras ins-  
tituições podem ser categorizadas como asso-  
ciações ou federações que representam setores  
específicos, que atuam no âmbito dos grupos  
de trabalho, como é o caso da Federação das  
Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) no  
Brasil e da Federação de Câmaras de Comércio  
e Indústria da Índia.  
Figura 2 - Presidentes e Membros do Conse-  
lho Empresarial do BRICS em 2023.  
Em relação aos setores que estas empresas  
representam, há uma distribuição em relação  
às temáticas dos grupos de trabalho, apesar de  
certos setores se destacarem, com mais empre-  
sas representantes que outros, como o de Ma-  
nufatura, Infraestrutura e Financeiro.  
Portanto, a estrutura do CEBRICS foi se  
consolidando durante estes 10 anos, construin-  
do arranjos para ampliar a cooperação entre  
os setores e as empresas, além de estabelecer  
aproximações com o NDB. A convergência do  
Conselho com o banco também pode ser ob-  
servada através da avaliação das agendas e in-  
teresses prioritários, como será investigado na  
seguinte seção.  
Fonte: elaboração própria com base em BRICS Business Cou-  
ncil (2023).  
19 • Conjuntura Internacional • Belo Horizonte, ISSN 1809-6182, v.22 n.1, p.12 - 23, fev. 2025  
equipe da China, que iria facilitar a realização  
deste portal em parceria com o secretariado do  
CEBRICS. Atualmente a plataforma está em  
operação5, hospedando informações gerais so-  
bre o conselho, além de um banco de dados das  
principais empresas do BRICS (BRICS Busi-  
ness Council, 2014, p. 09).  
4 AGENDAS PRIORITÁRIAS DO  
CEBRICS  
Em relação à evolução das pautas centrais  
debatidas pelo conselho, observamos que as  
demandas iniciais eram mais gerais, buscan-  
do bases fundamentais para o fortalecimento  
das trocas comerciais, porém com o progresso  
das discussões e com as mudanças no contexto  
internacional, as agendas se direcionam para  
questões mais específicas.  
Além da reafirmação de demandas an-  
teriores - como a facilitação de trocas people-  
-to-people6 com a simplificação dos processos  
de vistos, a aceleração do estabelecimento do  
NDB, a harmonização de padrões técnicos e a  
criação de ambientes favoráveis para a promo-  
ção do comércio e de investimentos – o relató-  
rio também destaca ações direcionadas ao con-  
tinente africano. Nesse sentido, são sugeridos a  
construção de um ambiente mais favorável para  
realização de negócios entre a África e os países  
do BRICS, aumentando a cooperação de agên-  
cias financeiras, promovendo o comércio de  
bens de valor agregado e parcerias em diversos  
setores, como agro-processamento, mineração,  
manufatura de valor agregado e infraestrutura  
(BRICS Business Council, 2014, p. 07).  
O primeiro documento lançado pelo  
conselho foi o “Joint Statement of the BRICS  
Business Council Meeting” em 2013, após a  
realização da reunião em Johanesburgo. Neste  
documento, diversas propostas foram apresen-  
tadas, principalmente em direção à cooperação  
em diversos setores, além da busca por parce-  
rias público-privadas entre os países BRICS e  
a África (BRICS Business Council, 2013, p.  
01). Além disso, o documento também ex-  
pressa diversas recomendações para os gover-  
nos do BRICS, como: (a) facilitar a expedição  
de vistos de negócios e a criação um cartão de  
negócios do BRICS para favorecer as relações  
comerciais; (b) melhorar a conectividade; (c)  
criar uma plataforma de troca de informa-  
ções do conselho; (d) aumentar a cooperação  
na harmonização de normas técnicas; (e) de-  
monstrar interesse pela aceleração da criação  
de um Banco de Desenvolvimento do BRICS;  
e (f) aumentar o comércio de valor agregado  
entre os BRICS (BRICS Business Council,  
2013, p. 02).  
No documento lançado em 2015, desta-  
cam-se prioridades na agenda de discussão, re-  
presentando recomendações-chave aos governos  
do BRICS, que em certa medida sintetiza as  
principais recomendações dos empresários aos  
governantes, nos primeiros anos do conselho: a)  
Criação de um ambiente de negócios favorável,  
com o fornecimento de informações sobre como  
realizar negócios em seus respectivos países, com  
foco na promoção da transparência sobre as le-  
gislações locais e requisitos para comércio e in-  
vestimentos; b) Estabelecimento de uma infraes-  
trutura para suportar o pagamento em transações  
No relatório anual publicado em 2014,  
estas propostas e recomendações são aprofun-  
dadas e detalhadas, além de somarem novas  
ideias e sugestões. A criação de um portal entre  
os negócios do BRICS, para acelerar a troca de  
informações entre os atores, foi direcionada à  
6 Relações entre grupos transfronteiriços que estabelecem co-  
municações, trocas e interações.  
20 • Conjuntura Internacional • Belo Horizonte, ISSN 1809-6182, v.22 n.1, p.12 - 23, fev. 2025  
comerciais em moedas locais dos países BRICS;  
c) Discussões para a facilitação de viagens de  
negócios, com a possibilidade de criação de um  
BRICS Business Travel Card”, assim como acor-  
dos de isenção de vistos recíprocos e acordos de  
facilitação de vistos; d) Implementação de facili-  
tações de comércio, cooperando principalmente  
em demandas comuns nos acordos da OMC;  
e) Negociações em direção a convergências e  
cooperações nas regulações dos países BRICS,  
buscando estreitar as relações entre as autorida-  
des regulatórias; f) Promover a cooperação no  
desenvolvimento de infraestrutura, a fim de ge-  
rar crescimento econômico, maior qualidade de  
vida para a população e preservação ambiental;  
g) Melhorar os laços de investimento, incenti-  
vando iniciativas para facilitação de investimen-  
tos e projetos conjuntos; h) Reconhecer o papel  
consultivo do CEBRICS no estabelecimento de  
diálogos com as estruturas governamentais dos  
países; i) Endossar as recomendações do CEBRI-  
CS ao Novo Banco de Desenvolvimento (BRI-  
CS Business Council, 2015, p. 04).  
vantagens de recursos e experiência para construir  
uma relação de longo prazo, estável e mutuamente  
benéfica e, em conjunto, promoverão a coopera-  
ção entre os países do BRICS e o desenvolvimento  
deles” (Novo Banco de Desenvolvimento, 2017a,  
tradução própria). Essa relação se tornou ainda  
mais estreita no ano seguinte, 2018, quando uma  
das reuniões do conselho empresarial foi realizada  
em Shanghai (China), com a presença do NDB,  
favorecendo a troca de informações e iniciativas  
em conjunto entre os dois arranjos (Novo Banco  
de Desenvolvimento, 2018a).  
Já no relatório anual de 2019, destaca-se a  
relevância da inovação para o desenvolvimento  
econômico, uma vez que diversas recomenda-  
ções e prioridades apontadas estão relaciona-  
das com setores da tecnologia e promoção de  
inovação, como por exemplo: a) elementos  
mais técnicos nas relações comerciais - com-  
partilhamento de melhores práticas na área  
de biotecnologia e certificados fitossanitários  
eletrônicos; b) ferramentas de fomento à ino-  
vação - estabelecimento de uma rede de hubs  
de inovação, incentivo a iniciativas de P&D e  
promoção financeira e técnica de projetos e so-  
luções de plataformas digitais da Indústria 4.0  
(BRICS Business Council, 2019, p. 10-11)  
A partir de 2020, com o decorrer das dis-  
cussões envolvendo a pandemia de Covid-19, os  
documentos lançados pelo conselho enfatizam a  
relevância dos desafios que surgiram com a crise sa-  
nitária. No relatório anual foram mencionadas di-  
versas recomendações aos governantes com o obje-  
tivo de criar soluções e mecanismos para mitigar os  
efeitos da pandemia, a partir da busca por formas  
de minimizar as interrupções no comércio global  
e de equilibrar três fatores em questão (a recupera-  
ção rápida, a continuidade de empresas e setores e  
a consideração pelas questões ambientais e sociais),  
além do empenho em iniciativas de cooperação no  
Na agenda de 2016, houve a inclusão  
de outras demandas que merecem destaque,  
como o apoio a iniciativas conjuntas, visando  
o desenvolvimento de mercados nacionais, e  
assessorados pelos grupos de trabalho do CE-  
BRICS, além da promoção de laços comerciais  
inter-regionais e da remoção de barreiras admi-  
nistrativas entre os BRICS. Além disso, tam-  
bém é expressado um anseio pela promoção de  
uma cooperação entre o CEBRICS e o NDB  
(BRICS Business Council, 2016, p. 02).  
Dessa forma, em 2017, após diversas men-  
ções nos documentos oficiais do conselho empre-  
sarial, a relação com o NDB foi formalizada através  
da assinatura de um Memorando de Entendimen-  
to com o CEBRICS. Este documento destaca  
que ambos os lados aproveitarão “suas respectivas  
21 • Conjuntura Internacional • Belo Horizonte, ISSN 1809-6182, v.22 n.1, p.12 - 23, fev. 2025  
fornecimento de equipamentos e medicamentos e  
no compartilhamento de experiências e melhores  
práticas (BRICS Business Council, 2020, p. 72).  
Na reunião de 2021 ainda foram discutidos os  
aspectos referentes à pandemia, porém, os empresá-  
rios avaliaram o período de recuperação pós-pan-  
dêmica como uma oportunidade para endereçar  
desafios globais como a agenda de desenvolvimento  
sustentável de forma conjunta, alinhando os objeti-  
vos da Agenda 2030 com as iniciativas para recupe-  
ração econômica (BRICS Business Council, 2021,  
p. 03). Nesse sentido, o conselho destacou ações e  
prioridades a serem consideradas não só pelas em-  
presas nos países BRICS, mas também pelos gover-  
nos, abrangendo os elementos que contribuam para  
o cumprimento da Agenda 2030 (BRICS Business  
Council, 2021, p. 83-84).  
O relatório de 2022/2023 apresenta um  
apanhado das principais prioridades e ativi-  
dades do conselho empresarial, salientando as  
demandas e os elementos em destaque durante  
os últimos 10 anos. Neste âmbito, o documen-  
to demonstra três áreas de atuação: a) parcerias  
entre governos e empresas; b) promoção de co-  
mércio e investimento; c) aprendizado e com-  
partilhamento de conhecimento. Além disso,  
o relatório também evidencia novas iniciativas  
que estão planejadas para os próximos 10 anos,  
incluindo eventos para promoção do comércio  
digital, parcerias visando o desenvolvimento  
sustentável, ações buscando a cooperação nas  
cadeias de produção, entre outras propostas  
(BRICS Business Council, 2023, p. 11-13).  
Como sintetizado na tabela abaixo:  
Tabela 1: Síntese dos 10 anos de atividades do CEBRICS  
Fonte: elaboração própria7.  
7 Com base em BRICS BUSINESS COUNCIL, 2013, 2014, 2015, 2016, 2017, 2018, 2019, 2020, 2021, 2023.  
22 • Conjuntura Internacional • Belo Horizonte, ISSN 1809-6182, v.22 n.1, p.12 - 23, fev. 2025  
Nesse sentido, é possível afirmar que o  
CEBRICS é um arranjo no escopo do agru-  
pamento BRICS que traduz as demandas e  
os interesses dos grupos empresariais de seus  
membros. A partir de seu papel na coordena-  
ção dos interesses dos grupos empresariais dos  
países BRICS, o Conselho também buscaria se  
colocar como uma organização que estabelece a  
função de um conselho consultivo para os exe-  
cutivos do NDB, compreendendo as agendas  
e as demandas estratégicas para a promoção de  
relações comerciais, de investimento e de ne-  
gócios (Ramos; Garcia; Pautasso; Rodrigues,  
2018, p. 16).  
tar sua incidência sobre os governos. A articulação  
entre os empresários, mediante esta estrutura, cria  
um espaço para maior aproximação de interesses  
e demandas comuns e estabelece um canal de in-  
teração entre os atores privados e governos.  
Nesse sentido, este espaço de coordenação  
de políticas e demandas extrapola o âmbito do  
conselho empresarial em si, pois os membros  
se empenham para apresentar propostas e re-  
comendações não apenas aos governos – com  
relatórios que são apresentados nas cúpulas  
anuais do BRICS -, como também aos executi-  
vos do NDB, a partir do mapeamento de áreas  
prioritárias para o financiamento de projetos.  
Dessa maneira, além da avaliação da consoli-  
dação do Conselho Empresarial, o artigo também  
defende que há convergências de interesses entre  
o Conselho e as dinâmicas de financiamento do  
Banco, desde do início da concepção da institui-  
ção. Nesse sentido, o CEBRICS pode ser avalia-  
do como um arranjo que traduz as demandas e  
os interesses dos grupos empresariais do BRICS.  
Por sua vez, essas demandas acabam convergindo  
em termos de setores, projetos e temas prioritários  
nas operações e nas atividades do NDB.  
Por sua vez, o banco atente as demandas  
setoriais dos atores que compõem o conselho.  
A própria materialidade dos financiamentos  
realizados representa um movimento de con-  
vergência do banco com o conselho, uma vez  
que os setores atendidos pelos projetos são  
correspondentes com as demandas destacadas  
pelo CEBRICS. As duas principais pautas de  
interseção entre eles são a grande demanda por  
infraestrutura e o grande interesse em inves-  
timentos sustentáveis. Estas agendas acabam  
sendo correspondidas no financiamento ofere-  
cido pelo NDB, em que se destacam os proje-  
tos para o setor de transporte, energia limpa e  
desenvolvimento urbano (Novo Banco de De-  
senvolvimento, 2023).  
Dessa forma, os 10 anos de existência desta  
estrutura demonstra diversos motivos para que  
este arranjo seja analisado, principalmente com-  
preendendo seu papel frente às discussões no âm-  
bito governamental e institucional do BRICS.  
Entretanto, é necessário refletir a atuação  
do CEBRICS no atual cenário de expansão do  
agrupamento, com a entrada de 6 novos países-  
-membros no grupo (Egito, Etiópia, Irã, Emira-  
dos Árabes Unidos, Arábia Saudita e Indonésia).  
Nesse sentido, novos atores e empresas passam  
a integrar esta esfera de diálogo e cooperação,  
o que pode levar a mudanças e transformações  
nas pautas e agendas de interesse, além de novas  
oportunidades e desafios nesta nova estrutura.  
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS  
Este artigo teve o objetivo de fazer um ba-  
lanço dos 10 anos do Conselho Empresarial do  
BRICS, mostrando a evolução da sua constitui-  
ção e das temáticas tratadas. O CEBRICS pode  
ser considerado como um instrumento de articu-  
lação entre as empresas multinacionais dos países  
BRICS com vistas a debater prioridades e aumen-  
23 • Conjuntura Internacional • Belo Horizonte, ISSN 1809-6182, v.22 n.1, p.12 - 23, fev. 2025  
NOVO BANCO DE DESENVOLVIMENTO (NDB). List  
REFERÊNCIAS  
projects/list-of-all-projects/>. Acesso em: 21 dez. 2023  
BRASIL. 3rd BRICS Summit – Sanya, April 14, 2011.  
NOVO BANCO DE DESENVOLVIMENTO (NDB).  
BRICS Business Council 2018 Midterm Meeting held  
Ministério das Relações Exteriores, 2011. Disponível em:  
in Shanghai. Press Releases – New Development Bank, 27  
leases/3rd-brics-summit-sanya-april-14-2011>. Acesso em: 24  
out. 2023.  
lease/brics-business-council-2018-midterm-meeting-held-  
BRICS BUSINESS COUNCIL. Joint Statement of the BRI-  
shanghai/>. Acesso em: 14 jan. 2024.  
CS Business Council Meeting. Johannesburg: Sandton Con-  
NOVO BANCO DE DESENVOLVIMENTO (NDB). NDB  
And BRICS Business Council Co-Host Business Breakfast  
in Durban in the run-up to BRICS Summit in South Afri-  
ca. Press Releases – New Development Bank, 25 Jul. 2018b.  
-business-council-co-host-business-breakfast-durban-run-bri-  
cs-summit-south-africa/>. Acesso em: 12 jan. 2024.  
vention Centre, 19 August 2013.  
BRICS BUSINESS COUNCIL. BRICS Business Council  
2013/2014 Annual Report. 9 July 2014.  
BRICS BUSINESS COUNCIL. Facing Challenges, Buil-  
ding Confidence - BRICS Business Council Second Annual  
Report 2015/2016. Ufa: Russia, 2015.  
BRICS BUSINESS COUNCIL. Joint Statement of the BRI-  
CS Business Council. Moscow: Russian Federation, 6 April  
2016.  
RAMOS, Leonardo; GARCIA, Ana Elisa Saggioro; PAUTAS-  
SO, Diego; RODRIGUES, Fernanda Cristina Ribeiro. Aden-  
samento institucional e outreach: um breve balanço do  
BRICS. Rev. Carta Inter., Belo Horizonte, v. 13, n. 3, 2018,  
p. 5-26.  
BRICS BUSINESS COUNCIL. Economic Growth for an  
Innovative Future - BRICS Business Council Annual Re-  
port 2019. Brasilia: Brazil, November 14, 2019.  
RATHO, Aditi. Plans for the BRICS Delhi Summit: Mar-  
ch 29, 2012. BRICS Information Centre, 2012. Disponível  
pdf>. Acesso em: 23 out. 2023.  
BRICS BUSINESS COUNCIL. e BRICS Partnership for  
Global Stability, Universal Security and Innovative Growth  
- BRICS Business Council Annual Report. Russia, 2020.  
RINALDI, Augusto Leal. O BRICS nas Relações Internacio-  
nais Contemporâneas: Alinhamento estratégico e balancea-  
mento de poder global. 1 ed. – São Paulo: Appris, 2021.  
BRICS BUSINESS COUNCIL. Intra-BRICS Cooperation  
for Continuity, Consolidation and Consensus - BRICS Bu-  
siness Council Annual Report. India, 2021.  
SABTT. BRICS Meetings and Forums. South African BRICS  
org.za/brics/brics-meetings-and-forums/>. Acesso em: 22 out.  
2023.  
BRICS BUSINESS COUNCIL. BRICS Business Council  
Annual Report 2022/2023. South Africa, 2023.  
BRICS BUSINESS FORUM. Joint Statement of the BRICS  
re.net/ficciindia/joint-statement-at-the-brics-business-sum-  
mit-2012-12202037>. Acesso em: 22 out. 2023.  
STUENKEL, Oliver. BRICS: o futuro da ordem global - 1°  
ed. - Rio de Janeiro/São Paulo: Paz e Terra, 2017.  
CUNHA, Claussia Neumann. A Emergência dos BRIC no  
Cenário Internacional. Monografia do MBA em Negócios In-  
ternacionais da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – UNI-  
SINOS. Porto Alegre, 2010.  
FICCI. Members. BRICS Business Council Website, 2021.  
verview.php>. Acesso em: 12 nov. 2023.  
FORO DE SÃO PAULO. V Cúpula do BRICS – Informa-  
ções – Durban, 27 de março de 2013. Disponível em: <ht-  
tps://forodesaopaulo.org/aviso-as-redacoes-v-cupula-do-brics-  
informacoes-durban-27-de-marco-de-2013/>. Acesso em: 19  
out. 2023.  
FÓRUM EMPRESARIAL DO BRICS. e NDB President  
Mrs. Dilma Rousseff participates in the BRICS Business Fo-  
ch?v=HryK8L-B8_g&t=9s> Acesso em: 13 out 2023.  
GARCIA, Ana Elisa Saggioro. BRICS: um balanço crítico.  
Cadernos do CEAS, Salvador/Recife, n. 241, p. 374-391,  
mai./ago., 2017.  
NOVO BANCO DE DESENVOLVIMENTO (NDB). New  
Development Bank and BRICS Business Council sign Me-  
morandum on Strategic Cooperation. Press Releases – New  
Development Bank, 8 Sep. 2017. Disponível em: <https://  
siness-council-strengthen-cooperation/>. Acesso em: 12 jan.  
2024.