A escrita residual em Noite e neblina, de Alain Resnais
DOI:
https://doi.org/10.5752/P.2237-9967.2026v15e36979Palavras-chave:
escrita, resíduo, ruínaResumo
Este trabalho se dedica à análise e à comparação de imagens de manuscritos no filme Noite e neblina (1956), de Alain Resnais. Nele, vemos registros com origens distintas: textos das vítimas do Holocausto, ao mesmo tempo que textos dos algozes. Duas materialidades que, na teoria do arquivo, compartilham semelhanças, como a oscilação entre instituidor e conservador, entre revolucionário e tradicional (Derrida, 2001); mas, na dessemelhança, guardam o que há de decisivo para cada uma, sendo o primeiro caso, não há dúvidas, um modo de insubmissão cuja sobrevivência é residual. Aqui, mobilizamos as reflexões de Georges Didi-Huberman, Jacques Derrida e Roland Barthes a respeito de arquivo, imagem e texto, discutindo o modo de aparição dos manuscritos.
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