A produção acadêmica das Ciências Sociais sobre o urbano em Belo Horizonte e sua região metropolitana em três décadas (1991-2020):
instituições, temas, espaços e tempos
DOI:
https://doi.org/10.5752/P.2595-7716.2023v5n1p1-23Palavras-chave:
Estudos Urbanos, Belo Horizonte, Região Metropolitana de Belo HorizonteResumo
O objetivo deste artigo é analisar aspectos temáticos, espaciais, temporais e institucionais da produção acadêmica das Ciências Sociais sobre o urbano em Belo Horizonte e sua região metropolitana. Foi realizado um levantamento das teses e dissertações produzidas entre 1991 e 2020 nos programas de pós-graduação em Ciências Sociais (Antropologia, Ciência Política e Sociologia) da UFMG e da PUC Minas. A produção aqui analisada, de 206 teses e dissertações, está sistematizada em um banco de dados que contêm, além de aspectos institucionais das investigações, categorizações quanto ao tema e recortes espacial e temporal. A análise revela que a cidade de Belo Horizonte foi a mais estudada como totalidade, seguida por estudos cujos focos são os espaços menores, como os locais de residência – nos bairros, nas vilas e favelas e nas ocupações – e os lugares e as instituições da cidade – praças, escolas, museus e ruas. Assim como municípios da sua região metropolitana, muitos espaços da capital mineira não mereceram a atenção dos cientistas sociais. É notável maior preocupação com o tempo presente, sobretudo as duas primeiras décadas do século XXI, quando analisado o recorte temporal das investigações. Gestão e Planejamento Urbano, Crime e Violência, Grupos Vulneráveis e Setor Informal e Cultura, Arte e Políticas Culturais são algumas das áreas temáticas com maior quantitativo de estudos urbanos sobre a Região Metropolitana de Belo Horizonte. Isso dialoga com aspectos do balanço e das tendências desse campo de conhecimento e das Ciências Sociais no Brasil e com contextos sociopolíticos do país.
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