MULHER NEGRA, IDENTIDADE E POLÍTICAS AFIRMATIVAS
o papel do Estado na construção da justiça social e nas experiências quilombolas
DOI:
https://doi.org/10.5752/P.2595-7716.2026v8n1p4-27Palavras-chave:
Mulheres Negras, Identidade, Ação Afirmativa, EstadoResumo
Este artigo analisa como, no Brasil, mulheres negras constroem e ressignificam suas identidades como estratégia de enfrentamento das opressões interseccionais de raça, gênero e classe, com ênfase no papel do Estado e das políticas de ação afirmativa na promoção da justiça social. A pesquisa adota abordagem qualitativa de caráter exploratório e analítico, fundamentada em uma perspectiva interseccional e decolonial, articulando revisão bibliográfica crítica e análise de documentos oficiais de políticas públicas. Parte-se da compreensão de que a identidade constitui um processo histórico, relacional e político capaz de fortalecer a resistência coletiva e ampliar o acesso a direitos sociais. Argumenta-se, contudo, que sua reificação pode gerar fragmentação e limitar articulações políticas mais amplas. Evidencia-se que, quando compreendida de forma crítica e plural, a identidade atua como instrumento estratégico de empoderamento e transformação social, especialmente nas experiências de mulheres negras quilombolas.
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