EDUCAÇÃO PARA QUEM EXCLUSÃO HISTÓRICA, DISPUTAS POR RECONHECIMENTO E A EMERGÊNCIA DA EDUCAÇÃO DO CAMPO NO BRASIL CONTEMPORÂNEO

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5752/P.2595-7716.2026v8n1p52-78

Palavras-chave:

Educação do Campo, Desigualdades Educacionais, Sociologia Rural, Reconhecimento, Políticas Educacionais

Resumo

Este artigo analisa criticamente os processos históricos de exclusão educacional dos sujeitos do campo no Brasil, articulando contribuições da pedagogia do campo, da sociologia rural, da história rural, da extensão rural e da teoria educacional contemporânea. Parte-se da problematização da questão “educação para quem?” como eixo analítico capaz de evidenciar as contradições entre a universalização formal do direito à educação e a persistência de desigualdades estruturais no meio rural. O estudo tem como objetivo compreender como essas desigualdades foram historicamente produzidas e como se atualizam no contexto contemporâneo, a partir de dinâmicas como a expansão do agronegócio, a reestruturação produtiva e a marginalização dos saberes camponeses. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa de natureza bibliográfica, com base em produções acadêmicas recentes. A análise evidencia que a educação rural tradicional esteve subordinada a projetos hegemônicos de desenvolvimento, enquanto a educação do campo emerge como proposta contra-hegemônica, vinculada às lutas sociais e à valorização dos territórios. Conclui-se que a superação das desigualdades educacionais exige transformações estruturais e o reconhecimento dos sujeitos do campo como protagonistas de seus processos formativos (Santos, 2018).

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Biografia do Autor

Liziany Muller, UFSM

Pós doutora em Zootecnia-UFSM; Profa associada ao PPGEXR-UFSM.

 

Marco Aurélio da Silva, Universidade Federal de Santa Maria UFSM

 Doutorando em Extensão Rural -UFSM; Mestre em Ciências Sociais - UFSM; Mestre em Educação - UNISC.

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Publicado

2026-06-02

Como Citar

Muller, L., & Silva, M. A. da. (2026). EDUCAÇÃO PARA QUEM EXCLUSÃO HISTÓRICA, DISPUTAS POR RECONHECIMENTO E A EMERGÊNCIA DA EDUCAÇÃO DO CAMPO NO BRASIL CONTEMPORÂNEO. Em Sociedade, 8(1), 52–78. https://doi.org/10.5752/P.2595-7716.2026v8n1p52-78

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Artigos