estudos internacionais  
R E V I S TA D E R E L A Ç Õ E S I N T E R N A C I O N A I S  
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS  
Grão-Chanceler: Dom Walmor Oliveira de Azevedo  
Reitor: Prof. Dr. Pe. Luís Henrique Eloy e Silva  
Assessor Especial da Reitoria: José Tarcísio Amorim  
Chefe de Gabinete do Reitor: Paulo Roberto de Sousa  
Pró-reitores: Extensão – Profa. Dra. Cláudia Venturini; Gestão Financeira –  
Paulo Sérgio Gontijo do Carmo; Graduação – Maria Inês Martins;  
Logística e Infraestrutura – Rômulo Albertini Rigueira; Pesquisa  
e de Pós-graduação – Prof. Dr. Martinho Campolina Rebello  
Horta; Recursos Humanos – Sérgio Silveira Martins; Arcos – Jorge  
Sundermann; Barreiro – Renato Moreira Hadad; Betim – Eugênio  
Batista Leite; Contagem – Robson dos Santos Marques; Poços de  
Caldas – Iran Calixto Abrão; São Gabriel – Alexandre Rezende  
Guimarães; Valle; Serro e Guanhães – Ronaldo Rajão Santiago  
EDITORA PUC MINAS  
Direção e coordenação editorial: Mariana Teixeira de Carvalho Moura  
Comercial: Paulo Vitor de Castro Carvalho  
Conselho editorial: Edil Carvalho Guedes Filho; Eliane Scheid Gazire; Ev’Angela Batista  
Rodrigues de Barros; Flávio de Jesus Resende; Jean Richard Lopes;  
Leonardo César Souza Ramos; Lucas de Alvarenga Gontijo; Luciana  
Lemos de Azevedo; Márcia Stengel; Mariana Teixeira de Carvalho  
Moura; Meire Chucre Tannure Martins; Mozahir Salomão Bruck;  
Pedro Paiva Brito; Sérgio de Morais Hanriot.  
EDITORA PUC MINAS: Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais  
Rua Dom Lúcio Antunes, 180 • 30535-630 • Coração Eucarístico • Tel: (31) 3319.9904  
Fax: (31) 3319.9907 • Belo Horizonte • Minas Gerais • Brasil • e-mail: editora@pucminas.br  
estudos internacionais  
R E V I S TA D E R E L A Ç Õ E S I N T E R N A C I O N A I S  
Pontifcia Universidade  
Católica de Minas Gerais  
Programa de Pós-Graduação  
em Relações Internacionais  
Belo Horizonte  
ISSN: 2317-773X  
v. 13 n. 2  
junho 2025  
estudos internacionais  
R E V I S TA D E R E L A Ç Õ E S I N T E R N A C I O N A I S  
Conselho Executivo  
Prof. Vinícius Tavares de Oliveira  
Prof. Leonardo César Ramos  
Equipe Editorial  
Victor de Matos Nascimento  
Mariana Ferreira Torres  
Larissa Cristina Silva Ribeiro  
Ana Carolina Zappa De Carli Meireles Rabello  
Murilo de Morais Cortez  
Clara Freire de Carvalho Holsbach da Costa  
Ana Carolina dos Santos Santana  
Gabriel Passoni Barbosa  
Conselho Editorial  
Adam David Morton (University of Sidney)  
Andrés Malamud (Instituto de Ciências Sociais – Universidade de Lisboa)  
Antonio Carlos Lessa (Universidade de Brasília UNB)  
Atílio Borón (Universidade de Buenos Aires – Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas)  
Carlos Milani (Universidade do Estado do Rio de Janeiro)  
Carlos S. Arturi (Universidade Federal do Rio Grande do Sul)  
Gladys Lechini (Universidade Nacional de Rosário – Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas)  
Henrique Altemani (Universidade Estadual da Paraíba)  
Jens Bartelson (Lund University)  
João Pontes Nogueira (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro)  
José Flávio Sombra Saraiva (Universidade de Brasília)  
José Luis León-Manríquez (Universidade Autónoma Metropolitana Xochimilco)  
Letícia Pinheiro (Universidade do Estado do Rio de Janeiro)  
Luis Fernando Ayerbe (Universidade Estadual Paulista)  
Marco Aurélio Chaves Cepik (Universidade Federal do Rio Grande do Sul)  
Marcos Costa Lima (Universidade Federal de Pernambuco)  
Maria Regina Soares de Lima (Universidade do Estado do Rio de Janeiro)  
Matt Ferchen (Tsinghua University)  
Miriam Gomes Saraiva (Universidade do Estado do Rio de Janeiro)  
Monica Hirst (Universidad Di Tella–Universidad de Quilmes)  
Paulo Luiz Moreaux Lavigne Esteves (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro)  
Paulo Fagundes Vizentini (Universidade Federal do Rio Grande do Sul)  
Rafael Villa (Universidade de São Paulo)  
R. Evan Ellis (Center for Strategic and International Studies)  
Renato Boschi (Universidade do Estado do Rio de Janeiro)  
Sean Burges (Australian National University)  
Shiguenoli Myamoto (Universidade Estadual de Campinas – San Tiago Dantas)  
Tullo Vigevani (Universidade Estadual Paulista)  
Apoio  
Departamento de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas)  
Chefe do Departamento: Mariana Balau Silveira  
Effects of religious heterogeneity on global beef trade ............................9  
Efeitos da heterogeneidade religiosa no comércio global de carne bovina  
Efectos de la heterogeneidad religiosa en el comercio mundial de carne de vacuno  
Michelle Márcia Viana Martins  
New projectment economy and Chinese embedded  
globalization: insights from the Chinese football plan................................34  
Nova economia do projetamento e globalização instituída pela China: perspectivas do plano  
do futebol chinês  
La nueva economia del proyectamiento e globalización instituida por China: perspectivas del  
plan de fútbol chino  
Emanuel Leite Junior  
Poder blando y megaeventos deportivos: hacia una  
propuesta de precisión conceptual y analítica ..........................................54  
Poder brando e megaeventos esportivos: uma proposta de refinamento conceitual e analítico  
Soft power and sports mega-events: towards a Proposal for Conceptual and Analytical Clarity  
Bruno Rivas Frías  
Ignacio Javier Cardone  
Environmental Peacebuilding: definições, tendências e  
contradições de um emergente campo de estudos...................................77  
Environmental Peacebuilding: definitions, trends, and contradictions of an emerging field of  
study  
Environmental Peacebuilding: definiciones, tendencias y contradicciones de un campo de  
estudio emergente  
Aureo Toledo  
Ana Flávia Vilela Silva  
Integración y convergencia del Perú con la Comunidad  
Andina, Alianza del Pacífico y MERCOSUR..................................................97  
Integração e convergência do Peru com a Comunidade Andina, Aliança do Pacífico e  
MERCOSUL  
Integration and Convergence of Peru with the Andean Community, Pacific Alliance and  
MERCOSUR  
Alan Fairlie Reinoso  
Ariana Figueroa Cornejo  
Paula Paredes Quintana  
A internacionalização do renminbi como instrumento  
geopolítico: estratégias chinesas para reduzir a  
dependência do dólar ......................................................................................126  
La internacionalización del renminbi como instrumento geopolítico: estrategias chinas para  
reducir la dependencia del dólar  
The internationalization of the renminbi as a geopolitical instrument: China’s strategies to  
reduce dependence on the dollar  
Jacqueline A. Haffner  
Julia Driemeir Vieira Rosa  
Insuficiencia estructural del control humano significativo  
en armas autónomas: fundamentos para una reorientación  
normativa post-antropocéntrica.....................................................................149  
Structural Insufficiency of Meaningful Human Control in Autonomous Weapons: Foundations  
for a Post-Anthropocentric Normative Reorientation  
Insuficiência estrutural do controle humano significativo em armas autônomas: fundamentos  
para uma reorientação normativa pós-antropocêntrica  
Fernando A. Ramos-Zaga  
Regulação Global da Inteligência Artificial: Atores e  
Estruturas de Governança ...............................................................................166  
Global Regulation of Artificial Intelligence: Actors and Governance Structures  
Regulación Global de la Inteligencia Artificial: Actores y Estructuras de Gobernanza  
Natália Diniz Schwether  
Graciela de Conti Pagliari  
The Impact of Border Disputes on Fragile: Case Study of  
Bahrain and Qatar..............................................................................................184  
El impacto de las disputas fronterizas en los países frágiles: estudio de caso de Bahréin y  
Qatar  
O Impacto das Disputas de Fronteira em Países Frágeis: Estudo de Caso do Bahrein e do Catar  
Seyedmohammad Seyedi Asl  
Tianxia como vínculo clave para la cooperación de China  
con Argentina en el contexto de la reglobalización...................................199  
Tianxia as a key link for China’s cooperation with Argentina in the context of reglobalisation  
Tianxia como elo chave para a cooperação da China com Argentina no contexto da  
reglobalização  
Zirui Wu  
The Quiet Architects of Global Governance: Small State  
Agency in an Era of Diffuse Authority............................................................216  
Os Arquitetos Silenciosos da Governança Global: A Agência dos Pequenos Estados em uma  
Era de Autoridade Difusa  
Los Arquitectos Silenciosos de la Gobernanza Global: La Agencia de los Pequeños Estados en  
una Era de Autoridad Difusa  
Shamkhal Mammadov  
Zeynalabdin Naghisoy  
Muharrem Bagir  
Mulheres e Guerra: Lições sobre uma Realidade Ocultada.....................236  
Women and War: Insights into a Hidden Reality  
Mujeres y guerra: aprendizajes sobre una realidad oculta  
Ana Laura Baia de Morais  
Thaís Vieira  
Michelle Márcia Viana Martins Effects of religious heterogeneity on global beef trade  
Effects of religious heterogeneity on global  
beef trade  
Efeitos da heterogeneidade religiosa no comércio global  
de carne bovina  
Efectos de la heterogeneidad religiosa en el comercio  
mundial de carne de vacuno  
1
Michelle Márcia Viana Martins  
DOI: 10.5752/P.2317-773X.2025v13.n2.p9  
Enviado: 06 de abril de 2025  
Aceito em: 30 de setembro de 2025  
ABSTRACT  
This study evaluates the effect of religious distance on bilateral beef trade flows  
between 21 exporting countries and 167 importing countries from 2000 to 2021.  
The analysis examines both facilitating and hindering effects of religious factors  
on commercial flows. Religious similarity may reduce transaction costs through  
shared norms and trust networks, while religious differences may create exclu-  
sionary practices functioning as trade barriers. Using a structural gravity model,  
the results show that religious asymmetry does not impact overall beef trade  
flows, except when controlling for major Halal and Kosher-certified exporters.  
The findings reveal that religion does not systematically affect beef trade, thou-  
gh certification creates competitive advantages in specialized market segments.  
Key words: Religion; Beef; International Trade; Cultural Barriers; Gravity  
Model.  
RESUMO  
Este estudo avalia o efeito da distância religiosa nos fluxos de comércio bilateral de  
carne bovina entre 21 países exportadores e 167 países importadores de 2000 a 2021. A  
análise examina tanto os potenciais efeitos facilitadores quanto restritivos dos fatores  
religiosos nos fluxos comerciais. A similaridade religiosa pode reduzir custos de tran-  
sação por meio de normas compartilhadas e redes de confiança, enquanto diferenças  
religiosas podem criar práticas excludentes que funcionam como barreiras comerciais.  
Utilizando um modelo gravitacional estrutural, os resultados mostram que a assime-  
tria religiosa não afeta os fluxos comerciais gerais de carne bovina, exceto quando  
controlados os principais exportadores certificados Halal e Kosher. Os achados reve-  
lam que a religião não afeta sistematicamente o comércio de carne bovina, embora a  
certificação crie vantagens competitivas em segmentos especializados globalmente.  
Palavras-chave: Religião; Carne bovina; Comércio internacional; Barreiras  
culturais; Modelo gravitacional.  
1. Doutora em Economia Aplicada, Universidade de São Paulo e professora no Departamento de Economia,  
Universidade Federal de Viçosa.  
9
estudos internacionais • Belo Horizonte, ISSN 2317-773X, v. 13, n. 2, (jun. 2025), p. 9-33  
RESUMEN  
El estudio evalúa el efecto de la distancia religiosa en los flujos de comercio  
bilateral de carne de vacuno entre 21 países exportadores y 167 países importa-  
dores de 2000 a 2021. El análisis examina tanto los potenciales efectos facilita-  
dores como restrictivos de los factores religiosos en los flujos comerciales. La  
similitud religiosa puede reducir los costos de transacción a través de normas  
compartidas y redes de confianza, mientras que las diferencias religiosas pueden  
crear prácticas excluyentes que funcionan como barreras comerciales. Utilizan-  
do un modelo gravitacional estructural, los resultados muestran que la asimetría  
religiosa no afecta los flujos comerciales generales de carne de vacuno, excepto  
cuando se controlan los principales exportadores certificados Halal y Kosher.  
Los hallazgos revelan que la religión no afecta sistemáticamente el comercio de  
carne de vacuno, aunque la certificación crea ventajas competitivas en segmen-  
tos especializados globalmente.  
Palabras clave: Religión; Carne de vacuno; Comercio internacional; Barreras  
culturales; Modelo gravitacional.  
1 INTRODUCTION  
International trade is necessary for ensuring food security and  
maintaining public food reserves. A 14% global supply expansion in the  
meat market is anticipated by 2030, accompanied by a 5.9% rise in beef  
availability (OECD-FAO, 2024). This growth trend is also observed on  
the demand side. The consumption of animal protein is driven by dietary  
changes resulting from urbanization and rising global average income.  
Consequently, there is an anticipated increase in international meat flo-  
ws, particularly towards Asia and the Middle East (OECD-FAO, 2024).  
Although commodity trade is generally associated with products that  
have uniform characteristics, are produced on a large scale and with homo-  
geneous physical attributes (Martins; Martinelli, 2010), products can be dif-  
ferentiated by historical, institutional and cultural factors, such as religious  
traditions and cultural ties (Ermgassen et al., 2021; Carneiro et al., 2022). This  
is especially applicable in the meat trade, which, despite being categorized  
as a commodity, may be ascribed other characterizations that are not solely  
reliant on its physical and observable characteristics (Fonseca et al., 2021).  
International negotiations have included specific provisions for  
meat products, considering unobservable quality attributes, including  
adherence to processing and slaughter methods, which are essential  
for markets influenced by religious beliefs. Regulations that define the-  
se qualities can influence market access and generate trade possibilities  
(Dall’Azen; Weise, 2014).  
The Halal industry, which follows processing rules following the  
Islamic religion, encompasses more than 1.8 billion consumers across 112  
countries. By 2030, the industry is expected to continue growing, given  
the forecast that the Muslim population will reach 29% of the global po-  
pulation (Daud; Lee, Ismail; 2022). Furthermore, the number of young  
Muslims with higher educational levels is rising, reflecting the growth of  
a new market segment with high purchasing power, estimated at appro-  
ximately USD 2.57 trillion by 2024 (Hossain et al., 2021).  
10  
Michelle Márcia Viana Martins Effects of religious heterogeneity on global beef trade  
Similarly, the Kosher meat business offers appealing possibilities.  
The term Kosher denotes items prepared by Jewish law and is linked to  
health and hygiene due to rigorous food processing, demanding coope-  
ration and transparency from supplying companies (Hossain et al., 2021;  
Rudy et al., 2019). In 2021, the global Jewish population was predicted  
to be roughly 15.2 million, constituting about 0,195% of the total global  
population (DellaPergola, 2022). The primary slaughter requirements for  
this religious group require the animal’s vitality and awareness during  
the slaughter and the complete removal of blood, which is considered  
impure and unsuitable for consumption (Rudy et al., 2019).  
Halal and Kosher products not only represent religious symbols  
with potential for the Islamic and Jewish consumer markets, are also as-  
sociated with excellence in quality assurance, attracting non-Muslim and  
non-Jewish consumers who value quality, safety, health, and authenticity  
(Hossain et al., 2021; Abdul-Talib; Abd-Razak, 2013). To ensure these cha-  
racteristics, religious agencies must certify products which attest to com-  
pliance with technical standards and the brand’s symbol.  
In the realm of certifications, trust among the parties involved is  
important, influencing the selection of the governance framework and  
commercial partner to guarantee reliability. Implementing procedu-  
res that cultivate trust among agents is essential for alleviating uncer-  
tainty, deterring opportunistic behavior, and reducing transaction costs  
(Colares-Santos; Shanoyan; Schiavi, 2020).  
However, religious and cultural issues, when incorporated into  
contracts, can be considered trade barriers (Audu; Okorie; Orekoya, 2023).  
Companies wishing to export products in compliance with religious re-  
quirements must adapt their production processes to the standards esta-  
blished by their trading partners to ensure market access (Aguiar, 2020).  
This leads to additional costs that may reduce exporters’ competitiveness,  
with the consequences of leaving the market.  
Eventually, this is questioned. Audu; Okorie; Orekoya (2023) sta-  
te that religious asymmetries appear to have little impact on trade flo-  
ws, even when comparing the most and least religious nations globally.  
Regardless of the level of religiosity, countries do not typically form trade  
partnerships based on shared religious beliefs. Instead, trade reciprocity  
and economic considerations are more relevant in shaping trade. For ins-  
tance, countries with high levels of religiosity, such as Israel, Saudi Arabia,  
and India, continue to maintain stable trade relations with nations that do  
not share their religious traditions, indicating that religion does not di-  
rectly influence trade decisions (Audu; Okorie; Orekoya, 2023). However,  
Costa et al (2023) and Hamid et al (2022) argue that religion can affect  
positively or negatively the trade of certain products, such as cultural  
products (films) and food.  
New investigations further underscore how religious, cultural  
and economic factors shape trade patterns. Applying a gravity model to  
Indonesia’s seafood exports, Herianingrum et al. (2024) highlight how  
GDP and common language can strengthen export performance and  
bolster the Halal market. Meanwhile, Muchtar et al (2025) employ a com-  
putable general equilibrium approach to show that free trade agreements  
11  
estudos internacionais • Belo Horizonte, ISSN 2317-773X, v. 13, n. 2, (jun. 2025), p. 9-33  
with countries members of the Organization of Islamic Cooperation  
(OIC) can boost welfare and real GDP for Indonesia’s halal food sector,  
though some product segments may face export declines.  
From a different angle, Zhang; Saghaian; Reed (2023) use a stochas-  
tic frontier gravity model to analyze U.S. bourbon whisky exports, de-  
monstrating that economic size, common language, and policy measures  
can promote trade, again indicating how specialized product attributes,  
religious or otherwise, interact with classical trade drivers. Within the  
European Union, Zaninovi (2025) further confirms that factor producti-  
vity, resource endowments and the ability to meet evolving standards are  
key determinants of agricultural trade flows. These more recent studies  
show that production attributes (e.g., Halal compliance, resource use and  
geographical indication) intertwine with broader economic variables to  
shape the contours of trade, reinforcing the importance of analyzing reli-  
gious and cultural distance alongside conventional drivers.  
This study adopts an agnostic stance regarding religion’s role in  
beef trade, recognizing that cultural factors can both facilitate and hin-  
der commercial flows. Religion may reduce transaction costs by fostering  
trust among members sharing religious traditions, while religious diffe-  
rences can create exclusionary practices that function as trade barriers  
(Lewer; Van Den Berg, 2007; Lee; Park, 2016).  
This analysis contributes to International Relations by examining  
how informal institutions shape trade patterns beyond formal agree-  
ments and tariffs. While traditional international trade literature focuses  
on state policies and formal arrangements, this study addresses how cul-  
tural norms influence economic decisions between states, enriching un-  
derstanding of how identity factors affect countries’ integration into the  
global economy. Based on expansion opportunities in this market seg-  
ment and different possibilities of trade effects (positive, negative, or non-  
-significant), the question arises: what is the effect of religious distance on  
global beef trade? This study evaluates, through a statistical model, the  
effect of religious asymmetry on beef trade flows between 2000 and 2021.  
2 THEORETICAL FRAMEWORK  
2.1 Religious institutions in international relations  
International relations theory provides some frameworks for un-  
derstanding how cultural factors influence interstate economic beha-  
vior. Liberal institutionalism suggests that shared norms and values re-  
duce transaction costs in international cooperation by creating predic-  
table behavioral patterns and common standards (Keohane; Nye, 2011).  
Constructivist approaches emphasize how cultural identities shape state  
preferences and interests beyond material calculations, arguing that ac-  
tors’ understanding of their interests is socially constructed through cul-  
tural practices and shared meanings (Wendt, 1999).  
Religious institutions operate within these theoretical framewor-  
ks as informal constraints that create both opportunities for cooperation  
12  
Michelle Márcia Viana Martins Effects of religious heterogeneity on global beef trade  
and potential conflicts in trade relations. Unlike formal institutions such  
as trade agreements or international organizations, religious norms are  
embedded in social practices and cultural traditions that persist across  
political changes, making them stable but potentially rigid factors in in-  
ternational economic relations.  
When religious backgrounds align between trading partners, facili-  
tative mechanisms emerge. Shared religious practices establish common  
products, production, and business conduct expectations, reducing the  
need for strict monitoring and verification procedures. Religious networ-  
ks provide information channels about market conditions and regulatory  
requirements that complement formal commercial information systems.  
Additionally, transnational religious communities maintain social capital  
that enables reputation-based contract enforcement, reducing dependen-  
ce on formal legal mechanisms for dispute resolution.  
The diaspora literature offers perspectives into these dynamics.  
Graham (2014) demonstrates how ethnic and religious networks reduce  
information asymmetries in international trade, while Cruz (2013) shows  
that diaspora connections help overcome formal trade barriers through  
relationship networks. This is because these communities sustain shared  
norms, repeated interactions, and reputational mechanisms that lower  
transaction costs and improve information flow. Religious communities  
function similarly, creating bridges between geographically separated  
markets through shared cultural understanding and trust.  
However, religious differences can generate exclusionary practices  
that function as non-tariff barriers. Religious dietary restrictions create  
market segmentation requiring specialized certification procedures, se-  
parate supply chains, and costly production adaptations. This segmen-  
tation can exclude countries lacking appropriate religious or conformity  
infrastructure while providing preferential access to those with establi-  
shed certification systems.  
The dual nature of religious influence reflects broader dynamics  
between cultural preservation and economic integration in the interna-  
tional political economy. States must balance domestic religious consti-  
tuencies’ demands for cultural authenticity with international market ac-  
cess requirements, creating policy choices that extend beyond traditional  
economic considerations.  
2.2 Transaction costs and institutional economics  
Classical international trade theories, which focus on productivity  
and factor endowment, did not initially highlight trade costs. However,  
Anderson and van Wincoop (2004) observe that, as trade expands, tran-  
saction costs may surpass transportation costs and tariffs. These transac-  
tion costs encompass all stages of international business, from negotia-  
tions to final delivery (Maragno; Kalatziz; Paulillo, 2006).  
Transaction Cost Theory (TCT) underscores key assumptions  
such as bounded rationality, which refers to limited decision-ma-  
king capacity; uncertainty, which addresses information asymmetry;  
opportunism, which involves exploiting these asymmetries; and asset  
13  
estudos internacionais • Belo Horizonte, ISSN 2317-773X, v. 13, n. 2, (jun. 2025), p. 9-33  
specificity, which concerns exclusive features in transactions (Dall’Azen;  
Weise, 2014). Economic agents, mindful of these costs, choose gover-  
nance structures that minimize them (Mendes; Figueiredo; Michels,  
2008). In this regard, institutions arise as governance solutions for pro-  
duction and trade (Dasilva-Glasgow, 2020; Cabarello; Soto-Oñate, 2016;  
Acemoglu; Antràs; Helpman, 2007), establishing norms and mechanis-  
ms that reduce risks and foster trust (Dall’Azen; Weise, 2014).  
North (1993) defines institutions as the “rules of the game” that  
direct economic behavior, whether formal (laws, regulations, con-  
tracts) or informal (traditions, customs, religion). When informal prac-  
tices become formalized, they promote predictable market behavior  
(Dall’Azen; Weise, 2014; Mendes; Figueiredo; Michels, 2008). Consistent  
with New Institutional Economics, these rules reduce uncertainty, tran-  
saction costs, and opportunities for fraud (Bueno, 2004). By implemen-  
ting regulations, institutions encourage trust and cooperation, limiting  
deceptive conduct and enhancing transparency (Mendes; Figueiredo;  
Michels, 2008). Religion, as an informal institution, shapes norms re-  
garding acceptable meat products, slaughter practices, and labeling,  
thus influencing supply and demand in the meat trade. Importers’ qua-  
lity requirements reinforce consumer confidence in suppliers (Thomé;  
Reis; Paiva, 2003).  
Yet, if producers fail to meet certain religious guidelines, they  
may face barriers in entering specific markets (Dall’Azen; Weise, 2014).  
Studies indicate that shared religious culture can strengthen bilateral  
trade by reducing transaction costs (Lewer; Van Den Berg, 2007; Bonne;  
Vermeir; Verbeke, 2008; Lee; Park, 2016; Irshad et al, 2018), fostering trust  
and minimizing the need for costly adaptations (Czelusniak; Ribeiro;  
Dergin, 2018).  
Conversely, divergent cultural norms can act like tariffs (Lee; Park,  
2016). Meeting religious requirements often entails additional invest-  
ments in specialized slaughter procedures, certifications, or training, all  
of which can limit access to specific markets (Dall’Azen; Weise, 2014).  
Similarly, cultural factors such as language, colonial heritage, labor re-  
lations, and religion tend to remain unchanged over time, reinforcing  
consumption patterns and challenging exporters’ efforts to reach certain  
markets (Lopez; Gama, 2010).  
As a result, the historical, religious, and institutional characteristics  
of each region influence trade patterns. When religions and cultural cus-  
toms differ, mistrust generally increases transaction costs and constrains  
bilateral trade. Therefore, the economic burden associated with reduced  
trade flows can become relevant for key markets.. In light of this, it is  
important to examine cultural aspects, particularly religion, as a possib-  
le determinant of export performance. This consideration is vital in the  
meat industry, which faces strict regulations and anticipates growth in  
both consumption and numbers of Jewish and Muslim consumers. The  
following section explains the methodology employed in this study.  
14  
Michelle Márcia Viana Martins Effects of religious heterogeneity on global beef trade  
3 METHODOLOGY  
3.1 Theoretical gravity model  
Tinbergen (1962) was the first to propose a gravity model to ex-  
plain international trade flows, suggesting that trade volume between  
countries is influenced by their economic size and the distance between  
them. His model laid the groundwork for quantifying deviations bet-  
ween observed and expected trade in the absence of barriers. However,  
despite its empirical success, the gravity model lacked a solid theoretical  
foundation for decades. This gap was addressed by Anderson and van  
Wincoop (2003), who developed a micro-founded version of the gravity  
model based on a constant elasticity of substitution (CES) utility function  
and market-clearing conditions. Their framework provided the necessary  
theoretical consistency, enabling more accurate estimations of bilateral  
trade flows, following the 1 equation:  
where the variable is the exports of product from country to im-  
porter in year; is the expenditures of country on products in year; and  
are, respectively, the quantity of produced in country and the aggregate  
international production of such products in the world, in; and are multi-  
lateral resistance terms of trade in; is the elasticity of substitution among  
products, represent the bilateral trade costs betweenand countries in year  
for product.  
The major contribution of Anderson and van Wincoop (2003) was  
the consolidation of the multilateral resistance terms. The variables and  
were formally defined to show that bilateral trade flows are influenced  
not only by the trade costs between two countries but also by costs in-  
curred with other trading partners. In other words, trade between coun-  
tries i and j is affected not only by their direct costs but also by the costs  
between country j and a third country. Mathematically, these indices are  
represented by the following equations:  
represents external multilateral resistance, indicating that exports  
from country i to country j depend on the trade costs between country j  
and all potential export markets. denotes internal multilateral resistance  
and reflects how country j imports depend on trade costs with all possible  
supplier countries for products k. The inclusion of these terms marked an  
advancement in the gravity model, allowing for more accurate estimates.  
According to Carneiro et al (2022), omitting these terms is a major econo-  
metric issue that leads to biased estimates due to omitted variable bias. A  
15  
estudos internacionais • Belo Horizonte, ISSN 2317-773X, v. 13, n. 2, (jun. 2025), p. 9-33  
common method to address this issue involves using fixed effects, which  
account for any variables representing potential trade frictions.  
is a function of all bilateral barriers that affect trade. Literature of-  
ten approximates this using a set of variables representing costs, which  
may be geographic or historical-institutional, such as distance, conti-  
guity, common language, cultural ties, or religious differences. Also, it  
can incorporate measures of trade policy, including tariffs and non-tariff  
barriers.  
Building on this theoretical development, the gravity model has  
become a widely used tool in empirical studies involving trade volumes.  
Given that trade flows are a key element in economic relations and the  
necessary data for estimating the model is easily accessible, many studies  
have adopted the gravity model, solidifying it as one of the most utilized  
methods in the field of international economics (Baldwin; Taglioni, 2006;  
Carneiro et al, 2022).  
The evolution of the model, as well as improvements in estimation  
techniques, as discussed by Yotov et al (2016), has enabled the use of gra-  
vity equations to contrast the influence of trade preferences against other  
determinants of trade, such as distance between countries, income levels,  
language, borders, trade agreements, religion, among others Anderson;  
Larch; Yotov (2020), Carneiro et al (2022) and Costa et al (2023) employed  
the gravity model approach to estimate trade determinants.  
3.2 Empirical model  
The analysis of the relationship between beef exports and bilate-  
2
ral religious disparity covered the years 2000 to 2021 . The trade flow  
occurred between 21 major beef exporters and 164 trading partners, re-  
presenting 95% of the global exports of the product during this period.  
The selection of exporters was based on countries responsible for 95% of  
global beef imports, similar to the methodology employed by Peci and  
Sanjuan (2020), who identified 40 importing countries that accounted for  
80% of global pork imports.  
The estimates utilized a panel data framework, analyzing infor-  
mation from individuals (countries) across several time points. This data  
structure improves estimator efficiency and parameter inference accu-  
racy, as panel data offers increased degrees of freedom (Hsiao, 2005).  
Various beef products were incorporated into the panel alongside the na-  
tion and year measurements. The products were categorized at the six-di-  
git level following the Harmonized Commodity Description and Coding  
3
System (HS).  
The model is estimated to be using the Poisson Pseudo-Maximum  
Likelihood (PPML) estimator, which is appropriate for analyzing trade  
flows as it addresses the issue of bilateral flows equal to zero in dependent  
2. The period from 2000 to 2021 was selected due to the availability of consistent and standardized data,  
enabling long-term analysis of cyclical and structural patterns in beef trade. More recent data remain under  
revision, making this time frame the most reliable for cross-country comparisons.  
3. HS020110, 020120, 020130, 020210, 020220, 020230, 020610, 020621, 020622, 020629, that means beef cuts  
(fresh/frozen) and edible offal (tongue, liver, etc.), encompassing whole carcasses or bone-in/boneless portions.  
16  
Michelle Márcia Viana Martins Effects of religious heterogeneity on global beef trade  
variable, indicating the absence of trade for certain country pairs, year  
and the product, or data missing. Around 94% of the sample contains  
zero or missing data. The PPML surpasses the Ordinary Least Squares  
(OLS) estimator, omitting observations with zero trade flows, resulting  
in selection bias and the loss of significant information from null flows.  
Besides addressing this issue, the PPML can estimate the model despite  
the heteroscedasticity (Santos Silva; Tenreyro, 2006). The functional spe-  
cification for the estimated equation is articulated as:  
4
Where represents beef imports from to importing countries of in  
year; is the constant;, are fixed effects of exporter-year-product and im-  
porter-year-product; is an index variable; is the bilateral distance between  
countries of origin and destination, a proxy for transportation costs; is a  
dummy that takes the value 1 if and countries share a common border  
and 0 otherwise; is a dummy that takes the value 1 if and countries have  
a trade agreement in year and 0 otherwise; is a dummy indicating colo-  
nial ties between countries, with value 1 if there are colonial ties and 0  
otherwise; is a dummy indicating whether the countries have the same  
official language, assuming value equal to 1 if so and 0 otherwise; is the  
error term.  
The Religious Distance variable ( refers to the religious proximity  
index (comrelig) developed by the Centre d’Études Prospectives et d’Infor-  
mations Internationales (CEPII). It is a bilateral similarity measure in built  
from country-level shares of three denominations, Catholic, Protestant,  
and Muslim, sourced from La Porta et al (1999, 2008). Formally, where  
is the share of denomination in country Values near 1 indicate highly  
similar compositions; values near 0 indicate little or no overlap. The va-  
riable is symmetric, time-invariant in CEPII’s Gravity dataset, and cap-  
tures a narrow but tractable dimension of cultural proximity that can  
affect trade by shaping information flows and trust. A limitation is that  
it aggregates only three traditions and omits others, so it should be read  
as a coarse proxy rather than an exhaustive religious landscape (Mayer;  
Zignago, 2011).  
To provide greater robustness to the model, some alternative es-  
timations were carried out to verify whether the effect of the religious  
variable remains. Firstly, the estimations were categorized by product  
5
type: chilled beef, frozen beef and offal . This distinction is interesting  
because the trade of offal may be influenced by cultural factors, such  
as the prohibition against consuming residues and blood in Jewish and  
4. Although the analysis is based on export data, import data is used for reliability. Customs authorities have  
greater control over import data because it is on this data that customs duties are levied.  
5. Chilled beef is fresh meat preserved at 0-4°C with limited shelf life, requiring fast transportation and  
serving premium markets. Frozen beef has extended shelf life enabling long-distance trade and representing  
53.5% of beef trade during the analyzed period. Offal includes organ meats and by-products that face distinct  
religious restrictions, as certain traditions prohibit consumption of blood-containing organs, making this  
category potentially more sensitive to religious differences between trading partners.  
17  
estudos internacionais • Belo Horizonte, ISSN 2317-773X, v. 13, n. 2, (jun. 2025), p. 9-33  
Muslim religions. Additionally, there is a distinction for chilled pro-  
ducts, as their trade is less frequent than that of frozen beef due to their  
perishability and the transportation costs associated with maintaining  
refrigeration. These categories may respond differently to religious dis-  
tance because frozen beef dominates trade volumes where cultural trust  
matters more, while religious similarity may actually reduce offal trade  
when shared dietary restrictions prohibit organ meat consumption.  
The second robustness strategy was to control the main exporters  
of Halal and Kosher-certified meat. To this, a dummy variable was im-  
6
plemented for the principal global exporters of these products in 2022 ()  
(Equation 5), and an interaction between this variable and religion was  
analyzed (Equation 6). Also, there was an interaction between this varia-  
ble and the religion variable to analyze (Equation 6). Religious slaughter  
involves costs associated with modifying manufacturing techniques. If  
these countries maintain access to consumer markets, it indicates that  
they have not only borne these costs but also remained competitive in  
international markets.  
Still to test the robustness of the estimates, the population of each  
exporter allocated across various religions was included in the model.  
The latest data for this information is from 2010 and was applied to all  
years of the panel as a proxy for religious representation. While the num-  
ber of devotees may fluctuate over time, no significant variation in the  
proportion of adherents to religions is expected. Consequently, utilizing  
lagged data is not anticipated to pose an issue.  
, refer to the number of individuals in the exporting country (i)  
who adhered to Christianity, Judaism and Islam (Muslims) in 2010, res-  
pectively. To estimate these variables, exporter-year-product fixed effects  
were removed because their inclusion would lead to the omission of tho-  
se variables due to multicollinearity. Importer-year-product fixed effects  
were maintained.  
Another strategy to test the robustness of the results is to insert the  
importer and exporter Gross Domestic Product [GDP] on the gravity mo-  
del, replacing the time-varying unilateral fixed effects, which are replaced  
by fixed effects of importer, exporter, year and product (Capoani; Barlese,  
2021; Nijkamp; Ratajczak, 2021; Ribeiro et al, 2019). The GDP variables  
are proxies for the importer’s demand capacity and the exporter’s supply  
capacity, respectively.  
6. This data is a proxy for the largest exporters between 2001 and 2021. No time series were found to indicate  
which countries held the largest market shares for these goods. However, the inclusion of this variable allows  
us to associate the largest suppliers of beef with a comparative advantage in exports of meat with religious  
certificates.  
18  
Michelle Márcia Viana Martins Effects of religious heterogeneity on global beef trade  
and represent the GDP of the exporter and the importer in year,  
respectively. Both variables were absorbed in equation (4) by the fixed  
effects importer-year-product and exporter-year-product.  
The religion variable did not change for the evaluated years, as it  
varies only between countries. For this reason, bilateral fixed effects to  
country pairs are not included, as their inclusion would omit the variable  
of interest due to multicollinearity issues. The use of time-varying uni-  
lateral fixed effects (importer-year, exporter-year) controls multilateral  
resistance terms in the theoretical model (Feenstra, 2015; Head; Mayer,  
2014). Fally (2015) notes that estimates containing these fixed effects cor-  
respond to the structural gravity terms, which differ from the traditional  
gravity model. In the structural model, the time-varying unilateral fi-  
xed effects determine the expenditures and output adjusted to the actual  
values of production and expenditures, represented as and in the theore-  
tical model.  
One particularly useful feature of the structural gravity model for  
empirical applications is its separability, allowing it to be applied to dif-  
ferent product categories. This enables the study of bilateral flows for a  
specific product independently. Consequently, the unilateral fixed effects  
become importer-time-product and exporter-time-product fixed effects  
(Carneiro et al., 2022). Secondly, from a practical perspective, adding fixed  
effects ensures a consistent consideration of bilateral trade costs, which  
can be achieved in three simple steps: (i) estimating the gravity equa-  
tion using PPML; (ii) constructing bilateral trade costs for each country  
pair, which this study did not address due to multicollinearity issues with  
the variable of interest; and (iii) aggregating bilateral trade costs at the  
desired level using the estimates of importer and exporter fixed effects  
(Yotov; Piemartini, 2016).  
To address step (ii), standard variables commonly used in gravity  
models were included. Anderson and van Wincoop (2003) highlight tra-  
ditional variables used as proxies for costs in gravity models, such as bi-  
lateral distance, shared borders, language, and colonial ties—factors that  
represent time-invariant bilateral costs. Additionally, Yotov et al (2016)  
recommend estimating the gravity model with spaced intervals, sugges-  
ting gaps of 3 to 5 years to capture adjustments in trade flows to trade  
policies. However, since this study does not aim to evaluate trade policies  
such as tariffs or non-tariff measures, the model was estimated without  
incorporating time gaps.  
19  
estudos internacionais • Belo Horizonte, ISSN 2317-773X, v. 13, n. 2, (jun. 2025), p. 9-33  
Table 1 provides a description of the variables used in econometric evaluation, inclu-  
ding their measurement units and sources.  
Table 1 – Description and data source of the variables of model.  
Variable  
Unit  
Source  
The United Nations Com-  
trade  
Bilateral imports of beef  
1.000 USD  
Religious similarity index. Ranges from 0 to  
1 and increases when the pair of countries  
share a common religion practiced by a large  
part of the population  
CEPII Research and Experti-  
se on the World Economy  
Index (0 to 1)  
World Bank  
Importer’s GDP  
Exporter’s GDP  
Current US$  
Current US$  
World Bank  
Presence of trade agreements between coun-  
tries involved in trade  
Mario Larch Database  
Dummy  
Kilometers  
Dummy  
Dummy  
Dummy  
Dummy  
Bilateral distance between the capitals of the  
countries  
CEPII Research and Experti-  
se on the World Economy  
Presence of borders between those involved  
in trade  
CEPII Research and Experti-  
se on the World Economy  
CEPII Research and Experti-  
se on the World Economy  
Common colonial ties between countries  
Common language between countries  
CEPII Research and Experti-  
se on the World Economy  
Largest exporters of Halal and Kosher certi-  
fied meat  
The Halal Times, (2022) e  
Grand View Research, (2022)  
Number of individuals allo-  
cated to each religion (2010  
data)  
Exporter population adherents to the Chris-  
tian, Jewish and Islamic (Muslim) religions  
World Religion Data  
Source: Author’s elaboration.  
4 RESULTS  
Before presenting the econometric results, Figure 1 presents infor-  
mation about the international beef market from 2000 to 2021, indicating  
the largest producers, importers, exporters, and consumers. The U.S. is  
the largest beef producer worldwide, with a cumulative production of  
275,052 thousand metric tons (MT), underscoring its pivotal position in  
the global supply chain. Brazil (207,593 thousand MT) and the European  
Union (EU) (176,897 thousand MT) are the next largest producers. Brazil,  
with its vast agricultural land and favorable conditions for livestock far-  
ming, stands out as the leading producer in Latin America, while China  
and India are the major producers in Asia, accounting for 140,121 thou-  
sand MT and 72,949 thousand MT, respectively. Despite being the largest  
producer, the U.S. is also the top importer of beef, with 30,966 thousand  
MT of imports over the period, highlighting strong domestic demand.  
China, driven by rapid economic growth and shifting consumption pat-  
terns, imported 16,183 thousand MT. Other key markets include Japan  
(17,385 thousand MT) and the European Union (10,463 thousand MT),  
reflecting the global appetite for beef in both developed and expanding  
20  
Michelle Márcia Viana Martins Effects of religious heterogeneity on global beef trade  
economies.  
Figure 1 – Main producers, importers, exporters and consumers of beef, 2000 to 2021  
(in %).  
Source: Author’s elaboration based on Foreign Agricultural Service, Official USDA  
Estimates7.  
On the export side, Brazil leads with 39,318 thousand MT of beef  
exported, consolidating its position as one of the world’s major suppliers.  
Australia (32,580 thousand MT), the U.S. (24,429 thousand MT), and  
India (24,844 thousand MT) also stand out as key suppliers to internatio-  
nal markets. Domestic consumption trends reflect production and im-  
port patterns. The U.S., with total consumption of 281,449 thousand MT,  
leads the world in beef consumption, highlighting the role of domestic  
demand in influencing the global market. Brazil, with 169,451 thousand  
MT, and China, with 155,285 thousand MT, respectively, also emerge as  
consumers.  
The data indicates that a few key players largely dominate the glo-  
bal beef trade. The U.S., Brazil, China, and the EU are major actors in  
both production and consumption, while Brazil, Australia, and India lead  
as top exporters. The growing demand in Asian markets, especially in  
China and Japan, suggests a shift in global consumption trends that were  
previously more concentrated in the U.S. and EU, with beef becoming a  
more important part of diets in these regions.  
7. Available at: https://apps.fas.usda.gov/psdonline/app/index.html#/app/advQuery. Accessed in February  
2025.  
21  
estudos internacionais • Belo Horizonte, ISSN 2317-773X, v. 13, n. 2, (jun. 2025), p. 9-33  
The territorial distribution of the Christian, Muslim, and Jewish  
religions is presented in Figure 2. Predominantly Christian countries are  
located in the Americas, Europe, southern Africa, and Oceania. Muslim  
populations are primarily concentrated in northern Africa, the Middle  
East, and parts of Asia. Israel is the country with the largest Jewish po-  
pulation, holding 75.6% of the world’s Jewish population (Pew Research  
Center, 2024). The primary exporters of beef are predominantly Christian  
countries.  
Figure 2 – Territorial distribution of the Christian, Islamic and Jewish religions in the  
world.  
Source: Author’s elaboration based in Pew Research Center8. Note: Data refer to  
2010, the most recent year with available data.  
Table 2 presents the descriptive analysis of the variables. The reli-  
gious index measures religious similarity between country pairs, whe-  
re values equal to or closer to 0 indicate lower religious similarity, and  
values closer to 1 represent greater similarity in the religions of the po-  
pulations of two countries. The mean value of 0.204103 suggests that, on  
average, religious similarity between country pairs is low, indicating dif-  
ferences in religious practices among most pairs. The standard deviation  
of 0.261002 reflects considerable variation in the data, indicating a wide  
variation in similarity among countries. The minimum value of 0 indica-  
tes that some country pairs have no religious similarity at all, while the  
maximum value of 0.960284 suggests that the most similar country pair  
shares 96% religious proximity.  
Table 2 – Descriptive analysis of variables.  
8. Available at: https://www.pewresearch.org/religion/2014/04/04/religious-diversity-index-scores-by-coun-  
try/. Accessed in February 2025.  
22  
Michelle Márcia Viana Martins Effects of religious heterogeneity on global beef trade  
Variable  
Observations  
757,680  
Mean  
531.6  
Standard deviation Minimum  
Maximum  
4,175,342.0  
15,565.9  
0.0  
757,680  
757,680  
757,680  
757,680  
7,967.7  
4671.9  
0.0  
0
19,629.5  
0.204103  
0.261002  
0.960284  
-
-
-
-
0
0
1
1
757,680  
750,330  
757,680  
757,680  
757,680  
757,680  
757,680  
-
-
0
1
3.83E+11  
1.78E+12  
-
1.54E+12  
3.39E+12  
-
7.60E+07  
7.20E+09  
0
2.30E+13  
2.30E+13  
1
373,098.7  
8,604,929  
4.36E+07  
1,252,069  
3.39E+07  
5.75E+07  
1,600  
1015  
5,942,248  
1.60E+08  
2.33E+08  
2,361,557  
Source: Author’s elaboration.  
Based on descriptive analyses and the observation that some of the  
main importers consider the religious aspect as a determinant of beef  
consumption, this study estimates the average effect of religious simi-  
larity on trade volume. The econometric results are presented in Table  
3, with each column representing the results of a different econometric  
equation.  
Table 3 – Econometric results of the gravity model with fixed effects.  
1
2
4
5
6
7
3
8
Equation Equation  
(4) (5)  
Equation Equation Equation Equation  
(7)  
Equation (6)  
Equation (6, 7 e 9)  
(9)  
(7 e 9)  
(5, 7 e 9)  
Insertion of  
Insertion the HalalKo- of the  
Insertion  
Insertion of Insertion of the  
GDP, reli- variables GDP,  
gious share religious share and  
Insertion  
of GDP  
and re-  
ligious  
share  
variables  
Only the of the  
sher dummy religious Insertion  
and the  
HalalKosher of the  
and religion  
interaction  
religion  
variable  
Halal-  
Kosher  
dummy  
portion  
of GDP  
variables  
and Ha-  
lalKosher  
dummy  
variables  
the HalalKosher  
dummy and the in-  
teraction HalalKo-  
sher and religion  
popula-  
tion  
1.256  
1.392*  
(0.815)  
1.586  
-0.693  
-0.007  
-0.151  
(0.743)  
-0.217  
-0.440  
(0.800)  
(1.008)  
(0.696)  
(0.646)  
(0.698)  
1.841***  
(0.322)  
(0.744)  
1.763***  
(0.424)  
0.486  
-0.505  
(0.445)  
-0.481  
(0.450)  
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-0.278  
-
-
-
-
-
(0.899)  
(1.087)  
-0.756***  
(0.225)  
0.210**  
(0.099)  
-0.337***  
(0.068)  
-0.110  
-0.438  
-0.756***  
(0.223)  
-
-
-
(0.180)  
0.363***  
(0.115)  
-0.109*  
(0.062)  
(0.315)  
0.316***  
(0.110)  
0.211**  
(0.098)  
-0.216**  
(0.096)  
-0.336***  
(0.067)  
23  
estudos internacionais • Belo Horizonte, ISSN 2317-773X, v. 13, n. 2, (jun. 2025), p. 9-33  
1
2
4
5
6
7
3
8
Equation Equation  
(4) (5)  
-0.718*** -0.570**  
Equation Equation Equation Equation  
(7)  
Equation (6)  
Equation (6, 7 e 9)  
(9)  
(7 e 9)  
(5, 7 e 9)  
-0.565**  
(0.229)  
0.968  
0.296  
0.547**  
(0.258)  
0.327  
-0.235  
-0.234  
(0.199)  
0.825  
(0.226)  
0.962  
(0.229)  
2.757***  
(1.013)  
0.981**  
(0.476)  
1.193***  
(0.369)  
0.850***  
(0.317)  
(0.215)  
3.203***  
(1.141)  
(0.163)  
1.999*  
(0.165)  
1.079  
(0.815)  
2.035*  
(0.800)  
0.642  
(0.811)  
0.758  
(0.811)  
0.78  
(1.089)  
0.731**  
(0.354)  
0.853**  
(0.350)  
0.605**  
(0.245)  
0.671***  
(0.192)  
1.363***  
(0.212)  
(1.116)  
1.518***  
(0.534)  
1.036**  
(0.466)  
1.092***  
(0.379)  
0.774***  
(0.279)  
0.475*  
0.727**  
(0.357)  
0.858**  
(0.352)  
0.606**  
(0.244)  
0.679***  
(0.201)  
1.365***  
(0.212)  
-32.078***  
(6.483)  
655190  
(0.470)  
0.776**  
(0.374)  
0.600**  
(0.254)  
(0.486)  
0.821**  
(0.381)  
0.683***  
(0.246)  
(0.506)  
0.804**  
(0.383)  
0.683***  
(0.247)  
1.384***  
(0.365)  
0.797***  
(0.276)  
0.301***  
(0.098)  
-
-
-
-
-
-
-
-
(0.252)  
1.377***  
(0.206)  
1.390***  
(0.208)  
16.795*** 15.659*** 15.602***  
5.848*  
(3.211)  
268940  
-43.791*** -39.419*** -31.870***  
(1.925)  
243516  
(2.094)  
243516  
(2.138)  
243516  
(6.817)  
655190  
(6.708)  
655190  
(6.459)  
655190  
N
R2  
EF  
Yes a  
Yes a  
Yes a  
Yes a  
Yes a  
Yes a  
Yes a  
Yes a  
Source: Author’s elaboration. Values in parentheses refer to robust standard errors  
clustered by country pair. * p<0.10.** p<0.05. *** p<0.01. a EF of importer-year-pro-  
duct, exporter-year-product; b EF of importer-year-product; c EF of importer, year and  
product. Missing values in the dependent variable were replaced by zero indicating  
the absence of bilateral trade for the country-sector-year pair combination.  
For total beef exports, the variable wasn’t statistically significant in  
trade across all regressions, except in 2 column. Various functional forms  
were employed to test the robustness of the effects of religious distance  
on trade flows, and in almost all estimations, beef trade wasn’t affected  
by religious heterogeneity between parties. This finding is consistent  
with Iannaccone (1998) and Audu; Okorie; Orekoya (2023), who suggest  
that there is no relationship between religion and economic activity.  
Furthermore, the sample includes all types of meat, and there may be  
hidden heterogeneity among the beef modality heterogeneity that affects  
the average results.  
Since the sample of countries considered in the study is quite he-  
terogeneous, it is important to highlight specific characteristics of the  
exporters. When the analysis incorporates the dummy (column 2), it con-  
trols for the main exporting countries of Islamic and Jewish products. In  
this case, religion has a positive and significant effect on trade flows, that  
is, the impact of religious symmetry on trade when the main exporters  
of Halal and Kosher certified meat are not considered. When isolating  
from estimates, countries with appropriate certifications to foster trust  
among Halal and Kosher meat consumers, the religious proximity posi-  
tively affects trade flows, suggesting that the greater the religious simi-  
larity, the higher the trade flows are likely to be. On the other hand, the  
interaction term (column 3) reinforces the previous finding that, for the  
24  
Michelle Márcia Viana Martins Effects of religious heterogeneity on global beef trade  
main exporters of meat subject to religious requirements, does not have  
significant trade effects.  
To understand the effect of religion on beef trade, columns 4, 6, 7,  
and 8 include the proportion of religious people from different religions  
in the exporter country population in the estimations. In all cases, con-  
sidering the religious population did not alter the non-significant effect  
of religious symmetry between country pairs on trade volume. To test  
the robustness of these estimates, the fixed effects for exporter-year-pro-  
duct were removed. Without any additional control variables, the results  
indicate that the number of Christians in the exporting country has no  
statistically significant relationship with trade. However, the larger the  
Jewish population in the exporting country, the stronger the positive re-  
lationship with beef exports, while the larger the Muslim population, the  
more negative the relationship with beef trade.  
The results are robust when controls for the economic size of the  
countries are added, which includes the importer and exporter GDP (co-  
lumn 6), the dummy variable (column 7), and the interaction term (co-  
lumn 8). In the inclusion of these last variables, the Christian population,  
represented by ln, showed a negative statistical relationship with trade  
flows, suggesting that the larger the Christian population in the expor-  
ting country, the lower trade. In 8 column, populations were re-estimated  
one by one. In this case, the relationship between the Christian popula-  
tion and trade remained non-significant, while the Jewish population (p  
< 0.01) and Muslim population (p < 0.001) maintained their significance  
and sign.  
The population size can have two distinct interpretations concer-  
ning trade in the context of religious differences. First, when most of a  
country’s population follows religions different from those in another  
country, this may lead to a reduction in trade transactions due to the  
religious requirements imposed by consumers in importing countries,  
which limits meat exports from countries with religiously distinct po-  
pulations. A second explanation concerns countries with predominantly  
religious populations that follow traditional practices. In such markets,  
much of the meat produced is likely for domestic consumption or trade  
with countries sharing similar religions. This argument is supported by  
Irshad et al (2018), who suggest that countries with similar religions tend  
to engage in more trade with one another.  
The positive coefficient for Jewish populations may reflect the con-  
centration of Jewish communities in developed countries with advanced  
meat processing capabilities and established export networks. Jewish  
dietary laws (Kosher) require extensive supervision and certification  
infrastructure, which may signal higher quality standards that benefit  
overall meat exports beyond religious markets. Conversely, the negative  
coefficient for Muslim populations may reflect supply-side constraints in  
countries with large Muslim populations. Many Muslim-majority coun-  
tries may prioritize domestic consumption or have production systems  
less oriented toward international export markets. Additionally, Halal  
certification requirements may involve different production adaptations  
that create trade-offs between serving domestic religious populations and  
25  
estudos internacionais • Belo Horizonte, ISSN 2317-773X, v. 13, n. 2, (jun. 2025), p. 9-33  
competing in broader international markets.  
The expectation that religion might matter in beef markets stems  
from the dominance of Christian-majority countries as major exporters,  
which creates an apparent puzzle. If comparative advantage based on  
land endowments and production costs primarily determines beef export  
patterns, religious factors should be irrelevant. However, the presence  
of religious minorities within exporting countries may create speciali-  
zed production capacities that serve global religious markets. Countries  
like Australia and Brazil, while predominantly Christian, have developed  
Halal and Kosher certification infrastructure that enables access to rapi-  
dly growing Muslim and Jewish consumer populations, suggesting that  
religious considerations operate alongside rather than against traditional  
comparative advantage factors.  
The analysis for disaggregated products (Table 4) shows that frozen  
meat trade (column 2) and offal (column 9) are significantly influenced by  
the variable in some particular cases. Religious proximity between coun-  
try pairs indicates a positive relationship with trade flows for frozen meat  
and a negative relationship for offal.  
Table 4 – Results of the gravity model with fixed effects, for different beef types.  
1
2
3
4
5
6
7
8
9
Equation Equation Equation Equation  
Equation  
(6 e 9)  
Equation  
(6 e 9)  
Equation  
(6, 7 e 9)  
Equation  
(6, 7 e 9)  
Equation  
(6, 7 e 9)  
(4)  
(4)  
(4)  
(6)  
Chilled  
beef, in-  
sertion of  
religious  
portion,  
Halal  
Kosher  
dummy,  
Halal  
Frozen  
beef, in-  
sertion of  
religious  
portion,  
Halal  
Kosher  
dummy,  
Halal  
Offal, in-  
sertion of  
religious  
share, Ha-  
lalKosher  
dummy,  
HalalKo-  
sher inte-  
raction,  
Chilled  
Frozen  
Offal,  
beef, in-  
sertion of  
the Ha-  
lalKosher  
dummy,  
HalalKo-  
sher inte-  
raction,  
religion  
and GDP  
beef, in-  
sertion of  
the Ha-  
lalKosher  
dummy,  
HalalKo-  
sher inte-  
raction,  
religion  
and GDP  
insertion  
of the Ha-  
lalKosher  
dummy,  
HalalKo-  
sher inte-  
raction,  
Chilled  
beef  
Frozen  
beef  
Offal  
Kosher in- Kosher in- religion  
religion  
and GDP  
teraction,  
religion  
teraction,  
religion  
and GDP  
and GDP  
and GDP  
1.717  
1.963*  
(1.093)  
-1.502  
-0.253  
(1.211)  
0.586  
0.262  
-0.563  
(1.190)  
1.236**  
(0.524)  
-0.100  
(1.534)  
0.517  
-0.116  
-1.722*  
(1.037)  
1.876***  
(0.447)  
0.034  
(1.140)  
(1.102)  
(0.944)  
0.891**  
(0.386)  
1.00  
(0.951)  
0.808  
(0.998)  
1.680***  
(0.408)  
0.801  
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
(0.642)  
0.983  
(0.779)  
1.764  
(1.878)  
(0.978)  
(2.123)  
-1.409***  
(0.443)  
0.624***  
(0.120)  
-0.636***  
(0.116)  
-0.488***  
(0.174)  
(0.974)  
-0.449**  
(0.215)  
-0.013  
(1.507)  
-1.173***  
(0.426)  
0.392**  
(0.171)  
-
-
-
-
-
-
-
-
-
(0.099)  
-0.237***  
(0.067)  
0.279  
-0.503***  
(0.127)  
-0.702*  
(0.367)  
-1.052*** -0.413  
(0.211) (0.264)  
-0.554  
(0.421)  
-0.189  
-0.721***  
(0.259)  
-0.047  
(0.245)  
(0.368)  
(0.270)  
26  
Michelle Márcia Viana Martins Effects of religious heterogeneity on global beef trade  
1
2
3
4
5
6
7
8
9
Equation Equation Equation Equation  
Equation  
(6 e 9)  
Equation  
(6 e 9)  
Equation  
(6, 7 e 9)  
Equation  
(6, 7 e 9)  
Equation  
(6, 7 e 9)  
(4)  
(4)  
(4)  
(6)  
2.147**  
(0.847)  
1.506*  
(0.808)  
0.571  
0.727  
-0.709  
(1.350)  
2.347***  
(0.822)  
-0.393  
(0.497)  
-0.245  
(0.457)  
-0.233  
(0.683)  
1.375***  
(0.529)  
0.988**  
(0.385)  
0.579*  
(0.318)  
1.167  
2.493**  
(1.072)  
2.274***  
(0.842)  
0.326  
5.030***  
(1.295)  
0.865*  
1.657  
0.692  
(0.804)  
-1.031  
(0.714)  
0.860**  
(0.437)  
0.776***  
(0.292)  
(0.879)  
-0.077  
(1.022)  
-0.435  
(1.631)  
1.161  
(0.655)  
1.468***  
(0.421)  
0.948***  
(0.275)  
0367  
(0.462)  
0.309  
(0.610)  
1.334***  
(0.406)  
0.772***  
(0.293)  
0.516***  
(0.191)  
(0.889)  
-0.223  
(0.560)  
-0.12  
(0.433)  
0.527**  
(0.260)  
(0.742)  
-0.339  
(0.391)  
0.519*  
(0.389)  
(0.273)  
1.248***  
(0.452)  
1.427***  
(0.288)  
-37.394***  
(11.113)  
191517  
(0.354)  
1.140***  
(0.303)  
0.560***  
(0.184)  
0.316***  
(0.121)  
0.372***  
(0.129)  
-
-
-
-
-
-
(0.083)  
1.630***  
(0.280)  
-44.461  
(8.708)  
192840  
1.477***  
(0.221)  
0.540***  
(0.192)  
1.617***  
(0.282)  
18.888*** 14.323*** 15.332*** -40.554***  
-17.484**  
(7.772)  
-42.704*** -11.342  
(2.200)  
70389  
(2.533)  
84085  
(3.940)  
89042  
(7.276)  
191517  
(9.172)  
(7.084)  
250400  
N
250400  
192840  
R2  
EF  
Yes a  
Yes a  
Yes a  
Yes a  
Yes a  
Yes a  
Yes a  
Yes a  
Yes a  
Source: Author’s elaboration. Values in parentheses refer to robust standard errors  
clustered by country pair. * p<0.10.** p<0.05. *** p<0.01. a EF of importer-year-pro-  
duct, exporter-year-product; b EF of importer-year-product; c EF of importer, year and  
product. Missing values in the dependent variable were replaced by zero indicating  
the absence of bilateral trade for the country-sector-year pair combination.  
In the frozen meat trade, the significant results occur only in the  
general model, the results are not consistent with the inclusion of the va-  
riable, the interaction term (column 5), and the proportion of adherents  
to religions variables (column 8). For offal beef, the results were only sig-  
nificant when the controls, the interaction term, and the religious sha-  
re were included. Sharing religious norms reduces compliance costs and  
increases competitiveness for exporters with similar traditions as their  
trading partners. Stronger cultural and social ties facilitate trade and the  
formation of partnerships. These ties establish a greater degree of trust  
and mutual compliance in meat production and trade practices, easing  
trade transactions between partners. The frozen beef trade was particu-  
larly affected because transactions in this type of meat are more frequent  
than in other categories. Of the beef trade during the investigated period,  
53.5% was frozen, 36.3% was chilled meat, and 10.2% was offal.  
Countries with similar traditions tend to have similar food prefe-  
rences. Some religions impose specific dietary restrictions that prohibit  
the consumption of certain foods, such as offal, which may be considered  
impure or associated with specific ritual practices. Therefore, countries  
with similar religious traditions are negatively correlated with the trade  
of this type of meat, as they avoid consuming offal to prevent impurity  
and demonstrate religious respect.  
The variable was positive and significant in regressions (8) and (9) for  
frozen meat and offal, respectively. This dummy variable represents the  
largest exporters of Halal and Kosher meat and reflects the characteristics  
27  
estudos internacionais • Belo Horizonte, ISSN 2317-773X, v. 13, n. 2, (jun. 2025), p. 9-33  
and competitive advantages of these countries, making them more likely  
to engage in large-scale trade transactions for meats that meet religious  
requirements.  
For the other variables, the trade elasticity of distance, represented  
by the estimated logarithmic variable, is negative and statistically signi-  
ficant, demonstrating its relevance as a trade resistance factor. More spe-  
cifically, distance serves as a proxy for transportation costs, which may  
involve the need for specialized transportation, such as refrigerated con-  
tainers, increasing logistical expenses over longer distances. This result  
aligns with Gani (2021), who argues that a 1% increase in the distance  
between a pair of countries causes a 0.71% decline in trade between them.  
The binary variable measuring the colonial relationship between  
countries is not significant. This finding is consistent with Bampi; Zago  
de Azevedo; dos Reis (2020), who argue that global integration and the  
evolution of trade have made colonial trade relations irrelevant. Similarly,  
the coefficient for contiguity is also not significant. Junior, Massuquetti;  
Azevedo (2017) suggest that the establishment of trade agreements can  
enhance logistical development through the incorporation of transport  
technology, and therefore, sharing a common border may indeed be in-  
significant in explaining trade.  
The language variable reveals statistical significance and a positive  
coefficient, indicating the advantage that a common language provides  
in increasing trade levels (Majeed et al, 2019). A common language fa-  
cilitates communication and negotiation, reducing the language barrier  
and associated costs of translating packaging and labels. Moreover, it can  
also serve as a cultural link between countries that speak the same native  
language.  
Membership in trade agreements, represented by the RTA variable,  
shows statistical significance with a positive effect on trade flows. Trade  
agreements facilitate trade between countries by establishing common  
terms and implementing less restrictive tariff policies. Majeed et al (2019),  
citing the case of Halal markets, discuss how commercial gains could be  
achieved if countries with similar cultural backgrounds developed a con-  
solidated beef market, including a common certification body for Halal  
products. Such preferential agreements could enhance trade between re-  
ligious countries while potentially limiting trade opportunities for non-  
-member markets.  
The GDP of importers and exporters countries also exhibited sig-  
nificance with positive parameters. The exporter’s GDP indicates produc-  
tion capacity, while the importer’s GDP reflects consumption capacity.  
In the context of trade influenced by religious considerations, exporting  
countries must adapt their production and marketing strategies to meet  
the cultural demands of the importing countries. These importers are  
expected to pay a premium for meat produced under religious certifica-  
tion. This aligns with the predictions of the gravity model, as noted by  
Gani (2021).  
28  
Michelle Márcia Viana Martins Effects of religious heterogeneity on global beef trade  
5 FINAL CONSIDERATIONS  
Although the global beef trade is concentrated among a few expor-  
ting countries, the question arose whether this trade could be influenced  
by religion as a cultural factor. Some studies have demonstrated that sha-  
red religious beliefs favor shipments from economies with similar reli-  
gious practices. To broaden the analysis, this study investigated whether  
this effect persisted across a larger sample that included all beef-impor-  
ting countries.  
The expansion of global supply chains and the increase in inter-  
national shipments require countries to adapt to the demands of foreign  
markets. In the beef sector, this involves navigating a complex industry  
where slaughtering and processing practices are often dictated by reli-  
gious specifications. Emphasizing the religious aspect underscores the  
need to examine the various barriers to exports, as trade with speciali-  
zed markets necessitates suppliers adapt their practices and obtain the  
appropriate certifications. This study explored beef exports through the  
lens of different religious beliefs, focusing on the stringent requirements  
imposed by Halal and Kosher consumer markets.  
The results show that bilateral beef trade is influenced by factors  
such as distance, importer and exporter income, common language, and  
trade agreements. However, no statistically significant relationships were  
found between religion and trade flows in the analysis that includes all  
types of beef, particularly without specific controls for major Halal and  
Kosher beef exporters. This result indicates that, for a broader group of  
countries, not just those with specific religious requirements, cultural va-  
riables were not a determinant of trade. This finding could be consistent  
with two key arguments: First, not all countries strictly enforce laws on  
beef slaughter based on religious beliefs like those of Islam and Judaism.  
While these religions profoundly influence the culture and lifestyles of  
their followers, affecting their dietary patterns. Second, the institutions  
in exporting countries may be sufficiently adapted to minimize transac-  
tion costs related to religious slaughter requirements.  
However, when controlling for the major exporters of Halal- and  
Kosher-certified beef, religion emerges as a factor in determining the beef  
trade. The statistical significance of religion variable indicates that reli-  
gious similarity between countries influences animal protein shipments.  
Nevertheless, countries that do not share similar religious practices with  
their trading partners can still establish successful international nego-  
tiations by understanding the institutions that shape market behavior,  
including cultural customs, laws, and religious considerations of the im-  
porting country.  
The results suggest that trade effects operate primarily through  
religious population composition in exporting countries rather than bila-  
teral religious distance per se. The significant coefficients for Jewish and  
Muslim population shares, combined with the generally non-significant  
religious distance variable, indicate that domestic religious demogra-  
phics matter more for export performance than cultural similarity with  
trading partners. This pattern suggests that religious minorities within  
29  
estudos internacionais • Belo Horizonte, ISSN 2317-773X, v. 13, n. 2, (jun. 2025), p. 9-33  
exporting countries may drive specialized production capabilities that  
serve global markets, rather than religious proximity facilitating trade  
through reduced transaction costs between similar countries.  
Religious culture can influence the international beef trade in se-  
veral ways, as it shapes dietary preferences and consumption practices  
regarding animal protein. Specifically, religion plays a relevant role in  
determining beef imports for predominantly Islamic or Jewish countries  
in their trade with the global market. The procedures required for Halal  
and Kosher certification exemplify the specific standards that beef must  
meet to enter these markets.  
REFERENCES  
ABDUL-TALIB, A. N.; ABD-RAZAK, I. S. Cultivating export market-oriented behavior in halal  
marketing: addressing the issues and challenges in going global. Journal of Islamic Marketing,  
v. 4, n. 2, p. 187–197, 2013.  
ACEMOGLU, D.; ANTRÀS, P.; HELPMAN, E. Contracts and technology adoption. American  
Economic Review, v. 97, n. 3, p. 916–943, 2007.  
AGUIAR, T. P. D. O estudo da religião (e de outras coisas) sob a perspectiva de Birgit Meyer.  
Religião e Sociedade, v. 39, n. 3, 2019.  
ANDERSON, J. E.; LARCH, M.; YOTOV, Y. V. Transitional growth and trade with frictions: a  
structural estimation framework. The Economic Journal, v. 130, p. 1583–1607, 2020.  
ANDERSON, J. E.; VAN WINCOOP, E. Gravity with gravitas: a solution to the border puzzle.  
American Economic Review, v. 93, n. 1, p. 170–192, 2003.  
ANDERSON, J. E.; VAN WINCOOP, E. Trade costs. Journal of Economic Literature, v. 42, n.  
3, p. 691–751, 2004.  
AUDU, T.; OKORIE, J. O.; OREKOYA, A. Trade and culture: religion dynamics. In: Global Mar-  
ket and Trade. London: IntechOpen, 2023.  
BALDWIN, R.; TAGLIONI, D. Gravity for dummies and dummies for gravity equations. NBER  
Working Paper 12516. National Bureau of Economic Research, 2006.  
BAMPI, S. L.; ZAGO DE AZEVEDO, A. F.; DOS REIS, M. O. Comércio inexplorado entre Brasil  
e Ásia: uma abordagem através do modelo gravitacional. Estudos Econômicos, v. 37, n. 75, p.  
51–73, 2020.  
BONNE, K.; VERMEIR, I.; VERBEKE, W. Impact of religion on halal meat consumption deci-  
sion making in Belgium. Journal of International Food & Agribusiness Marketing, v. 21, n.  
1, p. 5–26, 2008.  
BUENO, N. P. Lógica da ação coletiva, instituições e crescimento econômico: uma resenha te-  
mática sobre a nova economia institucional. Revista EconomiA, v. 5, n. 2, p. 361–420, 2004.  
CABARELLO, G.; SOTO-OÑATE, D. The diversity and rapprochement of theories of institu-  
tional change: original institutionalism and new institutional economics. Journal of Economic  
Issues, v. 49, n. 4, p. 947–977, 2016.  
CAPOANI, L.; BARLESE, A. Markets, wars and instability: a theory of conflict in economics  
through the study of the gravitational field model in international trade. SSRN, 2021. Disponí-  
vel em: https://ssrn.com/abstract=3850912. Acesso em: 2 fev. 2025.  
CARNEIRO, F. L. et al. As medidas não tarifárias constituem barreiras ao comércio? Uma  
abordagem global e multissetorial. Texto para Discussão, Ipea (2775), 2022. Disponível em:  
http://dx.doi.org/10.38116/td2775. Acesso em: 10 nov. 2024.  
COLARES-SANTOS, L.; SHANOYAN, A.; SCHIAVI, S. M. D. A. Contractual arrangements in  
the cattle beef chain: an analysis of trust. Ciência Rural, v. 50, 2020.  
COSTA, M. G. O. et al. A. Bilateral trade of films, religion, and democracy (2002–2015). Discover  
Global Society, v. 1, n. 1, p. 15, 2023.  
CRUZ, C. Social networks and the targeting of public goods. Journal of Public Economics, v.  
105, p. 39–49, 2013.  
30  
Michelle Márcia Viana Martins Effects of religious heterogeneity on global beef trade  
CZELUSNIAK, V. A.; RIBEIRO, M. C. P.; DERGIN, D. E. A. Contratos de transferência de tec-  
nologia e a teoria da nova economia institucional. Revista da Faculdade de Direito da UFMG,  
n. 72, p. 629–662, 2018.  
DALL’AZEN, F.; WEISE, A. D. Barreiras técnicas para as exportações: um estudo de caso do  
abate halal. Revista Organização Sistêmica, v. 5, n. 3, p. 56–75, 2014.  
DASILVA-GLASGOW, D. Transactions costs perspective of non-tariff barriers to trade: an  
analysis of food and agricultural exports from Guyana using survey data. The International  
Trade Journal, v. 34, n. 3, p. 339–364, 2020.  
DAUD, A. H. M.; LEE, U. H. M. S.; ISMAIL, A. Halal certification in halal-meat based pro-  
ducts. In: Proceedings of the 10th Islamic Banking, Accounting and Finance International Con-  
ference (IBAF), 2022.  
DELLAPERGOLA, S. World Jewish population, 2021. In: American Jewish Year Book 2021.  
Cham: Springer, 2022. p. 313–412.  
ERMGASSEN, E. K. et al. The origin, supply chain, and deforestation risk of Brazil’s beef ex-  
ports. Proceedings of the National Academy of Sciences, v. 117, n. 50, p. 31770–31779, 2020.  
FALLY, T. Structural gravity and fixed effects. Journal of International Economics, v. 97, n. 1,  
p. 76–85, 2015.  
FEENSTRA, R. C. Advanced international trade: theory and evidence. 2. ed. Princeton: Prin-  
ceton University Press, 2015.  
FONSECA, S. S. da F.; et al. O. Abate halal e kosher: bem-estar animal e qualidade da carne.  
In: ARAÚJO, L. R. S. (Org.). Fundamentos e atualidades em tecnologia e inspeção de alimentos.  
v. 3. 2021. p. 85–96.  
GANI, A. Achieving food security through live animal imports in the Gulf Cooperation Council  
countries. British Food Journal, v. 123, n. 4, p. 1397–1412, 2021.  
GRAHAM, B. A. Diaspora-driven FDI: The diaspora effect on FDI flows. Economics Letters,  
v. 125, n. 1, p. 90–93, 2014.  
GRAND VIEW RESEARCH. Kosher beef market size, share & trends analysis report by  
cuts, 2022–2030, 2022. Disponível em: https://www.grandviewresearch.com/industry-analy-  
sis/kosher-beef-market. Acesso em: 17 fev. 2025.  
HAMID, B. A.; CHAROENCHANG, C.; DEWANDARU, G. Halal food and beverage trade: do  
restriction on religion, halal certification, and OIC membership have any impact? AgBioFo-  
rum, v. 24, n. 1, p. 178–192, 2022.  
HEAD, K.; MAYER, T. Gravity equations: workhorse, toolkit, and cookbook. In: GOPINATH,  
G.; HELPMAN, E.; ROGOFF, K. (Eds.). Handbook of International Economics. v. 4. Oxford:  
Elsevier, 2014. p. 131–195.  
HERIANINGRUM, S. et al. Gravity model of trade approach: what drives Indonesia’s seafood  
export and its halal market potency in OIC (Organization of Islamic Cooperation) countries.  
Journal of Islamic Marketing, v. 15, n. 8, p. 2016–2035, 2024.  
HOSSAIN, M. M. et al. Authentication of halal and kosher meat and meat products: analytical  
approaches, current progress and future prospects. Critical Reviews in Food Science and Nu-  
trition, v. 62, n. 2, p. 285–310, 2021.  
HSIAO, C. Why panel data? IEPR Working Paper nº 05.33, 2005. Disponível em: http://dx.doi.  
org/10.2139/ssrn.820204. Acesso em: 20 ago. 2024.  
HUNTINGTON, S. P. The clash of civilizations and the remaking of world order. New York:  
Simon & Schuster, 1996.  
IANNACONE, L. R. Introduction to the economics of religion. Journal of Economic Literatu-  
re, v. 36, n. 3, p. 1465–1495, 1998.  
IRSHAD, M. S. et al. An empirical analysis of Pakistan’s bilateral trade and trade potential with  
China: a gravity model approach. Cogent Economics & Finance, v. 6, n. 1, p. 1504409, 2018.  
JUNIOR, L. V. R.; MASSUQUETTI, A.; AZEVEDO, A. F. Z. Infraestrutura na América Lati-  
na: os efeitos sobre o comércio intrarregional a partir do modelo gravitacional. In: 45º En-  
contro Nacional de Economia (Anais), 2017. Disponível em: https://www.anpec.org.br/encon-  
tro/2017/submissao/files_I/i10c6d4e0ca7a9afa969ef84ec272743f3d.pdf. Acesso em: 25 nov. 2024.  
KEOHANE, R. O.; NYE, J. S. Power and interdependence. 4. ed. Boston: Longman, 2011.  
31  
estudos internacionais • Belo Horizonte, ISSN 2317-773X, v. 13, n. 2, (jun. 2025), p. 9-33  
LA PORTA, R. et al. The quality of government. Journal of Law, Economics, and Organiza-  
tion, v. 15, n. 1, p. 222–279, 1999.  
LA PORTA, R. et al. The economic consequences of legal origins. Journal of Economic Litera-  
ture, v. 46, n. 2, p. 285–332, 2008.  
LEE, C. W.; PARK, S. Does religious similarity matter in international trade in services?. The  
World Economy, v. 39, n. 3, p. 409–425, 2016.  
LEWER, J. J.; VAN DEN BERG, H. Religion and international trade: does the sharing of a reli-  
gious culture facilitate the formation of trade networks? American Journal of Economics and  
Sociology, v. 66, n. 4, p. 765–794, 2007.  
LOPEZ, J. M. C.; GAMA, M. Comércio exterior competitivo. 4. ed. São Paulo: Aduaneiras,  
2010.  
MAJEED, I.; AL-ZYOUD, H.; AHMAD, N. Jurisprudence and demand for halal meat in OIC.  
British Food Journal, 2019.  
MARAGNO, R. C.; KALATZIZ, A. E. G.; PAULILLO, L. F. de O. A nova economia institucio-  
nal: aspectos que influenciam na relação comercial Brasil–União Europeia. In: Anais do XIII  
Simpósio de Engenharia de Produção, 2006.  
MARTINS, T. M.; MARTINELLI, D. P. Ciclos e previsão cíclica dos preços das commodities:  
um modelo de indicador antecedente para a commodity açúcar. Revista de Administração,  
Contabilidade e Economia da Fundace, v. 1, n. 2, p. 2–12, 2010.  
MAYER, T.; ZIGNAGO, S. Notes on CEPII’s distances measures: The GeoDist database. CEPII  
Working Paper 2011-25, 2011.  
MENDES, K.; FIGUEIREDO, J. de C.; MICHELS, I. L. A nova economia institucional e sua  
aplicação no estudo do agronegócio brasileiro. Revista de Economia e Agronegócio, v. 6, n.  
3, 2008.  
MUCHTAR, M. et al. The impact of the Indonesia–OIC countries’ free trade agreement on the  
halal food sector: CGE analysis. Journal of Islamic Marketing, v. 16, n. 2, p. 428–446, 2025.  
NIJKAMP, P.; RATAJCZAK, W. Gravitational analysis in regional science and spatial economi-  
cs: a vector gradient approach to trade. International Regional Science Review, v. 44, n. 3–4,  
p. 400–431, 2021.  
NORTH, D. C. Institutions and economic performance. In: Rationality, institutions and eco-  
nomic methodology. 1. ed. London: Routledge, 1993. p. 253–273.  
OECD-FAO. OECD-FAO agricultural outlook 2024–2033. Paris: OECD Publishing, 2024. Dis-  
ponível em: https://doi.org/10.1787/4c5d2cfb-en. Acesso em: 10 jan. 2025.  
PECI, J.; SANJUÁN, A. I. The dual trade impact of non-tariff measures: an empirical assessment  
of China’s pork imports. European Review of Agricultural Economics, v. 47, n. 5, p. 1716–1739,  
2020.  
PEW RESEARCH CENTER. Table: religious diversity index scores by country, 2025. Dispo-  
nível em: https://www.pewresearch.org/religion/2014/04/04/religious-diversity-index-scores-  
-by-country/. Acesso em: 5 fev. 2025.  
POYHONEN, P. A tentative model for the volume of trade between countries. Weltwirtscha-  
ftliches Archiv, v. 90, p. 93–99, 1993.  
RIBEIRO, M. C. P. et al. Exports and the gravitational model: the Brazilian case and the Merco-  
sul, Nafta and EU blocks. Studies of Applied Economics, v. 37, n. 2, p. 54–62, 2019.  
RUDY, M. et al. Analysis of the impact of determinants of kosherness on the content of macro  
and microelements in beef. Food Science & Nutrition, v. 7, n. 11, p. 3463–3470, 2019.  
SANTOS SILVA, J. M. C.; TENREYRO, S. The log of gravity. Review of Economics and Statis-  
tics, v. 88, n. 4, p. 641–658, 2006.  
THE HALAL TIMES. Almost no Muslim country among top 10 halal product exporters. 2025.  
Disponível em: https://www.halaltimes.com/muslim-country-among-top-10-halal-products-  
exporters/. Acesso em: 17 fev. 2025.  
THOMÉ, K. M.; REIS, R. P.; PAIVA, F. D. Mercado de carnes Brasil-Rússia: uma análise a partir  
da perspectiva da nova economia institucional. Organizações Rurais e Agroindustriais/Rural  
and Agro-Industrial Organizations, v. 15, n. 1511–2017–1775, p. 75–86, 2003.  
TINBERGEN, J. Shaping the world economy: suggestions for an international economic poli-  
cy. New York: Twentieth Century Fund, 1962.  
32  
Michelle Márcia Viana Martins Effects of religious heterogeneity on global beef trade  
USDA. Production, supply and distribution (PSD) datasets, 2024. Disponível em: https://  
apps.fas.usda.gov/psdonline/app/index.html#/app/advQuery. Acesso em: 10 out. 2024.  
WENDT, A. Social theory of international politics. Cambridge: Cambridge University Press,  
1999.  
WORLD RELIGION DATA. Database, 2025. Disponível em: https://correlatesofwar.org/data-  
-sets/world-religion-data/. Acesso em: 17 fev. 2025.  
YOTOV, Y. V.; PIERMARTINI, R.; LARCH, M. An advanced guide to trade policy analysis:  
the structural gravity model. Genebra: WTO e UNCTAD, 2016.  
ZANINOVI , V. Determinants of international trade in agricultural products in European  
Union countries. In: KATUNAR, J.; VRETENAR, N.; JARDAS ANTONI , J. (Eds.). Agricultu-  
re through sustainability perspectives. Rijeka: Redni ka knjiga, 2025. p. 1–15.  
ZHANG, W.; SAGHAIAN, S.; REED, M. Investigation of export-driving forces and trade poten-  
tials of the US bourbon whisky industry. Applied Economics, v. 56, n. 16, p. 1950–1970, 2024.  
33  
estudos internacionais • Belo Horizonte, ISSN 2317-773X, v. 13, n. 2, (jun. 2025), p. 34-53  
New projectment economy and Chinese  
embedded globalization: insights from the  
Chinese football plan  
Nova economia do projetamento e globalização instituída  
pela China: perspectivas do plano do futebol chinês  
La nueva economia del proyectamiento e globalización  
instituida por China: perspectivas del plan de fútbol chino  
1
Emanuel Leite Junior  
DOI: 10.5752/P.2317-773X.2025v13.n2.p34  
Enviado em: 04 de abril de 2025  
Aceito em: 14 de outubro de 2025  
ABSTRACT  
After triumphing at the Olympic Games and fulfilling the objectives set out by  
the various sports policies to achieve Olympic glory, and now under the leader-  
ship of Xi Jinping, China has set itself the goal of deepening the strengthening  
of its sports industry with the aim of transforming this sector of the economy  
into an even more relevant source in the processes of capital accumulation and  
the advancement of its productive forces. Aiming for the sports industry to ac-  
count for around 5% of the country’s Gross Domestic Product (GDP) by 2035,  
several projects have been put forward since 2014. First, there was the “Opinions  
on Accelerating the Development of the Sports Industry and Promoting Sports  
Consumption” (  
respectively by the “The Overall Reform Plan to Boost the Development of Foo-  
tball in China” ( ) and the “China’s medium and long-term foo-  
tball development plan (2016-2050)”- ( 2016—2050 ). This paper  
), followed in 2015 and 2016  
aims to demonstrate how the “Chinese Football Dream” represents the Chinese  
Dream and, therefore, serves as an instrument for the realization of two funda-  
mental objectives for the Centenary of the People’s Republic of China, namely,  
Common Prosperity and the Community with a Shared Future for Mankind.  
To this end, this work proposes to interpret the Football Plan from a synthesis  
between Chinese political economy and geopolitics, bringing perspectives on  
two intersecting political processes: the New Projectment Economy and the  
embedded Chinese globalization.  
1. Emanuel Leite Junior é Pesquisador Associado da Faculdade Internacional de Futebol da Universidade  
Tongji, em Xangai (China). É doutor em Políticas Públicas pela Universidade de Aveiro (Portugal). Sua pesquisa  
concentra-se na economia política e nas implicações geopolíticas do futebol, com particular enfoque na China.  
Nos últimos anos, tem contribuído consistentemente para periódicos acadêmicos, incluindo Sport in Society;  
Sports, Business and Management; Movimento; Revista Brasileira de Ciências do Esporte; e Turismo & Desen-  
volvimento. É coautor do livro “China, Football and Development: Socialism and Soft Power” (Routledge, ISBN  
9781032511160). Também escreveu livros sobre a história do futebol na União Soviética e sobre os direitos de  
transmissão do futebol brasileiro. Orcid 0000-0002-1512-0019 emanuel.leite.junior@gmail.com  
34  
Emanuel Leite Junior  
New projectment economy and Chinese embedded globalization: insights from the Chinese football plan  
Keywords: China; Football; Chinese Dream; New Projectment Economy; Em-  
bedded Chinese Globalization  
RESUMO  
Depois de triunfar nos Jogos Olímpicos e cumprir os objetivos traçados pelas  
diversas políticas do esporte para atingir a glória Olímpica e já sob a liderança  
de Xi Jinping, a China estabeleceu como meta aprofundar o fortalecimento de  
sua indústria esportiva com o objetivo de transformar este setor da economia  
em uma fonte ainda mais relevante nos processos de acumulação de capital e o  
avanço de suas forças produtivas. Visando a que a indústria esportiva represente  
cerca de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional em 2035, alguns projetos  
foram apresentados desde 2014. Primeiro, foram as “Opiniões sobre a acele-  
ração do desenvolvimento da indústria desportiva e a promoção do consumo  
esportivo” (  
vamente, do “Plano Geral de Reforma para Impulsionar o Desenvolvimento do  
Futebol na China” ( ) e do “Plano de desenvolvimento do futebol  
de médio e longo prazo da China (2016-2050)”- ( 2016—2050  
), seguido, em 2015 e 2016 respecti-  
). Este artigo propõe demonstrar de que forma o “Sonho do Futebol chinês”  
representa o Sonho Chinês e, portanto, serve como um instrumento para a  
realização de dois objetivos fundamentais para o Centenário da República  
Popular da China, a saber, a Prosperidade Comum e a Comunidade com Futuro  
Compartilhado para a Humanidade. Para isso, este trabalho propõe interpre-  
tar o Plano do Futebol a partir de uma síntese entre a economia política e a  
geopolítica chinesa, trazendo perspectivas acerca de dois processos políticos que  
se entrecruzam: a Nova Economia do Projetamento e a globalização instituída  
pela China.  
Palavras-chave: China; Futebol; Sonho Chinês; Nova Economia do Projetamen-  
to; Globalização Instituída pela China  
RESUMEN  
Luego de triunfar en los Juegos Olímpicos y cumplir los objetivos marcados  
por las diversas políticas deportivas para alcanzar la gloria olímpica y ya bajo  
el liderazgo de Xi Jinping, China se propuso profundizar el fortalecimiento de  
su industria deportiva con el objetivo de transformar este sector de economía  
en una fuente aún más relevante en los procesos de acumulación de capital y  
el avance de sus fuerzas productivas. Con el objetivo de que la industria del  
deporte represente alrededor del 5% del Producto Interior Bruto (PIB) nacional  
en 2035, desde 2014 se han presentado algunos proyectos. En primer lugar, se  
trataba de las “Opiniones sobre la aceleración del desarrollo de la industria del  
deporte y la promoción del consumo deportivo”. (  
), seguido, en 2015 y 2016 respectivamente, por el “Plan general de reforma  
para impulsar el desarrollo del fútbol en China” (  
) y “El medio  
de China” y Plan de Desarrollo del Fútbol a Largo Plazo (2016-2050)”- (  
2016—2050 ). Este artículo se propone demostrar cómo el “Sueño del  
Fútbol Chino” representa el Sueño Chino y, por tanto, sirve como instrumento  
para el logro de dos objetivos fundamentales para el Centenario de la República  
Popular China, a saber, la Prosperidad Común y la Comunidad con un Pue-  
blo Compartido. Futuro para la Humanidad. Para ello, este trabajo propone  
interpretar el Plan de Fútbol a partir de una síntesis entre la economía política y  
la geopolítica china, aportando perspectivas sobre dos procesos políticos que se  
cruzan: la Nueva Economía del Diseño y la globalización instituida por China.  
Palabras clave: China; Fútbol; Sueño Chino; Nueva Economia del Proyecta-  
miento; Globalización Instituída por China  
35  
estudos internacionais • Belo Horizonte, ISSN 2317-773X, v. 13, n. 2, (jun. 2025), p. 34-53  
1 INTRODUCTION  
In 2016, Chinese clubs shook the world of football with their sig-  
nings, which reached 461.1 million euros, placing the Chinese Super  
League (CSL) at the top of the transfer list in the 2016 winter transfer  
window (January and February) and among the clubs that spent the most  
in both transfer windows that year. Obviously, this boom attracted the  
attention of not only the international press, but also academia. Several  
studies have sought to explain this phenomenon, in particular by analy-  
zing Chinese sports policies, especially three fundamental documents  
for strengthening football in the country: “Opinions on Accelerating the  
Development of the Sports Industry and Promoting Sports Consumption”  
(
), from 2014, followed in 2015 and 2016  
respectively by the “The Overall Reform Plan to Boost the Development  
of Football in China” ( ) and the “China’s medium and  
long-term football development plan (2016-2050)”- (  
2050 ), from now on the Chinese Football Plan.  
2016—  
Among the first to address the issues related to Chinese football  
are Tan et al., who sought to explain the Chinese football dream and  
trying to understand the power relations and interactions between sta-  
keholders in Chinese elite football (Tan et al., 2016). Yu et al. did some-  
thing similar, examining how the state positioned football and its deve-  
lopment as a significant cultural and historical event, but framing it in  
the context of what they called ‘post-Socialist China’ (Yu et al., 2017), a  
definition, as we will see later, with which we disagree. Peng et al. applied  
the Multiple Streams Framework (MSF) when reflecting on the reforms  
in Chinese football since 2015 and explaining the combination of factors  
that provided that window of opportunity (Peng et al., 2019). Leite Junior  
and Rodrigues were the first to address the issue of national identity and  
soft power (Leite Junior & Rodrigues, 2017), while Morales Ruvalcaba  
and Zhang, in a comparative analysis between China and Argentina, ar-  
gued how football can contribute to national power (Morales Ruvalcaba  
& Zhang, 2018). More recently, Gündo an presented his considerations  
from the perspective of ‘top-level design’ and under the theoretical fra-  
mework of ‘Political steering’ (Gündo an, 2024a, 2024b). Leite Junior and  
Rodrigues have extensive work on football in China, ranging from its  
innovative character and the role of the Chinese state in creative destruc-  
tion (Leite Junior & Rodrigues, 2019, 2024), to sports diplomacy, with a  
particular focus on China’s relations with Portuguese-speaking countries  
(Leite Junior & Rodrigues, 2021, 2024; Leite Junior et al., 2019), but also  
how football intertwines with the Belt and Road Initiative (Leite Junior  
& Rodrigues, 2020). However, no work has ever gone in-depth into the  
reflection of how the Chinese Football Plan, while helping us to unders-  
tand, is also a case study of how the New Projectment Economy (NPE)  
and Embedded Chinese Globalisation (ECG) manifest themselves in the  
real movement, as this paper aims to do.  
Football is way more than simply the “beautiful game”. Football is  
a cultural phenomenon, a business on a global scale with ramifications  
in various economic sectors and at the same time has political, political  
36  
Emanuel Leite Junior  
New projectment economy and Chinese embedded globalization: insights from the Chinese football plan  
economy and geopolitical dimensions. More than that, only a very limited  
number of sports attain the heights of genuine popular culture and reach  
well beyond the niche of their immediate producers and consumers, and  
in that sense football represent one of the very few languages that is un-  
derstood on a global scale (Markovits & Rensmann, 2010). In that sense,  
Giulianotti and Robertson state that “sport, in particular football, consti-  
tutes one of the most dynamic and sociologically enlightening domains  
of globalization” and that being “the global game”, football helps us to  
theoretically and empirically explore multidimensional and long-term  
processes of globalization (Giulianotti & Robertson, 2004). That is why  
we concur with Hargreaves, for whom power is diffused and circulates  
throughout the social body and sport, football in particular, constitutes a  
fundamental component of power networks (Hargreaves, 1987).  
Taking this into consideration, the theoretical framework and con-  
ceptual discussions of this paper reflect the methodological option for  
dialectical historical materialism, that is, Marxism as Science (Lukács,  
1972). According to Lukács, “the materialist dialectic can understand uni-  
versality in a continuous tension with singularity, in a continuous con-  
version to particularity and vice versa” (Lukács, 1978, p. 104). As Milton  
Santos taught us, ‘the whole can only be known through knowledge of  
the parts and the parts can only be known through knowledge of the  
whole’, however, as Santos stated, ‘these two truths are, however, partial’,  
because ‘to reach the total truth, it is necessary to recognize the joint  
movement of the whole and the parts, through the process of totaliza-  
tion’ (Santos, 2006, p. 77). In other words, we cannot look at the Chinese  
Football Plan individually, but rather as part of the universal, integrated  
into its totality, that is, into its social, political, economic and geopolitical  
context. In the Chinese Football Plan, we understand that it is an excel-  
lent analytical tool to understand, on the one hand, the economic and so-  
cial formation of China and, on the other, the disruptive dynamics caused  
by the Chinese rise in the scenario of global geopolitics.  
That is the reason why this paper proposes to demonstrate how  
the Chinese Football Dream is related to the Chinese Dream, that is, the  
realization of the development of football in China as an instrument for  
the concretization of Common Prosperity and Community with Shared  
Future for Mankind. Which consequently allows us to explore how  
the Football Plan helps us understand concepts such as the “Embedded  
Chinese Globalisation” – and how this practice effectively differs from  
that Western hegemon, representing an institutional and multidimen-  
sional historical construct, with not only different characteristics, but as  
an alternative to neoliberal globalization (Jabbour et al., 2021; Vadell et  
al., 2019) -, and also the emergence of a new economic-social formation  
in China, a higher stage of Chinese socialism, the “New Projectment  
Economy” (Gabriele & Jabbour, 2022; Jabbour & Dantas, 2021).  
It is precisely the analysis of the role of the Football Plan in rea-  
lizing the Chinese Dream and how the achievement of its objectives  
is directly related to Embedded Chinese Globalization (ECG) and the  
New Projectment Economy (NPE), which, in turn, intersect, that makes  
this work unique. Thus, this paper contributes, at the same time, to the  
37  
estudos internacionais • Belo Horizonte, ISSN 2317-773X, v. 13, n. 2, (jun. 2025), p. 34-53  
deepening of the reflection on football in China and to the theoretical  
discussion on ECG and NPE, taking Chinese football as a case study.  
2 EMBEDDED CHINESE GLOBALIZATION, AN ALTERNATIVE TO  
NEOLIBERAL CAPITALISM  
To understand what ECG means, particularly as an alternative do  
neoliberal capitalism, we first need to have in mind what we comprehend  
as (capitalist) globalization. Academic production on globalization is wide  
and heterogeneous. However, there is a general understanding that glo-  
balization presupposes the idea of interconnectivity and interdependen-  
ce. Giddens, for example, alludes to the concept of “living in one world”,  
highlighting the growing interdependence between individuals, groups  
and nations, which, therefore, makes globalization a result of processes  
of globalization and internationalization (Giddens, 2009, p. 126). It was  
from the 1990s onwards that the term globalization came into fashion,  
becoming widely used in many debates in the world of politics, business  
and media (Giddens, 2009).  
Also from the 1990s onwards, “globalization” came to be associa-  
ted with the “world expansion of capitalism”, representing a “new world  
order” (Chanda, 2007; Duffey, 2009). Castells understands that a new eco-  
nomy emerged on a global scale in the last quarter of the 20th century,  
looking at the transformations in the social organization of communi-  
cation and information to explain that globalization is a network of pro-  
duction, culture and power, which is constantly being altered by techno-  
logical advances, especially in information technologies (Castells, 2009).  
Harvey, on his turn, coined the term “time-space compression” to ex-  
plain how the flow of capital, which moves faster and faster, is driven by  
increasingly accelerated economic activities (production, circulation and  
exchange), mainly due to advances in technology. communication and  
transport, leads to the breaking of spatial barriers and distances (Harvey,  
1989, p. 199). Harvey also argues that the “deregulation of finance, which  
began in the late 1970s, accelerated after 1986, became unstoppable in the  
1990s” (Harvey, 2011).  
So, what became common sense as “globalization” basically is  
the globalization of neoliberal capitalism. With the neoliberalization of  
markets, finance became a relatively autonomous field of capitalist pro-  
fitmaking with its own rules and internal life, causing the financial profit  
to have a predatory aspect setting it apart from profit in the sphere of  
production and this predatory dimension of finance has placed its mark  
on financialization (Lapavitsas, 2013, p. 799). As Dunford and Liu (2018)  
pointed out, the consequences of greater neoliberal interdependence and  
interconnectedness were mixed, because, according to them, countries  
such as China that made non-neoliberal choices gained, while those that  
implemented World Bank and International Monetary Fund (IMF) struc-  
tural adjustment programs suffered: increasing class inequalities; increa-  
sed concentration of income forming an smaller, restricted and even more  
isolated global elite; loss of purchasing power for wage earners in deve-  
loped countries and, of course, impoverishment of the working classes  
38  
Emanuel Leite Junior  
New projectment economy and Chinese embedded globalization: insights from the Chinese football plan  
in less developed countries. Hence, there is scope to argue that neolibe-  
ral globalization is a manifestation of imperialism (Petras & Veltmeyer,  
2000) or, as Harvey said, “new imperialism” (Harvey, 2003). Even the IMF  
recognized that the globalization of neoliberal capitalism has failed. In  
the study entitled “Neoliberalism: Oversold?” the IMF admits that ins-  
tead of delivering growth, some neoliberal policies have increased ine-  
quality, in turn jeopardizing durable expansion (Ostry et al., 2016).  
ECG, on the other hand, emerges with the Chinese presenting a  
different modus operandi to the world. China proposes to the international  
community a different global development model, that is why ECG can  
also be read as globalization with Chinese characteristics – a more inclu-  
sive and open mode, based on cooperation, exchange, and mutual gain  
(Dunford & Liu, 2018; Liu & Dunford, 2016). China invites the world to  
a peaceful, multipolar relationship that seeks to respect the models and  
stages of development of each nation, without imposing social, economic  
and political models as a counterpart, as the Western hegemon do when  
impose their neoliberal globalization. In other words, ECG, as a manifes-  
tation of globalization with Chinese characteristics, represents an alter-  
native to the neoliberal globalization. So, we can argue that the Beijing  
Consensus poses as an alternative to the Washington Consensus (Mendes,  
2010; Wang and Lu, 2008). ECG, therefore, is intrinsically related to the  
construction of the “Community of Shared Future for Mankind”.  
That leads us to the concept of “embeddedness”. Li Xing claims that  
the Chinese globalization is different from the one imposed by Western  
forces. Analyzing the transition from feudalism to capitalism, Li reflects  
on “the phenomenon of the disembedded transformation from a ‘society  
with market’ (pre-capitalist society) to a ‘market society’ (capitalist so-  
ciety)” (Li, 2016, p. 19), to introduce the notion of “embeddedness”, im-  
plying that individuals and institutions are engaged in ongoing social  
relations. These relations, accordingly, cannot be understood as being  
independent from one another (Li, 2016). Li looks at a free-market eco-  
nomy as “an economic system directed, controlled, and regulated by the  
market mechanism alone, in which all values are economically based,  
and nothing exists outside the free market framework”. As such, a free  
market-driven society is characterized by the “disembeddness” of market  
forces from a wider context of social relations, norms, and institutions. In  
Li’s (2016, p. 20) line of though, the concept of “embeddedness” refers to  
“the extent to which economic rationality and practice is constrained by  
non-economic institutions”, demonstrating that “socio-cultural and so-  
cio-political factors play a vital role in influencing economic activities and  
shaping distinctive institutional forms”. In the same vein, Amin states  
that “the law of value not only dictates economic life under capitalism  
but all aspects of social life (this is what is meant by market alienation)”  
(Amin, 1996, p. 219). As we are going to see in the following section of this  
paper, this is the opposite of what happens in China, with the emergence  
of the New Projectment Economy.  
At the foreign relations field, considering the need for its econo-  
mic and social development, China focuses its geopolitical vision on an  
expansion of its relations that results in the promotion of a globalization  
39  
estudos internacionais • Belo Horizonte, ISSN 2317-773X, v. 13, n. 2, (jun. 2025), p. 34-53  
process different from that dominated by neoliberal capitalism. In this  
vision, there is no primacy of free markets and the financialization of  
the economic system to override national interests. What exists is the  
attempt to build up what Vadell et al. (2019, p. 49) call a “parallel institu-  
tional superstructure, mainly financial, through multilateral and pluri-  
lateral initiatives”. Among these initiatives, the same authors highlight  
the Asian Infrastructure Investment Bank (AIIB), the New Development  
Bank (NBD), the Contingency Reserve Arrangement (ARC) and the  
Silk Road Fund (FRS). That is why they coin the expression ‘embedded  
Chinese globalization’ (Vadell et al., 2019), similarly to what Liu and  
Dunford (2016) classify as ‘inclusive globalization’, one based on inter-  
connectivity, cooperation, exchange, win-win relationships, which have  
strong investments in infrastructures and a financial superstructure con-  
trolled by the States. The Belt and Road Initiative is probably the greatest  
example of the ECG and China’s contribution to building a “Community  
with a shared future for mankind”.  
As we have already introduced, we consider that the ECG (Vadell  
et al., 2019) resonates the Chinese Dream, which, according to Xi Jinping  
himself, will only be fully achieved if “shared with the world” (Xi, 2014,  
p. 62). The Chinese leader developed Hu Jintao’s idea of common destiny  
(The State Council The People’s Republic Of China, 2011) and presented  
the idea of a ‘community with a shared future for mankind’ (Staiano, 2020;  
Vadell, 2021). Although mentioned in Xi’s public speeches since 2013 (Xi,  
2014), it gained international significance in 2015, when Xi, at the United  
Nations, first drawn the attention of the international community to the  
idea of building a community of shared future for mankind, arguing for  
the need to build up a new model of international relations with mutually  
beneficial cooperation (Xi, 2017). It is worth noticing that, in 2018, the  
idea was incorporated into the Constitutions of the People’s Republic of  
China (PRC) and the Communist Party of Chine (CPC), together with  
the conception of rejuvenation of the Chinese nation, both integrative  
parts of Xi’s thought on ‘socialism with Chinese characteristics for a new  
era’. This proposition can be related to ancient Chinese core philosophical  
values, which, per se, underpin a pivotal difference between the ECG and  
the neoliberal globalization. That is because the idea of a ‘Community of  
a shared future for mankind’ finds roots in Confucianism and its advoca-  
cy for a prosperous society and great harmony (Hu et al., 2014). Besides  
that, one can also find these ideas in Marxism tradition. Analyzing the  
division of labor and its implications on the contradiction between the  
individual interest or individual family interest and the communal inte-  
rest of all individuals, Marx and Engels refer to the socialization of labor:  
mutual relationship is more advantageous through socialization, in order  
to guarantee a common future (Marx & Engels, 1976).  
Therefore, we follow the understanding of Vadell and Jabbour,  
who state that the ECG emerges as a historical negation of neoliberal glo-  
balization, and is also an expression of a new economic-social formation  
that emerges in China, the NEP, which we will discuss below (Vadell &  
Jabbour, 2023).  
40  
Emanuel Leite Junior  
New projectment economy and Chinese embedded globalization: insights from the Chinese football plan  
3 NEW PROJECTMENT ECONOMY, A HIGHER STAGE OF SOCIALISM  
WITH CHINESE CHARACTERISTICS  
China’s economic, technological and social development stands as  
one of the most impressive transformations in modern history. At the  
same time the rise of China has caused a disruptive dynamic on the global  
geopolitical scene and has also shaken the Western hegemonic status quo.  
Many tried to label the Chinese socialist experience, with definitions ran-  
ging from ‘free market economy’ to a type of ‘state capitalism’, as Jabbour  
and Capovilla observe, something that encompasses schools of thought  
as distinct as neoclassical economists to Western Marxists (Jabbour &  
Capovilla, 2024), and there are others, as mentioned before, who refers  
to ‘post-socialism’ (Yu et al., 2017). We do not align with any of these in-  
terpretations. We follow Heilmann’s understanding that China’s develop-  
ment dynamics require the use of analytical perspectives that go beyond  
preconceived typologies (Heilmann, 2018). Gabriele and Schettino, when  
analyzing ‘market socialism’ in China, pointed out the need for a new  
typology, peculiar to the Chinese experience, since they identified the  
emergence of a Modern Mode of Production (Gabriele; Schettino, 2012).  
Jabbour went further and suggested that a new economic-social forma-  
tion is emerging (Jabbour, 2019, p. 113), an idea Gabriele adhere to when  
writing on this topic together with Jabbour (Gabriele & Jabbour, 2022, p.  
325).  
Therefore, we adopt the view that socialism with Chinese charac-  
teristics represents a multifaceted social formation (Jabbour et al., 2021).  
This framework restructured development planning in terms of content,  
processes, and methods, integrating market coordination while main-  
taining overarching state control (Heilmann, 2018, p. 132). The Chinese  
government continues to pursue long-term political agendas aimed at  
anticipating, harnessing, and shaping national and global market trends  
(Heilmann, 2018, p. 131). And as Huang notes, it is important to obser-  
ve how the term for ‘planning’ in Chinese has evolved in recent years.  
The original terms, jihua (  
) and zhilingxing jihua (  
) or ‘comman-  
dist planning’, shifted to zhidaoxing jihua (  
), meaning ‘guidance  
planning’. More recently, the term jihua was abandoned entirely in fa-  
vor of guihua (  
Commission (  
), as adopted by the National Development and Reform  
) (Huang, 2013, p. 576). Huang emphasizes the  
importance of this change when explaining that in Chinese the terms  
jihua and guihua have slightly different connotations: guihua gives the  
idea of something more comprehensive and longer term than jihua, thus  
highlighting that aspect of contemporary planning (Huang, 2013, p. 576).  
Thus, we understand that the Chinese catching-up process built its  
own economic-social formation, based on its concrete reality, through the  
dialectical process called market socialism, which allowed the country,  
by adopting elements of the market economy, to undertake its impressive  
process of development and capital accumulation. In this way, our point  
of view aligns with Jabbour et al., who classify the PRC as a society led by  
a political force determined to advance towards socialism (Jabbour et al.,  
2021). Here, planning is viewed as the deliberate human action for aiming  
41  
estudos internacionais • Belo Horizonte, ISSN 2317-773X, v. 13, n. 2, (jun. 2025), p. 34-53  
to ensuring stability that makes sense in the form of an essential econo-  
mic logic of market socialism (Jabbour, 2019, p. 112). We are thus witnes-  
sing an advanced phase of socialism with Chinese characteristics, that is,  
we are facing the emergence of a new economic-social formation, which  
Jabbour conceptualized as the New Projectment Economy (Gabriele &  
Jabbour, 2022, p. 325; Jabbour & Dantas, 2021; Jabbour et al., 2021).  
In the intricate framework of the NPE, different modes of produc-  
tion coexist. This is a typical condition for a long process of transforma-  
tion of the dominant mode of production, as happened, for example, du-  
ring the transition from feudalism to capitalism, as we referred above.  
In fact, the coexistence of different modes of production in a transitional  
period is something found in Marxist literature. In instance, we first have  
in the Communist Manifesto, Marx and Engels establishing the basis for  
the conception of the transition from capitalism to communism. ‘The  
proletariat will use its political supremacy to gradually wrest all capital  
from the bourgeoisie, to centralize all instruments of production in the  
hands of the State, that is, of the proletariat organized as the ruling class;  
and to increase the total productive forces as rapidly as possible’ (Marx  
& Engels, 1976a). From this statement, three points stand out. Marx and  
Engels recognize that the transition will be ‘gradual’, but at the same  
time they emphasize the importance of the ‘commanding heights of the  
economy’, when they state that ‘the proletariat will use its political su-  
premacy to centralize all instruments of production in the hands of the  
State’. The third point has to do with the recognition of the coexistence  
of different modes of production in this period of transition. After all, in  
addition to being a change by degrees, they place the need to ‘increase  
the total number of productive forces as rapidly as possible’, which means  
that by then there will be at least more than one productive force.  
In 1875, writing The Critique of the Gotha Program (1875), Marx  
refers once again to the transition to communism, in which he describes  
that communist society will inevitably be marked with the birthmarks  
of the old society (Marx & Engels, 1976b). The critical factor, therefore, is  
identifying which mode of production is dominant and which class and/  
or political force(s) has control over objectively strategic factors (Jabbour  
et al., 2021).  
In China, as we know, the State holds the centrality of political and  
economic power, in a ‘political-social composition centered on forces that  
advocate the socialist direction – notably the historical bloc formed by  
the Communist Party of China (CPC)’ (Jabbour & Capovilla, 2024, p. 4).  
Jabbour and Capovilla also add that it is the constructive path of socia-  
lism that allows the emergence and development of concepts such as the  
New Projectment Economy, which creates the basis for transforming the  
fundamental development needs of society into technologies that con-  
ceive, design and implement strategic projects for the collective good,  
instead of serving capital or the market. In China, under the leadership of  
the Communist Party, addressing social demands consciously becomes a  
genuine tool for fostering social rationality (Jabbour & Capovilla, 2024).  
It is the centrality of power in the State and the use of rationality  
to produce common goods that differentiates socialism with Chinese  
42  
Emanuel Leite Junior  
New projectment economy and Chinese embedded globalization: insights from the Chinese football plan  
characteristics, which advances in the form of an emerging new econo-  
mic-social formation (New Projectment Economy), from a typically ca-  
pitalist experience and, therefore, cannot be confused with the adoption  
of the ‘unrestricted free market’, ‘state capitalism’ or ‘post-socialism’. In  
China, this is not the case, because the market does not control, direct,  
or regulate. The market, rather, is at the service of national development,  
under the political and economic power of the State. This is the reason  
why Li (2016) argues that China’s unique ‘embedded’ process is realized  
and maintained through a dynamic state-market-society relationship.  
The centrality of power in using social rationality in the service of the de-  
velopment of productive forces aiming at the transformation of concrete  
reality, through planning and projectment, is precisely what characteri-  
zes the New Projectment Economy (Jabbour & Capovilla, 2024, p. 5).  
4 THE CHINESE FOOTBALL PLAN  
As we have already argued above, sport is not dissociated with the  
politics and geopolitics of a country. On the contrary, sports can be extre-  
mely useful civil society tools for a nation to seek legitimacy and recogni-  
tion (Allison & Monnington, 2002), both internally and externally, as well  
as sports public policies can both promote social inclusion and the deve-  
lopment of the sports industry – at the national and international levels.  
Therefore, elite sport and the sports industry have their historical evolu-  
tion closely linked to globalization processes (Giulianotti & Robertson,  
2004, 2009; Markovits & Rensmann, 2010).  
Football, as has been already stated, helps us to perceive the univer-  
sal in particular, understanding that the universal is a fragment of an in-  
dividual, which, in turn, is, in one way or another, universal. An example  
of this dialectic is found precisely in how football helps us to understand  
globalization. According to Giulianotti and Robertson “football at the  
same time reflects and contributes to the advancement of globalization  
processes in various ways”. After all, “the genealogy of the game is clo-  
sely linked to globalization processes”, since the expansion of modern  
football, encoded in England, which is confused with the global influen-  
ce of English commerce and, more recently, the cultural interpenetra-  
tion by economic institutions and ideologies in football (Giulianotti &  
Robertson, 2009). This was how modern football entered China, through  
Hong Kong, which was colonized by the British Empire after the Opium  
War (1839-1842). So as happened in several parts of the world, British sol-  
diers, traders, and missionaries played football and the local population  
began to take an interest, starting to play with foreigners. From Hong  
Kong, football reached Shanghai (in 1879), Beijing (in the late 19th cen-  
tury) and other Chinese cities.  
However, football has always had great difficulty flourishing in  
China, for several reasons (Leite Junior & Rodrigues, 2024). In the 1990s,  
the 14th CPC Congress in October 1992 established the socialist mar-  
ket economy system officially and Deng Xiaoping Theory on socialism  
with Chinese characteristics became the guiding theory. In line with  
the economic reforms, and in order to modernize sports, the General  
43  
estudos internacionais • Belo Horizonte, ISSN 2317-773X, v. 13, n. 2, (jun. 2025), p. 34-53  
Administration of Sport (GAS) restructured the elite sport system, dri-  
ving the move towards the commercialization and professionalization of  
sport. Football has undergone a major transformation. Before 1992, there  
was no sports commercial activities in China, so Chinese sports industry  
really kicked off after the establishment of the socialist market economy  
(Zhan, 2016). Football was the pioneer of the reform in sport and Chinese  
Football Association (CFA) took the lead in the sports community ‘self-  
-managing’ its own affairs (Hong & Zhouxiang, 2013). Despite this, foo-  
tball continued to fail to prosper as imagined with the projects implemen-  
ted in the 1990s and early 2000s (Leite Junior & Rodrigues, 2024).  
So, in 2014, as mentioned in the introduction, the Chinese State  
Council issued a document to boost China’s sports industry: “Opinions  
on Accelerating the Development of Sports Industry and Promoting  
Sports Consumption” (  
). This strategy is  
commonly deemed as the milestone marking the take-off of the Chinese  
sports industry (Liu, 2017). To meet that challenge, the Chinese gover-  
nment sees the development of football as the driving force behind this  
growth process. For this reason, “The Overall Reform Plan to Boost the  
Development of Football in China” (  
) was issued in 2015,  
a kind of preamble to the main document, from April 2016: “China’s me-  
dium and long-term football development plan (2016-2050)”- (  
2016—2050 ).  
To talk about the Football Plan, we need to identify the public pro-  
blem or problems that led the Chinese authorities to formulate strategic  
planning – public policies – aimed at the development of football industry  
and practice in the country. For instance, the poor performance of the  
Chinese football team should be addressed by the government to solve  
it (thus, this is seen as a problem). Comparing the performance of the  
Chinese football team with those of Japan and South Korea, for example,  
constitutes a problem. People will see a problem quite differently if it is  
put into one category rather than another. For instance, the categoriza-  
tion of the need for football development in China as an economic issue  
(it could play a significant role in the development of the whole sports  
industry) may influence the level of political interest and attract policy  
resources.  
So, whatweretheproblemsthatcanbeidentifiedrelatingtoChinese  
football and the sports industry in China? The country aims to have one  
of the largest national sports economies in the world. The sports industry  
is expected to become one of the key industries in the national economy  
by 2035, representing a GDP share of 5%. In 2014, the year “Opinions on  
Accelerating the Development of Sports Industry and Promoting Sports  
Consumption” was published, it corresponded to 0.64% of GDP. Football,  
in addition to being identified alongside basketball and volleyball, as one  
of the three sports that should be developed as the starting point for the  
development of the sports industry, was placed as a priority, with the need  
to develop a medium-and long-term development plan due to lagging in  
development (State Council Of The People’s Republic Of China, 2014).  
To address these problems, in March 2015, the Chinese government  
initiated a programme for football reform, which was characterized by  
44  
Emanuel Leite Junior  
New projectment economy and Chinese embedded globalization: insights from the Chinese football plan  
a new public policy entitled “The Overall Plan for Chinese Football  
Reform and Development”. As the Government outlined in the 50-point  
document: “Since Comrade Xi Jinping has become General Secretary in  
the 18th Congress of the Chinese Communist Party, he has placed the  
development of football on the agenda in order to build China as a great  
sports nation” (State Council Of The People’s Republic Of China, 2015).  
With this report, China recognized another problem: the need to develop  
football at all levels, not only elite level but also youth participation in  
football as a mid-term goal. In the following year, the Government issued  
“China’s medium and long-term football development plan (2016-2050)”.  
This document turned the issue into an even more important problem by  
placing the development of football as part of China’s national strategy.  
The policy make it clear the role of football development to the sports  
industry in the country stating: “football has a leading role for China’s  
sports development and reform” (State Council Of The People’s Republic  
Of China, 2016). As Yu et al. put it, the new policy represents the update of  
substantial central planning and sizeable resources allocations (Yu et al.,  
2017, p. 3). The Football Plan also draws attention to the living standards  
of the people and to the crucial period of building comprehensively a  
society in which the material needs of most citizens are adequately met.  
While also connects the revitalization and development of football with  
the construction of a powerful sports nation, the promotion of social  
development and the realization of the Chinese Dream (State Council  
of the People’s Republic of China, 2016). Therefore, as we can see, the  
Football Plan serves as a tool for the fulfilment of one of the most impor-  
tant Chinese national strategies: the Chinese Dream.  
5 THE FOOTBALL PLAN AND THE NPE  
Chinese authorities want the country to consolidate itself as a po-  
werful sports nation. Considering the success of the country’s Olympic  
and Paralympic strategies, what is meant by “powerful sports nation” has  
two immediate meanings: success in sports of great international popu-  
larity, such as football, and the Chinese sports industry reaching the goal  
level of the largest market in the sector in the world. Without a doubt,  
these are audacious targets. Regarding sports industry indices, the objec-  
tive is to reach 5 trillion Yuan by 2025 (about US$ 712 billion) and that by  
2035 the sector will represent 5% of Chinese GDP. In 2022 it reached US$  
461.3 billion.  
The Football Plan is a public policy under the tutelage of the State  
Council’s Office of the Inter-Ministerial Joint Conference on Football  
Reform and Development, created solely for its execution. Which brings  
together, among others, 11 ministries, State Council commissions, local  
and regional government bodies and the Publicity Department of the  
Central Committee of the Communist Party of China. The various au-  
thorities specifically referenced in the Football Plan are:  
45  
estudos internacionais • Belo Horizonte, ISSN 2317-773X, v. 13, n. 2, (jun. 2025), p. 34-53  
Table 1. Chinese Authorities with responsibilities according to the Football  
Chinese state institution  
Organizational level  
Inter-Ministerial Joint Conference on Football Reform & Development (  
)
State Council Office  
China Insurance Regulatory Commission (  
China Securities Regulation Commission (  
)
State Council Commission  
State Council Commission  
State Council Commission  
)
National Health and Family Planning Commission  
(
)
National Development and Reform Commission  
State Council Commission  
(
)
Ministry of Civil Affairs (  
Ministry of Commerce (  
)
Ministry  
Ministry  
Ministry  
Ministry  
Ministry  
Ministry  
Ministry  
)
Ministry of Culture and Tourism (  
)
Ministry of Education (  
Ministry of Finance (  
)
)
Ministry of Foreign Affairs (  
)
Ministry of Housing and Urban–Rural Development  
(
)
Ministry of Human Resources and Social Security  
Ministry  
Ministry  
(
)
Ministry of Industry and Information Technology  
(
)
Ministry of Natural Resources (  
Ministry of Public Security (  
)
Ministry  
)
Ministry  
State Administration for Industry and Commerce  
Government Agency  
(
)
National Radio and Television Administration (  
State Taxation Administration (  
State General Administration of Sport (  
People’s Bank of China (  
)
Government Agency  
Government Agency  
Government Agency  
Central Bank  
)
)
)
Local and Provincial Government (  
CPC Propaganda Department (  
)
Provincial/Municipal Government  
Communist Party  
Judiciary  
)
Supreme People’s Court (  
)
Supreme People’s Procuratorate (  
)
Judiciary  
Source: Leite Junior & Rodrigues, 2024.  
Accordingly, to transform China into a future global football po-  
wer, the original plan proposed three development stages, each one es-  
tablishing goals to be fulfilled in 2020, 2030 and 2050, respectively: (1) By  
2020: 20,000 specialized football schools, 70,000 football fields, 30 to 50  
million primary and secondary school students practicing football. (2) By  
2030: 50,000 specialized football schools, the Chinese Men team being  
one of the best in Asia, and the Women team established as “world-class”.  
(3) Until 2050: the Men team in the top 20 of the FIFA ranking, established  
as a global football power.  
As noted, the formulation involved a complex process, with seve-  
ral stages and the participation of several sectors, not restricted to the  
Government, including the participation of civil society (e.g. scholars).  
However, it is the Football Plan’s implementation that demonstrates to  
46  
Emanuel Leite Junior  
New projectment economy and Chinese embedded globalization: insights from the Chinese football plan  
us how China’s NPE, a complex political and economic system, operates:  
from Central Government to Provincial and Municipal Governments, as  
well as the interaction between State and Market. As the Football Plan  
states, the Chinese central government leads the “reform and innovative  
development” and is responsible for fully displaying that “football has a  
leading role for China’s sports development and reform”. However, the  
policy also highlights the role of provincial and municipal governments  
and the non-governmental partners. In other words, from the central  
leadership, which sets out the grand vision and establishes the targets,  
there is a necessary decentralization of competences, with the delegation  
of responsibilities, so that the policy is operationalized and implemented.  
This also allows the constant adaptation to change that may occur in the  
surrounding environment, justifying the continual adjustments during  
implementation (Heilmann, 2018, p. 4). This also highlights the observa-  
tion we have already brought from Huang about the change of the term  
“planning” in Chinese, from zhilingxing jihua (  
) or “commandist  
planning” to zhidaoxing jihua ( ) or “guidance planning” (Huang,  
2013, p. 576). This is because the centralization of decision-making is still  
in the hands of Central Government, but planning serves as a guide for  
other actors to implement it. In relation to the sphere of government  
power at the provincial or municipal level, we can find various football  
plans at the local and provincial levels. Provinces generally issue a me-  
dium-to long-term football development plan (  
), while cities  
at the municipal, sub-provincial (prefecture), and county (sub-prefecture)  
levels issue a document called the Overall Program of Football Reform  
and Development (  
). An example of responsibility at the lo-  
cal level are the specialized football schools, which are closely linked to  
training academies that are typically attached to public primary and mi-  
ddle schools.  
However, one of the most interesting aspects to observe in the  
implementation of the Football Plan is the active participation of State-  
Owned Enterprises (SOE), and private businesses. That is, how this pro-  
ject operates in market relations. If we look at the three main policies  
issued to develop the sports industry since the “Opinions on Accelerating  
the Development of Sports Industry and Promoting Sports Consumption”  
(2014), we will notice that all of them foresee an active participation  
of the private sector. In fact, both the policy from 2014 and the “The  
Overall Reform Plan to Boost the Development of Football in China”  
(2015) in their Guiding Ideology section state the influence and guidance  
of Deng Xiaoping Theory, while the Football Plan mentions the “Four  
2
Comprehensives” and the necessary use of the reform and innovation  
as a driving force. We can also find the guidelines of market socialism in  
the basic/fundamental/development principles of the three policies un-  
der analysis. The “Opinions on Accelerating” and “The Overall Reform  
2. The Four Comprehensives or the Four-pronged Comprehensive Strategy is a list of political goals for China,  
put forward by Xi Jinping. Xi spoke of them for the first time in December 2014. The Four Comprehensives are:  
complete a moderately prosperous society; further reform; to advance the rule of law; strengthen the Party  
discipline (Xi, 2017, p. 22).  
47  
estudos internacionais • Belo Horizonte, ISSN 2317-773X, v. 13, n. 2, (jun. 2025), p. 34-53  
Plan” address more the issue. Both bring as guiding fundamentals “reform  
and innovation”, “further simplify administration and decentralization”,  
“strengthen market supervision”, and “create a market environment with  
competitive and equal participation”. At the market role, both consider  
the importance of improving “the market mechanism, actively cultivate  
multi-market entities, attract social capital participation”. Furthermore,  
both reinforce the role of the State “on overall coordination, giving full  
play to the positive interaction between the sports industry and the in-  
dustry, promoting the integration of the sports industry and other indus-  
tries, and achieving the coordinated development of the sports industry  
and the economy and society”. While in the Football Plan, we find the  
prerogatives of creating a development environment of equal participa-  
tion and fair competition, in addition to the development of opening-up,  
increasing the level of domestic and foreign opening up.  
The implementation of the Football Plan is a good example for us  
to observe how the NPE operates in a specific case. On the one hand, be-  
cause it has been in part driven by private initiative. That is because many  
of the Chinese investments that have been made both in the national and  
international football markets have been through private companies. On  
the other hand, since 2017 we have seen the government supervising and  
the Chinese Football Association (CFA) intervening to ensure that the  
development of football and the football market in China takes place in  
a financially sustainable manner. In June 2017, for example, a fee of 100%  
on the value of international transfers above €5.9 million was implemen-  
ted (rate reverted to finance training centers). This had a huge impact. In  
2016, Chinese clubs broke the transfer record in Asian football history by  
spending €461.1 million. In 2017, the amount spent dropped to €239 mil-  
lion and in 2018 it went down to €175 million. In December 2020, the CFA  
tightened the belts on football clubs again. The regulation of wages and  
payrolls became stricter. A foreign player can only earn up to €3 million  
annually and a Chinese player up to €628 thousand. Club sheets cannot  
exceed €75 million, with only €10 million for foreigners. All these mea-  
sures are unimaginable in the increasingly unequal European football,  
marked by the hyper-concentration of capital in the hands of a few clubs,  
from a few countries.  
6 THE FOOTBALL PLAN AND THE ECG  
Throughout the text, references were made to Chinese Dream,  
Shared Future and Common Prosperity. It was also mentioned that  
the development project for the Chinese sports industry, which has the  
Football Plan as its main implementation tool, is directly related to these  
concepts and the objectives of Chinese Government. The realization of  
the Chinese Dream ideal involves the realization of the advancement of  
Chinese society, which means achieving a Common Prosperity, which is,  
at the domestic level, full prosperity with a less unequal society, based on  
the redistribution of wealth. But externally, it is necessary to understand  
that China, from its dialectical formulation in which Confucianism and  
Marxism guide its actions, has as its goal a world in which prosperity is  
48  
Emanuel Leite Junior  
New projectment economy and Chinese embedded globalization: insights from the Chinese football plan  
common to all, that is, in which there is a ‘Community of a shared future  
for mankind’. The Football Plan also connects the revitalization and de-  
velopment of football with the construction of a powerful sports nation,  
the promotion of social development and the realization of the Chinese  
Dream, as in its “Guiding Ideology” section football is identified as “an  
emerging and green industry” and that its development represents a new  
sector of economic growth, in addition to representing the Chinese Core  
Socialist Values. The Football Plan can contribute to achieving these tar-  
gets, both in terms of the development of the national economy – genera-  
ting wealth to be redistributed – and in the aspect of promoting external  
relations based on friendship, harmony, and the exchange of knowledge.  
As an instrument for promoting cultural and diplomatic exchan-  
ges with other nations, the Football Plan explicitly demonstrates the  
Chinese authorities’ perception of the importance of football as a tool to  
exert influence and attraction. For example, the Plan discusses the need  
to intensify international exchange, stating that football activities are “a  
fundamental part of sport diplomacy”. It also draws attention to the need  
to strengthen “international cooperation and exchanges of talent in the  
football industry”, adding that international football exchange channels  
should be expanded, encouraging all bodies to promote various forms  
of international activities and football specialists abroad for studies and  
training, in addition to encouraging the participation of representatives  
in international organizations. The Plan also refers to the importance of  
increasing openness (‘opening up’) and advantage (‘win-win’) in coopera-  
tion. Looking at the Football Plan, we realize how “exchange” and “coo-  
peration” are paramount to the development of football and the Chinese  
sports industry. Both are keywords in the political discourses of the Belt  
and Road Initiative. After all, as have already been said, the BRI is one of  
the most ambitious geopolitical and economic projects in the world, a glo-  
bal integration plan, with China as the link of union and interconnectivity.  
In recent years, we have seen Chinese diplomacy documents men-  
tion cooperation in the field of sport as an important part of exchanges and  
cooperation, particularly in Joint Statements between the PRC and other  
nations, like Joint Statements between the PRC and Brazil, Argentina,  
Spain, Portugal, and Italy, for example. There are other examples of the  
geopolitical dimension of football and its correlation with the Belt and  
Road Initiative and the ECG. Such as the case of China Media Capital’s  
investments in City Football Group, owned by Abu Dhabi United Group,  
an investment group that belongs to Sheikh Mansour bin Zayed bin  
Sultan bin Zayed bin Khalifa Al Nahyan (Sheik Mansour), a member  
of the Abu Dhabi royal family (CFG, which owns Manchester City and  
in 2019 bought Sichuan Jiuniu FC, then in the Chinese third tier and in  
2023 gained access to the CSL and changed its city and name, leaving  
Chengdu for Shenzhen, becoming Shenzhen Peng City FC to play the  
CSL 2024). There is also the case of stadium diplomacy and the construc-  
tion of two stadiums in Pakistan, in strategic cities for both the China-  
Pakistan Economic Corridor (CPEC) and the BRI maritime route, Quetta  
and Gwadar. In addition to several football exhibitions and tournaments  
promoted under the motto of the BRI (Leite Junior & Rodrigues, 2020).  
49  
estudos internacionais • Belo Horizonte, ISSN 2317-773X, v. 13, n. 2, (jun. 2025), p. 34-53  
7 CONCLUSION  
This paper sought to bring a new analytical perspective to frame  
the fundamental role played by the Chinese State in the development of  
its football industry. Although the topic addressed is not new, the origi-  
nality of this work lies in its theoretical framework, which reflects on the  
relationship between the Chinese Football Plan, the NPE and ECG.  
As seen in this work, in relation to the ECG, football has demons-  
trated its effectiveness by becoming an instrument of sports diplomacy,  
building bridges and enabling the deepening of China’s relations with  
several countries in the world: stadium diplomacy with Pakistan, tour-  
naments under the BRI motto, in addition to cooperation and exchange  
with more developed countries in football – here somewhat similar to the  
Strategy for Olympic Glory. On the one hand, it is clear how the Football  
Plan is a case study for understanding NPE, such as, for example, centrali-  
zed decentralization, in which much of the implementation is the respon-  
sibility of the private sector and provincial and municipal governments,  
but always under the centrality of State power (such as the examples of  
CFA interventions that aimed at greater financial control after criticism  
from government members).  
There is also the role of the State as an inducer of creative des-  
truction, the disruptive link capable of starting the process of creating  
a new cultural and consumer habit – the mass practice of football and  
the expansion and loyalty of a consumer market for this sport. And this  
is a huge challenge, since a tradition is not invented overnight and it is  
also necessary to consider that two or three generations of young people  
trained in football academies are needed for a reasonable number of high-  
-level players to emerge, capable of raising the competitive level of the  
Chinese men’s team. On the other hand, however, unlike what happened  
in the case of Olympic sports, where the Chinese project proved to be  
extremely successful, making China an Olympic superpower in less than  
40 years, the development of football in the country still faces several  
obstacles. Cases of corruption and the bankruptcy of companies that own  
some clubs make even more complicated something that would already  
be difficult if all factors collaborated for less turbulent development. The  
government’s fight against corruption in football, however, is exemplary.  
We must wait and see what effects will be like soon.  
In conclusion, we believe that this work contributes both to the  
discussion on public policies for Chinese football and to the debate on  
socialism with Chinese characteristics, based on the analysis of two in-  
tertwined concepts, the New Projection Economy and the Embedded  
Chinese Globalization. Thus, this paper innovates not only by analyzing  
the Chinese Football Plan under innovative conceptual aspects, but also  
by adopting these concepts to football, in particular Chinese football, its  
challenges, its ambitions and its mission to realize the Football Dream as  
part of the realization of the Chinese Dream.  
50  
Emanuel Leite Junior  
New projectment economy and Chinese embedded globalization: insights from the Chinese football plan  
REFERENCES  
ALLISON, Lincoln; MONNINGTON, Terry. Sport, Prestige and International Relations. Go-  
vernment and Opposition, [S. l.], v. 37, n. 1, p. 106–134, 2002. DOI: 10.1111/1477-7053.00089.  
Disponível em: http://doi.wiley.com/10.1111/1477-7053.00089. Acesso em: 7 nov. 2016.  
AMIN, Samir. The challenge of globalization. Review of International Political Economy, [S.  
l.], v. 3, n. 2, p. 216–259, 1996.  
CASTELLS, Manuel. The Rise of the Network Society. Chichester: Wiley-Blackwell, 2009. v. I  
DOI: 10.1002/9781444319514.  
CHANDA, Nayan. Bound Togheter, How Traders, Prechers, Adventurers, and Warriors  
Shaped Globalization. London/New York: Yale University Press, 2007.  
DUFFEY, Joseph. How Globalization Became U.S Public Diplomacy at the End of the Cold War.  
In: SNOW, Nancy; TAYLOR, Philip M. (org.). Routledge Handbook of Public Diplomacy. 1.  
ed. New York: Routledge, 2009.  
DUNFORD, Michael; LIU, Weidong. Chinese perspectives on the Belt and Road Initiative.  
Cambridge Journal of Regions, Economy and Society, [S. l.], 2018.  
GABRIELE, Alberto; JABBOUR, Elias. Socialist Economic Development in the 21st Century:  
a century after the Bolshevik Revolution. London/New York: Routledge, 2022.  
GABRIELE, Alberto; SCHETTINO, Francesco. Market Socialism as a Distinct Socioeconomic  
Formation. New Proposals: Journal of Marxism and Interdisciplinary Inquiry, [S. l.], v. 5, n.  
2, p. 20–50, 2012.  
GIDDENS, Anthony. Sociology. 6. ed. Cambridge: Polity Press, 2009.  
GIULIANOTTI, Richard; ROBERTSON, Roland. The globalization of football: A study in the  
glocalization of the “serious life”. British Journal of Sociology, [S. l.], v. 55, n. 4, p. 545–568, 2004.  
DOI: 10.1111/j.1468-4446.2004.00037.x.  
GIULIANOTTI, Richard; ROBERTSON, Roland. Globalization & Football. 1. ed. London:  
SAGE Publications, 2009.  
GÜNDO AN, Ilker. Political Steering Theory in the Era of ‘Top-Level Design’: The Unexpected  
Implications of Campus Football in Xi Jinping’s China. Asian Journal of Sport History & Cul-  
ture, [S. l.], v. 3, n. 1, 2024. a.  
GÜNDO AN, Ilker. Institutional Change in the Governance of Chinese Football: The Era of  
‘Top-Level Design’ Under the Leadership of Xi Jinping. The International Journal of the His-  
tory of Sport, [S. l.], v. 41, n. 4, p. 333–354, 2024. b.  
HARGREAVES, John. Sport, Power and Culture: A Social and Historical Analysis of Popu-  
lar Sports in Britain. [s.l.] : Polity, 1987.  
HARVEY, David. The Condition of Postmodernity. Cambridge, Massachusetts: Blackwell,  
1989.  
HARVEY, David. The New Imperialism. Oxford, UK: Oxford University Press, 2003.  
HARVEY, David. O enigma do capital. São Paulo: Boitempo Editorial, 2011.  
HEILMANN, Sebastian. Red Swan: How Unorthodox Policy Making Facilitated China’s  
Rise. Hong Kong: The Chinese University Press, 2018.  
HONG, Fan; ZHOUXIANG, Lu. The Professionalisation and Commercialisation of Football  
in China (1993–2013). The International Journal of the History of Sport, [S. l.], v. 30, n. 14, p.  
1637–1654, 2013. DOI: 10.1080/09523367.2013.828710. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1080/  
09523367.2013.828710.  
HU, Angang; YAN, Yilong; WEI, Xing. China 2030. [s.l: s.n.]. v. 9783642313 DOI: 10.1007/978-  
3-642-31328-8.  
HUANG, Philip C. C. Development “Planning” in Present-Day China-System, Process, and Me-  
chanism: Dialogues among Western and Chinese Scholars, VI. Modern China, [S. l.], v. 39, n. 6,  
p. 575–579, 2013. DOI: 10.1177/0097700413498846.  
JABBOUR, Elias. China Socialismo e Desenvolvimento – sete décadas depois. 1. ed. São Pau-  
lo: Anita Garibaldi, 2019.  
JABBOUR, Elias; DANTAS, Alexis. Ignacio Rangel na China e a “Nova Economia do Projeta-  
mento”. Economia e Sociedade, [S. l.], v. 30, n. 2, p. 287–310, 2021. DOI: 10.1590/1982-3533.2021v3  
0n2art01.  
51  
estudos internacionais • Belo Horizonte, ISSN 2317-773X, v. 13, n. 2, (jun. 2025), p. 34-53  
JABBOUR, Elias; DANTAS, Alexis; VADELL, Javier. Da nova economia do projetamento à glo-  
balização instituída pela China. Estudos Internacionais, [S. l.], v. 9, n. 4, p. 90–105, 2021.  
JABBOUR, Elias Marco Khalil; CAPOVILLA, Cristiano. Pressupostos dialéticos acerca do socia-  
lismo e projetamento na China de hoje. Economia e Sociedade, [S. l.], v. 33, n. 3 (82), 2024. DOI:  
http://dx.doi.org/10.1590/1982-3533.2024v33n3.281848.  
JABBOUR, Elias Marco Khalil; DANTAS, Alexis Toribio; ESPÍNDOLA, Carlos José; VELLOZO,  
Júlio. A (Nova) Economia do Projetamento como estágio superior do socialismo chinês. Revista  
Desenvolvimento e Civilização, [S. l.], v. 2, n. 2, 2021.  
LAPAVITSAS, Costas. The financialization of capitalism: “Profiting without producing”. City,  
[S. l.], v. 17, n. 6, p. 792–805, 2013. DOI: 10.1080/13604813.2013.853865. Disponível em: http://  
dx.doi.org/10.1080/13604813.2013.853865.  
LEITE JUNIOR, Emanuel; RODRIGUES, Carlos. The Chinese football development plan: soft  
power and national identity. HOLOS, [S. l.], v. 5, p. 114–124, 2017. DOI: https://doi.org/10.15628/  
holos.2017.5750.  
LEITE JUNIOR, Emanuel; RODRIGUES, Carlos. The Chinese plan for football development:  
a perspective from innovation theory. Sport, Business and Management: An International  
Journal, [S. l.], v. 9, n. 1, p. 63–77, 2019. DOI: 10.1108/sbm-10-2017-0067.  
LEITE JUNIOR, Emanuel; RODRIGUES, Carlos. Belt, Road and Ball: football as a Chinese soft  
power and public diplomacy tool. In: LEANDRO, Francisco B. S. José; DUARTE, Paulo Afonso  
B. (org.). The Belt and Road Initiative: An Old Archetype of a New Development Model. [s.l.]  
: Palgrave Macmillan, 2020. p. XXXV, 451. DOI: 10.1007/978-981-15-2564-3.  
LEITE JUNIOR, Emanuel; RODRIGUES, Carlos. República Popular da China: diplomacia do  
desporto e o intercâmbio com Portugal através do futebol (  
). In:  
MORAIS, Carlos; GUO, Zhiyan; A. H. RANGEL, Jorge; FERREIRA, António Manuel; BRASE-  
TE, Maria Fernanda; RAN, Mal; COIMBRA, Rosa Lídia (org.). Diálogos Interculturais Portu-  
gal-China 2, Vol. 1: Rotas e raízes de um diálogo distante. 1. ed. Macau: Instituto Internacio-  
nal de Macau | Instituto Confúcio da Universidade de Aveiro, 2021. p. 375–395.  
LEITE JUNIOR, Emanuel; RODRIGUES, Carlos. China, Football and Development: Socia-  
lism and Soft Power. 1. ed. Abingdon/New York: Routledge, 2024.  
LEITE JUNIOR, Emanuel; RODRIGUES, Carlos; LEITE, Emanuel. Chinese Soft Power And  
Public Diplomacy: Football As A Tool To Promote China-Brazil Relations. Boletim do Tem po  
Presente, [S. l.], v. 8, n. 3, p. 194–214, 2019.  
LI, Xing. Understanding China’s Economic Success: “Embeddedness” with Chinese Characte-  
ristics. Asian Culture and History, [S. l.], v. 8, n. 2, 2016.  
LIU, Dongfeng. The Sports Industry: the Next Big Thing in China? 2017. Disponível em:  
http://theasiadialogue.com/2017/04/14/the-sports-industry-the-next-big-thing-in-china/.  
LIU, Weidong; DUNFORD, Michael. Inclusive globalization: unpacking China’s Belt  
and Road Initiative. Area Development and Policy, [S. l.], v. 1, n. 3, p. 323–340, 2016. DOI:  
10.1080/23792949.2016.1232598. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1080/23792949.2016.12325  
98.  
LUKÁCS, Georg. History and Class Consciousness: studies in Marxist dialectics. Cambrid-  
ge, Massachusetts: The MIT Press, 1972.  
LUKÁCS, Georg. Introdução a uma Estética Marxista: sobre a categoria da particularidade.  
Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978.  
MARKOVITS, Andrei S.; RENSMANN, Lars. Gaming the World: how sports are reshaping  
global politics and culture. Princeton: Princeton University Press, 2010.  
MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Selected Works: volume one. Moscow: Progress Publishers,  
1976. a.  
MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Selected Works: volume three. Moscow: Progress Publi-  
shers, 1976. b.  
MORALES RUVALCABA, Daniel; ZHANG, Zhongli. Football and national power: a theore-  
tical framework applied to China and Argentina. Estudos Internacionais, [S. l.], v. 6, n. 3, p.  
26–46, 2018. DOI: 10.5752/P.2317-773X.2018v6.n3.p26.  
OSTRY, Jonathan D.; LOUNGANI, Prakash; FURCERI, Davide. Neoliberalism: Oversold? Fi-  
nance & Development, [S. l.], v. 53, n. 2, p. 38–41, 2016. Disponível em: https://www.imf.org/  
external/pubs/ft/fandd/2016/06/ostry.htm.  
52  
Emanuel Leite Junior  
New projectment economy and Chinese embedded globalization: insights from the Chinese football plan  
PENG, Qi; SKINNER, James; HOULIHAN, Barrie. An analysis of the Chinese Football Reform  
of 2015 : why then and not earlier ? An analysis of the Chinese Football Reform of 2015 : why  
then and not earlier ? International Journal of Sport Policy and Politics, [S. l.], v. 11, n. 1, p.  
1–18, 2019. DOI: 10.1080/19406940.2018.1536075.  
PETRAS, James; VELTMEYER, Henry. Globalisation or imperialism? Cambridge Review of  
International Affairs, [S. l.], v. 14, n. 1, p. 32–48, 2000.  
SANTOS, Milton. A Natureza do Espaço. 4. ed. São Paulo: Editora da Universidade de São  
Paulo, 2006.  
STAIANO, Maria Francesca. El Neo-Humanismo Chino: un nuevo paradigma jurídico e inter-  
nacional en las relaciones internacionales China-América Latina. Cadernos PROLAM/USP, [S.  
l.], v. 19, n. 37, p. 214–239, 2020. DOI: 10.11606/issn.1676-6288.prolam.2020.172252.  
STATE COUNCIL OF THE PEOPLE’S REPUBLIC OF CHINA. State Council’s Opinions on  
Accelerating the Development of Sports Industry to Promote Sports Consumption. [s.l: s.n.].  
STATE COUNCIL OF THE PEOPLE’S REPUBLIC OF CHINA. The Overall Chinese Football  
Reform and Development Programme. [s.l: s.n.].  
STATE COUNCIL OF THE PEOPLE’S REPUBLIC OF CHINA. China’s medium and long-  
-term football development plan (2016-2050). [s.l: s.n.].  
TAN, Tien-chin;HUANG, Hsien-Che;BAIRNER, Alan;CHEN, Yu-Wen. XiJin-Ping’sWorldCup  
Dreams: From a Major Sports Country to a World Sports Power. The International Journal of  
the History of Sport, [S. l.], v. 33, n. 12, p. 1449–1465, 2016. DOI: 10.1080/09523367.2016.1243103.  
Disponível em: https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/09523367.2016.1243103.  
THE STATE COUNCIL THE PEOPLE’S REPUBLIC OF CHINA. China’s Peaceful Develop-  
ment. Beijing.  
VADELL, Javier. China’s Bilateral and Minilateral Relationship to Latin America:  
the case of China-CELAC Forum. Area Development and Policy, [S. l.], 2021. DOI:  
10.1080/23792949.2021.1974907.  
VADELL, Javier; JABBOUR, Elias. Formações econômicas e sociais em disputa e a globalização  
com características chinesas. In: VADELL, Javier; RAMOS, Leonardo; LEITE, Alexandre (org.).  
A expansão econômica e geopolítica da china no século xxi: diferentes dimensões de um  
mesmo processo. 2. ed. Belo Horizonte: PUC Minas, 2023.  
VADELL, Javier; SECCHES, Daniela; BURGER, Mariana. De la globalización a la interconecti-  
vidad: reconfiguración espacial en la iniciativa Belt & Road e implicaciones para el Sur Global.  
Revista Transporte y Territorio, [S. l.], v. 21, p. 44–68, 2019.  
XI, Jinping. The Governance of China. 1. ed. Beijing: Foreign Language Press, 2014.  
XI, Jinping. The Governance of China II. 1. ed. Beijing: Foreign Language Press, 2017.  
YU, Lin; NEWMAN, Joshua; XUE, Hanhan; PU, Haozhou. The transition game: Toward a cul-  
tural economy of football in post-socialist China. International Review for the Sociology of  
Sport, [S. l.], p. 101269021774011, 2017. DOI: 10.1177/1012690217740114. Disponível em: http://  
journals.sagepub.com/doi/10.1177/1012690217740114.  
ZHAN, Xinhuan. From budding to developing: The history of china’s sport industry policy.  
International Journal of the History of Sport, [S. l.], v. 33, n. 18, p. 2238–2252, 2016. DOI:  
10.1080/09523367.2017.1361409. Disponível em: https://doi.org/10.1080/09523367.2017.1361409.  
53  
estudos internacionais • Belo Horizonte, ISSN 2317-773X, v. 13, n. 2, (jun. 2025), p. 54-76  
Poder blando y megaeventos deportivos:  
hacia una propuesta de precisión  
conceptual y analítica  
Poder brando e megaeventos esportivos: uma proposta de  
refinamento conceitual e analítico  
Soft power and sports mega-events: towards a Proposal  
for Conceptual and Analytical Clarity  
1
Bruno Rivas Frías  
2
Ignacio Javier Cardone  
DOI: 10.5752/P.2317-773X.2025v13.n2.p54  
Enviado em: 19 de outubro de 2024  
Aceito em: 17 de outubro de 2025  
RESUMEN  
El presente artículo aborda la conceptualización del poder blando en el ámbito  
de los megaeventos deportivos. Frente a la falta de claridad conceptual observada  
en la literatura sobre poder blando y deporte, se propone una definición más pre-  
cisa que permitan su estudio de modo más adecuado. El análisis se basa en una  
revisión crítica de las contribuciones de Joseph Nye y otros autores, identificando  
tres componentes esenciales del poder blando: estatus, influencia y estrategia.  
Estos componentes se aplican a la organización de megaeventos deportivos, reve-  
lando que la ausencia del componente estratégico en muchos estudios previos ha  
llevado a confusiones con otras formas de acciones simbólicas, como la promo-  
ción turística o la construcción de marca-país. El artículo concluye destacando la  
necesidad de incluir el componente estratégico para diferenciar adecuadamente  
el poder blando de otras acciones no coercitivas en el contexto de los megaeven-  
tos deportivos. A través de este refinamiento conceptual, se busca proporcionar  
una base más sólida para futuras investigaciones sobre el uso político de los me-  
gaeventos deportivos y desarrollar una agenda de investigación más exhaustiva,  
que permita una comprensión más matizada de las dinámicas involucradas en su  
proyección y en la construcción de poder en el ámbito internacional.  
Palabras clave: Poder blando, megaeventos deportivos, teoría liberal, estrategia  
política, estatus internacional, influencia.  
1. Magíster en Estudios Culturales por la Pontificia Universidad Católica del Perú (PUCP) y Máster en Escritura  
Creativa por la Universidad de Salamanca. Docente Ordinario Auxiliar del Departamento de Comunicaciones de la  
PUCP, bruno.rivas@pucp.edu.pe. https://orcid.org/0000-0003-4629-852X. Este artículo se deriva de la investigaci-  
ón doctoral realizada en el Programa de Posgrado en Ciencia Política y Relaciones Internacionales de la PUCP.  
2. Doctor en Relaciones Internacionales por la Universidad de San Pablo y el King’s College London. Profesor  
Tiempo Completo del Departamento de Ciencias Sociales de la Pontificia Universidad Católica del Perú (PUCP),  
ignaciocardone@gmail.com / icardone@pucp.edu.pe. https://orcid.org/0000-0001-5743-9469  
54  
Bruno Rivas Frías, Ignacio Javier Cardone Poder blando y megaeventos deportivos: hacia una propuesta de precisión conceptual y analítica  
RESUMO  
O presente artigo analisa a conceptualização do poder brando no contexto dos  
megaeventos esportivos. Diante da ambiguidade conceitual encontrada na lite-  
ratura sobre poder brando e esporte, o artigo propõe uma definição mais clara  
que facilite um estudo mais eficaz. A análise se baseia em uma revisão crítica das  
contribuições de Joseph Nye e de outros estudiosos, identificando três compo-  
nentes-chave do poder brando: status, influência e estratégia. Esses componen-  
tes são aplicados à organização de megaeventos esportivos, ressaltando como  
a ausência do componente estratégico em muitos estudos anteriores pode ter  
levado a confusões com outras ações simbólicas, como a promoção turística e a  
construção de marca-país. O artigo conclui enfatizando a importância de incluir  
o componente estratégico para distinguir adequadamente o poder brando de  
outras ações não coercitivas no âmbito dos megaeventos esportivos. Através  
desse refinamento conceitual, busca-se estabelecer uma base mais sólida para  
pesquisas futuras sobre o uso político dos megaeventos esportivos e desenvol-  
ver uma agenda de pesquisa mais abrangente, que permita uma compreensão  
mais aprofundada das dinâmicas envolvidas em sua projeção e na construção de  
poder no cenário internacional.  
Palavras-chave: poder brando, megaeventos esportivos, estratégia política,  
status internacional, influência  
ABSTRACT  
This article explores the conceptualization of soft power within the context of  
sport mega-events. Given the conceptual ambiguity found in the literature sur-  
rounding soft power and sports, the article proposes a clearer definition that fa-  
cilitates a more effective study of soft power and sport mega-events. The analy-  
sis draws on a critical review of the contributions from Joseph Nye and other  
scholars, identifying three key components of soft power: status, influence, and  
strategy. These components are applied to the organization of mega-events, hi-  
ghlighting how the absence of a strategic component in many previous studies  
has led to confusion with other symbolic actions, such as tourism promotion  
and nation branding. The article concludes by emphasizing the importance of  
incorporating the strategic component to effectively distinguish soft power from  
other non-coercive actions in the realm of mega-events. Through this concep-  
tual refinement, we aim to establish a solid foundation for future research on  
the political implications of mega-events and to develop a more comprehensive  
research agenda that enables a deeper understanding of the dynamics involved  
in their projection and the shaping of international power.  
Keywords: soft power, sports mega-events, political strategy, international  
status, influence  
1 INTRODUCCIÓN  
A pesar de que, en el sentido común, no se suela vincular al de-  
porte con la política, las conexiones entre estos dos ámbitos, en especial  
desde la masificación del deporte, son bien conocidas (Caspistegui, 2012;  
Dunning, 1992). El aspecto político del deporte ha sido analizado tanto en  
referencia a la promoción del nacionalismo y la cohesión interna, como  
en su dimensión de expresión externa, sea en términos del imperialismo,  
3
la globalización o, más comúnmente, la política exterior . Al respecto de  
3. En la literatura, se relaciona al deporte con aspectos como la raza, género y los vínculos coloniales de  
55  
estudos internacionais • Belo Horizonte, ISSN 2317-773X, v. 13, n. 2, (jun. 2025), p. 54-76  
esta última, se ha identificado usualmente al deporte como un medio de  
proyección de soft power, o poder blando, entendido como aquella expre-  
sión de poder que no utiliza la coerción como forma de condicionar las  
acciones de otros actores. Este poder blando a través del deporte puede  
expresarse por medio de dos formas distintas: un alto desempeño depor-  
tivo o la realización exitosa de eventos de gran impacto (Grix; Houlihan,  
2014). El presente trabajo hace foco en esta segunda forma, los megaeven-  
tos deportivos, buscando un análisis conceptual que permita clarificar  
algunos aspectos analíticos del poder blando como estrategia, en parti-  
cular en referencia a la distinción entre la dimensión de poder y otro tipo  
de objetivos. En definitiva, se trata de determinar si hay una dimensión  
de poder cuando se piensa en megaeventos deportivos, y diferenciar el  
poder blando de la mera promoción turística, visibilidad internacional, o  
construcción de marca país.  
Desde la primera década del siglo XXI es posible encontrar traba-  
jos dedicados al uso de eventos deportivos, como los Juegos Olímpicos  
y las Copas Mundiales de Fútbol, como herramientas de poder blando.  
Dentro de estos, destacan los estudios que han analizado al conjunto de  
los BRICS (Brasil, Rusia, India, China y Sudáfrica), considerados como  
estados emergentes que, gracias al crecimiento económico y creciente in-  
fluencia regional de inicios de siglo, habrían buscado presentarse como  
interlocutores válidos frente a las potencias occidentales. Dichos trabajos  
coinciden en concluir que la realización de megaeventos deportivos por  
parte de cada uno de estos países habría seguido estrategias de política  
exterior tendientes a la búsqueda de, por un lado, el reconocimiento de  
un nuevo estatus y, por otro, la solución a problemas de reputación, uti-  
lizando al deporte como medio de proyección de valores (García, 2007;  
Viera; Pereira; Pinto; Pires, 2011; Grix; Lee, 2013; Schausteck; Marchi;  
Pike, 2014; Grix; Houlihan, 2014; Pulleiro, 2016; Grix; Brannagan, 2016;  
Grix, Brannagan; Lee, 2019; Bettine, 2024).  
También encontramos análisis que utilizan el concepto de poder  
blando a través de la proyección deportiva para explicar casos indivi-  
duales, desde países pequeños hasta potencias regionales y globales. Por  
lo general, estos estudios relacionan la proyección deportiva de poder  
blando con la búsqueda de reconocimiento internacional. Entre los ejem-  
plos, están Cuba, que busca ser vista como un actor cooperativo (Huish,  
Carter; Darnell, 2013); Kosovo, que intenta ser reconocido como Estado  
por otras naciones (Brentin; Tregoures, 2016); Hungría, con objetivos di-  
plomáticos regionales (Garamvölgyi; Dóczy, 2021); Tailandia, que quiere  
obtener reconocimiento a través de un arte marcial admirado global-  
mente (Jones; Theerawong, 2021); Brasil, que intenta destacar como una  
potencia regional (Schausteck, Marchi; Pike, 2014); China, que trabaja  
para ser identificada con el fútbol, considerado el deporte más popular  
dominación (Ver, sobre nacionalismo: Houlihan (1997), Alabarces, Branz & Zucal (2024), Chaeroni et al (2024);  
imperialismo: Mangan (1998), Besnier, Brownell & Carter (2018), Lee & Ok (2022); raza: Denham (2005),  
Carrington (2010), Hartmann (2012), Nauright & Wiggins (2017); género: Archetti (1995), Meier, Konger &  
Krieger (2017), Flores et al (2020), Molnár & Bullingham (2022)). Mientras todas estas constituyen fenómenos  
relevantes de la relación entre política y deporte, nuestro foco analítico se centra especificamente en el rol del  
deporte en la política externa.  
56  
Bruno Rivas Frías, Ignacio Javier Cardone Poder blando y megaeventos deportivos: hacia una propuesta de precisión conceptual y analítica  
del mundo (Leite Júnior; Rodriguez, 2017; Connell, 2018); y Suecia, que  
gracias a sus deportistas descendientes de inmigrantes se presenta inter-  
nacionalmente como una sociedad integradora (Shaltaev, 2019).  
Por otro lado, desde la literatura también se ha mostrado como la  
realización de megaeventos deportivos puede llegar a producir efectos  
negativos, como en el caso de la organización de la Copa Mundial de  
Fútbol realizada en Qatar, donde acusaciones de violaciones a derechos  
humanos realizadas durante la etapa de organización del megaevento  
terminó afectando negativamente la reputación del país (Brannagan;  
Giulianotti, 2018).  
Así, puede reconocerse el crecimiento de la literatura que analiza el  
efecto político de los megaeventos deportivos, vinculando el poder blan-  
do con la proyección de imagen o con la búsqueda de estatus por parte de  
un Estado, brindando una mirada plural y amplia sobre esta cuestión. Sin  
embargo, más allá de los importantes aportes a nivel casuístico y empíri-  
co, ninguno de estos estudios ha definido de manera clara al poder blan-  
do, a modo de distinguirlo de otras acciones vinculadas con el posiciona-  
miento internacional. Por lo tanto, aunque estos trabajos han abonado  
a los estudios sobre la relación entre política y megaeventos deportivos,  
aún falta precisión en la conceptualización del poder blando.  
En particular, falta una clara definición de qué es lo que distingui-  
ría la realización de un megaevento como base de una estrategia de poder  
blando de otras formas de proyección internacional que no incluyen ne-  
4
cesariamente una dimensión de “poder” , tales como la búsqueda de pu-  
5
blicidad, la promoción turística, o la construcción de una “marca país” .  
Sin tal posibilidad de distinción conceptual en términos del poder blando  
como forma de poder, el concepto pierde tanto la posibilidad clara de dis-  
tinción a nivel empírico (Lekakis, 2019), como la utilidad heurística que  
podría tener como forma diferenciada de ejercicio del poder.  
Por otro lado, en la literatura no existen diferenciaciones analíticas  
para casos de naturalezas muy distintas. A excepción de algunas consi-  
deraciones sobre el “tamaño” del país, no se han establecido categorías  
basadas en dimensiones analíticas que permitan identificar o clasificar  
diferentes tipos de estrategias de poder blando. Cuestiones como la posi-  
ción al respecto del orden hegemónico y el carácter ascendente, estable o  
6
descendente dentro del orden internacional , deberían sumarse a la con-  
sideración sobre el tamaño del país, para ser consideradas en la construc-  
ción de una categorización de estrategias de poder blando que permita un  
refinamiento conceptual.  
Buscando contribuir con una propuesta que pueda llenar este vacío  
y servir de guía para futuras investigaciones del área, el presente trabajo  
proporciona un análisis crítico del concepto de poder blando aplicado a  
los megaeventos deportivos por medio de una relectura de las elaboracio-  
nes de Nye y otros autores. Esto requiere desglosar el concepto para iden-  
tificar sus diferentes componentes y dimensiones, enfatizando el aspecto  
4. Un aspecto incluso poco elaborado por el propio Nye.  
5. Estos objetivos pueden ser parte de una estrategia de poder blando, pero no deberían confundirse con este.  
6. Consideraciones al respecto aparecen en Grix; Brannagan; Lee (2019), pero no como parte de un modelo analítico.  
57  
estudos internacionais • Belo Horizonte, ISSN 2317-773X, v. 13, n. 2, (jun. 2025), p. 54-76  
de poder y separándose, incluso, de las definiciones originales propuestas  
7
por Joseph Nye .  
Para ello, el artículo presenta cuatro secciones, incluída la presente  
introducción: la segunda sección discute la cuestión del poder y el poder  
blando, postulando una redefinición del concepto con sus dimensiones  
constitutivas a nivel empírico—estatus, influencia y estrategia—, junto  
con una propuesta de clasificación tipológica; la tercera sección discute la  
idea del poder blando en el caso específico de los megaeventos deporti-  
vos, avanzando en la determinación de aspectos que puedan orientar un  
estudio más concreto en la base a algunas definiciones operacionales; y  
la cuarta sección presenta una reflexión final al respecto del concepto de  
poder blando y su utilidad para el estudio de las finalidades políticas de  
los megaeventos deportivos.  
2 REDEFINIENDO AL PODER BLANDO COMO FORMA DE PODER  
En términos de su definición abstracta, siguiendo a Max Weber, po-  
demos definir al poder como la probabilidad de imponer la propia volun-  
tad sobre otro, incluso frente a cualquier tipo de resistencia (Weber, 1996,  
p.43). Así entendido, el poder se define por medio de un elemento relacio-  
nal que determina la potencialidad de imposición de un actor sobre otro,  
8
sin importar el origen o fundamento de tal relación . En otras palabras,  
no existe poder como elemento objetivo, ni el poder precisa ser efecti-  
vamente ejercido para contar como tal (basta que sea una probabilidad).  
La idea de imposición de la propia voluntad sobre otros incluye que  
el actor que ejerce el poder lo haga siguiendo algún tipo de racionalidad  
como fundamento de su acción —ya que la idea de voluntad requiere de  
una definición propia de objetivos y/o preferencias— y que esta acción  
sea orientada hacia un “otro” significativo —es decir que tenga la inten-  
cionalidad de imponer algún tipo de “reacción”.  
Adicionalmente, el concepto determina que debe existir algún tipo  
de asimetría que permita a un actor imponer su voluntad sobre otro, in-  
cluso frente a la resistencia del segundo. Pero tal definición nada dice  
sobre dónde reside tal asimetría, qué medios se utilizan para expresar esa  
probabilidad, o cómo es justificado el acto de imposición. De este modo,  
el poder puede incluir diversos medios y formas de expresión. Eso incluye  
la posibilidad de que una relación social establezca una forma de poder  
que se base en la admiración y el seguimiento.  
En Relaciones Internacionales, debido al carácter anárquico del  
sistema internacional — es decir, carente de una autoridad central que  
pueda oficiar de garante de reglas y ejecutora de sanciones —, el poder  
7. Si bien esto ha sido pensado para el caso de los megaeventos deportivos, tal redefinición puede tener  
alcances que va más allá del deporte.  
8. Existen debates en torno a la naturaleza objetiva o relacional del poder. Robert Dahl (1957) y Max Weber  
(1996) destacan su carácter relacional y la dificultad de medirlo objetivamente, mientras Susan Strange (2004)  
introduce la noción de poder estructural, de carácter objetivo, que garantiza el ejercicio del poder (pp.24-29).  
Si bien el poder blando podría ser identificado parcialmente con este poder estructural—en particular, con el  
control sobre el conocimiento, las creencias y las ideas—esto vale apenas para sus aspectos distributivos.  
Incluso cuando un actor se vale de estructuras para ejercer el poder, la búsqueda de condicionamiento de las  
acciones de los otros indica, en última instancia, su carácter relacional.  
58  
Bruno Rivas Frías, Ignacio Javier Cardone Poder blando y megaeventos deportivos: hacia una propuesta de precisión conceptual y analítica  
ha sido visto, normalmente, desde sus expresiones más impositivas, vin-  
culadas con el poderío militar y económico. Sin embargo, a lo largo del  
tiempo, también han surgido miradas que han intentado complejizar esa  
perspectiva y proporcionar una visión alternativa que destaque la posi-  
bilidad de formas más “benignas” de poder, como ha sido el concepto  
de soft power, o poder blando, desarrollado por el famoso teórico liberal  
Joseph Nye.  
Este autor ha contribuido a ampliar la concepción del poder más  
allá de su dimensión material — sin negarla — al incorporar la dimensión  
simbólica como un ámbito de expresión y disputa de las relaciones entre  
Estados (Nye, 1990). Surgido en la década de 1990, el poder blando estu-  
vo originalmente vinculado al intento de explicar cómo Estados Unidos  
podía mantener su posición hegemónica sin recurrir de manera perma-  
nente al uso de la fuerza. Nye se contraponía así a aquellos que predecían  
la decadencia norteamericana, previendo la permanencia de su liderazgo  
a través de las ideas. En este marco, contrapuso el poder militar y econó-  
mico a lo que denominó un poder de atracción y admiración, capaz de  
condicionar las visiones, preferencias y, con ello, las acciones de otros ac-  
tores (Nye, 2003). Según su conceptualización, mientras el poder duro se  
basa en recursos tangibles—fuerzas armadas, economía, población, etc.;  
el poder blando proviene de recursos intangibles, tales como la cultura, la  
ideología y los valores, entre otros.  
En este sentido, el poder blando proviene de la admiración que ta-  
les recursos despiertan en otros, suscitando formas indirectas de obedien-  
cia. Es precisamente en esta especie de condicionamiento cognitivo, en el  
seguimiento que deviene de la admiración suscitada, que el poder blando  
encuentra su fuente, ya sea desde el imaginario impuesto a través del  
cine, la música, el deporte o la valoración externa sobre la cultura política  
de un determinado país. Así, el poder blando no solo atrae, también tiene  
la capacidad de configurar las preferencias de otros Estados. Es, por lo  
9
tanto, un poder que funciona a nivel ideológico .  
Desde esta perspectiva, el concepto de poder blando se acerca a  
otras conceptualizaciones del poder que han destacado esta dimensión  
intangible, aunque enfocado en las estrategias de política exterior y las  
relaciones interestatales. Al igual que en el concepto de poder simbólico  
de Pierre Bourdieu (2012), el poder blando se manifiesta mediante la capa-  
cidad de un actor de imponer una visión del mundo, operando a través de  
mecanismos sutiles y frecuentemente invisibles. Asimismo, al igual que  
en Michel Foucault (1993; 2002), el poder blando actúa de manera pro-  
ductiva, generando comportamientos y discursos, en lugar de operar de  
forma negativa a través de la coerción. Sin embargo, a diferencia de am-  
bos, el concepto de poder blando no se orienta a entender las relaciones  
sociales de dominación, sino las relaciones interestatales y las estrategias  
derivadas de ellas.  
Por otro lado, al igual que en la noción de hegemonía de Antonio  
Gramsci (2023), el poder blando nos remite a la dimensión consensual y  
9. Es importante aquí distinguir esta noción de ideología vinculada a las ideas, del sentido de ideología como  
reflejo de la lucha de clases de Gramsci (2023).  
59  
estudos internacionais • Belo Horizonte, ISSN 2317-773X, v. 13, n. 2, (jun. 2025), p. 54-76  
no coercitiva del poder, pero difiere fundamentalmente en sus dimen-  
10  
siones de análisis . Mientras la hegemonía gramsciana mira hacia las es-  
tructuras de clase y cómo estas se expresan a nivel nacional por medio de  
una estructura política de dominación, el concepto de poder blando hace  
referencia a las relaciones interestatales en un marco sin existencia de una  
autoridad política que legitime las asimetrías de poder. En consecuencia,  
mientras que el concepto de hegemonía explica cómo el orden político y  
la dominación de clases son naturalizados y reproducidos por medio de  
la ideología, el concepto de poder blando se orienta a entender los meca-  
nismos normativos y simbólicos a través de los cuales los estados buscan  
legitimar su lugar y condicionar las acciones de otros en un orden global  
11  
descentralizado .  
De este modo, el poder blando muestra su especificidad como una  
herramienta heurísticamente valiosa para analizar esas formas distinti-  
vas de ejercicio del poder internacional, en el cual referencias ideológicas,  
culturales y normativas pueden condicionar las acciones de otros por me-  
dio de la influencia, en lugar del control.  
Esta perspectiva ofrecida por el poder blando ganó rápidamente  
numerosos adeptos, en especial como forma de entender la ascensión es-  
tadounidense como única potencia hegemónica mundial e, incluso, más  
allá de su ámbito de aplicación original, siendo utilizada por diversos  
12  
autores para analizar la política exterior de otros países . Sin embargo,  
el concepto no estuvo libre de críticas, las cuales se han concentrado en  
cuatro dimensiones principales (Bakalov, 2019): 1) La ambigüedad con-  
ceptual presente en la distinción entre poder blando y poder duro; 2) el  
alcance analítico limitado del concepto; 3) la naturaleza ambivalete de la  
atracción; y 4) el sesgo ideológico, liberal-democrático y occidental, im-  
plícito en la noción.  
En lo referido al primer punto, la elaboración de Nye ha sido cri-  
ticada por su ambigüedad y falta de definición, lo que hace posible, por  
un lado, identificar al poder blando con prácticamente cualquier tipo de  
recurso (Gelb, 2009; Layne, 2010), y, por otro, una distinción demasiado  
estricta entre poder duro y poder blando que ignora las fuertes interrela-  
ciones entre ambos (Bohas, 2006, p. 410-411).  
En cuanto al segundo punto, aunque el propio Nye reconoció la in-  
fluencia de Gramsci en su formulación, su noción de poder blando ha sido  
criticada por no incorporar adecuadamente el concepto de hegemonía del  
autor italiano. En este sentido, se ha señalado que Nye presenta al poder  
blando como una fuerza capaz de generar consentimiento por sí misma,  
sin reflejar la complementariedad estructural entre poder duro y poder  
10. Bohas (2006), Zahran y Ramos (2010) y Lock (2010) proponen observar el poder blando desde la hegemo-  
nía gramsciana y la lectura del poder de Foucault (1993; 2002). El poder blando incluiría así la elaboración  
de estrategias que permitan a un estado establecer su hegemonía entre los antagonismos existentes en la  
comunidad internacional. Sin embargo, dicha visión mantiene la especificidad del poder blando como forma  
de expresión internacional del poder, contrastando con la visión de clases de Gramsci (2023) y los mecanismos  
sociales de producción y circulación del poder de Foucault (1993; 2002).  
11. Esto no significa negar la relevancia de las estructuras de clase y otras que operan a nivel internacional,  
sino simplemente que el foco analítico del concepto se orienta en otro sentido.  
12. Incluyendo países emergentes: Bakalov, 2019; Hill, 2010; Layne, 2010; Smith, 2010; Suzuki, 2010; Al Horr;  
Evren; Gagoshidze, 2019.  
60  
Bruno Rivas Frías, Ignacio Javier Cardone Poder blando y megaeventos deportivos: hacia una propuesta de precisión conceptual y analítica  
blando, ni considerar la existencia de disputas en el ámbito simbólico de  
las ideas, (Zahran; Ramos, 2010). Asimismo, se le ha cuestionado por no  
atender a las formas relacionales y estructurales del poder (Lock, 2010).  
En términos de la atracción, se ha señalado que esta aparece, en la  
obra de Nye, tanto como recurso como acción. En consecuencia, el autor  
ha sido criticado por confundir los recursos de poder — entendidos en  
términos de su tangibilidad — con las formas de ejercicio del mismo —  
es decir, a través de la persuasión o coerción (Baldwin, 2002, p. 252). Esta  
confusión conduce a una distinción artificial basada en la materialidad del  
recurso, antes que en la dinámica relacional del poder.  
Por último, en relación al sesgo ideológico, Nye ha sido criticado  
por naturalizar y universalizar los valores e ideales liberales propios de la  
tradición política estadounidense, sin reconocer la existencia de un cam-  
po de contestación y la posibilidad de alternativas ideológicas que puedan  
suscitar esa misma atracción (Lock, 2010; Zahran; Ramos, 2010).  
Tales cuestionamientos promovieron subsecuentes desarrollos de  
parte de Nye, quien, respondiendo a las críticas sobre su falta de recono-  
cimiento de la interrelación entre poder duro y poder blando, reformuló  
su propuesta concibiendo el poder como un continuo, que va desde el  
poder de mando —como forma de poder coercitivo— hasta la coopera-  
ción —como poder persuasivo (Nye, 2010; 2016; 2021). Con posterioridad,  
avanzó en la formulación del concepto de poder inteligente (smart power),  
entendido como la combinación estratégica de recursos y políticas de po-  
der duro y blando (Nye, 2009; 2011; 2021).  
Asimismo, frente a la crítica referida a la confusión entre recursos  
y formas, Nye complementó su distinción previa entre recursos tangibles  
e intangibles, admitiendo que ciertos recursos materiales pueden generar  
poder blando. Ello implicó reconocer la necesidad de ir más allá de la ma-  
13  
terialidad del recurso para determinar su carácter como duro o blando .  
Finalmente, aunque el autor aceptó que las ideas del liberalismo  
occidental estadounidense no son universales y que otros actores tam-  
bién pueden ejercer poder blando, Nye sostuvo que tal ideología continúa  
siendo altamente atractiva frente a las alternativas existentes (Nye, 2010;  
2021), resultando en una posición altamente apologética de la ideología  
liberal y de la cultura occidental.  
Sin embargo, a pesar de los esfuerzos de Nye por responder a sus  
detractores, la mayoría de las objeciones se mantienen vigentes, tanto a  
nivel teórico como a nivel de los estudios empíricos que han intentado  
hacer uso de este concepto (Bakalov, 2019). Ahora bien, más allá de Nye y  
las importantes limitaciones que el concepto de poder blando ha presen-  
tado, es posible reconocer la utilidad analítica del concepto de poder blan-  
do como herramienta para interpretar una dimensión específica de las  
acciones internacionales orientadas a generar poder, entendido como la  
probabilidad de imponer la propia voluntad sobre otros sin recurrir al uso  
o amenaza del uso de la fuerza. No obstante, para aprovechar plenamen-  
te tal potencial analítico, resulta necesario realizar algunas precisiones  
13. El carácter del poder no está en el recurso material sobre el que se sustenta, sino en la actitud que genera  
sobre quien ese recurso opera, es decir coerción o atracción (Nye, 2021).  
61  
estudos internacionais • Belo Horizonte, ISSN 2317-773X, v. 13, n. 2, (jun. 2025), p. 54-76  
conceptuales para delimitar mejor su contenido, alcance y condiciones  
de aplicación.  
En primer lugar, parece necesario escapar de la idea de continuo  
esbozada por Nye y recurrir al concepto de tipos ideales de molde webe-  
riano, en el sentido de conceptos con adecuación plena de sentido (Weber,  
1996, p.16-17), para entender al poder blando. Bajo esa perspectiva, poder  
blando es una categoría analítica para interpretar una dimensión limitada  
de acciones que nunca se corresponden plenamente con el concepto, aun-  
que puedan ser interpretadas por medio del mismo. En el caso del poder  
blando, eso permite ver acciones como teniendo características de poder  
14  
blando combinadas con poder duro, sin que implique una contradicción .  
De ese modo, se superan las cuestiones referidas a la relación entre poder  
duro y poder blando, sea en términos de la tangibilidad de los recursos  
como en la vinculación entre las formas blandas y duras de poder, ya que  
las acciones pueden tener dimensiones tanto “duras” como “blandas”. Lo  
importante allí es la distinción de dicha dimensión más que la clasifica-  
15  
ción de una acción en un sentido u otro .  
Ahora bien, también resulta necesario distinguir el poder como re-  
lación, de las acciones orientadas a obtenerlo. Como relación, el poder se  
manifiesta por medio de las acciones del actor sometido a la dinámica de  
poder, es decir, por medio del condicionamiento de sus acciones en fun-  
ción de las preferencias e intereses del actor que lo ejerce. Diferentemente,  
la búsqueda de poder se materializa en las acciones del actor que busca  
detentarlo mediante la acumulación de capacidades que le permitan so-  
meter a otro/s a sus designios. En otras palabras, mientras que la existen-  
cia de una relación de poder se puede observar en las acciones del actor  
que está sujeto al poder, la búsqueda de poder se observa en las acciones  
del actor que aspira a detentar el poder. Como nuestro enfoque está en  
la realización de megaeventos deportivos como posible estrategia de po-  
der blando, es sobre esta segunda clase de fenómenos sobre la que nos  
16  
enfocaremos en el presente trabajo , sin negar la existencia o utilidad de  
entender al poder desde sus efectos.  
En segundo lugar, debemos redefinir el poder blando y desglosar  
dicha definición para entender las atribuciones que caracterizan su bús-  
queda: 1) como poder; y 2) como forma distintiva de poder. Como poder,  
debe definirse como una acción intencional, orientada a provocar una  
reacción por parte de otro actor en función de mis propios intereses, so-  
bre la base de una relación asimétrica. Como forma distintiva de poder,  
debe ser blando, esto es, basada en medios no coercitivos. Así, nuestra  
definición de poder blando consta de tres componentes: i) intencionalidad  
sobre las acciones de otro; ii) basado en una relación asimétrica; iii) basa-  
do en medios no coercitivos.  
14. No se trata de probar o refutar la existencia de poder blando, sino de ver, en casos particulares, si estos  
pueden ser explicados parcialmente por medio del concepto.  
15. En ese sentido seguimos estrictamente el sentido metodológico que Weber le da a los conceptos típico-i-  
deales.  
16. Desde la investigación empírica, la búsqueda de poder presenta mayores posibilidades de comprobación  
que las relaciones efectivas de poder (véase, por ejemplo Dahl). Más aún todavía cuando nos referimos a un  
poder intangible, como el blando.  
62  
Bruno Rivas Frías, Ignacio Javier Cardone Poder blando y megaeventos deportivos: hacia una propuesta de precisión conceptual y analítica  
En cuanto al primer componente, la intencionalidad, la búsqueda  
de recursos de poder blando debe seguir una estrategia, es decir, el con-  
dicionamiento de las acciones de los demás actores en la base a dicho  
recurso/acción. De este modo, la determinación de la intencionalidad a  
nivel empírico se da por medio de la existencia de una planificación cuyo  
objetivo final es provocar acciones en otros actores, independientemente  
17  
de la existencia de referencias formales al concepto de poder blando .  
Por su parte, la existencia de una relación asimétrica debe eviden-  
ciarse por medio de una expresión que no haga referencia a recursos coer-  
citivos —es decir, de poder duro— sino a elementos que expresen cierto  
18  
reconocimiento “social” . Ese componente de relación asimétrica puede  
identificarse con la idea de admiración al que hacía referencia Nye en  
su concepción original, y que nosotros consideraremos a nivel empírico  
como estatus, esto es, como forma de expresión de un reconocimiento de  
otros actores en la base de atributos positivos.  
En cuanto al tercer elemento, la utilización de medios no coerciti-  
vos en la búsqueda de condicionar las acciones de otros actores, debemos  
considerar la necesidad de que las opiniones y preferencias del actor que  
busca poder blando adquieran una visibilidad y posicionalidad que permi-  
tan usufruir del estatus del que se goza —o pretende gozar— para influir  
en las decisiones de otros actores. Consecuentemente, se puede afirmar  
que el medio principal por el cual se debe expresar el poder blando a nivel  
empírico es a partir de la influencia.  
Así, una acción orientada a la búsqueda de poder blando incluirá  
una estrategia que busque hacer uso de un estatus (ya sea existente o  
adquirido por medio de la acción) con el fin de ejercer influencia sobre las  
decisiones y acciones de otros actores, sin necesidad de imposición coerci-  
tiva. De este modo, llegamos a la distinción de tres dimensiones que nos  
permitirán definir más claramente en qué medida una acción representa  
o no la búsqueda de poder blando: i) estrategia, ii) estatus y iii) influencia.  
Por último, entendido como tipo ideal, la búsqueda de poder blando no  
precisa estar limitada a la potencia hegemónica o grandes potencias, ni a una  
19  
posición hegemónica o contrahegemónica , lo que permite distinguir algu-  
nas situaciones típicas que podrían proporcionar una categorización útil de  
tipos de acciones de poder blando en función de tres variables: i) la situación  
en función del campo hegemónico; ii) las capacidades del actor en cuestión y  
iii) la tendencia de ascenso, estancamiento o descenso en términos de dichas  
20  
capacidades y el posicionamiento del actor en el sistema internacional . De  
17. Una estrategia puede mencionar al poder blando sin que se adecúe al concepto o, al contrario, que no lo  
mencione pero constituya una estrategia en tal sentido. Así, teóricamente, no basta ni es necesaria la enun-  
ciación discursiva del concepto de poder blando como comprobación de su existencia.  
18. Si bien esto acerca el concepto a la idea de poder simbólico bourdiano, una diferencia fundamental es  
que no explica aquí las relaciones de poder al interior de una sociedad, sino los efectos de dicho poder social  
sobre las relaciones internacionales.  
19. No nos referimos aquí al concepto gramsciano de hegemonía (2023), sino a cómo es entendido desde la  
disciplina de RI. Si bien Nye pensó el concepto para la potencia hegemónica, no existe ninguna cuestión de  
principio que haga pensar que el poder blando no puede ser un útil para pensar políticas de proyección de  
poder por parte de países con capacidades materiales más limitadas.  
20. Estas cuestiones aparecen incidentalmente a lo largo del análisis de Grix, Brannagan & Lee (2019) pero no  
han sido sistematizadas.  
63  
estudos internacionais • Belo Horizonte, ISSN 2317-773X, v. 13, n. 2, (jun. 2025), p. 54-76  
ese modo, se puede evitar así el sesgo ideológico y la universalización de la  
ideología liberal realizada por Nye, entendiendo las acciones de búsqueda de  
poder blando como acciones orientadas a tener cierto liderazgo simbólico, y  
no exclusivo de una ideología particular.  
En el caso del primer elemento, una acción de poder blando por  
parte de un país del campo hegemónico irá orientada a reforzar los valo-  
res, creencias e ideas predominantes del campo hegemónico, siendo típi-  
camente conservadora — no a nivel del espectro izquierda-derecha sino  
de lo que resulta dominante; mientras que una acción del campo contrah-  
egemónico o cualquier campo alternativo buscará mostrar la validez de  
otros valores, creencias e ideas, con tendencias a cierto reformismo.  
En el caso del segundo elemento, las acciones orientadas a obtener  
poder blando van a cambiar en función de las capacidades con las que se  
cuentan, pudiendo ser más orientadas a demostrar grandeza en los casos  
en que se cuenta con una gran cantidad de recursos; en contraste con  
aquellas orientadas a demostrar el valor intrínseco de una determinada  
característica, valores, ideas o creencias.  
Por último, en cuanto a la tendencia en términos del posiciona-  
miento internacional, aquellas potencias en situación de emergencia ten-  
derán a acciones que busquen reconocer una nueva situación, con cierto  
reformismo en términos del orden internacional; mientras que los acto-  
res en situación de estancamiento tenderán a un cierto conservadurismo  
y los actores en decadencia a una posición que puede ir desde el conserva-  
durismo a un pensamiento reaccionario.  
Llegamos así a la distinción en la base de tres variables típicas que  
permiten pensar en posibles categorías como forma de entender qué sería  
esperable en términos de poder blando según cada situación particular.  
Así, la presente concepción del poder blando permite distinguir diferen-  
tes estrategias y posibilidades, entendiendo la naturaleza diferenciada de  
cada una de ellas en función de la pluralidad de situaciones en las cuales  
puede expresarse y sobre las cuales pueden entenderse las tres dimen-  
siones identificadas de estrategia, estatus e influencia. Son estas tres di-  
mensiones de la búsqueda del poder blando las que desarrollaremos a  
continuación, a fin de establecer una definición conceptual que permita  
acercarse de modo más preciso a la determinación de la existencia de  
estrategias de poder blando en la realización de megaeventos deportivos.  
3 EL PODER BLANDO Y LOS MEGAEVENTOS DEPORTIVOS:  
ESTRATEGIA, ESTATUS E INFLUENCIA  
Siguiendo el concepto de poder blando, observamos que el deporte  
puede ocupar una función esencial en la percepción externa de un país.  
El deporte no solo expresa excelencia competitiva, sino también valores  
culturales, capacidad técnica y de trabajo en equipo, disciplina individual,  
entre otros. Adicionalmente, por su carácter internacional, alcance y for-  
mas organizativas, los megaeventos deportivos pueden oficiar de plateas  
para la expresión de capacidad de gestión, disponibilidad de infraestructu-  
ra, receptividad, tecnología, cultura, gastronomía y muchas otras. En este  
sentido, los megaeventos involucran no solo las competencias deportivas,  
64  
Bruno Rivas Frías, Ignacio Javier Cardone Poder blando y megaeventos deportivos: hacia una propuesta de precisión conceptual y analítica  
sino también todo el rango de actividades colaterales en la forma de es-  
pectáculos, ceremonias, obras de infraestructura, etc.  
Sin embargo, el análisis del poder blando en relación con los me-  
gaeventos deportivos se ha desarrollado, en muchos casos, sin una for-  
mulación clara y explícita de qué convierte a tales acciones en estrategias  
de poder. Si bien Nye identificó las fuentes del poder blando, no propor-  
cionó una delimitación conceptual que permitiera operacionalizar empí-  
ricamente el concepto. Aunque diversos estudios han destacado el papel  
simbólico del deporte –y especialmente de los megaeventos deportivos—  
como instrumentos de proyección del poder blando (Al Horr; Evren;  
Gagoshidze, 2019; Grix; Brannagan, 2016; Brannagan; Giulianotti, 2018;  
Grix; Brannagan; Lee, 2019), rara vez han ofrecido una formulación teó-  
rica consistente que permita distinguir la proyección de poder blando de  
21  
otras formas más limitadas de promoción simbólica .  
En general, estos trabajos han reconocido las deficientes delimita-  
22  
ciones del concepto, el cual es entendido — siguiendo al propio Nye —  
como la posibilidad de modificar las acciones de otros por medio de la  
atracción, resaltando la vinculación del poder blando con los factores de  
reputación, y distinguiéndolo de la mera proyección de imagen (Grix;  
Brannagan, 2016, p. 256; Brannagan; Giulianotti, 2018, p.1141; Grix;  
Brannagan; Lee, 2019, p.29). Sin embargo, tal distinción se ha limitado al  
aspecto más superficial y temporal de la proyección de imagen, frente al  
más duradero y “genuino” del poder blando, sin profundizar en la cues-  
tión del condicionamiento de actitudes y la intencionalidad.  
Probablemente el intento más desarrollado de proporcionar una lec-  
tura operacional del concepto ha sido el desarrollo por Grix y Brannagan,  
(2016), luego reproducido en Grix, Brannagan y Lee (2019), donde se pre-  
sentan indicadores dirigidos a reconocer las estrategias de poder blando a  
través de megaeventos deportivos. Tal propuesta ha avanzado lo que los  
autores denominan un tipo ideal de poder blando, pero que en la prác-  
tica se trata de un compendio de acciones vinculadas con estrategias de  
proyección e impacto, lo que de algún modo limita el concepto de poder  
blando a cierto tipo de estrategias específicas en lugar de a su sentido in-  
tencional. Si bien tal propuesta resulta un avance significativo para orien-  
tar la interpretación del concepto en bases más concretas, en su utiliza-  
ción termina siendo operada como una forma de observar la presencia o  
23  
ausencia de acciones específicas y de efectos determinados , en lugar de  
focalizar en la intencionalidad del actor que busca poder blando.  
A fin de resolver tal limitación y siguiendo lo elaborado en el  
apartado anterior, consideramos necesaria la determinación conceptual  
de lo que define una acción de búsqueda de poder, como conteniendo  
21. También pueden mencionarse intentos de medición empírica del poder blando desde su dimensión  
distributiva, como los informes de Brand Finance Global Soft Power Index (2020–2023) y The Soft Power 30 de  
Portland Communications (2015–2019), centrados en estimar el poder blando de los Estados.  
22. También destacan la compatibilidad del poder blando con el poder duro. Algunos llegan a rescatar las ela-  
boraciones más recientes del autor, como el smart power, el subtle power y el nested power (Al Horr; Evren;  
Gagoshidze, 2019), pero sin que ello permita una conceptualización más clara del concepto.  
23. En ese sentido, no se trata sobre la presencia o no de promoción turística o de si esta ha tenido éxito, sino  
de si la misma fue realizada persiguiendo una finalidad ulterior de influencia en el escenario internacional.  
65  
estudos internacionais • Belo Horizonte, ISSN 2317-773X, v. 13, n. 2, (jun. 2025), p. 54-76  
una dimensión de poder blando: una estrategia basada en el uso de un  
determinado estatus internacional a fin de obtener influencia sobre  
otros actores. Pero estas dimensiones deben ser definidas y delimitadas  
conceptualmente.  
A nivel de estrategia, deben existir al menos dos elementos esencia-  
les: la presencia de objetivos, y la planificación para alcanzarlos. La pre-  
sencia de objetivos determina la intencionalidad de la acción como forma  
de poder, orientada a lograr determinadas acciones por parte de otros  
actores, mientras que la planificación para alcanzarlos lo convierte en una  
estrategia de poder blando a partir de la búsqueda de tales objetivos por  
medios no coercitivos. Es esta dimensión estratégica la que separa clara-  
mente a las acciones de poder blando de otras acciones simbólicas que no  
24  
obedecen a una dinámica de poder, al menos desde su formulación ideal .  
Llevándolo al campo de los megaeventos deportivos, la definición  
conceptual de una estrategia de poder blando debe estar reflejada en los  
objetivos y la planificación de tales eventos, en el sentido de articular una  
intencionalidad de generar y/o usufruir de uno o varios recursos desde  
sus aspectos simbólicos, entendidos como estatus, a fin de generar un  
determinado tipo de actitudes o acciones por parte de los otros actores,  
entendido como influencia. Consecuentemente, más allá de cualquier  
referencia formal o no a la cuestión de poder blando, una estrategia de  
poder blando incluirá un elemento de efecto internacional donde se bus-  
ca destacar alguna característica propia a fin de producir un efecto en las  
acciones de otros actores.  
En cuanto al estatus, lo definimos aquí como la posición relativa de  
un Estado en una escala social internacional determinada, expresando la  
relación de asimetría de la que puede valerse un actor que busca poder a  
fin de fundamentar su influencia. Conceptualmente se ha distinguido al  
25  
26  
estatus de la reputación y el prestigio , en especial en función de su carác-  
27  
ter relativamente descriptivo o normativo . Mientras que el estatus tiene  
que ver con la situación relativa de un estado dentro de una escala objetiva,  
aunque percibida, la reputación se relaciona con la valoración que existe  
sobre ese estado en función de características que son consideradas como  
28  
valiosas desde un punto de vista normativo . Sin embargo, para los fines  
del presente trabajo consideraremos todos estos conceptos como forman-  
24. Nuevamente, nos referimos aquí a la posibilidad de que una misma acción concreta tenga elementos coer-  
citivos y elementos no coercitivos, es decir, elementos de poder duro y elementos de poder blando, respectiva-  
mente, lo que no solamente es común, como muchas veces complementario.  
25. Las definiciones sobre estatus articulan un carácter neutral como “…clasificación de un estado deter-  
minado en función de sus atributos” y uno más normativo como membresía y posición relativa en un “club”  
determinado (Larson; Paul; Wholforth, 2014, p. 7) o jerarquía social (Neumann; De Carvalho, 2015, p. 4).  
26. La reputación hace refencia a la presencia o ausencia de un atributo valorado normativamente, sea de  
modo positivo o negativo; mientras que el prestigio refiere únicamente a una reputación positiva. Para los  
fines del presente trabajo, la distinción entre ambos conceptos es inocua.  
27. La reputación y el prestigio se definen, al igual que el estatus, en términos relacionales y dependen de la  
percepción “social”. Sin embargo, estos conceptos deben ser distinguidos en función de su dimensión descrip-  
tiva (estatus) o normativa (reputación) (Larson; Paul; Wholforth, 2014, p. 16).  
28. En otras palabras, el estatus de potencia económica o potencia militar, no dan reputación a una determi-  
nada nación, cómo sí lo da el hecho de ser una nación respetuosa de determinados valores. Como un ejemplo,  
China es indiscutiblemente una nación con estatus de potencia mundial en términos económicos y militares,  
entre otros; pero cuyo prestigio es cuestionado en cuestiones tales como el respeto a los derechos humanos.  
Por otro lado, un país podría tener un estatus de potencia militar y una reputación de ser un país pacífico.  
66  
Bruno Rivas Frías, Ignacio Javier Cardone Poder blando y megaeventos deportivos: hacia una propuesta de precisión conceptual y analítica  
do parte de la misma dimensión, enmarcada en el concepto de estatus.  
Este carácter social, relacional y maleable del estatus (Larson; Paul;  
Wholforth, 2014, p. 4) hace que este no dependa únicamente de la pose-  
sión de ciertas características, sino también de la percepción de otros ac-  
29  
tores sobre las mismas . Así, toda acción que busque generar o utilizar el  
estatus como recurso de poder irá orientada al reconocimiento por parte  
de los otros actores de la disponibilidad de ciertos recursos o atributos,  
30  
independientemente de que sea vista positivamente o no .  
Así, nuestra definición de estatus recoge e incorpora un atributo  
social, dado por el reconocimiento internacional de características/atri-  
butos; un atributo percibido como objetivo, el estatus; y un atributo nor-  
mativo, la reputación y prestigio, los cuales son recogidos en el Cuadro  
1. Volviendo al campo de los megaeventos deportivos, la dimensión de  
estatus debe estar dirigida a obtener visibilidad internacional, ya sea de  
atributos objetivos o normativos. La organización y realización de me-  
gaeventos deportivos puede servir la función de dar visibilidad a distin-  
tos atributos que se poseen y que se consideran que pueden brindar una  
ventaja relativa, en caso de ser reconocidos. Así, tales atributos pueden ir  
desde cuestiones vinculadas con el desempeño deportivo (por ejemplo,  
a nivel objetivo un buen desempeño; a nivel normativo, una conducta  
adecuada) a cuestiones de disponibilidad de recursos (por ejemplo, a nivel  
objetivo, riqueza; a nivel normativo, modernidad), cuestiones culturales  
(por ejemplo, a nivel objetivo, bienes patrimoniales; a nivel normativo,  
una cultura rica y plural) y cuestiones sociales (por ejemplo, a nivel obje-  
tivo, capacidad organizativa; a nivel subjetivo, receptividad), entre otras.  
De este modo, acciones de poder blando desde los megaeventos deporti-  
vos deben contar en su estrategia la búsqueda de desarrollo, visibilidad y  
uso de estas características y recursos como forma de obtener un estatus  
que le permita tener influencia sobre otros actores.  
Cuadro 1: La dimensión de estatus y sus atributos  
Dimensión de Estatus: posición relativa en una escala social internacional determinada  
Atributo Objetivo (percibido)  
Atributo Normativo  
Atributo Social  
Posición relativa en una escala en función Características con las que es identificado un Reconocimiento/Visibilidad internacional  
de la disponibilidad de recursos  
estado en función de una escala normativa  
Nota: Elaboración propia  
Llegamos así a la definición de influencia, la cual, aunque relacio-  
nada con el poder, debe distinguirse de este. Entendida como una forma  
de determinar las percepciones de otros actores, la influencia puede ser  
considerada como un recurso, entre otros, a través del cual el poder pue-  
de ejercerse por medios no coactivos. Así, mientras que el poder puede  
ejercerse incluso a través del uso de la violencia, la influencia se ejerce  
29. Esto vale también para el poder duro, al menos en su carácter disuasivo, ya que su efectividad como ame-  
naza depende de su reconocimiento por parte de otros. Sin embargo, uno de los aspectos distintivos del poder  
duro frente al blando es que el primero puede expresarse materialmente (por ejemplo un ataque militar), mien-  
tras que el segundo sólo puede hacerlo simbólicamente, para lo que depende de su reconocimiento por otros.  
30. Tal reconocimiento se vincula con la idea de familiaridad incluída en la conceptualización de Nye.  
67  
estudos internacionais • Belo Horizonte, ISSN 2317-773X, v. 13, n. 2, (jun. 2025), p. 54-76  
por medio de un cierto condicionamiento cognitivo del otro actor, que  
adopta las visiones y perspectivas del actor influyente. Asimismo, aun-  
que comparte con el poder blando esta determinación cognitiva de otros  
actores, la influencia puede ejercerse sin necesidad de constituir un po-  
der, en el sentido de que tal influencia puede no responder a los deseos o  
31  
estrategias del actor influyente . Por lo tanto, si bien la influencia es un  
componente esencial del poder blando —como mecanismo a través del  
cual el poder se hace efectivo en acciones—, este debe ir acompañado  
de una estrategia o intencionalidad que busque un efecto determinado a  
partir de tal influencia.  
Al mismo tiempo, la influencia deviene necesariamente de una va-  
loración respecto a un determinado atributo considerado como de nivel  
superior en el actor influyente, lo que hemos llamado de estatus, y que  
justifica su seguimiento. Así entendida, esta conceptualización nos vincu-  
la los tres elementos del poder blando que hemos destacado: la estrategia,  
el estatus y la influencia.  
A nivel de los megaeventos deportivos, al igual que en lo referido  
al estatus, la influencia puede buscarse en diferentes ámbitos, desde lo  
simbólico hasta lo social, económico y político, y utilizando una varie-  
dad de canales. De este modo, la búsqueda de influencia debe utilizar  
la visibilización de un determinado estatus como forma de generar una  
determinada acción en otros actores en función de los propios intereses,  
sea la atracción de deportistas, inversiones, influencia en organismos in-  
ternacionales (incluyendo los deportivos), entre otros.  
En síntesis, consideramos que la búsqueda del poder blando des-  
de los megaeventos deportivos debe expresarse a nivel empírico por me-  
dio de la existencia de los elementos que hemos destacado en el presente  
apartado, y que se recogen en el siguiente Cuadro 2.  
Así entendido, la comprobación de una estrategia de poder blando  
detrás de la organización de un megaevento deportivo, requiere mirar  
fundamentalmente a los agentes que se encuentran detrás de la iniciativa,  
sus objetivos, y los medios articulados con tal finalidad. Tomando como  
ejemplo el análisis realizado por Grix, Brannagan y Lee (2019) para el  
caso brasileño, se puede observar que tal análisis no comprueba ni niega  
la existencia de una estrategia de poder blando, sino que la presupone, y  
se orienta a analizar los efectos que los megaeventos de la Copa Mundial  
de Fútbol FIFA 2014 y los Juegos Olímpicos de 2016 finalmente tuvieron.  
En contraste, un análisis como el propuesto aquí hubiera hecho hinca-  
pié en buscar al interior de ambos proyectos cómo estos fueron ideados,  
proyectados y gestionados; buscando, por ejemplo, identificar la presen-  
cia de objetivos de política exterior por medio de la implementación de  
acciones orientadas a generar estatus por medio de dichos megaeventos.  
Cuestiones vinculadas a los objetivos que estuvieron por detrás de la idea  
en su fase de conceptualización, cómo esta fue estructurada institucio-  
nalmente (por ejemplo, a través de la participación activa de organismos  
vinculados con el Ministerio de Relaciones Exteriores), qué objetivos  
31. Nos referimos aquí a la posibilidad de que la influencia sea no planificada (inintencionada) o negativa (en  
sentido contrario al deseado).  
68  
Bruno Rivas Frías, Ignacio Javier Cardone Poder blando y megaeventos deportivos: hacia una propuesta de precisión conceptual y analítica  
fueron planteados organizativamente, y qué medios se plantearon para  
tales fines, podrían ayudar a clarificar hasta qué punto existió o no una  
intencionalidad donde objetivos claros de política exterior estaban vin-  
32  
culados con la promoción de una determinada imagen o estatus . Un  
ejemplo extremo, hipotético, de ello sería la presencia de un objetivo (es-  
trategia) vinculado a posicionar claramente al Brasil como nueva gran  
potencia (estatus) para obtener mayor influencia en foros multilaterales  
(influencia), tanto regionales como globales, por medio de la ostentación  
de infraestructura, recursos financieros y capacidad de gestión.  
Cuadro 2: Dimensiones empíricas de la búsqueda de poder blando por medio de los  
megaeventos deportivos  
Búsqueda del poder blando  
Dimensión del PB  
Definición  
Ejemplos en megaeventos deportivos  
Existencia de objetivos y medios definidos:  
demostrar grandeza y capacidad por medio  
de obras de infraestructura modernas para  
atraer inversiones y ser visto como un po-  
tencial socio internacional  
Existencia de una planificación para gene-  
rar o hacer uso de un determinado estatus  
para generar influencia en un determinado  
sentido  
Estrategia  
Incluye la obtención de una valoración su- Posicionar al país como un país moderno  
perior (visibilidad/familiaridad) en base a y pujante, visibilizando su capacidad de or-  
la disponibilidad de características objeti- ganización, técnológica y de sus recursos  
vas (estatus) y/o normativas (reputación/ humanos por medio de la disponibilidad de  
Estatus  
prestigio)  
gran infraestructura  
Incluye la utilización del estatus como Asociación tecnológica de empresas na-  
forma de orientar las acciones de actores cionales con referentes internacionales en  
externos en función de las propias prefe- el campo de infraestructura, junto con un  
Influencia  
rencias e intereses  
incremento de la IED  
Nota: Elaboración propia  
4 CONSIDERACIONES FINALES  
A lo largo del presente trabajo hemos buscado resolver dos cues-  
tiones vinculadas con el concepto de poder blando, una teórica y una  
empírica. A nivel teórico, hemos especificado mejor el concepto, a modo  
de brindar algunas precisiones que permitan superar las limitaciones en-  
contradas hasta el momento con el uso del concepto de poder blando en  
Nye y sus seguidores, en especial en su utilización para el análisis de los  
megaeventos deportivos. A nivel empírico, hemos destacado los aspectos  
de poder desde sus expresiones como forma “blanda”, buscando superar  
la identificación de este concepto con cuestiones que se limitan apenas a  
la visibilidad internacional.  
En cuanto a lo primero, consideramos necesario destacar que el  
poder blando no es una forma excluyente de poder, sino apenas una di-  
mensión que puede expresarse, parcialmente, en diverso tipo de acciones  
y por medio de diversos tipos de recursos, alejándose de cualquier tipo de  
32. Si bien en el trabajo de Grix, Brannagan y Lee (2019) se explica que los megaeventos organizados fueron  
parte de un proceso ideado por el Gobierno brasileño para mostrar su nuevo estatus, posteriormente, como  
el trabajo se enfoca en los efectos, el elemento estratégico deja de tener relevancia en el análisis desde los  
tipos ideales.  
69  
estudos internacionais • Belo Horizonte, ISSN 2317-773X, v. 13, n. 2, (jun. 2025), p. 54-76  
determinismo en función de tangibilidad o materialidad de un recurso, o  
de la separación estricta entre poder duro y poder blando. Por otro lado,  
hemos definido la distinción entre la búsqueda de poder y su ejercicio,  
especificando la diferenciación analítica que existe en uno y otro caso,  
y el correspondiente cambio en términos del objeto de estudio, optando  
por el desarrollo de una propuesta específica para estudios orientados a la  
búsqueda de poder.  
En cuanto a lo segundo, hemos buscado superar las limitaciones  
propias de los estudios empíricos que relacionan a los megaeventos de-  
portivos con el poder blando, para poder especificar la dimensión de po-  
der, superando así visiones que identifican al concepto de poder blando  
con acciones que se limitan apenas a la búsqueda de estatus, reputación  
y prestigio; es decir, acciones de visibilidad internacional. Para ello, la  
definición del poder blando como forma de poder por medios no coacti-  
vos nos ha llevado a identificar tres componentes: intencionalidad sobre  
las acciones de actores externos, utilizando una situación de asimetría,  
por medios no coercitivos, de los cuales hemos derivado tres dimensiones  
empíricas: la estrategia, el estatus y la influencia. Asimismo, hemos de-  
finido la posibilidad de categorizar los diferentes casos de proyección de  
poder blando por medio de tres variables: la posición respecto al campo  
hegemónico; la disponibilidad de recursos y la dinámica emergente, es-  
tanca o decadente del actor en el ámbito internacional.  
Todo ello nos ha permitido avanzar en mayores precisiones con-  
ceptuales que, aplicadas a los megaeventos deportivos, nos permiten en-  
tender las políticas orientadas a su promoción, organización y realización  
desde posibles dimensiones de poder blando, con posibilidades de com-  
probación empírica más concretas que las implementadas hasta el mo-  
mento. Así, la realización de megaeventos deportivos debe articular las  
tres dimensiones identificadas, para poder decir que está orientada a la  
obtención de poder blando.  
En concreto, pensando en los megaeventos, para que se pueda ha-  
blar de una búsqueda de poder blando, su planificación, organización y  
ejecución deben contar con elementos de una estrategia tendiente a uti-  
lizar capacidades diferenciadas como forma de obtener influencia en di-  
versos campos. Sin la existencia de una definición de objetivos y medios  
que busquen obtener un determinado estatus que permita tener mayor  
influencia y orientar las acciones de otros actores en función de los pro-  
pios intereses, no es posible afirmar que un megaevento ha sido parte de  
33  
una estrategia de poder blando .  
Al mismo tiempo, las capacidades diferenciadas que se buscan uti-  
lizar deben ser destacadas en términos de su visibilidad, a fin de que sean  
valoradas por actores externos y los atraigan hacia su ámbito de influen-  
cia, sin remitir a ningún tipo de sanción o posibilidad de sanción. Los  
megaeventos deportivos brindan muchas posibilidades en ese sentido,  
y diversos estudios sobre los mismos ya han revelado las formas en las  
33. Esto es independiente de sus efectos. Diversas acciones pueden generar estatus e influencia sin intencio-  
nalidad, al tiempo que la intencionalidad no garantiza que se consiga obtener estatus e influencia a partir de  
las mismas.  
70  
Bruno Rivas Frías, Ignacio Javier Cardone Poder blando y megaeventos deportivos: hacia una propuesta de precisión conceptual y analítica  
cuales estos sirven tal utilidad, sea por medio del desempeño deportivo  
(sea exitoso o vinculado a valores); la promoción de una cultura o valores  
nacionales (tales como la receptividad, la música, artes gráficas, gastro-  
nomía, etc); la gestión exitosa de obras y la organización del evento; y la  
visibilización de recursos y patrimonio (sea preexistente o realizado con  
los fines del evento).  
Por último, el objetivo no puede estar limitado apenas a la visibili-  
dad, sino que debe extenderse a la búsqueda de provocar acciones especí-  
ficas que se orienten en la base a intereses propios relativamente definidos  
por la estrategia. En el ámbito de los megaeventos, esto puede incluir,  
por ejemplo, la búsqueda de convertirse en referencia deportiva a nivel  
mundial, sea para atraer deportistas o para que deportistas nacionales  
sean convocados en el exterior; la promoción de determinados valores  
sociales y expresiones culturales como forma de ganar presencia y reco-  
nocimiento internacional; la obtención de lugares vinculados con la toma  
de decisiones en el campo del deporte internacional, tales como comités  
deportivos internacionales; o la atracción de inversiones, la generación de  
asociaciones estratégicas con empresas y capitales exteriores, o la expan-  
sión de mercados internacionales para productos y servicios nacionales.  
Tales dimensiones se expresarán de forma distintiva, según las va-  
riables que hemos definido como relevantes para categorizar las diferen-  
tes acciones de búsqueda de poder blando. Una nación del campo contrah-  
egemónico implementará una estrategia que probablemente se oriente a  
promover valores y expresiones culturales diferentes de las dominantes  
destacando sus virtudes intrínsecas y efectos beneficiosos, como puede  
ser resaltar cómo la forma de organización política ha permitido un cier-  
to crecimiento y desarrollo, buscando aumentar su campo de influen-  
cia internacional y legitimando su posición; mientras que una nación del  
campo hegemónico reforzará los valores dominantes, caracterizando su  
predominancia como un efecto natural de su superioridad, por medio  
de símbolos culturales masivos y el refuerzo de la situación actual. En  
los megaeventos esto puede manifestarse desde diversas expresiones que  
van desde lo deportivo hasta las obras de infraestructura y los eventos  
culturales. Pero para que sean expresión de poder blando deben estar  
claramente articuladas por una estrategia.  
Por otro lado, un país con escasos recursos buscará reforzar los  
valores intrínsecos de aquellos recursos simbólicos que quiera destacar,  
mientras que un país con amplios recursos es probable que ostente los  
mismos como forma de obtener reconocimiento. Así, es probable que en  
el primer caso se busque destacar un cierto prestigio y/o tradición en la  
base del reconocimiento de una característica no vinculada con recursos  
materiales y/o económicos; mientras que en el segundo se haga gala de  
un cierto estatus material y económico. En el campo de los megaeventos,  
es probable que los primeros orienten sus acciones a destacar bienes pa-  
trimoniales, valores y tradiciones, lo que puede expresarse en lo depor-  
tivo, patrimonial y cultural; y que los segundos lo hagan en referencia  
a la disponibilidad de recursos, que también puede expresarse desde lo  
deportivo, desde la infraestructura (preexistente o construída para el me-  
gaevento) o los gastos vinculados con expresiones artísticas y culturales  
71  
estudos internacionais • Belo Horizonte, ISSN 2317-773X, v. 13, n. 2, (jun. 2025), p. 54-76  
vinculadas al evento. Nuevamente, más que las acciones en sí, lo impor-  
tante para identificar una estrategia de poder blando es que tales acciones  
estén articuladas por medio de objetivos concretos de política exterior.  
Por último, un país emergente probablemente buscará destacar su  
carácter ascendente dentro de una determinada jerarquía internacional,  
destacando aquel aspecto, sea crecimiento económico, desarrollo social,  
importancia política, o cualquier otro. Por otro lado, países en situación  
de estabilidad o bien resaltarán las virtudes que les han permitido llegar  
a su posición de preeminencia, en los casos de países de posición privile-  
giada, o bien evitarán considerar la cuestión, recurriendo a otros factores  
más vinculados con su valorización cultural. Por último, es esperable que  
países en decadencia busquen evitar la consideración de su trayectoria  
reciente y se enfoquen en destacar su tradición más antigua y su posicio-  
namiento privilegiado en el pasado. Desde el campo de los megaeventos,  
un país emergente puede buscar destacar un desempeño deportivo cre-  
ciente, el desarrollo tecnológico por medio de obras de infraestructura,  
etc.; mientras que una potencia buscará resaltar la infraestructura y re-  
cursos existentes, mantener su desempeño deportivo, etc.; y una potencia  
decadente resaltar su tradición, sus bienes patrimoniales y mantener un  
cierto estatus deportivo. Pero, nuevamente, todo ello debe estar orienta-  
do a ganar cierta influencia internacional para constituir poder blando.  
En conclusión, a través del presente trabajo hemos buscado definir  
más claramente el concepto del poder blando como búsqueda de poder, a  
fin de tornar las investigaciones empíricas sobre los megaeventos depor-  
tivos más precisas, sin que ello signifique una división categórica entre  
poder duro y blando. Buscamos, de este modo, determinar qué aspectos  
de poder blando pueden identificarse en el desarrollo de un megaevento  
deportivo y clasificarlo en función de variables analíticas. De modo algu-  
no esto niega los aportes que los estudios previos han realizado a nivel  
casuístico y teórico, pero busca proporcionar una base conceptual sobre  
la cual futuros desarrollos puedan establecer un campo más sistemático  
y preciso al respecto de la búsqueda de poder blando por medio de los  
megaeventos deportivos.  
Pretendemos que la presente propuesta sirva de marco para el de-  
sarrollo de estudios de casos específicos, aportando a su vez una base  
comparativa para estudios transversales sobre diferentes casos. Ello per-  
mitirá avanzar en el desarrollo de una categorización empírica con base  
en las características que los diferentes megaeventos adoptan en función  
de la presencia de una dimensión de poder blando en su gestación, pla-  
nificación y ejecución. Considerando que deporte y política no son dos  
ámbitos separados, esperamos que la presente contribución permita una  
aproximación más compleja, matizada y precisa al fenómeno del poder  
blando y los megaeventos deportivos. En conclusión, aunque preliminar,  
este refinamiento conceptual no pretende proporcionar categorías abso-  
lutas, sino tipos ideales que ayuden a explorar y comprender las condi-  
ciones y dinámicas involucradas en el uso político de los megaeventos  
deportivos y a desarrollar una agenda de investigación más exhaustiva  
sobre los mismos.  
72  
Bruno Rivas Frías, Ignacio Javier Cardone Poder blando y megaeventos deportivos: hacia una propuesta de precisión conceptual y analítica  
REFERENCIAS  
ALABARCES, P.; BRANZ, J.; ZUCAL, J. Why win a World Cup? Thirty-six years of football  
and nation(alisms) in Argentina. Soccer & Society, v. 25, n. 4–6, p. 437–451, G. (2024). DOI:  
AL HORR, A.; EVREN, M.; GAGOSHIDZE, T. Rethinking soft power in the post-blockade ti-  
mes: the case of Qatar. Digest of Middle East Studies, v. 28, n. 2, p. 329-350, 2019. DOI: 10.1111/  
dome.12188.  
ARCHETTI, E. P. Estilo y virtudes masculinas en El Gráfico: la creación del imaginario del  
fútbol argentino. Desarrollo Económico, v. 35, n. 139, p. 419–442, 1995. DOI: https://doi.  
org/10.2307/3467209  
BAKALOV, I. Whither soft power: divisions, milestones, and prospects of a research pro-  
gramme in the making. Journal of Political Power, v. 12, n. 1, p. 129-151, 2019. DOI:  
10.1080/2158379X.2019.1573613.  
BALDWIN, D. Power and international relations. In: CARNAELS, W.; RISSE, T.; SIMMONS, B.  
(eds.). Handbook of International Relations. p. 235-256. Sage Publications, 2002.  
BERNIER, N.; BROWNELL, S.; CARTER, T. The Anthropology of Sport: Bodies, Borders,  
Biopolitics. Oakland: University of California Press, 2018.  
BETTINE, M. 3’S dos megaeventos esportivos – soft power, sportswashing, sports diplomacy: as  
Copas do Mundo dos BRICs e Qatar. Motrivivência, v. 36, n. 67, p. 1-19, 2024. DOI: 10.5007/2175-  
8042.2024.e94931.  
BOHAS, A. The paradox of anti-Americanism: reflection on the shallow concept of soft power.  
Global Society, v. 20, n. 4, p. 395-414, 2006. DOI: 10.1080/13600820600929721.  
BOURDIEU, P. Capital simbólico y magia social. México: Siglo XXI Editores, 2012.  
BRAND FINANCE. Global Soft Power Index 2020: the world’s most comprehensive resear-  
ch study on perceptions of soft power. 2020. Disponível em: https://brandirectory.com/sof-  
tpower/. Acesso em: 15 set. 2024.  
BRAND FINANCE. Global Soft Power Index 2021: the world’s most comprehensive resear-  
ch study on perceptions of nations brands. 2021. Disponível em: https://brandirectory.com/  
softpower/. Acesso em 15 set. 2024.  
BRAND FINANCE. Global Soft Power Index 2022: the world’s most comprehensive resear-  
ch study on perceptions of soft power. 2022. Disponível em: https://brandirectory.com/sof-  
tpower/. Acesso em 15 set. 2024.  
BRAND FINANCE. Global Soft Power Index 2023: the world’s most comprehensive resear-  
ch study on perceptions of soft power. 2023. Disponível em: https://brandirectory.com/sof-  
tpower/. Acesso em 15 set. 2024.  
BRANNAGAN, P.; GIULIANOTTI, R. The soft power-soft disempowerment nexus: the case of  
Qatar. International Affairs, v. 94, n. 5, p. II39-II57, 2018. DOI: 10.1093/ia/iiy125.  
BRENTIN, D.; TREGOURES, L. Entering through the sport’s door? Kosovo’s sport diplomatic  
endeavours towards international recognition. Diplomacy and Statecraft, v. 27, n. 2, p. 360-378,  
2016. DOI: 10.1080/09592296.2016.1169799.  
BRUN, E. Athlete activism from Black Power in 1968 to today’s Black Lives Matter. Francia:  
Institut de Relations Internationales et Stratégiques (IRIS), 2020.  
CARRINGTON, B. Race, sport and politics : The sporting black diaspora. Londres : Sage  
Publications, 2010.  
CASPISTEGUI, F. Deporte e identidad o sobre cómo definirnos. Historia y Comunicación So-  
cial, v. 17, p. 19-39, 2012. DOI: 10.5209/rev_HICS.2012.v17.40597.  
CHAERONI, A.; MUSPARDI, M.; MOTTAKIN, M.; TALIB, K.; ORHAN, B.; LANI, M.; ASTU-  
TI, Y.; KURNAZ, M. Sports as an instrument of nationalism and patriotism: Systematic literatu-  
re review on the role of sports in shaping national identity in various countries. Retos: nuevas  
tendencias en educación física, deporte y recreación, v. 61, p. 1038–1049, 2024. Disponível em:  
CONNELL, J. Globalisation, soft power, and the rise of football in China. Geographical Re-  
search, v. 56, n. 1, p. 5-15, 2018. DOI: 10.1111/1745-5871.12249.  
DAHL, R. A. The concept of power. Behavioral Science, v. 2, n. 3, p. 201-215, 1957.  
73  
estudos internacionais • Belo Horizonte, ISSN 2317-773X, v. 13, n. 2, (jun. 2025), p. 54-76  
DENHAM, B. E. Race, Culture, and the Revolt of the Black Athlete: The 1968 Olympic Protests  
and Their Aftermath (review). Social Forces, v. 83, n. 4, p. 1781–1783, 2005. DOI: https://doi-org.  
DUNNING, E. La dinámica del deporte moderno: notas sobre la búsqueda de triunfos y la im-  
portancia social del deporte. In: ELÍAS, N.; DUNNING, E. (Eds.). Deporte y ocio en el proceso  
de la civilización. Ciudad de México: Fondo de Cultura Económica, 1992.  
ELÍAS, N.; DUNNING, E. Deporte y ocio en el proceso de la civilización. Ciudad de México:  
Fondo de Cultura Económica, 1992.  
FLORES, Z.; CHÁVEZ, B.; MIER, R.; OBREGÓN, K. Violencia de género en el deporte. Retos,  
v. 43, p. 808-817, 2022.  
FOUCAULT, M. Microfísica del poder. Madrid: La Piqueta, 1993.  
FOUCAULT, M. Vigilar y castigar: Nacimiento de la prisión. Buenos Aires: Siglo XXI Editores  
Argentina, 2002.  
GARAMVÖLGYI, B.; DÓCZY, T. Sports as a tool for public diplomacy in Hungary. Physical  
Culture and Sport. Studies and Research, v. 90, p. 39-49, 2021. DOI: 10.2478/pcssr-2021-0012.  
GARCÍA, K. Olimpiadas y Copa Mundial de Fútbol: ¿Competencias deportivas o instrumentos  
políticos? CONfines, n. 6, p. 83-94, 2007. Disponível em: http://www.scielo.org.mx/scielo.php?s-  
GELB, L. Power rules. How Common Sense can rescue American Policy Foreign. New York:  
Harper Collins, 2009.  
GRAMSCI, A. Cuadernos de la cárcel. Obra completa 1926-1935. Madrid: Akal, 2023.  
GRIX, J. Sport Politics and the Olympics. Political Studies Review, v. 11, p. 15-25, 2013. DOI:  
10.1111/1478-9302.12001.  
GRIX, J.; BRANNAGAN, P. Of Mechanisms and Myths: Conceptualising States’ Soft Power  
Strategies through Sports Mega Events. Diplomacy & Statecraft, v. 27, n. 2, p. 251-272, 2016.  
Disponível em: http://dx.doi.org/10.1080/09592296.2016.1169791. Acesso em 19 set. 2024  
GRIX, J.; BRANNAGAN, P.; LEE, D. Entering the Global Arena. Emerging States, Soft Power  
Strategies and Sports Mega-Events. Singapore: Palgrave Pivot Singapore, 2019. DOI: https://  
GRIX, J.; HOULIHAN, B. Sports Mega-Events as Part of a Nation’s Soft Power Strategy: The  
Cases of Germany (2006) and UK (2012). The British Journal of Politics and International Re-  
lations, v. 16, n. 4, p. 572-596, 2014. DOI: https://doi.org/10.1111/1467-856X.12017.  
GRIX, J.; LEE, D. Soft Power, Sports Mega-Events and Emerging States: The Lure of the Politics  
of Attraction. Global Society, v. 27, n. 4, p. 521-536, 2013. DOI: http://dx.doi.org/10.1080/13600  
HARTMANN, D. (2012). Beyond the sporting boundary: the racial significance of sport through  
midnight basketball. Ethnic & Racial Studies, v. 35, n. 6, p. 1007-1022, 2012. DOI: https://doi.or  
HILL, C. Cheques and balances: the European Union’s soft power strategy. In: PARMAR, I.;  
COX, M. (Eds.). Soft Power and US Foreign Policy. Theoretical, historical and contemporary  
perspectives. New York: Routledge, 2010. p. 182-198.  
HOULIHAN, B. Sport, National Identity and Public Policy. Nations and Nationalism, v. 3, p.  
HUISH, R.; CARTER, T.; DARNELL, S. The (Soft) Power of Sport: The Comprehensive and  
Contradictory Strategies of Cuba’s Sport-Based Internationalism. International Journal of  
Cuban Studies, v. 5, n. 1, p. 26-40, 2013. DOI: https://doi.org/10.13169/intejcubastud.5.1.0026.  
ILLA, J. La expansión mundial del deporte: de la internacionalización a la globalización. In:  
ILLA, J.; RIVAS, B.; SÁNCHEZ, O. (Eds.). Juegos políticos. El deporte y las pugnas que mue-  
ven al mundo. Tomo I. Lima: Universidad Peruana de Ciencias Aplicadas, 2021. p. 17-63.  
JONES, W.; THEERAWONG, P. Muay Thai Diplomacy: Thailand Soft Power Through Public  
Diplomacy. Journal of Alternative Perspectives in Social Sciences, v. 11, n. 1, p. 99-124, 2021.  
Disponível em: https://ssrn.com/abstract=3864868. Acesso em 19 set. 2024  
LARSON, D.; PAUL, T.; WOHLFORTH, W. Status and World Order. In: PAUL, T.; WOHL-  
FORTH, W. (Eds.). Status in world politics. Cambridge: Cambridge University Press, 2014. p.  
3-29.  
74  
Bruno Rivas Frías, Ignacio Javier Cardone Poder blando y megaeventos deportivos: hacia una propuesta de precisión conceptual y analítica  
LAYNE, C. The unbearable lightness of soft power. In: PARMAR, I.; COX, M. (Eds.). Soft Po-  
wer and US Foreign Policy. Theoretical, historical and contemporary perspectives. New  
York: Routledge, 2010. p. 51-82.  
LEE, K., & OK, G. The Early Cultural Evolution of Baseball in Korea (1876–1945): Unilateral  
Product of Cultural Imperialism or Multilateral Process? The International Journal of the His-  
tory of Sport, v. 39, n. 6, p. 653–670, 2022 DOI: https://doi.org/10.1080/09523367.2022.2093859  
LEITE JÚNIOR, E. F.; RODRIGUEZ, C. The Chinese Football Development Plan: Soft Power  
and National Identity. Holos, v. 33, n. 5, p. 114-124, 2017. DOI: 10.15628/holos.2017.5750.  
LEKAKIS, N. The Limits of Soft Power-Sports Diplomacy Template in IR-Research. E-Interna-  
tional Relations, 2019. Disponível em: https://www.e-ir.info/2019/06/23/the-limits-of-soft-po-  
LOCK, E. Soft Power and strategy: developing a ‘strategic’ concept of power. In: PARMAR, I.;  
COX, M. (Eds.). Soft Power and US Foreign Policy. Theoretical, historical and contemporary  
perspectives. New York: Routledge, 2010. p. 32-50.  
MANGAN, J.A. The Games Ethic and Imperialism: Aspects of the Diffusion of an Ideal.  
London: Routledge, 1998.  
MEIER, H.; KONJER, M.; KRIEGER, J. Women in International Elite Athletics: Gender (In)  
equality and National Participation. Frontiers in Sports and Active Living, v. 3, 2021. DOI:  
10.3389/fspor.2021.709640  
MORNÁL, G. & BULLINGHAM, R. (Eds). Routledge Handbook of Gender Politics in Sport  
and Physical Activity. New York: Taylor and Francis, 2022.  
NAURIGHT, J. & WIGGINS, D. (Eds). Routledge Handbook of Sport, Race and Ethnicity.  
New York: Taylor and Francis, 2017.  
NEUMANN, I.; DE CARVALHO, B. Small states and status. In: DE CARVALHO, B.; NEU-  
MANN, I. (Eds.). Small States Status Seeking. Norway’s Quest for International Standing.  
London: Routledge Taylor and Francis Group, 2015.  
NYE, J. Bound to Lead: The Changing Nature of American Power. New York: Basic Books,  
1990.  
NYE, J. La paradoja del poder norteamericano. Madrid: Taurus, 2003.  
NYE, J. Understanding International Conflicts. An introduction to Theory and History.  
New York: Person Longman, 2007.  
NYE, J. Get Smart. Combining Hard and Soft Power. Foreign Affairs, 2009. Disponível em:  
NYE, J. The future of soft power in US foreign policy. In: PARMAR, I.; COX, M. (Eds.). Soft  
Power and US Foreign Policy. Theoretical, historical and contemporary perspectives. New  
York: Routledge, 2010. p. 4-11.  
NYE, J. The future of power. New York: Public Affairs, 2011.  
NYE, J. Responding to my critics and concluding thoughts. In: PARMAR, I.; COX, M. (Eds.).  
Soft Power and US Foreign Policy. Theoretical, historical and contemporary perspectives.  
New York: Routledge, 2010. p. 215-227  
NYE, J. El poder suave. La clave del éxito en la política internacional. México: Universidad  
Iberoamericana, 2016.  
NYE, J. Soft power: the evolution of a concept. Journal of Political Power, v. 14, n. 1, p. 196-208,  
PORTLAND COMMUNICATION. The Soft Power 30. A Global Ranking of Soft Power.  
Portland, 2015. Acesso em 10 set. 2024.  
PORTLAND COMMUNICATION. The Soft Power 30. A Global Ranking of Soft Power 2016.  
Portland, 2016. Disponível em: https://softpower30.com/. Acesso em 10 set. 2024.  
PORTLAND COMMUNICATION. The Soft Power 30. Un Ranking Global de Poder Blando  
2017. Portland, 2017. Disponível em: https://softpower30.com/. Acesso em 10 set. 2024.  
PORTLAND COMMUNICATION. The Soft Power 30. A Global Ranking of Soft Power 2018.  
Portland, 2018. Disponível em: https://softpower30.com/. Acesso em 10 set. 2024.  
PORTLAND COMMUNICATION. The Soft Power 30. A Global Ranking of Soft Power 2019.  
Portland, 2019. Disponível em: https://softpower30.com/. Acesso em 10 set. 2024.  
75  
estudos internacionais • Belo Horizonte, ISSN 2317-773X, v. 13, n. 2, (jun. 2025), p. 54-76  
PULLEIRO, C. Los megaeventos deportivos en los BRICS: un cuestionamiento a su rendimien-  
to. Revista CIDOB d’Afers Internacionals, n. 112, p. 199-223, 2016. DOI: doi.org/10.24241/  
rcai.2016.112.1.199.  
SARREMEJANE, P. Los tres niveles de instrumentalización del deporte de alto nivel: impli-  
caciones éticas. Fair Play. Revista de Filosofía, ética y Derecho del Deporte, v. 4, p. 101-128,  
2016. Recuperado de: https://raco.cat/index.php/FairPlay/article/view/308536. Acesso em 1  
out. 2021.  
SCHAUSTECK, B.; MARCHI, W.; PIKE, E. The 2016 Olympic and Paralympic Games and Bra-  
zil Soft Power. Contemporary Social Science, v. 9, n. 2, p. 271-283, 2014. DOI: http://dx.doi.org  
SHALTAEV, O. Sport and Soft Power. The Case of Sport as a Tool Immigrant Integration  
in Sweden. Master’s Thesis, MDP on Leadership for Change, Cross Border International Rela-  
tions, Faculty of Management and Business, Tampere University, 2019. Disponível em: https://  
SMITH, G. Soft power in an era of US decline. In: PARMAR, I.; COX, M. (Eds.). Soft Power  
and US Foreign Policy. Theoretical, historical and contemporary perspectives. New York:  
Routledge, 2010. p. 165-181.  
STRANGE, S. States and markets. 2. ed. London-New York: Continuum, 2004.  
VIERA, A.; PEREIRA, E.; MASCARENHAS, M., PINTO, J.; PIRES, G. Olimpismo y Soft Power.  
De Atenas (1986) a Pequin (2008). Materiales para la Historia del Deporte, n. 9, p. 23-42, 2011.  
WALTZ, K. Theory of international politics. Adisson-Wesley Publishing Company, 1979.  
WEBER, M. Economía y sociedad: esbozo de sociología comprensiva. México: Fondo de Cul-  
tura Económica, 1996.  
ZAHRAN, G.; RAMOS, L. From hegemony to soft power: implications of a conceptual change.  
In: PARMAR, I.; COX, M. (eds.). Soft power and US foreign policy: theoretical, historical and  
contemporary perspectives. Routledge, 2010. p. 12-31.  
76  
Aureo Toledo, Ana Flávia Vilela Silva Environmental Peacebuilding: definições, tendências e contradições de um emergente campo de estudos  
Environmental Peacebuilding: definições,  
tendências e contradições de um  
emergente campo de estudos  
Environmental Peacebuilding: definitions, trends, and  
contradictions of an emerging field of study  
Environmental Peacebuilding: definiciones, tendencias y  
contradicciones de un campo de estudio emergente  
1
Aureo Toledo  
2
Ana Flávia Vilela Silva  
DOI: 10.5752/P.2317-773X.2025v13.n2.p77  
Enviado em: 14 de julho de 2025  
Aceito em: 17 de outubro de 2025  
RESUMO  
O que é environmental peacebuilding? Face ao crescente e urgente debate sobre o  
impacto das mudanças do clima e a necessidade de proteção do meio ambiente,  
tem crescido a discussão sobre como a questão ambiental contribui não apenas  
para emergência de conflitos, mas sobretudo para a construção de uma paz  
duradoura e resiliente. Nesse sentido, mediante revisão bibliográfica e análise  
qualitativa de trabalhos selecionados, a proposta do artigo é apresentar o campo  
de environmental peacebuilding. Para tanto, estruturamos o artigo por meio  
da discussão das principais definições sobre o campo e suas intersecções com os  
Estudos para Paz; seguido da análise de tendências emergentes no debate e das  
principais críticas realizadas até o momento. Ao final, argumentamos que a des-  
peito das contradições identificadas, trata-se de campo potencialmente promis-  
sor para abertura de caminhos originais para a construção de alternativas mais  
justas e inclusivas para paz, particularmente quando articulado com perspecti-  
vas de gênero, abordagens locais e cosmovisões e práticas indígenas.  
Palavras-chave: Environmental Peacebuilding; Estudos para Paz; Gênero; Práti-  
cas Indígenas  
1. Professor Associado e Coordenador do Núcleo de Pesquisas em Paz, Segurança Internacional e Estudos  
Estratégicos (NUPSIEE-UFU) da Universidade Federal de Uberlândia. Doutorado em Ciência Política pela Uni-  
versidade de São Paulo. Visiting Scholar na The University of Manchester, Humanitarian and Conflict Response  
Institute, financiado pela CAPES. Fulbright Visiting Scholar na George Mason University, Jimmy and Rosalynn  
Carter School for Peace and Conflict Resolution. (aureotoledo@ufu.br). ORCID: 0000-0002-6083-0562.  
2. Pesquisadora do Núcleo de Pesquisas em Paz, Segurança Internacional e Estudos Estratégicos (NUPSIEE-  
-UFU) e bacharela em Relações Internacionais pela Universidade Federal de Uberlândia. (anaflaviavilelasil-  
va5002@gmail.com). ORCID: 0009-0005-8647-4673.  
77  
estudos internacionais • Belo Horizonte, ISSN 2317-773X, v. 13, n. 2, (jun. 2025), p. 77-96  
ABSTRACT  
What is environmental peacebuilding? The growing and urgent debate sur-  
rounding the impact of climate change and the critical need for environmental  
protection has increasingly highlighted how environmental issues not only  
fuel conflicts but, more importantly, contribute to building lasting and resilient  
peace. This article aims to introduce the field of environmental peacebuilding  
through a comprehensive literature review and qualitative analysis of selected  
works. To achieve this, we have structured the article by discussing the core defi-  
nitions of the field and its intersections with Peace Studies; analyzing emerging  
trends within the current debate; and examining the primary criticisms leveled  
to date. As a conclusion, we contend that despite identified contradictions, this  
field offers significant promise for pioneering more equitable and inclusive pa-  
thways to peace, especially when integrated with gender perspectives, localized  
strategies, and indigenous worldviews and practices.  
Keywords: Environmental Peacebuilding; Peace Studies; Gender Perspectives;  
Indigenous Practices  
RESUMEN  
¿Qué es environmental peacebuilding? Frente al creciente y urgente debate sobre  
el impacto del cambio climático y la necesidad de proteger el medio ambiente,  
ha aumentado la discusión sobre cómo la cuestión ambiental contribuye no  
solo a la emergencia de conflictos, sino sobre todo a la construcción de una  
paz duradera y resiliente. En este sentido, mediante una revisión bibliográfica  
y un análisis cualitativo de trabajos seleccionados, la propuesta del artículo es  
presentar el campo de environmental peacebuilding. Estructuramos el artículo  
a través de la discusión de las principales definiciones sobre el campo y sus inter-  
secciones con los Estudios para la Paz, seguido de un análisis de las tendencias  
emergentes en el debate y las principales críticas realizadas hasta el momento.  
Al final, argumentamos que, a pesar de las contradicciones identificadas, se trata  
de un campo potencialmente prometedor para abrir caminos originales para la  
construcción de alternativas más justas e inclusivas para la paz, particularmente  
cuando se articula con perspectivas de género, enfoques locales y cosmovisiones  
y prácticas indígenas.  
Palavras clave: Environmental Peacebuilding; Estudios para la Paz; Perspectivas  
de Género; Prácticas Indígenas  
1 INTRODUÇÃO  
A proteção ao meio ambiente tem ganhado cada vez mais visibili-  
dade, particularmente com o aumento de catástrofes climáticas que afe-  
tam diretamente o bem-estar da população civil. Nesse sentido, diversos  
movimentos e ativistas ambientais tem atuado para que mais ações sejam  
adotadas por parte dos Estados, a fim de assegurar um meio ambiente  
sustentável, limpo e saudável para as próximas gerações, o que é inclusive  
resguardado como direito humano pela ONU (Organização das Nações  
Unidas, 2022).  
Dentro do campo dos Estudos para Paz, a discussão envolvendo a  
temática ambiental não é nova. Com o advento do que convencionou de-  
signar Estudos Críticos de Segurança Internacional, notou-se um proces-  
so de ampliação e aprofundamento das discussões sobre o que seria uma  
ameaça à segurança internacional. A partir dessa perspectiva, segurança  
78  
Aureo Toledo, Ana Flávia Vilela Silva Environmental Peacebuilding: definições, tendências e contradições de um emergente campo de estudos  
internacional não deveria estar restrita apenas à busca do conhecimento  
cumulativo sobre a ameaça, uso e controle da força militar (Walt, 1991).  
Pelo contrário, a ênfase na dimensão militar restringiria em demasiado a  
compreensão das ameaças contemporâneas.  
Adicionalmente, em termos metodológicos, a centralidade do  
Estado impediria a apreciação de novos atores do campo, além de man-  
ter tal entidade como referente último da segurança (Krause; Williams,  
1997). Por conseguinte, a ampliação temática da agenda de pesquisa, as-  
sim como suas revisões ontológicas e epistemológicas possibilitaram pes-  
quisas sistemáticas sobre a conexão entre meio ambiente e segurança in-  
ternacional. Surgiram assim perspectivas favoráveis à tal vinculação (e.g.  
Gleick, 1991), até àquelas críticas, as quais argumentam que o foco tradi-  
cional da segurança nacional – a violência interestatal – tem pouco em  
comum com os problemas ou soluções ambientais (e.g. Deudney, 1990).  
De um ponto de vista da construção da paz, destaca-se a partir da  
3
década de 1990 o debate sobre environmental peacebuilding o qual, em li-  
nhas gerais, aborda a temática por duas vias. De um lado, argumenta-se que  
cooperação ambiental pode contribuir para a construção da paz; por outro,  
a disputa por recursos naturais pode intensificar ou gerar conflitos (Ide et al.,  
2021). Tais estudos representaram uma contribuição importante, pois possi-  
bilitam o entendimento da paz de modo mais duradouro e abrangente. Isso  
ocorre pois considera-se tanto a esfera de prevenção de conflitos, quanto a  
construção de paz durante e após conflitos, tendo o meio-ambiente como  
elemento-chave para a segurança e a construção de cooperação (Dresse et  
al., 2019; Johnson; Rodríguez; Hoyos, 2021; Krampe; Swain, 2021).  
Embora seja uma área de pesquisa recente e heterogênea (Krampe;  
Swain, 2021), a environmental peacebuilding tem se consolidado como  
um terreno fértil para o desenvolvimento de pesquisas dentro dos  
Estudos para a Paz, sobretudo quando notamos as crescentes contribui-  
ções envolvendo paz e gênero, abordagens locais, e perspectivas indíge-  
nas por exemplo (Ide et al., 2021). Contudo, no âmbito da política inter-  
nacional, encontramos uma incoerência notável, na medida em que di-  
versas lideranças reconhecem o caráter global dos problemas ambientes,  
porém procuram eximir-se de suas responsabilidades para a resolução  
do problema (Ide, 2017). Ademais, é possível também notar que os danos  
das mudanças do clima são assimétricos, recaindo principalmente sobre  
países subdesenvolvidos, que, em geral, são os menores emissores de po-  
luentes nocivos ao meio ambiente (Maathai, 2009; Marcantonio, 2022).  
Diante desse panorama, este artigo se propõe a fazer uma revisão  
da literatura sobre environmental peacebuilding. Mediante análise qua-  
litativa de textos selecionados, o artigo estrutura-se em três seções, ex-  
cetuando-se esta introdução e as considerações finais. Na primeira seção  
apresentamos as relações analíticas entre os Estudos para Paz e o debate  
sobre environmental peacebuilding, destacando os conceitos centrais.  
Na segunda seção discutimos as tendências de estudo mais recente no  
campo. Por fim, na seção seguinte, apresentamos as principais críticas  
3. Dado não haver uma tradução consagrada para o português dessa expressão, optamos por mantê-la no  
original em inglês.  
79  
estudos internacionais • Belo Horizonte, ISSN 2317-773X, v. 13, n. 2, (jun. 2025), p. 77-96  
direcionadas a environmental peacebuilding. Ainda que modesto, com-  
preendemos que, nesses termos, o artigo contribui para apresentação e  
discussão de faceta importante dos debates relativos à construção da paz.  
2 CONCEITUANDO ENVIRONMENTAL PEACEBUILDING  
Como anteriormente apontado, a discussão sobre meio ambiente,  
recursos e conflitos não é nova, de modo que há a necessidade de desta-  
carmos qual o ganho analítico de discutir tais temas a partir dos Estudos  
para Paz. Nesse sentido, antes de adentrarmos especificamente sobre os  
conceitos próprios de environmental peacebuilding, convém demarcar  
em que bases a presente discussão será realizada.  
Uma das bases seminais do campo dos Estudos para a Paz é a dis-  
tinção proposta por Johan Galtung (1969) entre paz negativa e paz posi-  
tiva. Segundo Oliveira (2017), essa distinção resultou em epistemologias  
distintas para a investigação da paz. Para Galtung (1969), a paz negativa  
se define pela ausência de violência física e psicológica, o que, consequen-  
temente, direciona a investigação para maneiras de findar conflitos dire-  
tos — em uma escala ampliada, as guerras. Por outro lado, paz positiva  
ilumina as razões estruturais da violência, como injustiça econômica e  
opressão social, por exemplo, nos levando a inquirir como podemos su-  
perar determinações que causam e/ou sustentam ações violentas. Dessa  
perspectiva, qualquer tentativa de construção da paz perpassa análise e  
enfrentamento das condicionantes estruturais da violência.  
Tomando como referência tais epistemologias para estudo da cons-  
trução da paz, vemos que o meio ambiente é discutido em ambas. Em  
termos de paz negativa, a temática ambiental é vinculada diretamente à  
eclosão de conflitos violentos e um dos exemplos mais ilustrativos des-  
sa perspectiva é oriundo dos trabalhos de Thomas Homer-Dixon (2001).  
Segundo o autor, pressões sobre recursos e degradação ambiental levam  
a escassez e, consequentemente, violência, com destaque para conflitos  
étnicos, golpes de Estado e insurgência. Há igualmente discussões sobre  
como acesso a determinados recursos saqueáveis, como diamantes, pe-  
tróleo, entre outros, também podem dar início a disputas geopolíticas  
e intraestatais. Contudo, conforme Ramsbotham, Woodhouse e Miall  
(2011) apontam, a escassez é ocasionada por competições políticas.  
Por outro lado, quando tratamos do meio ambiente pelo prisma da  
paz positiva, a temática ambiental passa a ser vista como o pano de fundo  
para a compreensão de conflitos, muitas vezes compondo o cenário de  
violência estrutural que condiciona as disputas em questão. Isso é mais  
evidente em questões relativas a mudanças do clima pois, como salien-  
tam Ramsbotham, Woodhouse e Miall (2011), seus impactos tendem a  
ampliar as possibilidades de desastres naturais que fragilizam diversas  
populações ao redor do mundo, porém não está diretamente vinculada  
à erupção de conflitos armados violentos. É a partir dessa segunda pers-  
pectiva que procuraremos enquadrar as discussões contemporâneas de  
environmental peacebuilding.  
Environmental peacebuilding surgiu na literatura nos anos 1990  
(Ide et al., 2021; Marcantonio, 2022), apresentando diversas definições, de  
80  
Aureo Toledo, Ana Flávia Vilela Silva Environmental Peacebuilding: definições, tendências e contradições de um emergente campo de estudos  
acordo com especificidades de cada autor. Uma definição clássica afirma  
que “environmental peacebuilding compreende as múltiplas abordagens  
e caminhos pelos quais o manejo de problemas ambientais são integrados  
e podem sustentar a prevenção, mitigação, resolução e recuperação de  
conflitos” (Ide et al., 2021, p. 2–3). Outras definições expandem o escopo  
do campo para além do manejo ambiental, enfatizando a cooperação en-  
tre as partes de um conflito violento como resposta aos desafios ambien-  
tais, com o objetivo de construir uma paz duradoura (Dresse et al., 2019;  
Johnson; Rodríguez; Hoyos, 2021).  
A premissa central desse campo é que questões ambientais trans-  
fronteiriças podem ser transformadas em oportunidades para substituir  
a rivalidade por parcerias de longo prazo. Em conflitos interestatais, pro-  
põe-se subverter as fronteiras político-administrativas em favor de frontei-  
ras ecossistêmicas. Ou seja, trata-se de buscar soluções de win-win, ao pro-  
mover o diálogo e entendimento entre os atores envolvidos (Dresse et al.,  
2019), inclusive em contextos marcados por conflitos sociais e políticos em  
múltiplas escalas. Sob essa perspectiva, os autores interpretam a paz cons-  
truída pelos projetos de EPB como um continnum entre paz negativa e paz  
positiva (Johnson; Rodríguez; Hoyos, 2021; Sommer; Fassbender, 2024).  
Além da incorporação das epistemologias de paz negativa e positi-  
va, o campo de environmental peacebuilding incorpora outros entendimen-  
tos dentro do continuum de paz. Ide (2019) amplia o entendimento de  
paz ao discutir três cenários de construção de paz, esquematizados na  
figura 1. A primeira concepção descrita pelo autor é a ausência de conflito  
violento. Nessa perspectiva, a construção de paz ambiental busca prevenir  
a eclosão de violência resultante da exploração descontrolada de recursos  
naturais, da destruição de ecossistemas ou do colapso de meios de subsis-  
tência baseados no meio ambiente bem como evitar conflitos em que um  
ou mais Estados iniciem violência direta ou ameacem (Ide, 2019).  
A segunda concepção entende a paz como um processo de aproxi-  
mação simbólica, em que o meio ambiente se torna um canal de reconci-  
liação e confiança entre as partes, a partir da gestão conjunta de recursos  
(Ide, 2019; Johnson; Rodríguez; Hoyos, 2021; Sommer; Fassbender, 2024).  
Nesse cenário, a paz é alcançada quando as partes em conflito constroem  
uma identidade comum. Essa visão reconhece o papel central da política  
simbólica — por exemplo, ao rotular o outro como uma ameaça ou como  
um aliado — na dinâmica dos conflitos, assumindo que a paz vai além da  
ausência de violência, incluindo a ideia de que o conflito violento pode  
se tornar inconcebível em virtude da construção de relações simbólicas  
positivas (Ide, 2019).  
Por fim, a terceira concepção entende a paz pela integração substan-  
cial, alcançada mediante maior coordenação e comunicação entre grupos  
sociais ou pela criação de formas positivas de interdependência transso-  
cietal, tais como vínculos econômicos ou entre organizações da socieda-  
de civil dentro dos Estados ou entre Estados. Nesse sentido, a paz não se  
limita à ausência de violência nem à aproximação simbólica, mas envolve  
uma integração substancial entre comunidades ou Estados, tanto em ter-  
mos institucionais quanto por meio de conexões transsocietais (Ide, 2019;  
Johnson; Rodríguez; Hoyos, 2021).  
81  
estudos internacionais • Belo Horizonte, ISSN 2317-773X, v. 13, n. 2, (jun. 2025), p. 77-96  
Figura 1 – Cenários de Cooperação ambiental e de construção de paz  
Fonte: Extraído de Ide (2019, p. 330).  
Ademais, outro conceito importante para avaliar a construção de  
paz a partir do viés prático de análise projetos de environmental peace-  
building, é o de dimensões da paz, descrito por Ide et al (2021). Segundo  
estes autores, a análise de environmental peacebuilding deve considerar  
três dimensões principais: (i) segurança; (ii) meios de subsistência e economia;  
e (iii) política e relações sociais.  
A dimensão da segurança aborda a gestão inclusiva dos recursos  
naturais para prevenir conflitos e proteger comunidades da degradação  
ambiental. A dimensão dos meios de subsistência e economia analisa como  
a insegurança econômica e a ausência de oportunidades contribuem para  
a persistência de conflitos. A dimensão política e relações sociais examina  
como os desafios ambientais podem se tornar pontos de cooperação e diá-  
logo entre grupos em conflito, fortalecendo a resiliência frente a desafios  
globais, como as mudanças climáticas (Ide et al., 2021). Outros autores  
ainda apresentam uma quarta dimensão possível, a das capacidades, em  
que os atores reconhecem a necessidade de criar alternativas para enfren-  
tar, mitigar ou se adaptar às ameaças aos seus direitos humanos, sociais e  
ambientais. Essa abordagem enfatiza que a paz começa com a capacidade  
individual de exercer “liberdades substanciais” ou “oportunidades de es-  
colher e agir” (Johnson; Rodríguez; Hoyos, 2021)  
Além dessa diversidade disciplinar, os estudos em environmental  
peacebuilding também se caracterizam pela variedade de abordagens  
empíricas e níveis de análise. A literatura distingue estudos intraesta-  
tais — por exemplo, aqueles com foco na Colômbia — e interestatais —  
como os que analisam o Paquistão após as Guerras Indo-Paquistanesas  
(Johnson; Rodríguez; Hoyos, 2021). Teoricamente, o campo também  
apresenta duas principais vias interpretativas: uma voltada à cooperação  
ambiental; e outra à gestão de recursos naturais e aos riscos associados a  
sua escassez ou má administração (Krampe; Swain, 2021).  
A discussão sobre cooperação ambiental parte do pressuposto de que  
o manejo compartilhado de recursos pode gerar confiança e capital so-  
cial, criando condições para uma paz sustentável (Krampe; Swain, 2021).  
Essa vertente entende que a interdependência ambiental pode substituir  
a lógica de confronto por uma lógica de colaboração, promovendo ações  
conjuntas contra a destruição do meio ambiente (Johnson; Rodríguez;  
82  
Aureo Toledo, Ana Flávia Vilela Silva Environmental Peacebuilding: definições, tendências e contradições de um emergente campo de estudos  
Hoyos, 2021; Sommer; Fassbender, 2024). Em termos práticos, em ce-  
nários de baixo conflito, a cooperação ambiental tem se mostrado uma  
ferramenta eficaz na consolidação da paz recém-estabelecida, trazendo  
benefícios como a redução de vulnerabilidades econômicas e ambientais  
frente às mudanças climáticas. Em comparação à cooperação política ou  
securitária, ela é menos controversa, mais acessível e mais conectada às  
necessidades do cotidiano, reforçando os laços sociais e relações inter-  
pessoais, fortalecendo a confiança e o bem-estar entre os atores e facili-  
tando a criação de consensos, para além do impacto econômico obtidos  
(Sommer; Fassbender, 2024).  
Em segundo lugar, a abordagem dos riscos de recursos, por sua vez,  
concentra-se nos recursos naturais como possíveis catalisadores de con-  
flitos. O argumento central é que a escassez e a degradação ambiental  
podem intensificar disputas, aumentando o risco de violência (Krampe;  
Swain, 2021). Por isso, a gestão sustentável e compartilhada desses re-  
cursos torna-se essencial, tanto para evitar novos conflitos quanto para  
promover a restauração das relações entre países. Essa abordagem tam-  
bém exige a superação das causas estruturais e profundas dos conflitos —  
como desigualdades, pobreza e má governança — por meio do fortaleci-  
mento institucional e da administração equitativa dos recursos (Johnson;  
Rodríguez; Hoyos, 2021; Krampe; Swain, 2021; Marcantonio, 2022).  
Autores como Marcantônio (2022) propõem uma ampliação crítica  
do debate sobre essa abordagem de risco de recursos, ao distinguir mane-  
jo de recursos naturais e manejo ambiental. Segundo Marcantônio (2022),  
enquanto o primeiro conceito está focado no acesso e conservação, o se-  
gundo prioriza a proteção da saúde humana diante dos impactos ambien-  
tais. Para além, diversas ONGs apontam que o manejo ambiental exige  
instituições e marcos legais robustos para garantir um desenvolvimento  
sustentável durante a reconstrução no pós-guerra.  
Adicionalmente, Marcantonio (2024) também chama atenção para  
os riscos da ausência de manejo ambiental; para ele, os maiores perigos  
à vida humana hoje são representados pela poluição e pelas mudanças  
climáticas, que já matam mais do que muitos conflitos armados. Esses  
impactos não são distribuídos de maneira equitativa: países pequenos e  
médios do Sul Global são os mais afetados, enquanto os grandes emis-  
sores sofrem menos consequências, perpetuando assimetrias de poder  
(Marcantonio, 2024). Assim, urge que o campo de environmental peace-  
building também incorpore o manejo ambiental e reflita sobre formas de  
cooperação voltadas à mitigação dos problemas ambientais atuais, para  
além da análise de conflitos.  
No que tange a elaboração de projetos de environmental peace-  
building, Dresse et al. (2019) identificam três trajetórias principais, que  
embora distintas em seus fundamentos, frequentemente se entrelaçam  
na prática. As autoras utilizam a ideia de blocos fundamentais (building  
blocks) para dividir essas trajetórias, quais sejam: (i) as condições iniciais  
em que as partes iniciam a cooperação ambiental; (ii) os mecanismos uti-  
lizados para superar obstáculos da cooperação; e, por fim, (iii) os resulta-  
dos alcançados com a cooperação.  
83  
estudos internacionais • Belo Horizonte, ISSN 2317-773X, v. 13, n. 2, (jun. 2025), p. 77-96  
Figura 2 – Quadro de trajetórias do Environmental Peacebuilding  
Fonte: Extraído de Dresse et al. (2019, p. 8).  
A primeira trajetória é a technical environmental peacebuilding, basea-  
da na ideia de que soluções técnicas, como a gestão eficiente de recursos,  
podem reduzir as causas ambientais dos conflitos. Essa abordagem tende  
a ser aplicada em contextos de violência aberta, mas é limitada quando  
ignora os níveis de autoridade e as necessidades locais, resultando em  
projetos desconectados das realidades sociais que pretendem transformar  
(Dresse et al., 2019).  
A segunda trajetória é a restorative environmental peacebuilding, que  
propõe a criação de espaços coletivos de reconhecimento de injustiças e  
reconstrução de vínculos entre as ex-partes combatentes e entre os diver-  
sos grupos das sociedades em questão. Nesse caso, o diálogo ambiental  
serve como instrumento de transformação de percepções e reconfigura-  
ção de identidades, abrindo caminho para novas formas de convivência e  
colaboração (Dresse et al., 2019).  
A terceira trajetória, a do sustainable environmental peacebuilding, en-  
fatiza a importância de uma distribuição equitativa dos recursos como  
pré-requisito para o desenvolvimento sustentável e para a paz. Essa abor-  
dagem busca integrar diferentes escalas de governança e promover uma  
justiça ambiental que vá além da mitigação de danos, atacando direta-  
mente as causas estruturais dos conflitos. Ainda assim, sua efetividade  
depende da capacidade de articulação entre atores locais, regionais e in-  
ternacionais, o que nem sempre é alcançado (Dresse et al., 2019).  
No que diz respeito à implementação e ao monitoramento dos pro-  
jetos de environmental peacebuilding, é necessário que haja uma abor-  
dagem integrada que considere desde o planejamento até a avaliação de  
resultados, com foco na interação entre fragilidades ambientais e riscos  
de conflito. Isso envolve cinco etapas principais: (i) analisar como fatores  
84  
Aureo Toledo, Ana Flávia Vilela Silva Environmental Peacebuilding: definições, tendências e contradições de um emergente campo de estudos  
ambientais se relacionam com dinâmicas de conflito; (ii) revisar os impac-  
tos ambientais das atividades propostas; (iii) desenvolver estratégias para  
mitigar danos e ampliar benefícios ambientais; (iv) avaliar a capacidade  
da equipe e estabelecer parcerias estratégicas; e (v) alinhar as operações  
institucionais com políticas ambientais. Essas etapas reforçam o compro-  
misso ético e transformador dos projetos, promovendo soluções susten-  
táveis e sensíveis ao contexto local (Metcalfe; Thayer, 2024). Os proces-  
sos de monitoramento e os resultados dessas iniciativas estão disponí-  
veis em plataformas online, como a Nature-based Solutions (NbS) Initiative  
Homepage, que reúne estudos de caso (Nature-based Solutions Initiative,  
2025) e mapas de projetos (World Bank, 2025) que mostram os projetos de  
peacebuilding ao redor do mundo.  
3 TENDÊNCIAS RECENTES NA PESQUISA SOBRE ENVIRONMENTAL  
PEACEBUILDING  
Dentre as tendências mais recentes de discussões envolvendo en-  
vironmental peacebuilding, uma nova leva de trabalhos tem buscado  
ampliar os temas e métodos do campo (Ide et al., 2021). Logo, esta seção  
apresenta cinco tendências recentes na literatura sobre environmental  
peacebuilding: (i) o debate sobre programação sensível do conflito; (ii) a  
incorporação de tecnologias emergentes; (iii) cosmovisões e práticas indí-  
genas; (iv) a virada local; e (v) a dimensão do gênero.  
Uma das tendências é a programação sensível ao conflito, que propõe  
atuar dentro do contexto de conflito, em vez de manter o foco exclusivo  
em sua resolução. Essa abordagem reconhece que intervenções descon-  
textualizadas — mesmo quando bem-intencionadas — podem agravar  
tensões locais. O objetivo dessa abordagem é mitigar impactos negativos  
e fomentar interações que não aprofundem as dinâmicas de violência (Ide  
et al., 2021).  
Um exemplo ilustrativo desse efeito negativo é a reforma rural im-  
plementada na Colômbia após o acordo de paz de 2016. Durante a Guerra  
Civil na Colômbia (1964-2013), as FARC detinham o controle de parte das  
florestas do país. Esse controle restringiu a utilização das florestas por  
civis, o que, por um lado auxiliou na conservação das florestas, mas por  
outro, também promoveu o cultivo de coca e a abertura de estradas, me-  
diante atuação de grupos insurgentes, fato que contribuía para a degrada-  
ção ambiental. As negociações para o acordo de paz ocorreram entre 2013  
e 2016 e dentre as cláusulas previstas no acordo final, estava a elaboração  
do que foi chamado de Reforma Rural Integral (RRI) (Murillo-Sandoval  
et al., 2020).  
Um dos princípios dessa reforma era o desenvolvimento abrangen-  
te das áreas rurais, resguardando o meio ambiente, prezando pela susten-  
tabilidade socioambiental e levando em consideração a abordagem étnica  
e de gênero. O acordo propunha e formalizava (1) o acesso à terra, por  
meio da criação de um fundo de terras que será preenchido por terras  
vagas ou indevidamente apropriadas; (2) a proteção a áreas de reserva;  
(3) o fechamento da fronteira agrícola; (4) a construção de infraestrutu-  
ra, como estradas, acesso à água e (5) o Programa Nacional Integral de  
85  
estudos internacionais • Belo Horizonte, ISSN 2317-773X, v. 13, n. 2, (jun. 2025), p. 77-96  
Substituição de Cultivos de Uso Ilícito (PNIS), o qual seria baseado na  
substituição dos cultivos ilícitos, a partir de acordos com comunidades, a  
fim de que elas se comprometam a não replantar e a substituir por produ-  
tos lícitos (Government of Colombia; FARC-EP, 2016).  
Contudo, ao se monitorar a prática da aplicação do acordo de paz,  
é possível perceber que o vácuo deixado pela saída da FARC levou a dis-  
putas e pressões para a utilização intensiva e desregrada da terra. Em  
razão da ineficiência do controle estatal, diversos investidores externos  
começaram a especular sobre a comercialização das terras agrícolas, o  
que culminou na expansão das fronteiras agrícolas. Apesar de campone-  
ses e pequenos agricultores terem se beneficiado dos programas adotados  
pelo governo, o que ocorreu, em sua maioria, foi a expansão da pecuária  
em larga escala e de mercados ilegais especulativos de terra. Além disso,  
também houve a disseminação do cultivo de coca, pois, mesmo com o  
Programa Nacional Integral de Substituição de Cultivos (PNIS), grupos  
armados, dissidentes das FARCs e traficante de drogas perpetuaram e  
ampliaram o cultivo de coca em algumas regiões da Colômbia (Murillo-  
Sandoval et al., 2020).  
Desse modo, diversos impactos negativos podem ser percebidos no  
caso colombiano de construção de paz, haja vista que as tensões agrárias  
existentes no país se exacerbaram, resultando, além dos efeitos já men-  
cionados, no aumento das pressões nas regiões de floresta. Por efeito, isso  
provoca também o acirramento dos conflitos entre campesinos e dissi-  
dentes da FARC, por exemplo, na região de Montes de María (Lederach,  
2023).  
Outra inovação importante é a incorporação de tecnologias emergen-  
4
tes como inteligência artificial, sistemas de informação geográfica (GIS)  
5
e blockchain . Essas ferramentas têm potencial para fortalecer sistemas  
de alerta precoce, apoiar decisões em tempo real, monitorar dinâmicas  
de conflito e fomentar ações comunitárias. No entanto, seu uso também  
impõe desafios significativos, como riscos à privacidade, problemas com  
a qualidade e integridade dos dados e a possibilidade de amplificação de  
tensões políticas e sociais (Ide et al., 2021).  
Um exemplo dessa abordagem é o estudo de Sowers e Weinthal  
(2021 apud Ide et al. 2021). Este trabalho analisa os ataques à infraestrutu-  
ra civil no Iêmen entre 2011 e 2019 e quais os impactos que eles trouxeram  
para a segurança humana e as dificuldades enfrentadas para a construção  
de paz na região, em termos logísticos e éticos. A guerra no Iêmen, de  
acordo com o autor, é caracterizada pelo ataque às infraestruturas essen-  
ciais do país, levando a inúmeras mortes civis – que inclusive ultrapassam  
às dos combatentes – e à degradação dos sistemas de água, energia, saúde  
4. Sistemas de Informação Geográfica são ferramentas computacionais que capturam, armazenam, analisam,  
gerenciam e visualizam dados, permitindo realizar consultas, sobreposição de dados e geração de dados. Uma das  
aplicações desse sistema é o monitoramento de desastres naturais e de mudanças ambientais. Esse rastreio pode  
contribuir para detectar padrões, prever cenários e formular políticas baseado nesses achados (Jonker, 2023).  
5. Blockchain é uma tecnologia de registro digital descentralizado que permite registrar e rastrear transações com  
segurança e transparência. Cada transação é armazenada em blocos conectados em cadeia e protegidos contra  
alterações, promovendo confiança entre os envolvidos. Uma aplicação dessa tecnologia são os registros de dados  
de suprimentos, terras ou doações internacionais em contexto de conflito ou de construção de paz (IBM, 2025).  
86  
Aureo Toledo, Ana Flávia Vilela Silva Environmental Peacebuilding: definições, tendências e contradições de um emergente campo de estudos  
e agricultura, culminando em violência por impactos diretos (ataques ar-  
mados) e indiretos (desnutrição, fome e surto de doenças). Além disso, es-  
ses ataques, para além da segurança humana, também impactam o meio  
ambiente (Sowers; Weinthal, 2021).  
Neste artigo, os autores expõem algumas tecnologias que foram  
utilizadas nos esforços de paz. Um dos exemplos são as coordenadas de  
GPS, que foram utilizadas pelo Programa Alimentar Mundial para o ras-  
treamento eletrônicos de alimentos e o mapeamento das distribuições  
geográficas de incidentes registrados nos bancos de dados. Contudo, há  
uma ampla dificuldade na coleta de informações confiáveis. Exemplo  
disso é o fato de que os projetos que produzem bancos de dados, como  
o Civilian Impact Monitoring Project, não coletam informações específicas  
sobre a identidade dos perpetradores dos crimes. Além disso, a utiliza-  
ção de tecnologia na construção de paz também enfrenta resistências,  
pois há o temor de vazamento de informações, que poderiam prejudicar  
os civis no conflito, revelando onde os grupos estariam localizados e os  
transformando em alvos para os grupos beligerantes. Assim, apesar de  
haver diversos benefícios na utilização dessas tecnologias na construção  
de paz, sua utilização ainda é restrita, em razão dessas limitações expos-  
tas (Sowers; Weinthal, 2021).  
Além dessas perspectivas, ganha-se destaque a incorporação das  
cosmovisões e práticas indígenas ao debate sobre environmental peacebuil-  
ding, especialmente no contexto latino-americano. No caso das comu-  
nidades indígenas do Cauca, na Colômbia, práticas como as da Guarda  
Indígena ilustram formas autônomas de proteção territorial que resistem  
tanto à violência armada quanto aos modelos hegemônicos de constru-  
ção da paz. A noção de “mala muerte”, utilizada para descrever mortes  
violentas associadas ao conflito armado, expressa uma cosmologia que  
relaciona a violência a desequilíbrios na harmonia entre seres humanos,  
natureza e ancestralidade. Essas perspectivas ampliam os horizontes do  
environmental peacebuilding ao situar o cuidado com o meio ambiente  
dentro de uma rede de significados que transcende as categorias ociden-  
tais de segurança e conservação (Ruette-Orihuela et al., 2023).  
Nas contribuições indígenas, também é de suma importância a re-  
lação entre autonomia territorial e conflito. A defesa do território pelas  
comunidades indígenas frequentemente entra em confronto com os inte-  
resses de forças de segurança, grupos armados ilegais, narcotráfico, em-  
preendimentos de mineração e monoculturas. Na cosmologia indígena, a  
terra é entendida não apenas como um recurso, mas como espaço vital de  
existência, o que transforma sua proteção em um ato de resistência frente  
ao mundo externo, o que pode gerar retaliações e novas formas de vio-  
lência dentro da sociedade (Ruette-Orihuela et al., 2023). Assim, as abor-  
dagens indígenas ao environmental peacebuilding estão profundamente  
ligadas à luta por autodeterminação e pelo controle de seus próprios re-  
cursos. Seus saberes e práticas não apenas enriquecem os debates sobre  
paz ambiental, mas também desafiam as estruturas políticas, ontológicas  
e epistemológicas que historicamente marginalizaram essas populações.  
Além disso, destacam-se as contribuições da virada local e das aborda-  
gens de baixo para cima (bottom-up approaches), que enfatizam a participação  
87  
estudos internacionais • Belo Horizonte, ISSN 2317-773X, v. 13, n. 2, (jun. 2025), p. 77-96  
das comunidades locais nos processos de construção da paz (Ide et al.,  
2021). Nesse contexto, a crítica à paz liberal não se opõe às suas aspirações,  
mas à sua tendência de manter o status quo por meio de práticas interven-  
cionistas, resultando em uma paz frágil e superficial, marcada por confli-  
tos latentes. Como alternativa, surge a abordagem pós-liberal ou de paz  
híbrida, inspirada em perspectivas pós-coloniais, que reconhece as formas  
pelas quais as populações locais negociam, resistem ou subvertem o mo-  
delo liberal nas dinâmicas de conflito (Mac Ginty, 2011; Richmond, 2011).  
Contudo, os projetos de environmental peacebuilding têm enfren-  
tado dificuldades em integrar, de forma efetiva, as abordagens de bai-  
xo para cima, as quais facilitariam a construção da paz entre diferentes  
grupos sociais que atuam em múltiplas escalas e sob distintas formas  
de legitimidade sociopolítica (Johnson; Rodríguez; Hoyos, 2021). Nesse  
sentido, algumas experiências podem ser destacadas, como o trabalho  
da Burt e Keiru (2011), o qual analisa o fortalecimento da construção de  
paz mediante manejo de água, na República Democrática do Congo, no  
Afeganistão e na Libéria. Esse trabalho aponta como a gestão de recursos  
hídricos foi um pilar na construção de paz, mediante perspectiva na qual  
as comunidades foram protagonistas nas iniciativas de paz. Destaca-se  
também o papel de instituições, como a ONG Tearfund, a qual ofereceu  
serviços básicos de água, saúde e saneamento, além de promover treina-  
mentos sobre gerenciamento de recursos para as comunidades dos casos  
supracitados, a fim de auxiliar no desenvolvimento das capacidades locais  
e na integração destas. Dessa forma, esses organismos internacionais con-  
seguem empoderar a população local e permitir que elas sejam protago-  
nistas das iniciativas de paz (Burt; Keiru, 2011).  
Outros três casos são fundamentais para entender a dimensão do  
local dentro do environmental peacebuilding e suas consequentes limi-  
tações. Em primeiro lugar, destaca-se o artigo de Ide, Palmer e Barnett  
(2021), sobre o modelo local de environmental peacebuilding no Timor-  
Leste. Nele se analisa a incorporação do tara bandu na gestão ambiental.  
O tara bandu é uma prática ritualística que tem por propósito proteger  
plantações, fontes de água e o meio ambiente como um todo, por meio da  
mediação de disputas de terras e demarcação de limites territoriais. Dessa  
forma, previne-se que haja violência dentro da comunidade. De acordo  
com os autores, essa prática é bem-sucedida naquilo que se propõe, sendo  
uma ferramenta eficaz na construção de uma paz sustentável, uma vez  
que, por ser realizada por lideranças locais, favorece o apaziguamento de  
relações sociais que podem vir a ser ou são conflitantes.  
Nos últimos anos tem havido uma incorporação do tara bandu tan-  
to em práticas estatais quanto em outros contextos de construção de paz  
internacional. Os autores chamam a atenção para este processo, pois ao  
adotar essa prática irrefletidamente, isso pode gerar um engajamento su-  
perficial. Além disso, o fato de que essa prática é intrínseca a uma cos-  
movisão local, faz com que ao padronizá-la, a população local perca seu  
controle, fracassando em seu objetivo primordial, qual seja, a integração  
das comunidades locais. Logo, apesar prática do tara bandu ser um caso  
de sucesso de iniciativa bottom-up de construção de paz no Sul Global –  
contrariando a visão ocidental de que os países do sul são incapazes de  
88  
Aureo Toledo, Ana Flávia Vilela Silva Environmental Peacebuilding: definições, tendências e contradições de um emergente campo de estudos  
resolver seus problemas sem auxílio do ocidente –, sua transmutação para  
contextos externos pode causar fricções e levar à perda do protagonismo  
das abordagens bottom-up (Ide; Palmer; Barnett, 2021).  
Em segundo lugar, Johnson (2021) analisa a construção de paz em  
Serra Leoa, caso fundamental para se pensar as limitações das aborda-  
gens de baixo para cima. Após o fim dos conflitos, a governança ambien-  
tal tornou-se um pilar da agenda de construção de paz em Serra Leoa,  
sendo fundamental resolver a questão das disputas por tantalita (“a pe-  
6
dra negra”) e pelo direito e posse de terras no distrito de Bombali entre  
proprietários (representada pela MIACCO, cooperativa de proprietários)  
e AMR- Gold Exploration, uma empresa multinacional.  
Nesse cenário, tornou-se necessário a realização do que o autor  
conceituou como hibridismo institucional, em síntese, a integração polí-  
tica de diversos atores e grupos que pudessem contribuir para as reformas  
institucionais no pós-conflito. Embora haja críticas sobre a iliberalidade  
das iniciativas adotadas no contexto de Bombali, essa solução foi capaz  
de cumprir com o objetivo da agenda de construção de paz: construir  
uma governança ambiental mais participativa. Assim, o artigo mostra  
as limitações quanto à institucionalidade e à possibilidade de alimentar  
conflitos no curto prazo, porém, ela é vista como essencial para garantir  
a paz duradoura, mediante capacitação de atores locais que contribuirão  
para o redesenho institucional da região (Johnson, 2021).  
Por fim, Huda (2021) investiga a construção de paz local como res-  
posta ao populismo etnonacionalista. A região do Sul da Ásia é uma das  
regiões menos pacíficas do mundo e recentemente aumentou-se as ten-  
sões nesta região. Na Índia, por exemplo, o governo do Partido Bharatiya  
Janata (BJP) tem promovido políticas de exclusão, atacando muçulma-  
nos e vinculando a cidadania à identidade religiosa (Lei de Emenda da  
Cidadania). Isso levou a linchamentos, normalização do discurso de ódio  
e motins religiosos. No Paquistão, extremistas religiosos buscam uma  
identidade muçulmana sunita homogênea, com discriminação contra mi-  
norias religiosas e leis regressivas como a Lei da Blasfêmia (Huda, 2021).  
De acordo com o autor, para abordar o populismo etnonacionalista  
é necessária uma abordagem local de cooperação ambiental, pois essas  
abordagens conseguem mobilizar a juventude, abordar raízes culturais  
e religiosas do conflito, construir afinidades, criar formas regionais de  
identidade e de consistências locais, as quais sejam capazes de apoiar so-  
luções ecológicas para conflitos instáveis, como o da Índia e Paquistão.  
O trabalho, para tanto, apresenta dois estudos de caso: o da Floresta  
Sundarbans (entre a Índia e Bangladesh) e o do Deserto de Thar (entre a  
Índia e o Paquistão).  
No primeiro caso, há o treinamento de professores para problema-  
tizar os discursos históricos de ódio e disseminar teorias de justiça am-  
biental e interdependência ecológica. No segundo caso, há a troca entre  
6. Mineral valorizado bastante utilizado na indústria eletrônica. Ele pode se associar com a columbita, onde  
são nomeados de columbita-tantalina (de modo abreviado COltan), possuindo características químicas que  
suportam o calor sendo fundamentais para a utilização em computadores e automóveis. A mineração do coltan  
gera diversos conflitos, o Congo é um caso característico.  
89  
estudos internacionais • Belo Horizonte, ISSN 2317-773X, v. 13, n. 2, (jun. 2025), p. 77-96  
alunos universitários, vinculando atividades educacionais e iniciativas  
ambientais, a partir do desenvolvimento de projetos de água e energia  
no Thar, por meio de parceria com a South Asian University (SAU). Diante  
disso, o resultado demonstra como a solução para a paz, nos casos de  
conflitos instáveis e históricos, não é possível em um curto período e com  
soluções normativas ocidentais, como é comumente proposto pelas alter-  
nativas top-down. As opções viáveis, nestes casos, apresentadas pelo autor,  
devem considerar vias de construção de paz locais, que se esforcem nas  
áreas de educação e do meio ambiente (Huda, 2021).  
Quando essas abordagens locais falham — seja por dinâmicas in-  
ternas, interferência externa ou fatores políticos — os riscos incluem a  
intensificação da exploração de recursos e o agravamento de conflitos  
comunitários. Diante da prevalência de formas contemporâneas de vio-  
lência política de natureza não estatal, cresce o interesse por práticas lo-  
cais de environmental peacebuilding, especialmente em temas relacionados  
à segurança humana e aos meios de subsistência (Ide et al., 2021). Dessa  
forma, integrar a comunidade local nos projetos é fundamental: não bas-  
ta elaborar intervenções unilaterais, é necessário estabelecer diálogo com  
a população afetada, para que a preservação ambiental promova, de fato,  
condições sustentáveis de paz.  
Ao levar em consideração as comunidades locais, também deve-  
-se ter um cuidado especial com a intersecção de gênero. Atualmente, den-  
tro do campo de environmental peacebuilding, o gênero carece de uma  
maior integração, sendo ainda pouco debatido. Apesar dos avanços desde  
a Resolução 1325 do Conselho de Segurança da ONU sobre Mulheres,  
Paz e Segurança, o tema permanece em posição marginal dentro do cam-  
po (Ide et al., 2021). Ainda assim, há alguns estudos que, mediante teorias  
feministas, propõe uma abordagem crítica sobre perspectivas de gênero  
nos processos de construção da paz.  
De acordo com Yoshida e Céspedes-Báez (2021), a agenda de  
Mulheres, Paz e Segurança (MPS) e o campo de environmental peacebuil-  
ding evoluíram separadamente, com poucos esforços voltados à análise  
abrangente das interconexões entre identidades de gênero e dinâmicas de  
poder. Contudo, as autoras argumentam que as contribuições feministas  
são cruciais para aproximar esses dois campos, uma vez que oferecem  
lentes analíticas mais completas para compreender as complexas formas  
pelas quais o meio ambiente se entrelaça com conflitos, questões de gêne-  
ro e ecologias vividas pelas populações afetadas (Metcalfe; Thayer, 2024;  
Yoshida; Céspedes-Báez, 2021).  
Embora as mulheres ocupem posições fundamentais como deten-  
toras de saberes tradicionais, lideranças comunitárias e mediadoras de  
conflitos, elas ainda enfrentam vulnerabilidades específicas no que se  
refere ao acesso e ao controle de recursos naturais, especialmente em  
contextos de desigualdade estrutural. Além disso, elas comumente são  
vistas unicamente como vítimas, e não reconhecidas como agentes ativas  
na construção da paz (Ide et al., 2021). Nesse sentido, o foco excessiva-  
mente estreito da agenda MPS na violência sexual relacionada aos con-  
flitos armados contribui para obscurecer uma consideração mais ampla  
sobre outras formas de violência (como a violência ecológica e ambiental,  
90  
Aureo Toledo, Ana Flávia Vilela Silva Environmental Peacebuilding: definições, tendências e contradições de um emergente campo de estudos  
por exemplo), que impactam diretamente os meios de vida das mulheres  
(Yoshida; Céspedes-Báez, 2021) e diminuem seus papeis em esforços de  
construção da paz.  
Por conseguinte, autoras feministas têm defendido que análises in-  
formadas por perspectivas de gênero — especialmente quando articula-  
da a uma abordagem interseccional — são essenciais para evidenciar as  
diferentes formas como homens e mulheres experimentam os impactos  
da degradação ambiental, reconhecendo que essas experiências também  
variam entre grupos sociais e localizações geográficas. Tal abordagem  
permite visibilizar o papel das mulheres em práticas sustentáveis, na me-  
diação de conflitos e na reconstrução dos vínculos dentro das comuni-  
dades locais. Com base nisso, propõe-se que a agenda MPS vá além da  
vitimização das mulheres e da mera inclusão das mulheres na gestão dos  
recursos naturais, a fim de considerar as mulheres como protagonistas  
para a construção da paz ambiental (Yoshida; Céspedes-Báez, 2021).  
4 DESAFIOS E CONTRADIÇÕES  
Embora environmental peacebuilding tenha como um de seus su-  
postos trunfos a proposta de transcender conflitos ideológicos, por meio  
da cooperação ambiental frente à ameaça existencial das mudanças cli-  
máticas, essa abordagem ainda carece de revisão e aprimoramento, es-  
pecialmente no que tange aos projetos implementados. Diversas inicia-  
tivas, ao invés de contribuir para a proteção ambiental, acabam gerando  
impactos negativos ao meio ambiente (Sommer; Fassbender, 2024). Entre  
as principais críticas dirigidas ao campo, destacam-se o caráter liberal e o  
viés ocidental que muitos projetos acabam por reproduzir.  
Nesse sentido, a aplicação de lógicas liberais aos projetos de envi-  
ronmental peacebuilding tem por efeito centrar as discussões no valor de  
mercado dos recursos naturais. Desse modo, as prioridades e capacidades  
locais tendem a ser ignoradas, o que compromete o sucesso das iniciati-  
vas (Dresse et al., 2019). Assim, ainda que a gestão de recursos naturais  
possa promover uma paz localizada, tais iniciativas muitas vezes não se  
expandem para níveis mais amplos e, em certos contextos, podem até  
minar a paz. Isso se agrava quando são aplicadas por meio de abordagens  
verticalizadas, nas quais a interação entre os diferentes níveis de gover-  
nança de recursos naturais aprofunda divisões entre Estado e sociedade  
ou desestabiliza a coesão social (Johnson; Rodríguez; Hoyos, 2021)  
Além dessas críticas, muitos autores apontam a necessidade de  
maior rigor metodológico, com a adoção de metodologias mais diversas  
e hipóteses mais bem formuladas (Johnson; Rodríguez; Hoyos, 2021).  
Soma-se a isso a escassez de conceitos teóricos robustos que articulem  
de forma clara a relação entre cooperação ambiental e construção da paz  
(Krampe; Swain, 2021). Um dos pressupostos teóricos da área de envi-  
ronmental peacebuilding é que a cooperação ambiental leva automatica-  
mente à construção da paz mediante efeitos spillover (transbordamento).  
Contudo, Dresse et al. (2019) apontam que eles não ocorrem de forma  
linear, tampouco são politicamente neutros. Ao contrário, podem ser  
moldados por desigualdades preexistentes, contextos locais e relações  
91  
estudos internacionais • Belo Horizonte, ISSN 2317-773X, v. 13, n. 2, (jun. 2025), p. 77-96  
assimétricas entre os atores envolvidos, resultando em trajetórias híbri-  
das cujos resultados nem sempre correspondem às expectativas iniciais.  
Dentro desse arcabouço, três pressupostos teóricos principais de  
spillover devem ser questionados. O primeiro diz respeito ao transborda-  
mento entre fronteiras políticas, baseado na noção de que “o meio am-  
biente não conhece fronteiras”, como nos casos de poluição da água ou  
mudanças climáticas. Todavia, essa perspectiva ignora as dinâmicas de  
poder locais e internacionais, bem como os desafios de adaptação ins-  
titucional entre fronteiras sociopolíticas e ecológicas, como o caso do  
Chipre, por exemplo (Dresse et al., 2019). Neste exemplo específico, de  
acordo com Zikos, Sorman e Lau (2015), as fronteiras sociopolíticas do  
modo como elas são conformadas impactam negativamente na gestão  
conjunta de água, uma vez que estratégias unilaterais tendem a ser adota-  
das, ao invés de primar pela cooperação entre os países da região. Assim,  
para construir uma governança sustentável da água, considerando que as  
questões ambientais são uma problemática transsocietal, seria necessário  
estabelecer uma fronteira ecológica. Isso poderia se dar mediante flexibi-  
lização das fronteiras sociopolíticas, visando o aumento da cooperação  
(Zikos; Sorman; Lau, 2015).  
Já o segundo pressuposto é o de transbordamento entre setores,  
sustentado pela interdependência do meio ambiente com áreas como eco-  
nomia, saúde e justiça. Contudo, essa interconexão representa um desfio,  
pois dificulta a atribuição de causalidade direta entre cooperação ambien-  
tal e paz. Por fim, o transbordamento entre escalas envolve a articulação  
entre níveis local, nacional e internacional. No entanto, essa abordagem  
corre o risco de reforçar assimetrias existentes, como demonstrado nos  
casos de Chipre e da cooperação hídrica entre Israel e Palestina (Dresse  
et al., 2019).  
Neste último caso, questiona-se a cooperação em contextos que há  
grande assimetria de poder e percepções distintas sobre direito e neces-  
sidades ambientais, como ocorre no Comitê Conjunto de Água (JWC),  
no caso de israelo-palestino. Os acordos do regime hídrico funcionaram  
como instrumento de contenção para apaziguar as demandas palestinas e  
manter o status quo de Israel na região, que segue dominando a bacia da  
Cisjordânia. Além disso, o acordo facilita as ambições territoriais e expan-  
sionistas de Israel na Cisjordânia e garante a Israel poder de veto sobre as  
questões aquíferas. A cooperação, neste caso, de acordo com o autor, é  
uma fachada para a perpetuação da dominação israelense, reforçando as  
assimetrias de poder o que torna uma cooperação ambiental plena dificil-  
mente executável (Selby, 2013).  
Outro ponto de fragilidade do campo é a escassa análise empírica  
e teórica sobre as interações entre os processos sociais, políticos e eco-  
lógicos envolvidos nos projetos de environmental peacebuilding. Temas  
como a resistência da população civil às intervenções, a instrumentali-  
zação política da retórica ambiental e os impactos ambientais concretos  
muitas vezes são negligenciados. Além disso, a dimensão do poder costu-  
ma ser subestimada: as desigualdades históricas, os interesses conflitantes  
e as relações sociais estabelecidas ao longo dos conflitos frequentemente  
92  
Aureo Toledo, Ana Flávia Vilela Silva Environmental Peacebuilding: definições, tendências e contradições de um emergente campo de estudos  
dificultam a cooperação ambiental e a gestão sustentável dos recursos na-  
turais, revelando formas de resistência por parte de determinados grupos  
sociais (Krampe; Swain, 2021).  
Além disso, Ide (2020) apresenta uma crítica sistemática ao campo  
de environmental peacebuilding, utilizando seis pontos que evidenciam  
seus impactos negativos, referindo-se a eles como os “6Ds”. O primeira  
delEs é a despolitização, que ocorre quando os projetos priorizam soluções  
técnicas e evitam discussões sobre as causas estruturais dos conflitos. O  
segundo é o deslocamento, que diz respeito à remoção de comunidades lo-  
cais de suas terras, muitas vezes sem compensações adequadas. O tercei-  
ro é a deterioração em conflito, que se dá quando os projetos acentuam ten-  
sões sociais, étnicas ou de gênero. O quarto é a deslegitimação do Estado,  
que surge quando o governo perde sua autoridade perante a população,  
por não liderar ou participar efetivamente da implementação das inicia-  
tivas. O quinto é a degradação ambiental, a qual ocorre quando a explora-  
ção de recursos naturais se intensifica, especialmente em zonas de gestão  
compartilhada. Por fim, o sexto ponto é a discriminação, que se refere à  
marginalização de grupos sociais durante os processos de construção da  
paz, seja por razões étnicas, sociais ou de gênero (Ide, 2020).  
A fim de contornar os efeitos negativos identificados nos “6Ds”,  
propõe-se uma estratégia multifacetada. Esta envolve a aplicação de ava-  
liações de impacto ambiental e social, acompanhadas de um rigoroso  
monitoramento externo. Tal fiscalização pode ser exercida por agências  
doadoras e pela imprensa internacional. Adicionalmente, é imperativo o  
desenvolvimento de marcos legais nacionais que coíbam práticas discri-  
minatórias e deslocamentos forçados. A estratégia se completa com a pro-  
moção de consultas públicas inclusivas e a integração das perspectivas de  
gênero e de conflito nas etapas mais precoces de cada projeto (Ide, 2020).  
Outrossim, autores como Davis et al. (2023) destacam a importância  
de incluir uma perspectiva crítica sobre as dinâmicas de poder na formu-  
lação e implementação de projetos de environmental peacebuilding. Para  
esses autores, é fundamental engajar-se no estudo das causas históricas  
da marginalização e da desigualdade no acesso aos recursos naturais, a  
fim de problematizar a origem das injustiças ambientais e transformar os  
conflitos de forma significativa. Segundo eles, é preciso “passar da lógica  
da resolução para a compreensão dos conflitos” (Davis et al., 2023), incor-  
porando uma concepção relacional de poder que permita à construção da  
paz assumir um caráter verdadeiramente transformador e sustentável.  
Por fim, é importante destacar que a literatura sobre environmen-  
tal peacebuilding ainda carece de diversidade. A maioria dos estudos é  
conduzida por autores homens, com pouca representatividade de pes-  
quisadores oriundos do Sul Global. Essa falta de inclusão pode levar a  
interpretações parciais ou distorcidas das dinâmicas socioecológicas, re-  
forçando a necessidade de uma colaboração mais plural entre estudiosos  
de diferentes contextos geográficos, sociais e epistemológicos (Johnson;  
Rodríguez; Hoyos, 2021).  
Em síntese, os desafios enfrentados pela environmental peacebuil-  
ding não se limitam às suas limitações técnicas ou operacionais, mas  
dizem respeito a estruturas mais profundas de poder, desigualdade e  
93  
estudos internacionais • Belo Horizonte, ISSN 2317-773X, v. 13, n. 2, (jun. 2025), p. 77-96  
representação. Tornar o campo verdadeiramente transformador exige  
a incorporação de múltiplas vozes, metodologias críticas e uma atenção  
constante aos contextos locais.  
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS  
Este trabalho buscou realizar um apanhado das principais contri-  
buições da literatura sobre o campo de environmental peacebuilding.  
Como já destacado, em meio ao contexto de crise do clima que o mundo  
vivencia hoje, é necessário repensar as formas com que lidamos com a  
economia, a justiça e a segurança. O aumento dos trabalhos sobre envi-  
ronmental peacebuilding representa um ponto de partida relevante para  
repensar os Estudos para a Paz sob uma perspectiva não apenas mais  
sustentável. O diálogo desse campo com outros debates na área, particu-  
larmente as contribuições de perspectivas feministas e do Sul Global tem  
desempenhado um papel importante na ampliação e na diversificação do  
campo.  
Apesar de ainda operar, em grande parte, a partir de pressupostos  
neoliberais e de abordagens dominantes do Norte Global, o campo tem  
oferecido importantes ferramentas para refletir sobre os vínculos entre  
meio ambiente e construção da paz. Ainda há lacunas teóricas e empíricas  
significativas, sobretudo no que diz respeito à inclusão de saberes locais,  
perspectivas indígenas e ao diálogo com conceitos como resistência civil  
e reconciliação. O aprofundamento dessas conexões pode contribuir para  
tornar a environmental peacebuilding mais sensível às dinâmicas territo-  
riais e aos processos históricos que moldam os conflitos socioambientais.  
Nesse sentido, dentro dos estudos de environmental peacebuilding  
é necessário resgatar o entendimento ancestral que discute a relação entre  
o ser humano e o meio ambiente a partir de uma perspectiva enraizada  
em identidade e pertencimento, exemplarmente ilustrada por Wangari  
Maathai quando afirma que:  
Ao buscar a restauração do meu continente, estou, literalmente, restaurando  
a mim mesma […] porque quem somos está profundamente ligado aos rios e  
córregos, às árvores e aos vales […] Estamos lutando pelo futuro de nossos fi-  
lhos, pelos filhos dos homens e mulheres que cresceram conosco, e pelas futuras  
gerações de outras espécies (Maathai, 2009, p. 301).  
Essa percepção, fortemente relacionada a muitas cosmovisões in-  
dígenas, tensiona as concepções dominantes que enxergam o meio am-  
biente apenas como recurso financeiro. Em vez disso, aponta para com-  
preensões que valorizam o vínculo afetivo, espiritual e político com a  
terra. Tais contribuições devem ser adotadas para problematizar o campo  
e permitir que seja uma abordagem que possa garantir a construção de  
uma paz duradoura e inclusiva. Logo, a environmental peacebuilding  
pode ser compreendido como um campo emergente e em constante evo-  
lução, atravessado por diferentes vertentes e potencialmente capaz de  
abrir caminhos originais para a construção de alternativas mais justas e  
inclusivas.  
94  
Aureo Toledo, Ana Flávia Vilela Silva Environmental Peacebuilding: definições, tendências e contradições de um emergente campo de estudos  
REFERÊNCIAS  
BURT, Murray; KEIRU, Bilha Joy. Strengthening post-conflict peacebuilding through commu-  
nity water-resource management: case studies from Democratic Republic of Congo, Afghanis-  
tan and Liberia. Water International, [s. l.], v. 36, n. 2, p. 232–241, 2011.  
DAVIS, Katy et al. Power in environmental peacebuilding. World Development Sustainability,  
[s. l.], v. 3, p. 100-110, 2023.  
DEUDNEY, Daniel. The case against linking environmental degradation and national security.  
Millennium, vol. 19, n. 3, p. 461-476, 1990.  
DRESSE, Anaïs et al. Environmental peacebuilding: Towards a theoretical framework. Coope-  
ration and Conflict, [s. l.], v. 54, n. 1, p. 99–119, 2019.  
GALTUNG, Johan. Violence, peace, and peace research. Journal of Peace Research, v. 6, n. 3,  
167-191, 1969.  
GLEICK, Peter. Environment and security: the clear connections. Bulletin of the Atomic  
Scientists, vol. 47, n. 3, p. 16-21, 1991.  
GOVERNMENT OF COLOMBIA; FARC-EP. Final Agreement to End the Armed Conflict  
and Build a Stable and Lasting Peace. [S. l.: s. n.], 2016. Disponível em: https://www.jep.gov.  
co/Documents/Acuerdo%20Final%20ingles.pdf. Acesso em: 12 jun. 2025.  
HOMER-DIXON, Thomas. Environment, scarcity and violence. Princeton: Princeton Univer-  
sity Press, 2001.  
HUDA, Mirza Sadaqat. An ecological response to ethno-nationalistic populism: grassroots envi-  
ronmental peacebuilding in south Asia. International Affairs, [s. l.], v. 97, n. 1, p. 119–138, 2021.  
IBM. Blockchain. [S. l.], 2025. Disponível em: https://www.ibm.com/br-pt/topics/blockchain.  
Acesso em: 12 jun. 2025.  
IDE, Tobias. Space, discourse and environmental peacebuilding. Third World Quarterly, [s. l.],  
v. 38, n. 3, p. 544–562, 2017.  
IDE, Tobias. The dark side of environmental peacebuilding. World Development, [s. l.], v. 127,  
p. 104-777, 2020.  
IDE, Tobias. The Impact of Environmental Cooperation on Peacemaking: Definitions, Mecha-  
nisms, and Empirical Evidence. International Studies Review, [s. l.], v. 21, n. 3, p. 327–346, 2019.  
IDE, Tobias et al. The past and future(s) of environmental peacebuilding. International Affairs,  
[s. l.], v. 97, n. 1, p. 1–16, 2021.  
IDE, Tobias; PALMER, Lisa R; BARNETT, Jon. Environmental peacebuilding from below: cus-  
tomary approaches in Timor-Leste. International Affairs, [s. l.], v. 97, n. 1, p. 103–117, 2021.  
JOHNSON, Mckenzie F. Fighting for black stone: extractive conflict, institutional change and  
peacebuilding in Sierra Leone. International Affairs, [s. l.], v. 97, n. 1, p. 81–101, 2021.  
JOHNSON, McKenzie F.; RODRÍGUEZ, Luz A.; HOYOS, Manuela Quijano. Intrastate environ-  
mental peacebuilding: A review of the literature. World Development, [s. l.], v. 137, p. 105-150,  
2021.  
JONKER, Alexandra. Sistema de Informação Geográfica (GIS). [S. l.], 2023. Think Tank. Dis-  
ponível em: https://www.ibm.com/br-pt/think/topics/geographic-information-system. Acesso  
em: 12 jun. 2025.  
KRAMPE, Florian; SWAIN, Ashok. Environmental Peacebuilding. In: RICHMOND, Oliver P.;  
VISOKA, Gëzim (org.). The Oxford Handbook of Peacebuilding, Statebuilding, and Peace  
Formation. 1. ed. [S. l.]: Oxford University Press, 2021. p. 563–578.  
KRAUSE, Keith; WILLIAMS, Michael. From strategy to Security: Foundations of Critical Se-  
curity Studies. In: KRAUSE, Keith; WILLIAMS, Michael (eds.). Critical Security Studies: Con-  
cepts and Cases. Minneapolis: University of Minnesota Press, 1997, Cap. 2, p. 33-58.  
LEDERACH, Angela Jill. Feel the grass grow: ecologies of slow peace in Colombia. Stanford,  
California: Stanford University Press, 2023.  
MAATHAI, Wangari. The Challenge for Africa. New York: Pantheon Books, 2009.  
MAC GINTY, Roger. International Peacebuilding and Local Resistance: hybrid forms of pea-  
ce. London: Routledge, 2011.  
95  
estudos internacionais • Belo Horizonte, ISSN 2317-773X, v. 13, n. 2, (jun. 2025), p. 77-96  
MARCANTONIO, Richard. Environmental violence and enterprise: The outsized role of bu-  
siness for environmental peacebuilding. Business Horizons, [s. l.], v. 67, n. 6, p. 685–698, 2024.  
MARCANTONIO, Richard A. Toxic diplomacy through environmental management: A neces-  
sary next step for environmental peacebuilding. World Development Perspectives, [s. l.], v. 28,  
p. 100-471, 2022.  
METCALFE, Louis; THAYER, Emily. Environmental Conflict and Peacebuilding Toolkit. [S.  
l.]: International Republican Institute, 2024. Disponível em: https://www.iri.org/wp-content/  
uploads/2024/11/Enviromental-Conflict-and-Peacebuilding-Toolkit.pdf. Acesso em: 12 jun.  
2025.  
MURILLO-SANDOVAL, Paulo J. et al. The end of gunpoint conservation: forest disturbance  
after the Colombian peace agreement. Environmental Research Letters, [s. l.], v. 15, n. 3, p.  
34-33, 2020.  
NATURE-BASED SOLUTIONS INITIATIVE. Nature-based Solutions Case Study Search  
Platform. [S. l.]: University of Oxford, 2025. Disponível em: https://casestudies.naturebasedso-  
lutionsinitiative.org/case-search/.  
OLIVEIRA, Gilberto. Estudos da paz: origens, desenvolvimentos e desafios críticos atuais. Car-  
ta Internacional, v. 12, n. 1, p.148-172, 2017.  
ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. ONU declara que meio ambiente saudável é um  
direito humano. [S. l.], 2022. Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/192608-onu-declara-  
-que-meio-ambiente-saudável-é-um-direito-humano. Acesso em: 12 jun. 2025.  
RAMSBOTHAM, Oliver; WOODHOUSE, Tom; MIALL, Hugh. Contemporary Conflict Reso-  
lution. Third Edition. London: Polity, 2011.  
RICHMOND, Oliver. A Post-Liberal Peace. London: Routledge, 2011.  
RUETTE-ORIHUELA, Krisna et al. Necropolitics, peacebuilding and racialized violence: The  
elimination of indigenous leaders in Colombia. Political Geography, [s. l.], v. 105, p. 102934,  
2023.  
SELBY, Jan. Cooperation, Domination and Colonisation: The Israeli-Palestinian Joint Water  
Committee. Water Alternatives, [s. l.], v. 6, n. 1, p. 1–24, 2013.  
SOMMER, Udi; FASSBENDER, Francesca. Environmental Peacebuilding: Moving beyond re-  
solving Violence-Ridden conflicts to sustaining peace. World Development, [s. l.], v. 178, p.  
106555, 2024.  
SOWERS, Jeannie; WEINTHAL, Erika. Humanitarian challenges and the targeting of civilian  
infrastructure in the Yemen war. International Affairs, [s. l.], v. 97, n. 1, p. 157–177, 2021.  
WALT, Stephen. The Renaissance of Security Studies. International Studies Quarterly, vol. 35,  
n.2, p. 211-239, 1991.  
WORLD BANK. Map of Projects. [S. l.]: Global Program on Nature-Based Solutions for Climate  
Resilience, 2025. Disponível em: https://naturebasedsolutions.org/projects. Acesso em: 12 jun.  
2025.  
YOSHIDA, Keina; CÉSPEDES-BÁEZ, Lina M. The nature of Women, Peace and Security: a  
Colombian perspective. International Affairs, [s. l.], v. 97, n. 1, p. 17–34, 2021.  
ZIKOS, Dimitrios; SORMAN, Alevgul H.; LAU, Marisa. Beyond water security: asecuritisation  
and identity in Cyprus. International Environmental Agreements: Politics, Law and Econo-  
mics, [s. l.], v. 15, n. 3, p. 309–326, 2015.  
96  
Alan Fairlie Reinoso, Ariana Figueroa Cornejo, Paula Paredes Quintana Integración y convergencia del Perú con la Comunidad Andina, Alianza del Pacífico y MERCOSUR  
Integración y convergencia del Perú con la  
Comunidad Andina, Alianza del Pacífico y  
MERCOSUR  
Integração e convergência do Peru com a Comunidade  
Andina, Aliança do Pacífico e MERCOSUL  
Integration and Convergence of Peru with the Andean  
Community, Pacific Alliance and MERCOSUR  
1
Alan Fairlie Reinoso  
2
Ariana Figueroa Cornejo  
Paula Paredes Quintana  
3
DOI: 10.5752/P.2317-773X.2025v13.n2.97  
Enviado em: 19 de março de 2025  
Aceito em: 13 de fevereiro de 2026  
RESUMEN  
Este artículo evalúa si los acuerdos de integración sur-sur —la Comunidad Andi-  
na (CAN), la Alianza del Pacífico (AP) y el MERCOSUR— han contribuido a la  
diversificación productiva y exportadora del Perú entre 2002 y 2021. El análisis  
combina indicadores de complementariedad comercial, comercio intraindustrial  
y ventajas comparativas reveladas con estimaciones econométricas de eficiencia  
exportadora y convergencia económica. Los resultados muestran que el Perú  
mantiene una marcada complementariedad comercial con los países de la CAN  
y la AP, así como vínculos intraindustriales con potencial para expandir encade-  
namientos productivos y aumentar el valor agregado exportado. No obstante,  
no se encuentran evidencias de convergencia económica con ninguno de los  
bloques, lo que revela brechas estructurales persistentes y limitaciones en la  
capacidad de los acuerdos actuales para reducir las asimetrías productivas. El  
estudio concluye que, aunque la integración sur-sur ofrece condiciones favora-  
bles para la diversificación, su impacto depende del avance hacia una integraci-  
ón profunda que articule políticas comerciales, industriales, tecnológicas y de  
1. Profesor Principal del Departamento de Economía de la Pontificia Universidad Católica del Perú (PUCP).  
Coordina el Grupo Tinkuy: Sociedad, Energía, Territorio y Cambio Climático, y es investigador del INTE y del  
CISEPA. Es miembro de la Red Latinoamericana de Política Comercial (LATN), CLACSO y GRIDALE, y Chair de la  
Sección Unión Europea–América Latina de LASA. Ha colaborado con instituciones como la Comunidad Andina  
(CAN), el BID/INTAL, la Fundación EULAC, la OIT y la Fundación Carolina., Pontificia Universidad Católica del  
Perú, afairli@pucp.edu.pe, https://orcid.org/0000-0001-7584-2374  
2. Economista por la Pontificia Universidad Católica del Perú, especializada en seguridad alimentaria, desar-  
rollo sostenible y economía ambiental. Es integrante del Grupo Tinkuy: Sociedad, Energía, Territorio y Cambio.,  
Pontificia Universidad Católica del Perú, a20191669@pucp.edu.pe, https://orcid.org/0009-0004-1929-8836  
3. Economista por la Pontificia Universidad Católica del Perú y actualmente se desempeña como Junior  
Technical Advisor en GIZ Perú, donde trabaja en proyectos de adaptación al cambio climático y financiamiento  
climático. Su trabajo se centra en resiliencia climática, políticas ambientales y cooperación para el desarrollo.,  
Pontificia Universidad Católica del Perú, paula.paredesq@pucp.edu.pe, https://orcid.org/0000-0001-9110-5593  
97  
estudos internacionais • Belo Horizonte, ISSN 2317-773X, v. 13, n. 2, (jun. 2025), p. 97-125  
infraestructura. Se argumenta que la integración regional puede desempeñar  
un papel estratégico en el desarrollo del Perú si se fortalecen los instrumentos  
destinados a reducir disparidades productivas y mejorar la inserción en cadenas  
de valor intrarregionales.  
Palabras Claves: integración sur-sur; diversificación productiva; complementa-  
riedad comercial; convergencia económica; Perú.  
RESUMO  
Este artigo analisa em que medida os acordos de integração sul-sul —especial-  
mente a Comunidade Andina (CAN), a Aliança do Pacífico (AP) e o MERCO-  
SUL— contribuíram para a diversificação produtiva e exportadora do Peru  
entre 2002 e 2021. Utilizam-se indicadores de complementaridade comercial,  
comércio intraindustrial e vantagens comparativas reveladas, combinados com  
estimativas econométricas de eficiência exportadora e convergência econômica.  
Os resultados mostram que o Peru apresenta elevada complementaridade co-  
mercial e vínculos intraindustriais significativos com os países da CAN e da AP,  
o que revela potencial para a expansão de encadeamentos produtivos e para o  
incremento do valor agregado exportado. No entanto, não se observam evidên-  
cias de convergência econômica com nenhum dos blocos analisados, indicando  
a persistência de assimetrias estruturais que os acordos atuais não têm conse-  
guido superar. Conclui-se que, embora a integração sul-sul ofereça condições  
favoráveis para a diversificação produtiva, seu impacto depende do avanço rumo  
a uma integração profunda, que articule políticas comerciais, industriais, tecno-  
lógicas e de infraestrutura. O estudo demonstra que a integração regional pode  
desempenhar um papel estratégico para o desenvolvimento peruano, desde que  
acompanhada por instrumentos capazes de reduzir disparidades produtivas.  
Palavras-chave: integração sul-sul; diversificação produtiva; complementarida-  
de comercial; convergência econômica; Peru.  
ABSTRACT  
This article examines whether South–South integration agreements —specifi-  
cally the Andean Community (CAN), the Pacific Alliance (PA), and MERCO-  
SUR— have contributed to Peru’s productive and export diversification between  
2002 and 2021. Indicators of trade complementarity, intra-industry trade, and  
revealed comparative advantages are combined with econometric estimates of  
export efficiency and economic convergence. The findings show that Peru exhi-  
bits strong trade complementarity and significant intra-industry linkages with  
CAN and PA members, revealing substantial potential to expand regional value  
chains and increase exported value added. However, no evidence of economic  
convergence is observed with any of the blocs, indicating persistent structural  
asymmetries that current agreements have not resolved. The study concludes  
that, although South–South integration provides favorable conditions for diver-  
sification, its effective impact depends on advancing toward deep integration  
through coordinated trade, industrial, technological, and infrastructure policies.  
The results highlight that regional integration can play a strategic role in Peru’s  
development, provided that institutional mechanisms are strengthened to redu-  
ce productive disparities.  
Keywords: South–South integration; productive diversification; trade comple-  
mentarity; economic convergence; Peru.  
98  
Alan Fairlie Reinoso, Ariana Figueroa Cornejo, Paula Paredes Quintana Integración y convergencia del Perú con la Comunidad Andina, Alianza del Pacífico y MERCOSUR  
1 INTRODUCCIÓN  
La evolución reciente del sistema internacional ha reconfigurado  
los patrones de inserción comercial de los países en desarrollo. La frag-  
mentación del orden económico global, el resurgimiento del proteccio-  
nismo y las tensiones entre grandes potencias han contribuido a la crisis  
del multilateralismo (Brown, 2023; Sanahuja, 2022). En América Latina,  
esta coyuntura ha renovado el interés por los acuerdos de integración  
como instrumentos para fortalecer capacidades productivas, ampliar  
mercados y reducir la dependencia de socios extrarregionales.  
Desde inicios de los años 2000, el Perú ha profundizado su red de  
acuerdos comerciales. Para 2024, cuenta con 22 acuerdos vigentes que  
otorgan acceso preferencial a 58 mercados. Hay tres iniciativas regionales  
importantes: la Comunidad Andina (CAN), la Alianza del Pacífico (AP) y  
el MERCOSUR. Estos bloques difieren en su diseño institucional y en sus  
niveles de armonización normativa, pero constituyen plataformas hete-  
rogéneas, donde la complementariedad podría facilitar la diversificación.  
El debate sobre los efectos de la integración es complejo. Laget et al.  
(2018) sostienen que los acuerdos profundos pueden generar beneficios sig-  
nificativos cuando promueven regulaciones comunes, facilitan el comercio  
de servicios y fortalecen el clima de inversión. Asimismo, la literatura crítica  
subraya que la apertura comercial sin coordinación productiva reproduce asi-  
metrías, limita el desarrollo de industrias locales y reduce el espacio para apli-  
car políticas industriales (Rodrik, 2018; Stiglitz, 2017). En este contexto, la in-  
tegración sur-sur ofrece un marco para impulsar la competitividad regional.  
América Latina presenta, sin embargo, un bajo nivel de comercio  
intrarregional, cercano al 14 % del total exportado. La CEPAL advierte  
que fortalecer la integración regional es esencial para enfrentar un entor-  
no global más incierto y aprovechar la complementariedad entre países  
con estructuras productivas afines (Esquivel, 2025). Este diagnóstico re-  
sulta relevante para el Perú, cuya canasta exportadora continúa concen-  
trada en bienes primarios y muestra limitados avances en encadenamien-  
tos productivos intrarregionales.  
En este marco, el presente estudio analiza las relaciones comerciales  
del Perú con la CAN, la AP y el MERCOSUR entre 2002 y 2021 para respon-  
der a una pregunta central: ¿en qué medida la integración sur-sur ha contri-  
buido a la diversificación productiva y exportadora del Perú? A través de in-  
dicadores de complementariedad, comercio intraindustrial y ventajas com-  
parativas, así como de estimaciones econométricas de eficiencia exportadora  
y convergencia económica, se construye evidencia empírica al respecto.  
2 REVISIÓN DE LITERATURA  
2.1 Globalización, reconfiguraciones políticas e integración  
Brown (2023) sostiene que el colapso de los marcos predominan-  
tes de la pos-Guerra Fría —la unipolaridad estadounidense y el paradig-  
ma neoliberal— ha dado paso a un entorno más fragmentado. Así, la  
99  
estudos internacionais • Belo Horizonte, ISSN 2317-773X, v. 13, n. 2, (jun. 2025), p. 97-125  
cooperación intergubernamental equilibrada se convierte en un meca-  
nismo indispensable para mitigar los riesgos de la fragmentación y forta-  
lecer la capacidad negociadora de los países en desarrollo. La integración  
regional, por tanto, no es solo un instrumento económico, sino también  
un componente de la arquitectura geopolítica que permite articular res-  
puestas colectivas frente a la volatilidad global.  
Las recomendaciones recientes de la CEPAL se inscriben en esta  
misma lógica. Sostiene que América Latina debe profundizar su inte-  
gración económica y diversificar sus vínculos comerciales para reducir  
vulnerabilidades y aumentar su competitividad. Asimismo, subraya que  
el comercio intrarregional —hoy apenas 14 %— podría expandirse me-  
diante proyectos de conectividad y corredores logísticos, los cuales resul-  
tan cruciales en un entorno global más incierto (Esquivel, 2025). En este  
marco, la región solo podrá aumentar su resiliencia si avanza hacia una  
integración profunda capaz de articular políticas de productividad, inno-  
vación y diversificación.  
La integración regional, así entendida, se convierte en una herra-  
mienta para construir capacidades productivas y para disputar espacios  
en sectores de mayor valor agregado. Salazar-Xirinachs (2024). Sanahuja  
(2017, 2022) coincide en que la crisis estructural de la globalización —  
marcada por el ascenso de China, la pérdida de dinamismo de las de-  
mocracias liberales y el debilitamiento de la gobernanza global— abre  
oportunidades para estrategias de inserción más inclusivas. Sin embargo,  
estas solo pueden materializarse si América Latina adapta sus políticas a  
un sistema caracterizado por tensiones regulatorias, proteccionismo se-  
lectivo y competencia tecnológica entre grandes potencias.  
Rodrik (2018) subraya los costos socioeconómicos que enfrentan las  
economías en desarrollo cuando se abren sin resguardos; Stiglitz (2017)  
advierte que muchos acuerdos norte-sur han trasladado beneficios des-  
proporcionados hacia empresas multinacionales; y Wade (2018) subraya  
la inconsistencia de potencias que promueven aperturas externas mien-  
tras aplican políticas proteccionistas internas. Para el caso peruano, estos  
argumentos adquieren relevancia considerando que, hacia 2024, el país  
mantiene 22 acuerdos comerciales que otorgan acceso preferencial a 58  
mercados (CCEX, 2025), sin que ello haya modificado sustantivamente su  
estructura exportadora.  
En contraste, los acuerdos sur-sur ofrecen un marco institucional  
más adecuado para reducir asimetrías y promover diversificación. Laget  
et al. (2018) muestran que la integración profunda —que incluye disci-  
plinas regulatorias, facilitación del comercio, armonización normativa y  
cooperación productiva— genera beneficios mayores que la sola liberali-  
zación arancelaria.  
Mattoo, Rocha y Ruta (2020) muestran que los acuerdos profundos  
—los que incluyen normas sobre servicios, inversión, competencia, pro-  
piedad intelectual y procedimientos aduaneros vinculantes— son los que  
generan efectos económicos sustantivos, pues reducen costos transfron-  
terizos que no pueden abordarse solo mediante la eliminación de arance-  
les. Estos autores destacan que este tipo de acuerdos es excepcional entre  
países en desarrollo; y la Alianza del Pacífico constituye uno de los pocos  
100  
Alan Fairlie Reinoso, Ariana Figueroa Cornejo, Paula Paredes Quintana Integración y convergencia del Perú con la Comunidad Andina, Alianza del Pacífico y MERCOSUR  
casos Sur-Sur que se aproxima a este estándar. El análisis debe contrastar  
la relación Perú–AP con la CAN y el MERCOSUR: cada uno encarna gra-  
dos distintos de profundidad regulatoria y, por tanto, diferentes posibili-  
dades para impulsar procesos de diversificación y convergencia.  
Los TLC con economías avanzadas han ampliado el acceso a mer-  
cados, pero no han revertido la concentración exportadora. En cambio,  
los acuerdos sur-sur muestran un potencial más claro para desarrollar  
industrias intensivas en conocimiento, mejorar la estabilidad frente a  
shocks globales y favorecer procesos de complementariedad y convergen-  
cia entre socios. En un sistema internacional crecientemente fragmenta-  
do, estos acuerdos ofrecen una plataforma colectiva para enfrentar res-  
tricciones estructurales persistentes —infraestructura deficiente, brechas  
institucionales y heterogeneidad productiva— que la integración abierta  
no ha logrado resolver (Rodrik, 2018).  
Finalmente, este debate se vincula con la discusión más amplia  
sobre los márgenes de autonomía estratégica en regiones periféricas.  
Mientras Europa debate mecanismos de “autonomía estratégica abierta”,  
en América Latina se ha reactivado la noción de un “no alineamiento acti-  
vo” como marco para gestionar la creciente competencia entre potencias.  
Para el Perú, evaluar empíricamente los patrones de complementariedad,  
el comercio intraindustrial y el grado de profundidad institucional de sus  
acuerdos sudamericanos, es un insumo central para evaluar posibilidades  
de complementariedad y diversificación, y los márgenes de maniobra des-  
de el plano comercial.  
2.2 Acuerdos comerciales latinoamericanos  
La CAN presenta avances en la liberalización de los bienes y en la  
creación de un marco normativo para servicios e inversiones. Sin embar-  
go, Fairlie (2022) advierte que persisten barreras no arancelarias, como  
requisitos sanitarios discrecionales, que limitan el desarrollo de cadenas  
regionales. Esta tensión entre logros formales y obstáculos prácticos en la  
CAN justifica evaluar su eficacia como plataforma para la diversificación,  
objetivo explícito de esta investigación (CEPAL, 2021).  
Al respecto, Durán y Cracau (2016) evalúan el impacto de la AP,  
identificando limitaciones estructurales: la ausencia de una estrategia  
coordinada hacia Asia-Pacífico y la interdependencia comercial insufi-  
ciente entre sus miembros.  
CEPAL (2018) examina las relaciones comerciales entre la AP y el  
MERCOSUR. El informe reconoce la baja interdependencia comercial,  
aunque resalta el potencial del comercio intraindustrial en sectores como  
el automotor.  
2.3 Diversificación productiva y exportadora  
La relación entre diversificación y estabilidad económica ha sido  
ampliamente documentada. Hesse (2008) muestra que aquellos países  
con una canasta de exportaciones reducida suelen sufrir inestabilidad de-  
bido a una demanda mundial inelástica e inestable, por lo que la diversifi-  
cación de las mismas es una forma de aliviar estas limitaciones concretas.  
Asimismo, aquellos países más pequeños y con abundancia de recursos  
101  
estudos internacionais • Belo Horizonte, ISSN 2317-773X, v. 13, n. 2, (jun. 2025), p. 97-125  
tienden a estar menos diversificados.  
Giri et al. (2019) señalan factores asociados a una mayor diversifi-  
cación de las exportaciones: mejores niveles de capital humano, mayor  
apertura al comercio, instituciones de mayor calidad, sector financiero  
desarrollado y mejor infraestructura (productiva y de transporte).  
Boschma et al. (2017) añaden una perspectiva geoeconómica: una  
región tiende a reproducir en gran medida su base de capacidades preexis-  
tentes, diversificándose hacia actividades relacionadas. Simultáneamente,  
replica el conocimiento, las instituciones y los intereses arraigados en su  
régimen sociotécnico, lo que influye en la trayectoria de su desarrollo.  
2.4 Cadenas de valor y diversificación exportadora  
Durán (2018) utilizó la matriz insumo producto andina para la  
identificación de sectores con mayor vínculo productivos a nivel bilateral  
y subregional y de comercio en valor agregado en la producción exporta-  
da. Ello permite mapear oportunidades de integración vertical como: la  
conformación clústeres en sectores con mayor potencial intraindustrial,  
la convergencia regulatoria y avances coordinados en la facilitación del  
comercio.  
Tello (2021) cuantifica el impacto de las cadenas de valor complejas  
en la CAN, demostrando que incrementan las etapas productivas y gene-  
ran un aumento del empleo formal respecto a cadenas simples.  
Moncarz et al. (2021) identifican barreras estructurales el adecua-  
do desempeño en los sectores agrícola y manufacturero, entre ellos los  
altos costos comerciales y la baja proximidad entre países, lo que limi-  
ta el comercio intrarregional. La región se caracteriza por una marcada  
heterogeneidad, con un MERCOSUR más proteccionista, una CAN de  
desempeño intermedio y una mayor apertura en Centroamérica.  
Navarro-Soto et al. (2023), muestran en cuatro acuerdos comercia-  
les (MERCOSUR, UE, EFTA y CAN) que la eficiencia peruana se man-  
tuvo estable, impulsada por productos no tradicionales (químicos, metal-  
mecánicos) y la reducción de la “distancia institucional” (medida median-  
te indicadores de rendición de cuentas y control de corrupción.  
Con base a lo previamente discutido, es posible afirmar que la frag-  
mentación geoeconómica global y las asimetrías estructurales han recon-  
figurado una serie de desafíos para la convergencia económica en paí-  
ses en desarrollo. Frente a este escenario, la integración regional emerge  
como posible estrategia para mitigar riesgos, promover sinergias produc-  
tivas y avanzar hacia una convergencia resiliente.  
2.5 Convergencia económica  
La convergencia económica, entendida como el proceso mediante  
el cual las economías menos desarrolladas reducen brechas de producti-  
vidad y bienestar respecto a economías avanzadas, ha sido ampliamente  
analizada en la literatura. Barro y Sala-i-Martin (1992) establecieron las  
bases teóricas al postular que este fenómeno se sustenta en la difusión  
tecnológica, los flujos de capital y la transferencia de conocimientos.  
102  
Alan Fairlie Reinoso, Ariana Figueroa Cornejo, Paula Paredes Quintana Integración y convergencia del Perú con la Comunidad Andina, Alianza del Pacífico y MERCOSUR  
Rodrik (2018) amplía este marco, destacando que dichos mecanismos  
permiten a las economías en desarrollo acelerar su crecimiento mediante  
la adopción de innovaciones ya probadas en contextos avanzados. Desde  
la política económica, Acemo lu y Robinson (2012) argumentan que la  
convergencia puede ser impulsada por reformas institucionales, liberali-  
zación comercial y atracción de inversión extranjera directa, factores que  
facilitan la integración a mercados globales.  
No obstante, la evidencia empírica revela obstáculos estructurales.  
El Banco Mundial (Goldberg et.al. 2010; Cirera et.al., 2022) identifica  
tres barreras críticas —instituciones frágiles, infraestructura deficiente  
y capital humano insuficiente— que limitan la capacidad de absorción  
tecnológica. Estas restricciones explican las diferencias regionales: mien-  
tras Asia Oriental logró converger a través de inversiones en educación  
e industrialización, África Subsahariana enfrenta estancamiento, impul-  
sado por desigualdades históricas y alta vulnerabilidad a shocks externos  
(Hausmann, Pritchett y Rodrik, 2005).  
Si bien la convergencia teóricamente se nutre de flujos tecnológi-  
cos y capitales, su materialización exige también marcos institucionales  
sólidos y favorables. Los acuerdos comerciales regionales emergen aquí  
como herramientas posibles, que pueden contribuir a superar obstáculos  
estructurales.  
3 METODOLOGÍA  
Para construir evidencia empírica sobre las relaciones comerciales  
del Perú con los miembros de los bloques de integración sudamericanos,  
se estiman los índices la complementariedad productiva, ventajas compa-  
radas, comercio intraindustrial.  
Luego, se hace una estimación econométrica de la eficiencia de las  
exportaciones peruanas con sus socios latinoamericanos. Y, finalmente,  
una estimación sobre la convergencia o no que se ha producido en los  
últimos años.  
Con este conjunto de indicadores y cálculos, se busca identificar  
sectores productivos donde se pueda impulsar la complementariedad y  
diversificación productiva del Perú con sus socios latinoamericanos, en el  
contexto de los acuerdos de integración regional. Pero también, mostrar  
las limitaciones existentes, que nos llevan al debate no solo de la inserción  
externa o procesos de integración en que participamos, sino de la estrate-  
gia de desarrollo misma.  
3.1 Índices  
Se hará el cálculo de los índices de ventajas: comparativas reveladas,  
intensidad comercial, concentración de Hirschmann-Herfindahl, com-  
plementariedad comercial y de comercio intraindustrial Grubel-Lloyd.  
Índice de Ventajas Comparativas Reveladas: mide la especializa-  
ción de un país en la exportación de productos específicos en compara-  
ción con el promedio mundial, permitiendo identificar sectores en los que  
un país tiene una ventaja competitiva, lo que es útil para la formulación  
103  
estudos internacionais • Belo Horizonte, ISSN 2317-773X, v. 13, n. 2, (jun. 2025), p. 97-125  
de políticas comerciales y estrategias industriales (Balassa, 1965; Vollrath,  
1991; Hinloopen y van Marrewijk, 2001; Laursen, 2015).  
Figura 1 – Ecuación para estimar el Índice de Ventajas Comparativas Reveladas  
Fuente: Hinloopen y van Marrewijk, 2001; Laursen, 2015GG  
Al calcular el índice de VCR para cada sector y bloque comercial (la  
CAN, la AP y el MERCOSUR), se identifican los sectores donde Perú po-  
see ventajas comparativas respecto a su contraparte. Esto permite evaluar  
la correspondencia entre la estructura exportadora peruana y las deman-  
das de los bloques comerciales, elemento clave para sostener una even-  
tual complementariedad productiva.  
Índice de Intensidad Comercial: Índice de Intensidad Comercial:  
mide la importancia relativa del comercio entre dos países en compara-  
ción con su comercio total, siendo valioso para identificar socios comer-  
ciales clave y evaluar la fuerza de las relaciones comerciales bilaterales  
(Drysdale y Garnaut, 1982; Frankel y Rose, 1998; Gnidchenko y Salnikov,  
2021).  
Figura 2 – Ecuación para estimar el Índice de Intensidad Comercial  
Fuente: Gnidchenko y Salnikov, 2021  
104  
Alan Fairlie Reinoso, Ariana Figueroa Cornejo, Paula Paredes Quintana Integración y convergencia del Perú con la Comunidad Andina, Alianza del Pacífico y MERCOSUR  
Este índice contribuye a evaluar las posibilidades de diversificación  
al señalar oportunidades para reorientar los flujos comerciales hacia paí-  
ses con baja intensidad pero alto potencial complementario.  
Índice de Concentración de Hirschmann-Herfindahl: Índice de  
Concentración de Hirschman-Herfindahl: mide el grado de concentra-  
ción o diversificación en la estructura comercial de un país. Una alta  
concentración indica dependencia de unos pocos productos o mercados,  
lo que aumenta la vulnerabilidad a shocks externos (Hirschman, 1945;  
Herfindahl, 1950; Rhoades, 1993; Brezina et.al., 2016).  
Figura 3 – Ecuación para estimar el Índice de Concentración de Hirschmann-Herfin-  
dahl  
Fuente: Rhoades, 1993; Brezina et.al., 2016  
Índice de Complementariedad Comercial: Identifica oportunidades  
comerciales potenciales al comparar el perfil de exportaciones de un país  
con el perfil de importaciones de otro (Michaely, 1996; Yeats, 1998; Zheng  
et.al. 2020; Hosein y Khadan, 2021).  
Se deriva a partir del índice de ventajas comparativas reveladas pro-  
puesto por Balassa.  
Figura 4 – Ecuación para estimar el Índice de Complementariedad Comercial  
Fuente: Zheng et.al. 2020; Hosein y Khadan, 2021  
Este índice contribuye al objetivo de analizar complementarieda-  
des productivas al identificar sectores donde la oferta peruana coincide  
con la demanda de los bloques; y exponer áreas prioritarias para enca-  
denamientos productivos regionales, esenciales para una diversificación  
sostenible a través del tiempo.  
105  
estudos internacionais • Belo Horizonte, ISSN 2317-773X, v. 13, n. 2, (jun. 2025), p. 97-125  
Índice de Comercio intraindustrial Grubel-Lloyd: mide el grado  
de comercio intraindustrial, es decir, cuando un país exporta e impor-  
ta productos de un mismo sector industrial. Un alto nivel de comercio  
intraindustrial indica una integración comercial avanzada y especia-  
lización (Grubel y Lloyd, 1975; Greenaway y Milner, 1986; Fontagné y  
Freudenberg, 1997; Brülhart, 2009; Gallucci et.al. 2019).  
Figura 5 – Ecuación para estimar el Índice de Comercio intraindustrial Grubel-Lloyd  
Fuente: Brülhart, 2009; Gallucci et.al. 2019  
De este modo, se podrá explorar el nivel de integración vertical den-  
tro de los bloques y señalar sectores con potencial para profundizar cade-  
nas de valor regionales, clave para reducir la dependencia de commodities.  
Los datos empleados para los cálculos corresponden a la base abier-  
ta de la Organización Mundial del Comercio: TradeMap, para los años  
4
2002-2021, en el caso de bienes de los 97 sectores (2 dígitos), donde la  
unidad es miles de dólares americanos (USD).  
De forma complementaria a los índices previamente estimados, en  
una segunda etapa, el estudio estima la eficiencia de las exportaciones del  
Perú con los países miembro de los bloques comerciales mencionados, y  
las posibilidades de convergencia.  
3.2 Eficiencia  
En una segunda etapa, se evaluó el nivel de eficiencia de las expor-  
taciones peruanas con respecto a cada país miembro a través de un mode-  
lo de gravedad de frontera estocástica ampliada siguiendo a Navarro-Soto  
et al. (2023) para el periodo 2002-2021. Se estima la siguiente ecuación:  
Figura 6 – Ecuación para estimar el Modelo de Gravedad de Frontera Estocástica  
Fuente: Elaboración propia, con base en Navarro-Soto et al. (2023)  
4. Se puede visualizar los 97 sectores en https://www.trademap.org/Product_SelCountry_TS.aspx?nvpm=1%-  
7c604%7c%7c%7c%7cTOTAL%7c%7c%7c2%7c1%7c1%7c2%7c2%7c1%7c1%7c1%7c%7c1  
106  
Alan Fairlie Reinoso, Ariana Figueroa Cornejo, Paula Paredes Quintana Integración y convergencia del Perú con la Comunidad Andina, Alianza del Pacífico y MERCOSUR  
Donde la variable dependiente son las exportaciones del Perú con  
respecto a los países miembro de los bloques comerciales, en dólares esta-  
dounidenses. Las variables independientes corresponden al PBI del Perú,  
5
el PBI de cada país miembro y variables del modelo de gravedad como  
lo son la variable dummy landlocked (país o región rodeada de tierra), len-  
gua común entre el Perú con el país miembro, la distancia ponderada en  
kilómetros entre el Perú con el país miembro, el área del país miembro  
medida en km2, la población del Perú, la población del país miembro, la  
variable dummy si es que comparten límite geográfico y el tipo de cam-  
bio (determinada por el tipo de cambio promedio anual del Perú/tipo de  
cambio promedio anual del país miembro), y finalmente el término de  
error convencional que es aleatorio y sigue una distribución normal, con  
media 0 y varianza (sigma v2).  
La eficiencia estimada de las exportaciones se calcula en la siguien-  
te ecuación:  
Figura 7 – Ecuación para estimar la Eficiencia de Exportaciones  
Fuente: Elaboración propia, con base en Navarro-Soto et al. (2023)  
Donde el término de error es la diferencia logarítmica entre el valor  
potencial de las exportaciones y el valor actual. En este sentido el porcen-  
taje del resultado obtenido ayuda a explicar cuánto sería el incremento de  
las exportaciones actuales si es que los insumos fueran completamente  
eficientes.  
Posterior a las dos primeras, en la tercera etapa se realiza pruebas  
de convergencia del Perú con sus socios comerciales regionales.  
3.3 Convergencia  
Carlino & Mills (1993) señalan que para que exista convergencia  
debe verificarse la existencia de la convergencia beta y también, la conver-  
gencia estocástica. Según Barro y Sala-i-Martín (1995), podemos decir que  
un grupo de economías muestran convergencia beta, si al analizar una  
regresión con la variable dependiente de la tasa de crecimiento y la varia-  
ble independiente del ingreso inicial, y el coeficiente de la variable depen-  
diente es negativo. La convergencia beta es derivada de una regresión del  
cambio en el logaritmo del PBI per cápita Δlog(GDPpci,t), en el logaritmo  
del PBI per cápita del periodo inicial en el país i log(GDPpci,t−1):  
Figura 8 – Ecuación para estimar Convergencia Beta  
(3)  
Fuente: Elaboración propia, con base en Carlino y Mills (1993)  
5. Recoge la oferta y el PBI del país destino recoge la demanda potencial.  
107  
estudos internacionais • Belo Horizonte, ISSN 2317-773X, v. 13, n. 2, (jun. 2025), p. 97-125  
Finalmente, estimamos la convergencia estocástica. Para ello, se  
utilizan las pruebas de raíz unitaria: Dickey-Fuller Aumentado (ADF) y  
Phillips-Perrón (PP). Además, se considera la estacionariedad como con-  
dición necesaria de convergencia (Fernández et.al, 1997). Es decir, que  
las pruebas determinarán si hay convergencia; es decir si no se rechaza la  
hipótesis nula de raíz unitaria, significa que no hay estacionariedad, por  
lo que no habría convergencia tampoco.  
4 RESULTADOS  
Del cálculo de los principales índices de comercio (ventajas compa-  
rativas, complementariedad e intraindustrial), modelos de eficiencia ex-  
portadora y pruebas de convergencia económica, se obtuvo lo siguiente:  
4.1 Indicadores comerciales  
4.1.1 Perú – Bolivia  
Se encuentra un elevado número de sectores con ventajas compara-  
tivas reveladas (72 de 97), destacándose la pesca, los productos de caucho  
y los textiles. En el ámbito del comercio intraindustrial, los sectores más  
relevantes corresponden a la industria láctea, la agricultura y el calzado.  
Por su parte, la especialización interindustrial se manifiesta en un amplio  
espectro de actividades, que abarcan desde productos de origen animal  
hasta instrumentos musicales. Asimismo, este patrón de especialización  
interindustrial se extiende a sectores como la seda, el tabaco, las plantas  
vivas, el níquel y el estaño, entre otros.  
El índice de concentración resalta la importancia estratégica de los  
combustibles minerales, los plásticos, y las fundiciones de hierro y acero.  
En cuanto a la complementariedad económica, esta se evidencia en mine-  
rales, actividades agrícolas y sectores no tradicionales.  
Finalmente, el índice de intensidad comercial subraya la relevancia  
de los productos derivados del níquel, la pasta de madera, los equipos de  
relojería no tradicionales y los productos químicos orgánicos.  
108  
Alan Fairlie Reinoso, Ariana Figueroa Cornejo, Paula Paredes Quintana Integración y convergencia del Perú con la Comunidad Andina, Alianza del Pacífico y MERCOSUR  
Tabla 1. Resultados Perú-Bolivia  
Fuente: Elaboración propia  
4.1.2 Perú – Colombia  
El análisis revela un menor número de sectores con ventajas com-  
parativas reveladas (40 de 97), destacándose el estaño, los textiles, el zinc  
y los minerales metalíferos, los cuales representan una proporción signi-  
ficativa de las exportaciones totales. En cuanto al comercio intraindus-  
trial, los sectores con mayor dinamismo corresponden a los preparados a  
base de cereales, la confección de prendas, el vidrio y las manufacturas de  
cuero. Por otro lado, la especialización interindustrial abarca actividades  
como la producción de tabaco, las manufacturas de paja, la seda, el níquel  
y las armas.  
El índice de concentración comercial resalta la importancia estra-  
tégica del cobre, los plásticos, el zinc y los combustibles minerales en la  
estructura bilateral. En materia de complementariedad económica, esta  
109  
estudos internacionais • Belo Horizonte, ISSN 2317-773X, v. 13, n. 2, (jun. 2025), p. 97-125  
se consolida en sectores clave como la agricultura, el cobre y los combus-  
tibles minerales. Asimismo, el índice de intensidad comercial subraya la  
relevancia del níquel, la carne, los relojes no tradicionales y las actividades  
editoriales.  
Tabla 2. Resultados Perú-Colombia  
Fuente: Elaboración propia.  
4.1.3 Perú – Ecuador  
Se observa un número significativo de sectores con ventajas com-  
parativas reveladas (70 de 97), destacándose el estaño, los minerales meta-  
líferos y el zinc. En cuanto a la especialización interindustrial, esta abarca  
un amplio espectro de actividades, que incluyen desde la producción de  
carne, armas y municiones, seda, peletería y confecciones, hasta la fabri-  
cación de paraguas y sombrillas, níquel, manufacturas de estaño e instru-  
mentos musicales.  
Por otro lado, los sectores de muebles, café y preparaciones alimen-  
ticias diversas presentan una mayor proximidad a patrones de especia-  
lización intraindustrial. El índice de concentración comercial identifica  
como sectores clave los residuos de las industrias alimentarias, la agri-  
cultura, los combustibles minerales, los plásticos y el cobre. En materia  
de complementariedad económica, esta se consolida en áreas como los  
110  
Alan Fairlie Reinoso, Ariana Figueroa Cornejo, Paula Paredes Quintana Integración y convergencia del Perú con la Comunidad Andina, Alianza del Pacífico y MERCOSUR  
residuos alimentarios, la agricultura, los combustibles minerales, las fru-  
tas y el cobre.  
Asimismo, el índice de intensidad comercial subraya la relevancia  
del níquel, el corcho, los objetos de arte no tradicionales y la carne.  
Tabla 3. Resultados Perú-Ecuador  
Fuente: Elaboración propia.  
A continuación, se exponen los resultados del análisis de las venta-  
jas comparativas, el comercio intraindustrial, la concentración, la comple-  
mentariedad y la intensidad, aplicados a la relación comercial entre Perú  
y los miembros de la AP.  
4.1.4 Perú – Chile  
En el período estudiado, hay un moderado número de sectores  
con ventajas comparativas reveladas (54 de 97), destacándose el estaño,  
el zinc, el café, el té y los textiles. En cuanto al comercio intraindustrial,  
los sectores predominantes corresponden a las preparaciones a base de  
cereales, los tejidos de punto y las herramientas especializadas. Por otro  
111  
estudos internacionais • Belo Horizonte, ISSN 2317-773X, v. 13, n. 2, (jun. 2025), p. 97-125  
lado, la especialización interindustrial se manifiesta en actividades como  
la producción de armas y municiones, las fibras textiles vegetales y la pe-  
letería y confecciones.  
El índice de concentración comercial identifica a los minerales me-  
talíferos, los combustibles minerales, los plásticos y los productos quími-  
cos inorgánicos como los sectores de mayor peso en la dinámica bilateral.  
En materia de complementariedad económica, esta se destaca en mine-  
rales metalíferos, combustibles minerales, textiles y actividades agrícolas.  
Asimismo, el índice de intensidad comercial resalta la relevancia del azu-  
fre, el aluminio y el papel.  
Tabla 4. Resultados Perú-Chile  
Fuente: Elaboración propia.  
4.1.5 Perú – México  
El análisis evidencia un número similar de sectores con ventajas  
comparativas reveladas (42 de 97), destacándose el estaño, las pieles, la  
112  
Alan Fairlie Reinoso, Ariana Figueroa Cornejo, Paula Paredes Quintana Integración y convergencia del Perú con la Comunidad Andina, Alianza del Pacífico y MERCOSUR  
seda y los residuos de las industrias alimentarias. En cuanto al comercio  
intraindustrial, los sectores con mayor dinamismo corresponden al algo-  
dón, las fibras sintéticas, el cobre y los tejidos de punto. Por otro lado, la  
especialización interindustrial abarca un amplio espectro de actividades,  
que incluyen la producción de carne, tabaco, pieles, madera, seda, níquel  
y sus manufacturas, así como armas y municiones, entre otros.  
El índice de concentración comercial resalta la importancia estraté-  
gica de los combustibles minerales, los minerales metalíferos, la madera,  
el café y las frutas en la estructura bilateral. En materia de complementa-  
riedad económica, esta se consolida en sectores clave como los minerales  
metalíferos, el cobre y los combustibles minerales. Finalmente, el índice  
de intensidad comercial subraya la relevancia de la madera, el corcho, los  
sombreros y los relojes.  
Tabla 5. Resultados Perú-México  
Fuente: Elaboración propia.  
En lo que sigue, se presentan los resultados del análisis aplicado a  
la relación comercial entre Perú y los países miembros del MERCOSUR.  
113  
estudos internacionais • Belo Horizonte, ISSN 2317-773X, v. 13, n. 2, (jun. 2025), p. 97-125  
4.1.6 Perú – Argentina  
El intercambio comercial evidencia un menor número de sectores  
(40 de 97) con ventajas comparativas reveladas, destacándose entre ellos  
el zinc, el cobre y los textiles. En cuanto al comercio intraindustrial, este  
se concentra principalmente en los sectores agrícola y textil. Por otro  
lado, la especialización interindustrial se evidencia en diversos sectores,  
como la producción de carne, tabaco y construcción naval, mientras que  
los sectores de productos químicos inorgánicos, extractos curtientes y  
café presentan una mayor proximidad hacia patrones de especialización  
intraindustrial.  
El índice de concentración comercial identifica a los combustibles,  
confecciones, estaño y cobre como los sectores con mayor peso estraté-  
gico en la dinámica bilateral. En materia de complementariedad econó-  
mica, se observa una convergencia significativa en minerales metalíferos,  
combustibles minerales y cítricos. Finalmente, el índice de intensidad co-  
mercial posiciona al tabaco como el sector líder, seguido por segmentos  
textiles específicos (plumas, seda y tejidos impregnados), lo que refleja  
nichos de intercambio diferenciados en la relación bilateral.  
114  
Alan Fairlie Reinoso, Ariana Figueroa Cornejo, Paula Paredes Quintana Integración y convergencia del Perú con la Comunidad Andina, Alianza del Pacífico y MERCOSUR  
Tabla 6. Resultados Perú-Argentina  
Fuente: Elaboración propia.  
4.1.7 Perú – Brasil  
Se encuentra un limitado número de sectores con ventajas com-  
parativas reveladas (40 de 97, como en el intercambio Perú-Argentina),  
destacándose el plomo, los textiles, las hortalizas y el estaño. En el ámbito  
del comercio intraindustrial, predominan los productos químicos inor-  
gánicos, las manufacturas diversas y las prendas de vestir. Por su parte,  
la especialización interindustrial se manifiesta en un amplio espectro de  
actividades, que incluyen animales vivos, carne, tabaco, seda y armas,  
entre otros.  
Asimismo, este patrón de especialización interindustrial se extien-  
de a otros sectores, mientras que los extractos curtientes, los productos  
115