DINÂMICA ESPAÇO-TEMPORAL (1986-2020) DE MANGUEZAIS DE RESEXs NA COSTA ATLÂNTICA PARAENSE (AMAZÔNIA ORIENTAL, BRASIL)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5752/P.2318-2962.2025v35n83p1412

Palavras-chave:

Manguezais, Geotecnologias, Costa Atlântica Paraense

Resumo

Os manguezais desempenham funções ecossistêmicas: sumidouros de carbono, “berçário” de populações bióticas e de proteção da costa contra os eventos extremos e fonte de renda para as comunidades costeiras. A Costa Atlântica Paraense (CAP) abriga manguezais bem preservados, onde algumas destas áreas estão inseridas em reservas extrativistas (RESEXs). O artigo analisa a variabilidade espaço-temporal de manguezais inseridos em RESEXs da CAP. A metodologia adotada consiste na: (1) aquisição e tratamento de imagens de satélite Landsat 5, 7 e 8 (1986 a 2020) e de dados de temperatura da superfície do mar (TSM) e de material particulado em suspensão (MPS), (2) quantificação e comparação de áreas de manguezais das RESEXs de Mãe Grande de Curuçá e Mestre Lucindo. A partir do plugin mapbiomas collection, foi observada a expansão urbana nas RESEXs e sua interação com os manguezais. O manguezal variou, em expansão, com crescimento máximo de 14,82 km² e 9,66 km² e redução de 5,25 km² e 3,24 km² em Mãe Grande de Curuçá e Mestre Lucindo, respectivamente. Pouco foi alterado na parte interna dos manguezais das RESEXs. Apesar da infraestrutura urbana apresentar crescimento (4,79 km² em Curuçá e 4,64 km² em Marapanim), as maiores alterações ocorreram na faixa litorânea do manguezal, distante das áreas urbanizadas. O crescimento urbano desordenado pode afetar os manguezais e as RESEXs, caso não haja medidas mitigatórias efetivas.

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Biografia do Autor

Herbert Junior Campos Peixoto, Instituto de Geociências, Universidade Federal do Pará, Brasil

Mestre em Oceanografia pelo Programa de Pós Graduação em Oceanografia (PPGOC) da Universidade Federal do Pará (UFPA). Possui experiência em Oceanografia Geológica com ênfase em sedimentologia, estuários amazônicos, zona costeira paraense e sensoriamento remoto e geoprocessamento. Atuou como estagiário no Laboratório Integrado de Oceanografia Geológica e Geofísica Marinha (LIOG), no Laboratório de Pesquisa em Monitoramento Ambiental Marinho (LAPMAR), no Grupo de Estudos Marinhos e Costeiros (GEMC) e como Diretor de Marketing em Meandro - Empresa Junior de Oceanografia. Atualmente é integrante do Grupo de Pesquisa Sociedade-Ambiente das Amazônias (GPSA-Amazônias) da Universidade Federal do Pará (UFPA)

Maamar El-Robrini, Instituto de Geociências, Universidade Federal do Pará, Brasil.

Mestre em Physiographie des Océans et des Littoraux (1982) e Doutorado em Geologia Marinha - Université de la Sorbonne Paris IV/ Paris IV (1986). Atualmente é Professor Titular da Universidade Federal do Pará, Diretor da Faculdade de Oceanografia, Ministra disciplinas de Graduação (Faculdades de Geologia, Engenharia Naval e Oceanografia) e de Pós-Graduação (Engenharia Naval, Oceanografia e Recursos Hídricos). Coordenada o Grupo de Estudos Marinhos Costeiros (GEMC/CNPQ) e o Laboratório de Geologia Oceânica (LAGEOC). Tem experiência nas áreas de Oceanografia, Geologia/Geofísica Marinha, atua nas seguintes áreas: Zona Costeira Amazônica, Zona Econômica e Exclusiva Brasileira, Margem Continental Equatorial e Mediterrânea. Participou do LEPLAC III e IV, AMASSEDS, JOPS, PROARQUIPÉLAGO. Coordenou o Programa REVIZEE, REMPLAC, Projeto Adaptation to Sea Level Rise in the Amazon Delta. Atualmente: Instituto Nacional de Energias Oceânicas (INEOF - Membro Gestor), Coordenador de Projetos: Sedimentação do Talude Continental Equatorial, Instabilidade dos Fundos (Mar Mediterrâneo), Orlas Fluviais/Oceânicas.

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Publicado

2026-01-28

Como Citar

Peixoto, H. J. C., & El-Robrini, M. (2026). DINÂMICA ESPAÇO-TEMPORAL (1986-2020) DE MANGUEZAIS DE RESEXs NA COSTA ATLÂNTICA PARAENSE (AMAZÔNIA ORIENTAL, BRASIL). Caderno De Geografia, 35(83), 1412. https://doi.org/10.5752/P.2318-2962.2025v35n83p1412