MORFODINÂMICA EM DESEMBOCADURAS FLUVIAIS (DOMINADAS POR ONDAS)

Autores

  • Junia Kacenelenbogen Guimarães Guimarães Universidade Federal da Bahia
  • José Maria Landim Dominguez Universidade Federal da Bahia

DOI:

https://doi.org/10.5752/P.2318-2962.2025v35n1p177

Palavras-chave:

deriva litorânea, delta, rio São Francisco, rio Itapicuru, pontais arenosos.

Resumo

Este trabalho apresenta dois casos de relação morfodinâmica em desembocaduras fluviais dominadas por ondas. O primeiro caso trata da relação entre orientação da linha de costa, descarga fluvial e corrente longitudinal gerada por ondas no desenvolvimento de deltas, desde a fase de transição estuário-delta até a fase de mar aberto. Na fase de transição estuário-delta, a linha de costa é embaiada, o que favorece a convergência das correntes longitudinais (independentemente da direção da frente de onda incidente), o que proporciona o rápido preenchimento do embaiamento. Começa então a fase de desenvolvimento deltaico de mar aberto, em que as novas orientações de linha de costa originam correntes longitudinais divergentes ou unidirecionais, que favorecem a dispersão do sedimento fluvial, diminuindo a taxa de regressão deltaica. O segundo caso trata da relação entre pontais arenosos, gradiente fluvial e correntes longitudinais no desenvolvimento de “deltas” defletidos. Nesse tipo de delta, a corrente longitudinal é mais importante do que a vazão fluvial, conduzindo à formação de um pontal arenoso que cresce no sentido de sotamar, defletindo a desembocadura para esse mesmo sentido, o que vai gradativamente reduzindo o gradiente fluvial. Eventualmente, um evento de alta energia (costeiro ou fluvial) ocasiona a ruptura do pontal em uma posição a barlamar da desembocadura, estabelecendo um gradiente maior e mais favorável ao fluxo hídrico. A partir de então, volta a se desenvolver um pontal a partir da nova desembocadura, que passa a erodir o antigo pontal localizado a sotamar da mesma. Esses dois exemplos demonstram que desembocaduras fluviais são intrinsecamente dinâmicas e, portanto, a área sob sua influência não deve ser ocupada.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Junia Kacenelenbogen Guimarães Guimarães , Universidade Federal da Bahia

Geógrafa, Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal da Bahia, Brasil.

José Maria Landim Dominguez , Universidade Federal da Bahia

Geólogo, Programa de Pós-Graduação em Geologia da Universidade Federal da Bahia, Brasil.

Downloads

Publicado

2025-11-21

Como Citar

Guimarães , J. K. G., & Dominguez , J. M. L. (2025). MORFODINÂMICA EM DESEMBOCADURAS FLUVIAIS (DOMINADAS POR ONDAS). Caderno De Geografia, 35(1), 177. https://doi.org/10.5752/P.2318-2962.2025v35n1p177

Edição

Seção

ARTIGOS