ESTIMANDO LIMIARES DE VEGETAÇÃO PARA ESTRESSE TÉRMICO COM RISCO DE VIDA A PARTIR DE COMPUTAÇÃO EM NUVEM

Autores

  • Luigi Paiva Universidade Federal do Ceará

DOI:

https://doi.org/10.5752/P.2318-2962.2026v36n85p540

Palavras-chave:

Sensoriamento remoto, mudanças climáticas, Habitabilidade humana

Resumo

As mudanças climáticas ganham destaque no debate público, e a mudança na cobertura vegetal se destaca entre seus vetores por seu impacto no microclima regional e, consequentemente, na habitabilidade humana em áreas tropicais e semiáridas. Pensando nisso, o objetivo deste trabalho foi analisar a dinâmica térmica da região do Nordeste do Brasil (NB) em função da perda de vegetação e estimar os limites de perda da cobertura vegetal que representam risco a vida humana. Foi utilizada a plataforma Google Earth Engine (GEE) para integrar dados das coleções ERA5-Land e Mapbiomas no intervalo de 1985 a 2024, calculando o Índice de Bulbo Úmido e Termômetro de Globo (WBGT) a partir de variáveis climáticas, os quais foram submetidos aos testes de Mann-Kendall e de inclinação de Sen e à correlação de Pearson. Os resultados indicaram que a cobertura vegetal caiu de 85321.54 ha para 70484.83 ha ao longo do período de estudo, representando uma perda de 17.38%, com tendência de perda de 44.277 ha/ano, acompanhada de um aquecimento de 0.013°C/ano. Cenários obtidos por extrapolação linear sugerem que, mantida a atual taxa de degradação, a região do NB deixaria a classificação atual de “sem estresse térmico” para “leve” em 2218 (-12.124% de cobertura vegetal), “moderado” em 2383 (-22.551%), “alto” em 2511 (-30.592%), “forte” em 2631 (-38.13%) e “extremo” em 2714 (-43.344%). O limiar fisiológico crítico à vida humana seria alcançado com a perda de 61,31% da cobertura vegetal regional. Os resultados quantificaram o impacto da supressão vegetal no WBGT do NB e fornecem subsídio técnico para políticas de mitigação.

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Publicado

2026-08-27

Como Citar

Paiva, L. (2026). ESTIMANDO LIMIARES DE VEGETAÇÃO PARA ESTRESSE TÉRMICO COM RISCO DE VIDA A PARTIR DE COMPUTAÇÃO EM NUVEM. Caderno De Geografia, 36(85), 540. https://doi.org/10.5752/P.2318-2962.2026v36n85p540

Edição

Seção

ARTIGOS