CARSTE E A VALORAÇÃO CIENTÍFICA DA GEODIVERSIDADE

O CASO DE PARAÚNA, GOIÁS, BRASIL

Autores

  • Guilherme Lima Brasil dos Santos Doutorando em Ciências Ambientais, Universidade Federal de Goiás, Brasil
  • André Augusto Rodrigues Salgado Professor do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais da Universidade Federal de Goiás, Brasil
  • Luiz Eduardo Panisset Travassos Professor do Programa de Pós-Graduação em Geografia da PUC Minas, Brasil
  • Antônia Beatriz Ferreira Andrade Mestranda em Ciências Ambientais, Universidade Federal de Goiás, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.5752/P.2318-2962.2026v36n87p942

Palavras-chave:

Geopatrimônio, Patrimônio Geomorfológico, Fluviocarste, Arenito

Resumo

Geopatrimônio compreende sítios, geoformas e paisagens de valor científico, educativo, turístico e cultural, cuja adequada valoração é fundamental para orientar ações de geoconservação. Em Paraúna (GO), destacam-se dois geopatrimônios cársticos não tradicionais, desenvolvidos em arenitos siliciclásticos: a Serra das Galés e a Ponte de Pedra. Este artigo tem como objetivo comparar o valor científico desses geopatrimônios e avaliar criticamente a aplicação da ficha de valoração proposta por Moura-Fé (2024) ao contexto dos geopatrimônios brasileiros, propondo ajustes metodológicos quando necessário. A pesquisa envolveu revisão bibliográfica, trabalhos de campo, registro e mapeamento de geoformas, amostragem de materiais e análises mineralógicas por difração de raios X, além da aplicação da ficha original e de uma versão adaptada aos dois geopatrimônios. Os resultados indicam que a ficha original tende a supervalorizar critérios institucionais e de reconhecimento formal, favorecendo o geossítio da Serra das Galés, enquanto subestima a raridade geomorfológica e a complexidade interna da Ponte de Pedra. A ficha revisada, com maior ênfase em critérios intrínsecos (representatividade, raridade e diversidade de formas), resultou em uma hierarquização mais coerente com as características excepcionais da Ponte de Pedra. Conclui-se que a metodologia reformulada contribui para aperfeiçoar a valoração científica de geopatrimônios cársticos não tradicionais, oferecendo subsídios para inventários, diagnósticos e estratégias de geoconservação em escala regional.

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Publicado

24-09-2026

Como Citar

Santos, G. L. B. dos, Salgado, A. A. R., Travassos, L. E. P., & Andrade, A. B. F. (2026). CARSTE E A VALORAÇÃO CIENTÍFICA DA GEODIVERSIDADE: O CASO DE PARAÚNA, GOIÁS, BRASIL. Caderno De Geografia, 36(87), 942. https://doi.org/10.5752/P.2318-2962.2026v36n87p942