ANÁLISE ESPAÇO-TEMPORAL DAS CICATRIZES DE QUEIMADAS USANDO MÉTRICAS DA ECOLOGIA DA PAISAGEM NA ZONA DE INFLUÊNCIA DA TERRA INDÍGENA KARIPUNA E PARQUE ESTADUAL GUAJARÁ-MIRIM – RONDÔNIA/BRASIL

Autores

  • Poliane Reis Berson Bacharelado em Engenharia Ambiental e Sanitária – UNIR, Brasil
  • Rodrigo Martins Moreira Doutor em Ciências da Engenharia Ambiental – UNIR, Brasil
  • Gutieres Camatta Barbino Mestre em Gestão e Regulação de Recursos Hídricos – UNIR, Brasil
  • João Gilberto de Souza Ribeiro Doutor em Saneamento, Meio Ambiente e Recursos Hídricos – UNIR, Brasil
  • Adão da Silva Oliveira Mestre em Química – UNIR, Brasil
  • Paulo Henrique de Souza Docente na graduação e mestrado em Geografia – UNIFAL-MG, Brasil
  • Bruno César dos Santos Doutor em Ciências da Engenharia Ambiental – EESC/USP, Brasil
  • Suellen Nascimento dos Santos Bacharelado em Engenharia Ambiental e Sanitária – UNIR, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.5752/P.2318-2962.2026v36n86p894

Palavras-chave:

Amazônia, Ecologia da Paisagem, Fragmentação Florestal, Geoprocessamento, Unidades de Conservação

Resumo

As áreas protegidas na Amazônia têm enfrentado pressões antrópicas crescentes, com as queimadas como um dos principais vetores de alteração da paisagem. Este estudo foi motivado pela necessidade de compreender os padrões espaço-temporais do fogo em duas importantes áreas protegidas em Rondônia, o Parque Estadual de Guajará-Mirim e a Terra Indígena Karipuna e suas zonas de influência, fornecendo subsídios para políticas de conservação e controle de queimadas na região. Foram utilizados dados do MapBiomas Fogo (1995-2024) para mapear as cicatrizes de queimadas. As métricas de paisagem (Área Média dos Fragmentos, Número de Fragmentos, Maior Mancha da Paisagem, Densidade de Bordas, Índice de Forma e Índice de Proximidade) foram calculadas usando o software Fragstats. O processamento espacial foi realizado no Google Earth Engine e QGIS, utilizando o SRC EPSG:31980. Identificou-se um crescimento exponencial da área queimada no Parque Estadual de Guajará-Mirim, atingindo 81.778,39 ha em 2024, com alta fragmentação (388 fragmentos). Na Terra Indígena Karipuna, a pressão foi predominantemente externa, com a zona de influência apresentando 10.063,71 ha queimados em 2024 e a Maior Mancha da Paisagem de 55,02%, indicando grandes manchas consolidadas no entorno. O Parque Estadual de Guajará-Mirim sofre com pressão interna intensa de fogo e alta fragmentação, e a Terra Indígena Karipuna enfrenta pressão externa consolidada, com grandes manchas de queimadas no entorno, o que coloca ambas as áreas protegidas sob grave ameaça e exige políticas específicas de controle e monitoramento.

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Publicado

24-09-2026

Como Citar

Berson, P. R., Moreira, R. M., Barbino, G. C., Ribeiro, J. G. de S., Oliveira, A. da S., Souza, P. H. de, … Santos, S. N. dos. (2026). ANÁLISE ESPAÇO-TEMPORAL DAS CICATRIZES DE QUEIMADAS USANDO MÉTRICAS DA ECOLOGIA DA PAISAGEM NA ZONA DE INFLUÊNCIA DA TERRA INDÍGENA KARIPUNA E PARQUE ESTADUAL GUAJARÁ-MIRIM – RONDÔNIA/BRASIL. Caderno De Geografia, 36(86), 894. https://doi.org/10.5752/P.2318-2962.2026v36n86p894