“Cegos que, vendo, não veem”:

a animalização do outro em Ensaio sobre a cegueira

  • Renata Villon UFRJ/CNPq
Palavras-chave: Animalidade, Visão, Outridade, Linguagem

Resumo

O presente artigo busca analisar, baseado nas teorias da animalidade, a importância da visão no processo de apagamento de subjetividade. A partir de alguns escritos de Helène Cixous, que fala tanto de cegueira quanto do amor ao animal, o trabalho passa a dissecar a obra saramaguiana Ensaio sobre a cegueira e a forma como a animalização é retratada nela. O estudo se delineia de tal forma a ponto de concluir que Saramago aborda com a obra uma cegueira muito maior do que a física, que é a cegueira para o Outro, e como ela tem danificado as relações humanas e não-humanas igualmente. Conclui-se, enfim, que a verdadeira visão seria a que considera o Outro, e que a violência e a desolação retratadas e que ocorrem quotidianamente se devem a uma falta de empatia a tudo e todos que são considerados menos que humanos.

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Biografia do Autor

Renata Villon, UFRJ/CNPq

Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Bolsista do CNPq. Bacharel em Letras. Mestranda do programa de Pós-Graduação em Ciência da Literatura. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-6938-4722.ORCID: https://orcid.org/0000-0002-6938-4722.

Publicado
09-09-2022
Como Citar
Villon, R. (2022). “Cegos que, vendo, não veem”: . Cadernos CESPUC De Pesquisa Série Ensaios, (40), 142-155. https://doi.org/10.5752/P.2358-3231.2022n40p142-155