https://periodicos.pucminas.br/index.php/cadernoscespuc/issue/feed Cadernos CESPUC de Pesquisa Série Ensaios 2024-04-02T11:51:25+00:00 Raquel Beatriz Junqueira Guimarães cespuc@pucminas.br Open Journal Systems <p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 1,5; margin: 0cm 0cm 0pt;">Cadernos CESPUC de Pesquisa&nbsp;- &nbsp;Revista semestral do Programa de Pós-graduação em Letras e do Centro de Estudos Luso-afro-brasileiros da PUC Minas, classificada como B3 no QUALIS de sua área (Línguística, Letras e Artes).<br><strong>Missão:</strong> publicar dossiês contendo artigos científicos e ensaios inéditos e de reconhecida qualidade acadêmica, produzidos por discentes do Programa de Pós-graduação em Letras da PUC Minas e de outras instituições de ensino superior nacionais e estrangeiras. Com isso, divulga trabalhos das áreas de Literatura Brasileira, Literatura Portuguesa e literaturas africanas de língua portuguesa – Literatura Angolana, Literatura Caboverdiana, Literatura Guineense, Literatura Moçambicana e Literatura Santomense –, e das diferentes áreas e subáreas de estudos da Linguística e da Filologia.<br><strong>e-ISSN 2358-3231</strong><br><a title="Classificação de periódicos quadriênio (Qualis) 2013-2016" href="https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/veiculoPublicacaoQualis/listaConsultaGeralPeriodicos.jsf" target="_blank" rel="noopener">Classificação de periódicos quadriênio (Qualis) 2013-2016</a></p> https://periodicos.pucminas.br/index.php/cadernoscespuc/article/view/32666 Abordagens Linguísticas Contemporâneas: 2024-04-02T11:50:59+00:00 Arabie Bezri Hermont arabie@uol.com.br Ev’Ângela Batista Rodrigues de Barros evangelabrbarros.2@gmail.com 2023-12-29T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2023 Editora PUC Minas https://periodicos.pucminas.br/index.php/cadernoscespuc/article/view/31742 “10 ovos caipira vermelhos”: 2024-04-02T11:51:11+00:00 Bruna Karla Pereira brunaufmg@yahoo.com.br <p>Neste artigo, apresento uma proposta de análise para a concordância nominal no português do Brasil (PB), em estruturas como as seguintes: (a) “10 ovos caipira vermelhos” e (a’) “10 ovos [(do TIPO) caipira] vermelhos”. Boa parte dos dados foi coletada a partir de fontes escritas que requerem o uso do padrão normativo de concordância, isto é, a marcação de plural em todos os constituintes do DP aptos à flexão. Por isso, o morfema ‘-s’ está marcado em ‘ovos’ e em ‘vermelhos’ (a). Diante disso, a pergunta que se faz é: por que a palavra ‘caipira’ não apresenta realização do morfema ‘-s’? De posse das propostas de Kayne (2005, 2019, 2021a, 2021b), Pesetsky (2013), Höhn (2016) e Pereira (2016a, 2016b, 2017, 2018a, 2018b, 2018c, 2020a, 2020b, 2024) para análise de estruturas com aparente “disparidade” na concordância, argumento que (a) licencia um nome nulo TIPO (TYPE), precedido pela preposição ‘de’, como ilustrado em (a’). Portanto, ‘caipira’ é flexionado no singular, pois concorda em número com um silent noun no singular. Essa análise também se aplica a outras estruturas que licenciam os silent nouns TAMANHO (SIZE), TOM (HUE) e SOBRENOME (SURNAME). Consequentemente, não há “discordância”, nas estruturas em questão, mas concordância entre adjetivo e silent noun, na cartografia interna do DP.</p> 2023-12-29T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2023 Editora PUC Minas https://periodicos.pucminas.br/index.php/cadernoscespuc/article/view/31694 Realizações Adverbiais de perfect universal no inglês estadunidense 2024-04-02T11:51:16+00:00 Adriana Leitão Martins adrianaleitao@letras.ufrj.br Arthur Döhler Machado Fernandes dohlerarthur@gmail.com Carla Cristina de Souza Abrahão da Silva carlacristina@letras.ufrj.br <p><span style="font-weight: 400;">O objeto de estudo desta pesquisa é o aspecto </span><em><span style="font-weight: 400;">perfect</span></em><span style="font-weight: 400;"> universal, que, quando associado ao tempo presente, indica uma situação iniciada em algum momento do passado que perdura até o momento presente. O objetivo desta pesquisa é investigar como os falantes nativos de inglês estadunidense usam expressões adverbiais para veicular o </span><em><span style="font-weight: 400;">perfect</span></em><span style="font-weight: 400;"> universal associado ao tempo presente. Nossa hipótese é de que o </span><em><span style="font-weight: 400;">perfect</span></em><span style="font-weight: 400;"> universal associado ao presente é exclusivamente veiculado no inglês estadunidense pelos advérbios “</span><em><span style="font-weight: 400;">still</span></em><span style="font-weight: 400;">”, “</span><em><span style="font-weight: 400;">lately</span></em><span style="font-weight: 400;">”, “</span><em><span style="font-weight: 400;">always</span></em><span style="font-weight: 400;">” e “</span><em><span style="font-weight: 400;">never</span></em><span style="font-weight: 400;">”, por expressões adverbiais encabeçadas por “</span><em><span style="font-weight: 400;">for</span></em><span style="font-weight: 400;">”, “</span><em><span style="font-weight: 400;">since</span></em><span style="font-weight: 400;">”, “</span><em><span style="font-weight: 400;">to</span></em><span style="font-weight: 400;">” e “</span><em><span style="font-weight: 400;">until/till</span></em><span style="font-weight: 400;">” e por expressões adverbiais que indicam um intervalo de tempo entre o passado e o presente, tais como “</span><em><span style="font-weight: 400;">this year</span></em><span style="font-weight: 400;">” e “</span><em><span style="font-weight: 400;">this month</span></em><span style="font-weight: 400;">”. A metodologia envolve a aplicação de um teste linguístico de produção eliciada a falantes nativos de inglês estadunidense. Totalizaram-se 92 voluntários, geograficamente distribuídos por todo país, com diferentes níveis de escolaridade. Nos estímulos alvo, foram obtidas sentenças veiculadoras de </span><em><span style="font-weight: 400;">perfect</span></em><span style="font-weight: 400;"> universal com expressões adverbiais encabeçadas por “</span><em><span style="font-weight: 400;">since</span></em><span style="font-weight: 400;">”</span> <span style="font-weight: 400;">(288), “</span><em><span style="font-weight: 400;">from</span></em><span style="font-weight: 400;">”</span> <span style="font-weight: 400;">(23),</span> <span style="font-weight: 400;">“</span><em><span style="font-weight: 400;">for</span></em><span style="font-weight: 400;">”</span> <span style="font-weight: 400;">(11) e “</span><em><span style="font-weight: 400;">till</span></em><span style="font-weight: 400;">/</span><em><span style="font-weight: 400;">to</span></em><span style="font-weight: 400;">” (3) e com o advérbio “</span><em><span style="font-weight: 400;">still</span></em><span style="font-weight: 400;">”</span> <span style="font-weight: 400;">(12). Observou-se que todas as expressões adverbiais encabeçadas por “</span><em><span style="font-weight: 400;">from</span></em><span style="font-weight: 400;">”</span> <span style="font-weight: 400;">eram constituídas por uma estrutura como “</span><em><span style="font-weight: 400;">from X time to X time</span></em><span style="font-weight: 400;">”. A obtenção dessas expressões adverbiais</span> <span style="font-weight: 400;">levou à refutação da nossa hipótese. Discutiu-se que tais expressões são mais articuladas do aquelas previstas na hipótese por marcarem simultaneamente as fronteiras à esquerda e à direita do intervalo de tempo de </span><em><span style="font-weight: 400;">perfect</span></em><span style="font-weight: 400;">.</span></p> 2023-12-29T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2023 Editora PUC Minas https://periodicos.pucminas.br/index.php/cadernoscespuc/article/view/31750 Por uma abordagem cognitiva da linguagem humana 2024-04-02T11:51:09+00:00 Sandra M. S. Cavalcante sandcavalcante@gmail.com <p>Este artigo tem por objetivo convidar o leitor a refletir sobre a importância da realização de estudos focalizam a linguagem humana em sua indissociável relação com a cognição. Para isso, são apresentadas diferentes perspectivas para os estudos da linguagem, de forma a priorizar uma concepção corporificada e situada, contextualizada, dialógica de cognição. O estudo defende da tese de que independentemente da ascendência científica e filosófica a que pesquisadores, professores e estudantes se afiliem, faz-se necessário considerar a natureza multifacetada, pluridimensional e, portanto, complexa desse objeto de investigação. Dentre as referências teóricas que sustentam e justificam a discussão desenvolvida no artigo, destacam-se Lakoff e Johnson (1999); Sinha (1999); Donald (1999); Morin (1999, 2004); Geeraerts (2006) e Tomasello (2003, 2008). Por fim, para ilustrar a potencialidade da abordagem cognitiva para os estudos linguísticos, o artigo propõe uma redefinição do fenômeno da intertextualidade.</p> <p>&nbsp;</p> 2023-12-29T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2023 Editora PUC Minas https://periodicos.pucminas.br/index.php/cadernoscespuc/article/view/31704 A fala infantil sob a perspectiva da Linguística Cognitiva: 2024-04-02T11:51:14+00:00 Mariana Almeida Paes Leme marianapaesleme5@gmail.com <p>Este ensaio é fruto de uma investigação que busca entender a produtividade de teorias da Linguística Cognitiva, em especial, da Gramática de Construções, bem como de reflexões advindas das teorias do Dialogismo e da Análise de Discurso, para a análise da fala infantil. Para tanto, foram analisadas, em especial, a recursividade e a mesclagem para lançar luz sobre algumas falas infantis retiradas da página “Frases de Crianças”, empreendendo uma análise que investigou a complexidade cognitiva e linguístico-social dos fenômenos linguísticos apresentados por elas. O estudo buscou, então, compreender como a observância da atuação de princípios cognitivos gerais manifestados linguisticamente, bem como de outras capacidades cognitivas – como a memória e a recursão – é campo frutífero à análise de ocorrências linguísticas em crianças.</p> 2023-12-29T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2023 Editora PUC Minas https://periodicos.pucminas.br/index.php/cadernoscespuc/article/view/31960 Mãenarquia, Demãecracia? 2024-04-02T11:51:05+00:00 Mariana Queiroga Gomes mqgomes@sga.pucminas.br Arabie Bezri Hermont arabie@uol.com.br <p>A pesquisa apresentada neste artigo teve como objetivo analisar como se dá o processo de formação de novas palavras, os neologismos, em falas espontâneas de crianças. O corpus de análise se constitui das publicações da página Frases de Crianças no Instagram. Como embasamento teórico, inicialmente, recorremos a Rocha (2008), que discorre acerca do motivo pelo qual formamos novas palavras, além de apresentar as contribuições da teoria gerativa para os estudos morfológicos, como a apresentação das Regras de Formação de Palavras (RFPs) e as Regras de Análise Estrutural (RAEs). Valemo-nos também das contribuições de Gonçalves (2016) referentes aos estudos dos neologismos derivacionais, as formações imotivadas e as formas como única expressão da língua, bem como dos novos fenômenos da morfologia do português. O estudo mostrou que as crianças, ao criarem novas palavras, valem-se do processo de analogia de palavras já institucionalizadas e utilizam de recursos tais como o cruzamento vocabular e hibridismo.</p> 2023-12-29T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2023 Editora PUC Minas https://periodicos.pucminas.br/index.php/cadernoscespuc/article/view/31691 Gramaticalização e discursivização da partícula “aí” sob a lupa da teoria funcionalista 2024-04-02T11:51:19+00:00 Izabel Luizi Santos Colling izabelcolling.g@gmail.com Márcio Leonardo Lima Pereira marcio.lima@ifpi.edu.br <p><span style="font-weight: 400;">A abordagem funcionalista procura explicar as regularidades observadas no uso interativo da língua, analisando as condições discursivas em que se verifica esse uso. Neste contexto, este estudo busca discorrer sobre o processo de gramaticalização da partícula “aí’’, tida como um advérbio de lugar numa visão sistêmica e tradicional de língua, mas que passa a exercer, em determinados contextos de uso, outra forma gramatical. Para orientar a discussão aqui proposta, mobilizamos os conceitos de gramaticalização e discursivização propostos por Cunha </span><em><span style="font-weight: 400;">et al</span></em><span style="font-weight: 400;"> (2001, 2003, 2011, 2013, 2016), bem como conceitos da Teoria Funcionalista trabalhados por Martelotta (1996, 2011) e, a partir desse campo teórico, tomaremos como corpus de análise um fragmento do episódio #251 do Podcast ‘’Pod Delas’’. Assim, através deste estudo, observa-se que a partícula “aí” passa pelo processo de gramaticalização. Ademais, a fim de ampliar esta análise, propõe-se refletir se o uso desta partícula pode ser compreendida, também, como um processo de discursivização (Martelotta, 1996, 2011), tendo em vista que a trajetória deste processo ocorre do léxico para o discurso via gramática e, então, o termo assume função de marcador discursivo. A discussão realizada neste ensaio permite inferir que, em determinados contextos, a partícula "aí" pode ser gramaticalizada e discursivizada.</span></p> 2023-12-29T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2023 Editora PUC Minas https://periodicos.pucminas.br/index.php/cadernoscespuc/article/view/31684 Uma análise do conto Rolézim, de Giovani Martins, à luz do Funcionalismo 2024-04-02T11:51:22+00:00 Leandro Martins de Sousa leandromartinns09@gmail.com <p>Neste trabalho, analisamos o uso do português brasileiro no conto <em>Rolézim</em>, do livro <strong>O sol na cabeça</strong>, escrito por Geovani Martins. Este estudo se justifica pelo fato de haver o interesse de se verificar alguns aspectos de adequação da língua, em especial do português brasileiro, a fim de se observar, de fato, seu funcionamento. Para a realização deste ensaio, fundamentamo-nos em Cunha (2011) e Martelotta (2022), explorando, a partir de recortes do conto, alguns princípios e categorias centrais da corrente funcionalista, a saber: marcação, gramaticalização, informatividade, iconicidade e transitividade e plano discursivo. Como principal resultado, constata-se como o conto <em>Rolézim </em>evidencia o uso real da língua portuguesa brasileira, mostrando como sua estrutura gramatical se adapta às necessidades comunicativas de um grupo específico, destacando a importância da abordagem funcionalista na análise linguística.</p> 2023-12-29T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2023 Editora PUC Minas https://periodicos.pucminas.br/index.php/cadernoscespuc/article/view/31568 Estratégias e usos do pronome indefinido todes em tweets: 2024-04-02T11:51:25+00:00 Tiago Ruas Dieguez ruasdieguez@gmail.com <p>A utilização de pronomes considerados não binários, nas mais diversas línguas, tem sido amplamente debatida, numa polarização em que se enfrentam defensores e ativistas, de um lado, e críticos e censores, de outro, num debate em que a língua revela sua conexão permanente com os indivíduos, a sociedade e a cultura. Estratégias de neutralização de gênero, como o uso do pronome <em>todes</em> em português, voltam-se sobretudo para a desconstrução do modelo heteronormativo que também subjaz à língua, propondo alternativas que desvelam a norma e seus valores, bem como criam caminhos desviantes, transgressores. Neste trabalho, busca-se analisar, através da perspectiva da linguística cognitivo-funcional e com o aporte da teoria <em>queer</em>, as ocorrências do pronome pessoal <em>todes </em>no português e suas características num <em>corpus</em> de 100 <em>tweets</em>, utilizando-se como categorias de análise os conceitos de neutralização de gênero e visibilidade de gênero não binário. As análises permitem identificar, na utilização do pronome <em>todes</em>, principalmente estratégias de desgenerificação ou neutralização de gênero, em que a forma não binária ocupa a posição tradicionalmente reservada ao pronome masculino considerado genérico. Ainda que em quantitativo menos expressivo, o mesmo pronome também é utilizado também como forma de evidenciar identidades de gênero social não binárias, funcionando especialmente em blocos coesos e de modo paralelo às formas <em>todos</em> e <em>todas</em>.</p> 2023-12-29T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2023 Editora PUC Minas https://periodicos.pucminas.br/index.php/cadernoscespuc/article/view/32041 A revisão textual em tempos de ChatGPT 2024-04-02T11:51:02+00:00 Ev'Ângela Batista Rodrigues de Barros evangelabrbarros.2@gmail.com Sara Izabela Alves Pereira izabelaalves777@gmail.com <p>Este artigo tem como objetivo expor os resultados de pesquisa que avaliou a capacidade do ChatGPT em revisar textos, não apenas em identificar e corrigir erros gramaticais, mas de perceber aspectos mais amplos referentes à esfera discursiva a que se integravam os exemplares em foco. &nbsp;Foi utilizada uma pesquisa exploratória, bibliográfica e qualitativa, segundo concebe Gil (2017). Propusemos ao algoritmo três textos autênticos com desvios de naturezas diversas, gramaticais e discursivas, para que fossem: revisados, corrigidos, aprimorados e avaliados, separadamente. E assim, com base em uma abordagem interacionista e sociodiscursiva (Volóchinov, 2017; Sobral e Barbosa, 2019; Rodrigues, 2015; Salgado, 2013), avaliamos a capacidade do ChatGPT em trabalhar com esses textos. Os resultados indicaram que ele apresentou habilidades notáveis na intervenção e aprimoramento de textos, na esfera da superfície gramatical, porém também incorre em erros. Isso evidencia que a revisão textual não dispensa o olhar humano, especialmente ao lidar com questões mais complexas, de natureza discursiva. Conclui-se que o ChatGPT pode ser uma ferramenta útil para aprimorar a revisão textual, mas sua atuação não é capaz de considerar o estilo e a intenção do autor, bem como a natureza do discurso em questão.</p> 2023-12-29T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2023 Editora PUC Minas