CARACTERIZAÇÃO GEOMORFOLÓGICA DA REGIÃO CÁRSTICA ARCOS-PAINS E DE SEUS SISTEMAS CÁRSTICOS

  • Mariana Barbosa Timo
Palavras-chave: Região Cárstica Arcos-Pains, Carste, Espeleologia

Resumo

A região do Grupo Bambuí, conhecida como Província Espeleológica do Bambuí (PEB), ocupa uma área de aproximadamente 150.000 km2 e abrange as porções centro oeste, norte e noroeste de Minas Gerais; leste do Distrito Federal; nordeste de Goiás; sudeste do Tocantins; e oeste da Bahia. Devido à grande área ocupada pela Província Espeleológica do Bambuí, esta pode ser dividida em distritos. O objetivo deste artigo é a caracterização da Região Cárstica de Arcos-Pains, e de seus sistemas cársticos correlatos, a partir da utilização de dados geológicos, geomorfológicos, espeleológicos e hidrográficos. O carste regional é bem evoluído, com extensos maciços calcários marcados por diferentes tipos de lapiás (karren). Além disso, apresenta drenagem predominantemente subterrânea com a presença de sumidouros, ressurgências, cânions, dolinas e feições residuais, comuns na paisagem cárstica. Estruturas geológicas marcantes, como dobras e falhas, também se fazem presentes. Por outro lado, as atividades humanas podem impor profundas modificações na paisagem desta importante região cárstica, especialmente por causa da mineração, visto que ali encontram-se instaladas diversas empresas de extração de calcário, além de indústrias cimenteiras e de produção de cal. Tal uso do solo, aliado à precária gestão do Patrimônio Espeleológico, vem ocasionado impactos ambientais significativos no carste regional. Dessa forma, ter como base os estudos do carste faz-se extremamente necessário, pois a sensibilidade dos aquíferos cársticos à poluição é muito alta.

Downloads

Não há dados estatísticos.
Publicado
23-02-2022