Perguntas sobre o conservadorismo de José de Alencar

  • José Quintão de Oliveira Universidade de São Paulo
Palavras-chave: Alencar, Conservadorismo, Escravismo e literatura.

Resumo

Parece não haver entre a crítica literária nacional a mínima dúvida a respeito do conservadorismo de José de Alencar. Desde a sua época o escritor é apontado como um conservador e algumas vezes mesmo com um escravocrata. Pretende-se analisar essas certezas tão sólidas e definitivas não para decidir sobre a sua correção ou incorreção. A partir de um olhar sobre a carreira e os escritos políticos, as peças teatrais e a ficção de Alencar se quer compreender seu pensamento e convicções. Por essa via talvez se termine por trazer algumas questões e dúvidas a um tema em que parece existir muita certeza e pouco debate. 

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

José Quintão de Oliveira, Universidade de São Paulo
Instituto de Estudos Brasileiros da USP, professor de Literatura e pesquisador, desenvolve, no pós-doutorado, estudos sobre a obra de José de Alencar, com bolsa de pesquisa da FAPESP.

Referências

ALENCAR, José de. Escritos políticos. Brasília: Senado Federal, 2011

ALENCAR, José de. Cartas de Erasmo. Org. por José Murilo de Carvalho. Rio de Janeiro: ABL, 2009.

ALENCAR, José de. Discursos parlamentares. Brasília: Câmara dos Deputados, 1977.

ALENCAR, José de; NABUCO, Joaquim. A polêmica Alencar-Nabuco. Org. por Afrânio Coutinho. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1965.

ALENCAR, José de. O tronco do ipê. Rio de Janeiro: José Olympio, 1951.

ALENCAR, José de. A propriedade. Rio de Janeiro: B. L. Garnier, 1883.

ALENCAR, José de. Reforma eleitoral. Rio de Janeiro: J. Villeneuve, 1874.

ALENCAR, José. Literatura dramática. O demônio familiar. Revista Popular, Rio de Janeiro, ano IV, tomo XV, p. 158-165; 219-227, jul./set. 1862

ALVES, Castro. “Poesias completas”. In: RAMOS, Frederico José da Silva. (org.). Grandes poetas românticos do Brasil. São Pulo: LEP, 1949. p. 1036-1157.

ANTONIL, André João. Cultura e opulência do Brasil. 2. ed. São Paulo: Melhoramentos, 1976.

ARARIPE JUNIOR. José de Alencar. In: ARARIPE JUNIOR. Obra crítica. Org. por Afrânio Coutinho. 5 v. Rio de Janeiro: Casa de Rui Barbosa, 1958-1970. v. 1. p. 129-258.

ARARIPE JUNIOR. “A propriedade”. In: ARARIPE JUNIOR. Obra crítica. Org. por Afrânio Coutinho. 5 v. Rio de Janeiro: Casa de Rui Barbosa, 1963. v. 3. p. 445-450.

BINZER, Ina von. (pseud.: Ulla von Eck). Os meus romanos: alegrias e tristezas de uma educadora alemã no Brasil. Ed. bilíngue. Trad. de Alice Rossi e Luisita da Gama Cerqueira. 6. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1994.

BARBOSA, Francisco de Assis. “José de Alencar jornalista”. Boletim Bibliográfico, Alencar: Cem Anos Depois, São Paulo, Biblioteca Mário de Andrade, v. 38, n. 3-4, p. 53-63, julho-dezembro de 1977.

BLAKE, Sacramento. Dicionário bibliográfico brasileiro. 7 v. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1899. v. 5. p. 74-81.

BROCA, Brito. Românticos, ultra-românticos e pré-românticos: vida literária e Romantismo no Brasil. São Paulo: Polis, 1979.

CARVALHO, José Murilo. Teatro de sombras: a política imperial. Rio de Janeiro: Vértice, 1988.

CARVALHO, José Murilo de. A construção da ordem: a elite política imperial. Brasília: Ed. Universidade de Brasília, 1981.

CHAGAS, Manuel Pinheiro. (dir.). Dicionário popular: v. 1. Lisboa: Lallemant

Frères, 1876.

FAORO, Raymundo. Os donos do poder. 6. ed. 2 v. Porto Alegre: Globo, 1984. v. 2.

FARIA, João Roberto. José de Alencar e o teatro. São Paulo: Perspectiva/Edusp, 1987.

FURTADO, Celso. Formação econômica do Brasil. 27. ed. São Paulo: Nacional, 2000.

GOMES, Eugênio. Aspectos do romance brasileiro. Salvador: Progresso, 1958. L–a. “Literatura dramática”. Revista Popular, Rio de Janeiro, ano IV, tomo XV, p. 158-165; 219-227, julho-setembro de 1862. (“O demônio familiar”, p. 219-221).

MACEDO, Joaquim Manuel de. As vítimas algozes: quadros da escravidão. Estab. do texto e notas por Rachel Teixeira Valença. São Paulo: Scipione, 1991.

MARTINS, Wilson. História da inteligência brasileira: 7 v. São Paulo: Cultrix/Edusp, 1977. v. 3.

MATTOS, Ilmar Rohloff de. O tempo saquarema. São Paulo: Hucitec, 1987.

MAUA, Visconde de (Irineu Evangelista de Souza). Autobiografia: exposição aos credores e ao público. Rio de Janeiro: Ediouro, 1964.

MERLINO, Mário. “Brasil y la novela en el siglo XIX”. In: MERLINO, Mário. (org.). Las mejores novelas de la literatura universal: v. XXI: novela brasileña. Madrid: Cupsa, 1984. p. IX-XXXIV.

NABUCO, Joaquim. O abolicionismo. São Paulo: Publifolha, 2000.

NABUCO, Joaquim. Minha formação. Brasília: Ed. Universidade de Brasília, 1963.

PEREIRA, Astrojildo. Interpretações. Rio de Janeiro: Casa do Estudante do Brasil, 1944.

RIBEIRO, Júlio. Cartas sertanejas/Procellarias. São Paulo: Fundap/Imprensa Oficial, 2007.

RODRIGUES, José Honório. A lei do ventre livre: primeiro centenário. Carta Mensal, Rio de Janeiro, Conselho Técnico da Confederação Nacional do Comércio, v. XVI, n. 204, p. 3-15, mar. 1972.

SANTIAGO, Silviano. Ora (direis) puxar conversa!. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2006.

SAYERS, Raymond S. O negro na literatura brasileira. Trad. Antônio Houaiss. Rio de Jenrio: O Cruzeiro, 1958.

TREECE, David. Exilados, aliados, rebeldes. Tradução de Fábio Fonseca de

Melo. São Paulo: Edusp, 2008

URICOECHEA, Fernando. O minotauro imperial. Rio de Janeiro: Difel, 1978.

VERÍSSIMO, José. Estudos de literatura brasileira. 3ª série. Belo Horizonte: Itatiaia, 1977.

VIANA, Oliveira. O ocaso do Império. 3. ed. Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Letras, 2006.

VIANA, Oliveira. Populações meridionais do Brasil. Brasília: Senado Federal, 2005

Publicado
22-12-2016
Como Citar
de Oliveira, J. Q. (2016). Perguntas sobre o conservadorismo de José de Alencar. Scripta, 20(39), 311-330. https://doi.org/10.5752/P.2358-3428.2016v20n39p311
Seção
Dossiê: realismos e mediações