POLÍTICA SEXUAL, TORTURA E TEMPO SECULAR

  • Paulo Henrique Mazzoni Mota PUC Minas

Resumo

É impossível tratar da denominada “Política Sexual”, tal como se apresenta no capítulo III da obra Quadros de Guerra, sem primeiramente abordar o conceito de Tempo e a forma como o interpretamos em nossa sociedade. Ao tratar da ideia de tempo, Judith Butler vem nos mostrar que tal conceito não é estanque e linear, mas sim, um emaranhado de histórias que se cruzam ou não com outras histórias, surgindo-se assim indagações sobre a utilização do termo progresso e modernidade. Tais conceitos, se analisados por uma perspectiva linear deveriam indicar avanços, deixando um tempo passado para trás, superando seus problemas e progredindo, alcançando-se então a almejada Modernidade, porém, Butler ao desconstruir os presentes conceitos, mostra que a acepção atual de Progresso indica “estar acima”, ser superior a uma dada cultura que fica considerada como pré-moderna, é assim, pressuposto de autolegitimação. Sendo assim, ao se tentar alcançar o ideal de Modernidade, surgem-se indagações como “Quem chegou à Modernidade e quem não chegou? ”, “Todo estamos no mesmo tempo? ”.

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Biografia do Autor

Paulo Henrique Mazzoni Mota, PUC Minas
Graduando em Direito na Faculdade Mineira de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, extensionista no projeto Parlamento Jovem; estagiário na Procuradoria geral do município. Membro do GPFEM

Referências

BUTLER, Judith. POLÍTICA SEXUAL, TORTURA E TEMPO SECULAR. Quadros de Guerra: quando a vida é passível de luto. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2015, p.151-196

Publicado
19-12-2016
Como Citar
Mota, P. H. M. (2016). POLÍTICA SEXUAL, TORTURA E TEMPO SECULAR. Virtuajus, 1(1), 283-285. Recuperado de https://periodicos.pucminas.br/index.php/virtuajus/article/view/13748