ACOMPANHANTES TERAPÊUTICOS E ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO:

neurodesenvolvimento, formação profissional e articulação escola–família–clínica na inclusão escolar

Autores

  • Nathalia Clotilde Susin Athanázio

Resumo

A inclusão escolar brasileira apresenta avanços significativos do ponto de vista legal, mas sua efetividade prática ainda é limitada por lacunas formativas, estruturais e intersetoriais. Crianças neurodivergentes, como aquelas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), TDAH, dislexia e altas habilidades, dependem de intervenções articuladas entre escola, família e clínica, de modo a sustentar seu desenvolvimento global. Nesse contexto, o Acompanhante Terapêutico (AT) assume papel estratégico como mediador pedagógico, clínico e socioemocional, integrando práticas que favoreçam aprendizagem, regulação emocional e participação social. Este artigo analisa, à luz das neurociências, psicologia do desenvolvimento, teorias da inclusão e políticas públicas, a importância do AT articulado ao Atendimento Educacional Especializado (AEE). Fundado em revisão narrativa, análise documental e experiência profissional de mais de vinte anos em sala de aula e clínica, o estudo demonstra que a formação interdisciplinar e a atuação intersetorial são condições indispensáveis para processos inclusivos éticos e eficazes. Conclui-se que a tríade escola–família–clínica é eixo estruturante da inclusão e que o AT, quando devidamente formado, potencializa sua articulação.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Downloads

Publicado

2025-12-29