A ESCOLA COMO REDE DE PROTEÇÃO:
desafios e possibilidades da inclusão na adolescência
Resumo
O artigo apresenta a intersetorialidade como instrumento de fortalecimento das políticas públicas educacionais, com a finalidade de potencializar a escola como lugar que vai além do ensino, configurando-se como ambiente de garantia de direitos para crianças e adolescentes. Apresenta como objetivo geral analisar a escola como rede de proteção e espaço de inclusão na adolescência. Os objetivos específicos, propõe-se: a) Identificar desafios que dificultam a permanência e o sucesso escolar de adolescentes; b) Verificar possibilidades intersetoriais; c) Destacar práticas pedagógicas e políticas inclusivas que favoreçam o protagonismo infantojuvenil. Trata-se de um estudo qualitativo, com revisão de literatura por meio de uma pesquisa de artigos em banco de dados previamente selecionados. Foram analisados três artigos: Coutinho (2011), Silva e Silva (2009) e Souza; Souza e Farache (2025). Os resultados permitiram identificar que a permanência e o sucesso escolar de adolescentes ainda são comprometidos por dificuldades socioeconômicas, carências estruturais das instituições, falta de articulação intersetorial e predominância de modelos pedagógicos tradicionais que não dialogam com as realidades infantojuvenis. Diante de tais constatações, repensar as estratégias de inclusão escolar na adolescência exige tanto o fortalecimento de políticas públicas intersetoriais quanto a ressignificação das práticas pedagógicas cotidianas das instituições de ensino e demais atores necessários ao processo. Somente a partir dessa dupla dimensão estrutural e pedagógica será possível transformar a escola em um território de proteção, inclusão e ampliação de oportunidades, capaz de responder às demandas contemporâneas dessa parcela da população.
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