PERCEPÇÕES DOCENTES SOBRE O USO DE JOGOS DE RPG E SUA RELAÇÃO COM O REAL E O IMAGINÁRIO INFANTIL:
um estudo exploratório
Resumo
Este artigo visa comunicar os resultados de uma pesquisa desenvolvida em uma instituição de educação básica de Belo Horizonte/MG, que oferta, dentre outras etapas e modalidades, o Ensino Fundamental. O objetivo do estudo foi analisar pedagogicamente a relação entre o real e o imaginário infantil a partir da interação com o jogo eletrônico Role-Playing Game (RPG). Para alcançar tal objetivo, realizou-se uma pesquisa teórica, aliada a uma pesquisa de campo de caráter exploratório, com a participação de 13 professores da rede pública. A etapa teórica buscou conceituar os termos real, realidade, imaginário e imaginação infantil, com base nos trabalhos de Schmit, Tagarro e Kishimoto, além de discutir o desenvolvimento histórico-cultural dos jogos e suas características. A investigação de campo teve por finalidade compreender percepções docentes sobre o uso do RPG no ambiente escolar, sem a pretensão de estabelecer causalidades ou generalizações amplas. Os dados obtidos indicam que o RPG é reconhecido como um recurso com potencial para estimular a imaginação, a criatividade e a interação social, desde que bem orientado. No entanto, também foram relatadas dificuldades, como a falta de formação específica, resistência familiar e institucional, e limitações estruturais. Ressalta-se que a pesquisa não investigou diretamente aspectos como a influência da gestão escolar, a formação docente ou a aceitação familiar no sucesso do uso do RPG. Da mesma forma, não foi possível estabelecer uma relação conclusiva entre o uso do lúdico e o desenvolvimento integral infantil. Assim, as conclusões devem ser compreendidas dentro dos limites do estudo, que teve caráter preliminar e exploratório.
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