EXPERIÊNCIA DE PRÁTICA DE ESTÁGIO EM PSICOLOGIA HOSPITALAR
DOI:
https://doi.org/10.5752/P.2236-0603.2026v13n25p103-112Palavras-chave:
Psicologia Hospitalar, fenomenologia, Oncologia, Subjetividade, HumanizaçãoResumo
Este relato de experiência tem como objetivo refletir sobre a prática clínica desenvolvida durante o Estágio em Psicologia Hospitalar, realizado em um hospital privado de Minas Gerais, no setor de oncologia. A experiência foi conduzida a partir de uma abordagem fenomenológica, tendo como instrumentos de registro o diário de campo e a elaboração de versões de sentidos das vivências clínicas, orientadas pelo exercício da redução fenomenológica (epoché), que consiste na suspensão de julgamentos prévios para favorecer uma escuta aberta às experiências do outro. A atuação concentrou-se no acolhimento de pacientes em tratamento quimioterápico, em cuidados prolongados e em isolamento após transplante de medula óssea, bem como no acompanhamento de seus familiares, oferecendo espaço de escuta diante do sofrimento psíquico, das incertezas do adoecimento e da proximidade da finitude. A experiência também possibilitou refletir sobre desafios presentes na lógica institucional hospitalar, especialmente no que se refere à conciliação entre práticas técnico-assistenciais e a necessidade de cuidado humanizado. Como contribuição, o relato evidencia o papel do psicólogo hospitalar não apenas no acolhimento clínico de pacientes e familiares, mas também na promoção de reflexões institucionais que favoreçam práticas de cuidado mais sensíveis à subjetividade e à dignidade do sujeito em situação de adoecimento.
Downloads
Referências
ACCAMARGO CANCER CENTER. O modelo Cancer Center. Disponível em: https://accamargo.org.br/cancer-center/o-modelo-cancer-center. Acesso em: 16 mar. 2026.
AMATUZZI, Mauro Martins. Por uma psicologia humana. 2. ed. Campinas: Editora Alínea, 2008.
AZEVÊDO, A. V. S.; CREPALDI, M. A. A psicologia no hospital geral: aspectos históricos, conceituais e práticos. Estudos de Psicologia (Campinas), v. 33, n. 4, p. 573–585, 2016.
DIAS, C. A.; NUERNBERG, D. Doença na família: uma discussão sobre o cuidado psicológico do familiar cuidador. Revista de Ciências Humanas, Florianópolis, v. 44, n. 2, p. 465–483, 2010.
FREITAS, Joanneliese de Lucas. Luto e fenomenologia: uma proposta compreensiva. Rev. abordagem gestalt., Goiânia, v. 19, n. 1, p. 97-105, jul. 2013. Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1809-68672013000100013&lng=pt&nrm=iso>. Acessos em 19 jun. 2025.
HOLANDA, Adriano. Fenomenologia, psicoterapia e psicologia humanista. Estudos de Psicologia (Campinas), v. 14, n. 2, p. 33-46, 1997. Disponível em: https://www.scielo.br/j/estpsi/a/gBqGJPm3TPshYVnNQm43jsK/abstract/?lang=pt#top. Acesso em: 19 jun. 2025.
MOSIMANN, L. T. N. Q.; LUSTOSA, M. A. A psicologia hospitalar e o hospital. Revista da SBPH, Rio de Janeiro, v. 14, n. 1, p. 200–210, 2011.
NATIONAL CANCER INSTITUTE. NCI-designated cancer centers. Disponível em: https://www.cancer.gov/research/infrastructure/cancer-centers. Acesso em: 16 mar. 2026.
KOVÁCS, Maria Júlia. Educação para a morte. Psicologia: Ciência e Profissão, v. 25, n. 3, p. 484-497, 2005. Disponível em: https://www.scielo.br/j/pcp/a/SkwBgq7Xm8GLKJpQxmMMpDh/. Acessos em 01, 19 jun. 2025.
PEIXOTO, Tereza Cristina; PASSOS, Izabel Christina Frich; BRITO, Maria José Menezes; Ó, Jorge Manuel N. Ramos. Produção de subjetividade no trabalho em uma unidade de terapia intensiva pediátrica. Psicologia & Sociedade, v.29, n.2, p. e161193. Disponível em: https://www.scielo.br/j/psoc/a/QqfM4X5qFMK6tR4gHcPXWJv/abstract/?lang=pt. Acesso em 19 jun. 2025.
QUINTAS, J. Morte e luto: um estudo sobre a existência em sofrimento e as possibilidades de atuação clínica. Revista FAFIRE, Recife, v. 9, n. 1, p. 101–111, jan./jun. 2016.
PILGER, M. C. H. et al. Educação para a morte no contexto de UTIN [recurso eletrônico]: orientações sobre luto e acolhimento em situações de perda neonatal. Dissertação de Mestrado, 2023. Disponível em: https://repositorio.ufsm.br/handle/1/29174. Acesso em 19 jun. 2025.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Direitos Autorais e Licença Creative Commons
O envio de qualquer colaboração implica automaticamente a cessão integral dos direitos autorais à Editora PUC Minas. Solicita-se ao (s) autor (es) assinalar (em) o termo-declaração que expressa a transferência de direitos autorais à Editora PUC Minas, a afirmação da autoria, originalidade e ineditismo do texto e de sua exclusividade de publicação em Percurso Acadêmico e sobre a inexistência de conflito de interesses (relações entre autores, empresas/instituições ou indivíduos com interesse no tema abordado pelo artigo). Solicita-se também informar, caso existam, os órgãos ou instituições financiadoras da pesquisa objeto do artigo.
Percurso Acadêmico é uma obra licenciada sob uma Licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Unported (CC BY-NC-ND 3.0).
Declaração de Direito Autoral
Submeto (emos) o presente trabalho, texto original e inédito, de minha (nossa) autoria, à avaliação de Percurso Acadêmico - Revista Interdisciplinar da PUC Minas no Barreiro, e concordo (amos) que os direitos autorais a ele referentes se tornem propriedade exclusiva da Editora PUC Minas, sendo vedada qualquer reprodução total ou parcial, em qualquer outra parte ou outro meio de divulgação impresso ou eletrônico, dissociado de Percurso Acedêmico, sem que a necessária e prévia autorização seja solicitada por escrito e obtida junto ao Editor-gerente. Declaro (amos) ainda que não existe conflito de interesse entre o tema abordado, o (s) autor (es) e empresas, instituições ou indivíduos.
Reconheço (Reconhecemos) ainda que Percurso Acadêmico está licenciada sob uma
LICENÇA CREATIVE COMMONS:
Licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Unported (CC BY-NC-ND 3.0).
