Relações raciais e vínculos familiares entre frequentadores de um programa de saúde mental infantil

Autores

  • Júlia Teixeira Bernardi Universidade Federal da Bahia
  • Vania Bustamante Universidade Federal da Bahia

DOI:

https://doi.org/10.5752/P.1678-9563.2024v30p310-334

Palavras-chave:

saúde mental infantil, raça, família, psicanálise

Resumo

Este estudo verifica como os vínculos familiares se constituem em relação à raça entre os frequentadores de um serviço de saúde mental infantil em Salvador, Bahia. A principal fundamentação teórica é a psicanálise vincular e os estudos das relações raciais na psicologia. Utilizou-se um método misto em duas etapas: a primeira analisou os dados das declarações raciais das crianças atendidas, onde a maioria (84%) é declarada negra; a segunda consistiu em um estudo de caso de uma família acompanhada no serviço. Em tal estudo identificou-se como uma família negra se defende através dos vínculos. Foi possível relacionar a queixa apresentada com uma menor tolerância à agressividade das crianças negras e ao isolamento afetivo das mulheres negras, ambos condicionados pelo racismo. Assim, a raça se coloca como um não-dito que interfere na constituição dos vínculos, devendo ser considerada nas práticas de saúde mental.

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Publicado

2026-10-22

Edição

Seção

Artigos / Articles / Artículos