O PROBLEMA DAS METÁFORAS NA CLÍNICA

Bruno Vasconcelos de Almeida, Denise Viuniski da Nova Cruz, Solange Puntel Mostafa

Resumo


Este artigo problematiza o uso das metáforas na clínica médica e no ensino da clínica, extrapolando a questão para outros encontros terapêuticos, e destacando a importância da linguagem para as práticas de cuidado em saúde.  Para isso, apresenta dois argumentos teóricos diferentes a respeito da metáfora, figura de linguagem tão significativa para diferentes áreas de conhecimento: argumentos contrários à utilização das metáforas resgatados do texto clássico de Susan Sontag – Doença como Metáfora. AIDS e suas Metáforas, e uma teorização poética favorável às metáforas como forma de expressão e representação de sentimentos de dor e de perda no pensamento de Anatole Broyard – Intoxicated by my Illness and Other Writings on Life and Death. Esses dois resgates teóricos são utilizados para demonstrar a relevância do problema para a prática da clínica.  O artigo concentra-se na questão linguística e na literalidade no pensamento de Gilles Deleuze, alçando as metáforas ao domínio dos conceitos filosóficos.


Palavras-chave


Metáforas. Filosofia. Deleuze. Clínica. Literalidade.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5752/P.2177-6342.2017v8n16p395

 

 

 

ISSN: 2177-6342