DEPRESSÃO E ANGÚSTIA: MODOS DE EXPRESSÃO NA CONTEMPORANEIDADE

Maria Bruna Mota Pereira, Jane Moreira de Azevedo

Resumo


Este artigo é o resultado de uma pesquisa de iniciação científica realizada no ano de 2015, na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, campus Arcos, com o objetivo de investigar a relação entre o fenômeno da depressão e angústia. O interesse em pesquisar o tema surgiu a partir da constatação da alta incidência do diagnóstico de depressão nos dias atuais. Esse diagnóstico é tão predominante que pode ser descrito como uma epidemia da depressão. Esta pesquisa investiga se a depressão é resultado do estilo de vida dos dias atuais e qual é a relação entre depressão e angústia. A metodologia de pesquisa utilizada foi bibliográfica. Assim, o fenômeno da depressão foi investigado por um viés social, psiquiátrico e psicanalítico. No contexto psicanalítico, este foi demarcado pela perspectiva dos termos “depressão” e “angústia”, a partir da concepção elaborada por Freud e Lacan. A análise da literatura disponível revela que 7,6% da população brasileira com mais de 18 anos apresenta este diagnóstico e que este representa 11,2 milhões de pessoas em todo o território nacional. Observamos também que existe uma relação entre angústia e depressão, causada pelo conflito entre o que o Outro exige de nós e por aquilo que o sujeito não consegue tolerar em relação aos próprios desejos. A partir deste preceito, consideramos que não é possível evitarmos o mal da depressão, pois este é um modo singular do sujeito significar as próprias experiências vividas.

Palavras-chave


Depressão; Angústia; Contemporaneidade; Desejo

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