MÚSICA E DESEJO: OS MÚSICOS DE RUA E BARES E A PRODUÇÃO DE SINGULARIDADES

Leanderson Luiz de Sá

Resumo


Artigo elaborado a partir de resultados de pesquisa de trabalho monográfico que teve como objetivo identificar modos de subjetivação gerados em músicos atuantes em bares e ruas da cidade de Belo Horizonte. Foram analisadas as relações dos músicos com algumas instituições, como a mídia e a Indústria Cultural, que de um modo ou de outro, influenciam diretamente na produção musical da atualidade. Autores como: Gregório Baremblitt, Suely Rolnik, Pedrinho Guareschi, José Carvalho dentre outros auxiliaram na composição do arranjo teórico. É problematizado o fato de que o músico, exposto a determinada hegemonia musical, teria seus modos de ver, ouvir e experimentar a música modificados e direcionados de tal forma a despotencializar e despolitizar essa manifestação artística. Tal fato produziria um estreitamento de possibilidades de produção de singularidades possíveis através da música – Equalização do Desejo - tendo em vista a infinita diversidade inerente à arte. A questão central do trabalho é justamente a noção de desejo da Esquizoanálise e como essa se relaciona com música e sujeito para produzir algo novo. A metodologia é baseada em pesquisa qualitativa pela perspectiva de Cartografia por incluir a noção de desejo como um eixo fundamental nas observações. A coleta de dados foi realizada através método História de Vida, foram entrevistados quatro músicos de bares e de rua, todos com mais de dez anos de experiência. O artigo focaliza três destes músicos integrantes do grupo “Faca Amolada”. Através do material coletado foi possível observar as estratégias usadas por esses músicos que possibilitam os processos de criação – manifestação do desejo - apesar da expressiva massificação de alguns estilos musicais em nossa época. Dentre essas estratégias destaco a utilização da rua como espaço cultural favorável ao desejo.

Palavras-chave


Processos de subjetivação; Música; Esquizoanálise; Desejo

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