A GARANTIA DO DIREITO À CRECHE COMO POLÍTICA DE EMPODERAMENTO FEMININO: O PROCESSO DE ALEITAMENTO MATERNO DAS TRABALHADORAS DO HOSPITAL SOFIA FELDMAN

  • Aline Morais PUC MINAS SG/MG
  • Luciana Oliveira
Palavras-chave: Creche, Hospital, Aleitamento, Políticas Públicas, Empoderamento feminino

Resumo

O desenvolvimento deste estudo baseou-se na compreensão da experiência de 15 mulheres mães e trabalhadoras do Hospital Sofia Feldman em relação à garantia de direitos prevista pela CLT em relação à Creche e ao Aleitamento Materno como possível política de empoderamento feminino e fator de fortalecimento do vínculo mãe-bebê. Para tal, foi feita uma revisão histórica acerca da luta pelo direito à Creche no Brasil, políticas de Humanização e Aleitamento Materno, além de consultas relativas ao conceito de vínculo pelo autor e psicanalista Winnicott. Utilizou-se do método de entrevista semiestruturada, com 6 perguntas abertas acerca das vivências de maternidades, creche, humanização e vínculo entre as mulheres e também com seus bebês. O estudo demonstrou que uma grande parcela das entrevistas não reconhece ou reconhece parcialmente o Direito à Creche e ao Aleitamento Materno. Todavia, a Creche ocupa um lugar significativo em suas demandas sociais, econômicas e afetivas, sendo de grande valor para suas dinâmicas familiares. Além disso, o espaço físico é um fator fundamental para a construção do vínculo no primeiro ano de vida e também na Primeira Infância com suas crianças e uma contingência significativa para o incentivo ao Aleitamento Materno até os dois anos de idade. 

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Acessado em: 7 de julho de 2019.

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Publicado
07-09-2020
Como Citar
MORAIS, A.; OLIVEIRA, L. A GARANTIA DO DIREITO À CRECHE COMO POLÍTICA DE EMPODERAMENTO FEMININO: O PROCESSO DE ALEITAMENTO MATERNO DAS TRABALHADORAS DO HOSPITAL SOFIA FELDMAN. Pretextos - Revista da Graduação em Psicologia da PUC Minas, v. 5, n. 9, p. 48-65, 7 set. 2020.
Seção
Artigos de temática livre