A DEVASTAÇÃO MATERNA E SUAS REPERCUSSÕES NAS PARCERIAS AMOROSAS

  • Andréa Eulálio de Paula Ferreira Universidade Federal de Minas Gerais
  • Marcia Maria Rosa Vieira Luchina Universidade Federal de Minas Gerais
Palavras-chave: gozo fálico, gozo suplementar, devastação, sexualidade feminina, parcerias amorosas.

Resumo

A sexualidade feminina se apresenta como enigmática. Isso suscita muitas
reflexões sobre a feminilidade. A descoberta de que o sexo não é um
fenômeno natural, mas resultado da subjetivação fálica, torna-se um marco
extremamente significativo para a sexualidade feminina. Para Freud, a
devastação estaria relacionada ao destino do falo na menina. Freud observa
que certas mulheres permanecem fixadas na ligação original com a mãe,
sem nunca alcançarem uma verdadeira mudança na relação com os homens.
Lacan avança mais além dessa articulação fálica, ao perceber que o falo não
satura o campo do gozo na sexualidade feminina. O que está em jogo é o
gozo feminino, não todo submetido à função fálica. O termo devastação
aparece como consequência da inexistência de um significante que defina
A mulher e está presente em três momentos da teoria lacaniana: na relação
com a mãe, na relação com o desejo da mãe e nas parcerias amorosas.

Biografia do Autor

Andréa Eulálio de Paula Ferreira, Universidade Federal de Minas Gerais

Mestra em Teoria Psicanalítica pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), psicóloga, psicanalista, membro da Escola Brasileira de Psicanálise e da Associação Mundial de Psicanálise.

Marcia Maria Rosa Vieira Luchina, Universidade Federal de Minas Gerais

Pós-doutorado em Teoria Psicanalítica (UFRJ), professora no Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFMG, psicóloga, psicanalista, membro da Escola Brasileira de Psicanálise e da Associação Mundial de Psicanálise.

Publicado
13-04-2020
Seção
Artigos / Articles / Artículos