Laserterapia de baixa potência como tratamento adjuvante na gengivoestomatite herpética aguda em odontopediatria: uma revisão de literatura
Palavras-chave:
Fotobiomodulação, Gengivoestomatite herpética, Herpes simplex, Laserterapia, OdontopediatriaResumo
Introdução: A gengivoestomatite herpética aguda (GEHA) constitui a infecção viral primária causada pelo vírus herpes simples tipo 1 (HSV-1), sendo prevalente em crianças de 6 meses a 5 anos. Manifesta-se por febre, dor intensa, presença de vesículas e úlceras orais, que comprometem a alimentação, a higiene bucal e a qualidade de vida da criança. O tratamento convencional é predominantemente sintomático, incluindo uso de analgésicos e antivirais, entretanto, apresenta limitações em odontopediatria devido a efeitos adversos e baixa adesão terapêutica. Objetivo: Avaliar, por meio de revisão de literatura, a eficácia da laserterapia de baixa potência (LBP), também denominada fotobiomodulação, como adjuvante no manejo da GEHA em odontopediatria. Métodos: Busca sistemática nas bases de dados em PubMed, SciELO, Web of Science e BVS, contemplando trabalhos publicados no período de 2001 a 2024. Utilizou-se os descritores "terapia fotodinâmica", "odontopediatria", "fotobiomodulação" e "estomatite herpética". Foram selecionados 15 estudos, incluindo relatos de casos, revisões sistemáticas, ensaios clínicos e sugestões de protocolos. Os artigos foram analisados criticamente quanto aos parâmetros dos lasers e aos desfechos clínicos. Resultados: A LBP com comprimento de onda entre 660 e 940 nm, em doses de 3-9 J/cm², e aplicação em 1 a 3 sessões, demonstrou analgesia rápida, redução de inflamação e edema, aceleração do processo cicatricial (3 a 4 dias, em comparação aos 14 dias do curso natural da doença) e supressão da atividade viral, sem efeitos colaterais. Além disso, os frequentemente combinam laser vermelho, para tecidos superficiais, e infravermelho, para tecidos mais profundos, podendo ser associados a utilização de fotossensibilizadores, como o azul de metileno, em terapia fotodinâmica. Conclusão: A LBP apresenta-se como uma alternativa adjuvante promissora e segura no tratamento da GEHA em pacientes pediátricos, contribuindo para a redução do uso de fármacos e para a otimização do conforto do paciente. No entanto, a heterogeneidade dos parâmetros utilizados, como as doses e comprimentos de onda, além do tamanho amostral reduzido dos estudos, reforçam a necessidade de ensaios clínicos randomizados para padronização dos protocolos terapêuticos.
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