FILOSOFIA DA SAUDADE:
VIAGEM E EXÍLIO NAS CARTAS PERSAS DE MONTESQUIEU
DOI:
https://doi.org/10.5752/P.2177-6342.2023v1nesp1p180-194Palavras-chave:
Montesquieu, Cartas persas, viagem, exílioResumo
O romance epistolar Cartas persas de Montesquieu narra a viagem de dois príncipes persas exilados em Paris, os quais figuram caráteres distintos: o primeiro, idoso e meditativo Usbek figura o exilado político; enquanto o segundo, mais jovem e exuberante Rica figura o viajante cosmopolita. Assim, nas Cartas persas, a ontologia da viagem ou metafísica da saudade tem dois sentidos: um otimista, como é o caso de Rica; e um sentido pessimista, no caso de Usbek. Os dois apresentam nas suas correspondências dois modos distintos de cruzar fronteiras rumo a lugares desconhecidos: o nostos e o êxodo. De modo geral, há um fio condutor negligenciado nos textos do Iluminismo sobre as viagens de exploração: a crueldade da colonização europeia. O leitor, por sua vez, é atraído para mundos singulares, como se vivenciasse de dentro para fora, entrando no romance, de forma imaginativa e simpática em um envolvimento aberto com a diferença.
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Referências
CHAUVEL, T. O harém das Cartas persas: um concerto de vozes dissonantes. 2018. Dissertação (Mestrado em Língua e Literatura Francesa) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2018.
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GROSRICHARD, A. Estrutura do harém: despotismo asiático no ocidente clássico. São Paulo: Editora brasiliense, 1979.
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