A INVENÇÃO DA METAFÍSICA

Morte e injustiça como desequilíbrio psíquico em Platão

Autores

  • Eduardo Rodrigues UFMG/Doutorando
  • Márcio Oliveira Souza da Silva UFOP

DOI:

https://doi.org/10.5752/P.2177-6342.2025v16n32p526-539

Palavras-chave:

Psique, morte, Justiça, Metafísica, Platão

Resumo

Este artigo pretende abordar, no âmbito da filosofia platônica, o fenômeno da morte dos seres humanos como uma das causas do desequilíbrio psíquico entre os elementos que compõem nossa psique. Esse desequilíbrio irá incidir no que Platão denomina como sendo um estado de injustiça, as ações humanas provenientes desse estado psíquico se desdobram, consequentemente em ações, desequilibradas, portanto, injustas, analogamente, organizações sociais se desequilibram e são compostas a mesma lógica da psique, conforme A República e outros diálogos de Platão. O filosofar, é visto, como a atividade que busca a justiça, busca, portanto, reestabelecer a harmonia social, bem como a harmonia psíquica, antes de tudo; no que tange nossa indignação com a morte, indignação vivenciada por Platão na condenação de Sócrates, a filosofia propõe a metafísica, em outras palavras, uma forma de compreender a morte, tal como é a tese da imortalidade da alma contida em Fédon, e n’A República.

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Biografia do Autor

Eduardo Rodrigues, UFMG/Doutorando

Doutorando e mestre em Filosofia pela UFMG. Bacharel em Filosofia pela mesma Universidade. E-mail: filosofia_edrodriguez@protonmail.com. 

Márcio Oliveira Souza da Silva, UFOP

Doutorando e mestre em Filosofia pela UFOP. Graduado em Artes cênicas pela mesma Universidade. E-mail: marcio04771077@gmail.com.

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Publicado

2025-12-29

Como Citar

Rodrigues, E., & Silva, M. O. S. da. (2025). A INVENÇÃO DA METAFÍSICA: Morte e injustiça como desequilíbrio psíquico em Platão. Sapere Aude, 16(32), 526–539. https://doi.org/10.5752/P.2177-6342.2025v16n32p526-539

Edição

Seção

ARTIGOS/ARTICLES: DOSSIÊ/DOSSIER

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