ENTRE A VERDADE E A MENTIRA
A construção da realidade segundo Nietzsche
DOI:
https://doi.org/10.5752/P.2177-6342.2025v16n32p833-839Palavras-chave:
Intelecto; sobrevivência; linguagem como metáfora; homem racional vs. intuitivo; convenções sociais; poder; ficções úteis.Resumo
Nietzsche, em Sobre verdade e mentira em sentido extramoral, questiona a verdade objetiva, propondo que ela é uma construção humana baseada em necessidades práticas. O intelecto não busca a realidade última, mas a sobrevivência, criando ficções úteis para evitar conflitos. A linguagem, como sistema de metáforas, simplifica a realidade em conceitos gerais, esquecendo sua origem metafórica. Nietzsche contrapõe o homem racional ao homem intuitivo (que abraça o caos e a criatividade). A verdade, assim, surge de convenções sociais que priorizam a coesão sobre a objetividade, onde o poder molda o que é aceito como real.
Downloads
Referências
NIETZSCHE, Friedrich. Sobre verdade e mentira no sentido extra-moral. In: ANTOLOGIA DE TEXTOS FILOSÓFICOS. Tradução e notas de Rubens Rodrigues Torres Filho. São Paulo: Abril Cultural, 1991. p. 530-542. (Coleção Os Pensadores).
MONTEIRO, Átila Brandão. A verdade como dissimulação em Nietzsche: elementos para uma crítica da concepção essencialista de linguagem. Existência e Arte – Revista Eletrônica do Grupo PET – Ciências Humanas, Estética da Universidade Federal de São João Del-Rei, ano VIII, n. VII, p. 37–44, jan./dez. 2012.
SOUSA, Diego Carmo de. Verdade em Nietzsche. Revista Pandora Brasil, n. 88, p. 23–34, 2021.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
TERMO DE DECLARAÇÃO:
Submeto (emos) o trabalho apresentado, texto original, à avaliação da revista Sapere Aude, e concordo (amos) que os direitos autorais a ele referentes se tornem propriedade exclusiva da Editora PUC Minas, sendo vedada qualquer reprodução total ou parcial, em qualquer outra parte ou meio de divulgação impresso ou eletrônico, sem que a necessária e prévia autorização seja solicitada por escrito e obtida junto à Editora. Declaro (amos) ainda que não existe conflito de interesse entre o tema abordado e o (s) autor (es), empresas, instituições ou indivíduos.
