A COGNIÇÃO DO JUÍZO

Proposta de aproximação entre Foucault e Brandom

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5752/P.2177-6342.2026v17n33p467-482

Palavras-chave:

verdade, veridição, neopragmatismo, Foucault, Brandom

Resumo

Este artigo, a partir de Foucault, refuta noções metafísicas de verdade (que tem como referente primeiro algo externo ao sujeito), como a “coisa em si” da “verdade real”, na cognição do juízo. Para demonstrar os erros dessas noções de verdade, é utilizada a metodologia de estudo de caso, especificamente, a peste milanesa de 1630, que explicitará – além dos erros da noção de verdade inquisitória – a diferença entre verdade e veridição e os efeitos concretos no sujeito do discurso que pretende ser verdadeiro. Após essa explicitação, será pesquisado o problema: como é a cognição do juízo, sem noções metafísicas de verdade? A hipótese principal é: a construção do juízo é feita pela articulação de inferências, em acordo com o neopragmatismo de Brandom. Esta hipótese é defendida pela revisão de literatura. Finalmente, o artigo propõe a aproximação das noções de Foucault e Brandom para a cognição não metafísica do juízo e para a fundamentação da decisão jurídica.

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Biografia do Autor

Marcus Vinícius Pimenta, PUC Minas

Doutorando em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Mestre em Direito Processual pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Pós-graduado em Direito Penal Econômico pela Universidade de Coimbra. E-mail: marcuspimenta@ymail.com. 

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Publicado

2026-07-13

Como Citar

Pimenta, M. V. (2026). A COGNIÇÃO DO JUÍZO: Proposta de aproximação entre Foucault e Brandom. Sapere Aude, 17(33), 467–482. https://doi.org/10.5752/P.2177-6342.2026v17n33p467-482