HEIDEGGER E O SENTIDO DO MITO – OU HEIDEGGER E O MITO DO SENTIDO
Elementos para a crítica de um problema histórico-filosófico
DOI:
https://doi.org/10.5752/P.2177-6342.2026v17n33p161-786Palavras-chave:
Heidegger, Mito, Metafísica., História do OcidenteResumo
O presente artigo busca analisar a significação histórico-filosófica do problema do mito no pensamento de Martin Heidegger. Procura-se mostrar de que maneira e em que termos mito e ser compartilham, no corpus heideggeriano, uma mesma estrutura funcional orientada pela e para a produção de sentido. A partir da articulação entre três hipóteses analíticas (funcional, figurativa e testemunhal), o texto se propõe examinar o modo como a reflexão sobre a verdade, a história e a linguagem convergem para uma onto-mitologia, na qual o mito opera como o fundamento e o eixo de ordenação e configuração de mundos históricos possíveis. Por meio do diálogo com interlocutores como Philippe Lacoue-Labarthe e Furio Jesi, investiga-se a dinâmica do que será aqui chamado de “máquina mítico-arquetípica” ocidental, evidenciando que o esforço heideggeriano de destruição e fundamentação da metafísica permanece atado ao centro fascinatório da arkhé e a uma exigência de configuração (Gestaltung). Em vista dessas problemáticas, as seguintes questões terão de ser respondidas: o que Heidegger quer dizer por mito; qual é o alcance do mito no programa geral do seu pensamento; o que esse problema filosófico pode implicar para o diagnóstico da significação histórica do Ocidente?
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