DA IDENTIDADE DO HOMEM – ANTROPOCENO E FILOSOFIA
DOI:
https://doi.org/10.5752/P.2177-6342.2026v17n33p198-210Palavras-chave:
antropogênese, identidade, humano, Antropoceno, OcidenteResumo
O texto tem como objetivo mapear as tensões contemporâneas no âmbito do advento da era denominada “Antropoceno”. Trata-se, em primeiro lugar, de problematizar o conceito, tendo em vista sua pretensa universalidade e sua generalidade para, em seguida, analisar a origem do movimento que hoje se efetiva planetariamente e que coloca em questão o próprio prosseguimento da vida. Destacando o papel central dos desdobramentos dos processos científicos e tecnológicos, desde a Revolução Industrial, o texto aponta para a ambiguidade da relação contemporânea em relação a esses processos, calcada notadamente no temor e na frustração, e assinala a relação desses vetores com as tensões dos questionamentos em torno das práticas e do sentido nos âmbitos “gênero”, “raça”, “feminino”, “corpo”, “animal”, “animismo” e “doença”. Aponta a seguir a centralidade do conceito herdado de “homem”/”anthropós” para pensar a possibilidade de outros modos de compreensão e práticas, destacando o peso fundamental do conceito de “identidade” como matriz central do pensamento filosófico e, portanto, ocidental. Por fim, o texto abre, a partir de questionamentos internos ao próprio âmbito filosófico, a possibilidade de outras configurações de realidade a partir de matrizes outras que não o princípio de identidade.
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