PRÁTICAS DE ESCRITA E LEITURA NA AMÉRICA PORTUGUESA NO SÉCULO XVIII
O CASO DA CAPITANIA DE GOIÁS E CONTRIBUIÇÕES PARA A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO
DOI:
https://doi.org/10.5752/P.2177-6342.2026v3n3p249-266Palavras-chave:
cultura escrita, Capitania de Goiás, prática educativas, Século XVIII, história da educaçãoResumo
O Império português se estendeu por diferentes paragens no século XVIII. Do Estado da Índia, pela Costa Africana, Ilhas Atlânticas (Madeira, Açores, Cabo Verde) até a América portuguesa, os domínios ultramarinos foram essenciais na política e economia de Portugal. Embora se saiba os aspetos ligados à colonização, especialmente a exploração de matérias-primas, a religiosidade e os povos conquistados, falta abrir um novo leque: estudos sobre a educação, o trânsito de ideias e livros e, sobretudo, as práticas de escrita e leitura. Para tanto, o presente trabalho busca analisar as práticas de escrita e leitura na Capitania de Goiás no século XVIII. Desse modo, o estudo privilegia um tema pouco estudado pela historiografia, o aspecto educacional e das práticas educativas, e verticaliza para uma região central no ultramar no século XVIII, a Capitania de Goiás. Trata-se, nesse contexto, de um estudo documental e bibliográfico, utilizando da documentação do Arquivo Histórico Ultramarino (AHU) e da historiografia. Em face disso, se observa que a educação, a escrita e a leitura não estiveram ausentes na América portuguesa. Pelo contrário, diferentes sujeitos se apropriaram da leitura e da escrita, demonstrando estratégias e agenciamentos nos usos do ler, escrever e contar.
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