50 ANOS SEM HEIDEGGER?
Técnica, obra de arte e diferença ontológica
DOI:
https://doi.org/10.5752/P.2177-6342.2026v17n33p7-10Palavras-chave:
Verdade, Ontologia, Martim HeideggerResumo
A ocasião do simpósio dedicado a Martin Heidegger, sob o tema “50 anos sem Heidegger?”, está longe de constituir um acontecimento meramente contingente ou casual; diga-se, antes disso, que o simpósio marca um caráter profundamente necessário: a primeira metade do século XXI, embora os sinais desse processo já se deixassem perceber desde as últimas décadas do século XX, tornou explícita uma crise radical no estatuto da verdade, uma crise que atravessa simultaneamente a epistemologia, a política, a técnica, a linguagem, a arte e a própria experiência do real.Tudo isso é um problema nosso e temos de nos haver com isso. O problema contemporâneo já não consiste apenas em determinar o que é verdadeiro, mas em compreender como a própria possibilidade da verdade se fragiliza num mundo em que os discursos circulam instantaneamente e disputam entre si não necessariamente pela sua consistência ontológica, mas pela eficácia de sua difusão técnica.Em vista disso, esta publicação não pretende simplesmente reafirmar a atualidade de Heidegger nem promover uma homenagem retrospectiva ao filósofo cinquenta anos após sua morte em 26 de maio de 1976; seu propósito mais próprio consiste em assumir, no interior de nossa própria situação histórica, a exigência de pensar aquilo que o próprio Heidegger nunca cessou de indicar: que a verdade, antes de constituir um atributo do juízo ou um problema exclusivamente epistemológico, é o acontecimento originário da abertura em que os entes podem vir ao encontro do Dasein e mostrar-se como são.
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Referências
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