Arquivos - Página 2

  • v. 2 n. 4 (2011)

    Mas, pode-se perguntar, para qual uno se deve tender? Alguma vez na História da Filosofia foi possível ostentar um suporte capaz de explicar e acomodar as inquietudes humanas? O assombro diante do múltiplo, da pluralidade indomável, foi algum dia estancado pelas estratégias do lógos? Tender ao uno não seria tão somente forçar violentamente vínculos de unidade mediante o domínio pelo convencimento que, de real nada teria, mas apenas exibição de cálculos bem articulados? O lógos, cuja vocação é tender ao uno, foi, em alguma época, inocente e puro a ponto de demonstrar uma verdade incontestável? Mas, o que realmente se pretende dizer com o termo lógos? Penso que, por muitos aspectos, esse quarto número da Revista Sapere Aude, do Departamento de Filosofia da PUC Minas, sugere ampla reflexão sobre tais questões.
  • v. 2 n. 3 (2011)

    Se é preciso “crer para compreender, como pressuposto essencial de toda a compreensão”, faz-se necessário demonstrar, como menciona Paul Ricoeur, que a condição da hermenêutica se sustenta na “mediação linguística” e na sua explicitação. O que os vários artigos e textos que integram este volume justamente explicitam é uma exigência de nos fixarmos sempre na leitura criteriosa de um saber que se demonstre de forma histórica e mediante a valoração significativa daquilo que se julga relevante de ser transmitido.
  • v. 1 n. 2 (2010)

    Este segundo número de Sapere Aude, revista do Departamento de Filosofia da PUCMINAS, contempla uma gama de temas que perpassam a temporalidade da razão filosófica em seus vários matizes. Diferentemente do primeiro, que dedicamos à especulação da natureza e finalidade da Filosofia, num processo de demonstração do envolvimento de professores com a prática e as formas de conhecimento filosófico, temos neste novo número uma nova preocupação: buscar um itinerário de tópicos significativos que ressaltem, sobretudo, a profundidade do espaço de representação teórica que a Filosofia nos faz estabelecer. 
  • Sapere Aude Vol. 1, No 1 (2010)

    v. 1 n. 1 (2010)

    Ainda ecoam atuais as palavras de Aristóteles no início da Metafísica “todos os homens por natureza tendem ao saber”. Porém, mais desafiadora é a expressão do Filósofo de Koenigsberg, a qual remonta a Horácio, “Sapere Aude”. Tais expressões, ao nosso ver, constituem momentos intemporais da verdade que buscamos; intemporais no sentido de que perpassam os tempos e continuam desafiando a inteligência humana. Mas há ainda lugar para a filosofia? Ou antes, a filosofia já teve lugar efetivo na história da humanidade? Já passou da hora de não apenas declarar o seu fim – como de resto já foi feito –, mas também de conformar-se com a cultura dos tempos hodiernos, com a cultura técnica, com o pragmatismo? São questionamentos a que não se pode responder aqui. De qualquer forma queremos reafirmar a permanência do filosofar!

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