Casa, s.f. singular e plural
DOI:
https://doi.org/10.5752/P.2358-3231.2025n47p106-124Palavras-chave:
casa, corpo, deriva, Maria Velho da Costa, imigraçãoResumo
O direito à migração tornou-se um dos mais prementes debates contemporâneos, bem como a recepção dos que, por força ou vontade, decidem se deslocar. Maria Velho da Costa, com o romance Myra (2008), tematiza a vida precária de uma imigrante russa ilegal em Portugal, traçando o percurso sinuoso da personagem, que faz da sua deambulação física também um questionamento existencial e uma tentativa de construção subjetiva. Este trabalho se ocupa de elaborar o conceito de “casa” para quem, ilegalmente, ocupa um país que não é o seu, faz uso de uma língua estranha à sua e permanece sofregamente numa fronteira identitária. A flutuação e o desenraizamento tratados em Myra dão subsídios para que tratemos do desabrigo, da violência e da fragilidade, estabelecendo a materialidade do corpo como único espaço possível de habitar. Para tanto, mobilizamos autores cujas obras tematizam o corpo errante num espaço estrangeiro, e outros que, numa perspectiva literária, abordam a casa e o trabalho empreendido para torná-la um lar.
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