Entre invisibilidade e memória:
as vozes coletivas das mulheres japonesas imigrantes nos Estados Unidos em O Buda no Sótão
DOI:
https://doi.org/10.5752/P.2358-3231.2025n47p159-172Palavras-chave:
mulheres imigrantes , literatura, voz subalterna, racismo epistêmicoResumo
O presente artigo analisa o romance O Buda no Sótão (2014), de Julie Otsuka, com foco na representação das mulheres japonesas que migraram para os Estados Unidos no início do século XX como noivas de fotografia (picture brides). A partir de uma perspectiva pós-colonial e decolonial, discute-se como a narrativa literária reinscreve vozes subalternizadas por meio de estratégias formais, como a narração coletiva em primeira pessoa do plural e o uso pontual do itálico para a emergência de subjetividades individuais. Com apoio teórico em autoras e autores como Gayatri Spivak, Edward Said, Stuart Hall, Avtar Brah, Aníbal Quijano e Ramón Grosfoguel, o artigo argumenta que a obra de Otsuka tensiona os regimes de visibilidade e representação impostos às mulheres imigrantes, revelando tanto as estruturas de opressão quanto as possibilidades de resistência. Defende-se, por fim, a importância de incluir na pesquisa acadêmica produções que dão voz ao subalterno e promovem a diversidade epistêmica como forma de enfrentamento ao racismo e sexismo estrutural do saber institucionalizado.
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