Sobre ser um paradoxo:
negociações de gênero e poder em “Wake up” de Shani Mootoo
DOI:
https://doi.org/10.5752/P.2358-3231.2025n47p141-158Palavras-chave:
gênero, feminismo, psicoanálise , teoria queer, Shani MootooResumo
Este trabalho analisa o conto “Wake Up”, de Shani Mootoo, mediante as lentes dos estudos de gênero e da psicanálise, para interpretar uma cena doméstica entre mãe e filha no âmbito do lar de uma família indo-caribenha. Ao centrar a narrativa no olhar de uma adolescente racializada, nesta narrativa de formação, Mootoo estabelece uma contundente crítica aos códigos patriarcais heteronormativos, entrelaçando dois tipos de imagética estrategicamente utilizados no texto: a apropriação da cultura de massa no cinema e na televisão, bem como o acesso aos sonhos das personagens, os quais sugerem respostas críticas aos ambientes sociais e políticos que as cercam. Tal cenário convoca uma análise sobre os processos de identificação e de subjetivação da jovem, fundamentada na obra feminista e psicanalítica de Jessica Benjamin (1980, 1988, 1995) acerca do desenvolvimento psíquico no interior da cultura patriarcal, bem como na teoria dos alterlugares de Moyano (2023). Em conclusão, a narrativa reflete sobre como o gênero engendra uma série de deslocamentos subjetivos, fenômeno constitutivo do informado olhar queer e pós-colonial de Mootoo.
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