Vozes do exílio:
resistência e identidade em Sabor de Maboque, de Dulce Braga
DOI:
https://doi.org/10.5752/P.2358-3231.2025n47p70-90Palavras-chave:
memória autobiográfica, literatura angolana, guerra civil, identidade, exílioResumo
A obra Sabor de Maboque, de Dulce Braga, é um romance autobiográfico que resgata as memórias de infância e juventude da autora em Angola, interrompidas de forma abrupta pela eclosão da Guerra Civil nos anos 1970. O fruto maboque, com seu sabor agridoce, emerge como signo central, capaz de acionar lembranças adormecidas e desencadear o trabalho da memória. A partir da experiência sensorial de ver e sentir o fruto, Braga reconstitui um passado marcado por afetos, perdas e deslocamentos, revelando o entrelaçamento entre lembrança individual e contexto histórico. O texto articula imagens, narrativas e emoções em um exercício de memória que ultrapassa o registro pessoal para dialogar com a experiência coletiva da diáspora e da ruptura identitária. Assim, a obra não apenas preserva recordações, mas também reflete sobre o poder da escrita como forma de organizar a desordem da memória e elaborar a dor da perda.
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