O O mundo do trabalho (in)formal na era da plataformização e da escravidão digital
DOI:
https://doi.org/10.5752/P.2237-8871.2024v25n43p1-10Palavras-chave:
Plataformização Algorítmica. Uberização do Trabalho. Escravidão DigitalResumo
Este artigo procura apresentar caminhos de discussão a respeito da escravidão digital, advinda da plataformização informacional ou, como denominamos, uberização do trabalho, que se utiliza de algoritmos para controlar as novas demandas da atividade laboral realizada através de aplicativos de entrega. Para o alcance de nossos propósitos, apoiamo-nos na teoria de Caetano P. Barros, Ricardo Antunes, Ludmila Abílio, entre outros que se debruçaram sobre o tema da precarização laboral na cultura hodierna. Podemos estabelecer, para demarcar a relevância de tal discussão, três considerações inerentes à temática que nos serve como objeto de estudo: primeiro, é fato de que, nos últimos 50 anos, houve uma disparada nas inovações tecnológicas no universo do mundo do trabalho, e tais inovações trouxeram consequências mais negativas que positivas para a classe trabalhadora; segundo, a uberização veio para ficar, e com ela, uma nova forma, agora algorítmica, de controle e de gestão virtual do trabalho; por fim, o termo uberizado ganha, em nosso contexto, conotação de escravidão digital, pela forma como opera, controla e manipula as operações bem como o tempo do trabalhador, dentro e fora do trabalho.
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