ALÉM DO RACISMO ESTRUTURAL
UMA ANÁLISE HISTÓRICO-DIALÉTICA DO RACISMO SUPERESTRUTURAL NO BRASIL
Palavras-chave:
Racismo superestrutural; capitalismo dependente; interseccionalidade; inclusão subalternizada; neoliberalismo.Resumo
Este artigo analisa o racismo no Brasil sob uma perspectiva histórico-dialética, oferecendo uma alternativa ao conceito predominante de racismo estrutural. Defende-se que o racismo brasileiro atua como mecanismo superestrutural adaptativo, articulado à reprodução da dominação econômica e política em distintas fases do capitalismo, sobretudo na era neoliberal. A pesquisa, de caráter teórico e documental, integra autores nacionais e internacionais para demonstrar como o racismo opera como forma ideológica, institucional e simbólica de disciplinamento e exclusão da maioria negra, que constitui a maior parte da população pobre e marginalizada do país. Destaca-se o papel da interseccionalidade na sobreposição de opressões e a falsa inclusão promovida por políticas públicas focalizadas e ações de diversidade performática, que não rompem com a lógica da subalternização racial e social. Conclui-se que a superação do racismo exige ruptura com a inclusão subordinada e adoção de políticas públicas universais e redistributivas.
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