As fotografias de identificação judiciária nos processos do Tribunal de Segurança Nacional (TSN)
usos e estereótipos
Palavras-chave:
fotografias, Cultura visual, comunismoResumo
Este texto resultante de uma pesquisa historiográfica e documental apresenta uma proposta de análise de fotografias judiciárias de militantes comunistas inseridas nos processos do Tribunal de Segurança Nacional, órgão do poder judiciário brasileiro, criado em 1936 durante o Governo constitucional de Getúlio Vargas, para julgar os implicados na Revolta Comunista de 1935, que funcionou até o final do Estado Novo em 1945. Utilizaremos como referencial teórico-metodológico a Cultura visual a partir do conceito de visualidade, para através dela analisar as imagens buscando compreender e problematizar suas formas de produção, circulação, seus usos e os efeitos ideológicos que elas tiveram ao longo do tempo na construção de uma visão estereotipada sobre o comunismo tendo como suporte discursivo o anticomunismo. Ao longo do artigo apresentaremos ainda um histórico da criação da fotografia judiciária e sua aplicação no Brasil, para fornecer aos leitores os elementos necessários para a compreensão dessa modalidade de registro de imagem.
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