A escravidão em debate no romance “Memórias póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis

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Palavras-chave:

Machado de Assis, Escravidão, Memórias Póstumas de Brás Cubas, História do Brasil

Resumo

O presente artigo tem como objetivo realizar uma análise do romance Memórias Póstumas de Brás Cubas (1880) por meio de um recorte que visa suscitar questões em torno da escravidão no Brasil. Com efeito, será possível lançar mão de pressupostos que estão articulados dentro da própria obra e que tendem a iluminar este tema, sendo os capítulos “O menino é pai do homem” e “O vergalho” passíveis de maior aprofundamento nesta breve análise. A fortuna crítica aplicada no estudo pretende abarcar os principais estudiosos que contemplam não apenas a obra do escritor, mas também alguns pontos da proposta escolhida. Entre eles, Antonio Candido (1918-2017), Roberto Schwarz e Hélio de Seixas Guimarães se mostram imprescindíveis para discutir a obra machadiana. Os dois primeiros eixos trazem as características fundamentais do romance, tratando de aspectos inerentes ao narrador-protagonista Brás Cubas e destacando como estes pontos alinham-se com as observações trazidas pelos textos analíticos. Os dois últimos eixos visam um exame mais detido dos capítulos escolhidos em consonância com as circunstâncias da escravidão no Brasil, os acontecimentos históricos, as relações de trabalho e os diferentes embates sociais existentes no país durante o século XIX.

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Biografia do Autor

Fernando Rodrigues da Costa , Universidade de São Paulo (USP)

Doutorando no Programa de Pós-Graduação em Literatura Brasileira pela FFCLH/USP e bolsista pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Possui Graduação em Letras pela USP e Mestrado pela UNESP.

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Publicado

2025-12-29

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Artigos dossiê temático