Representação social e política em Esaú e Jacó (1904), de Machado de Assis
Palavras-chave:
Machado de Assis, Realismo, PolíticaResumo
Em Esaú e Jacó (1904), Machado de Assis retrata a elite do fim do Segundo Reinado de modo realista, isto é, incorpora elementos sociais externos à dimensão interna da ficção, articulando uma relação dialética entre o texto e o contexto. Analisaremos a presença da dimensão histórica presente na construção de uma narrativa com personagens vinculados à alta sociedade do país, cada qual exibindo comportamentos e visões próprias a respeito das questões políticas. Personagens e narrador personificam e exemplificam comportamentos e ideias de uma realidade história concreta, que a ficção retrata de modo particular e com sentido próprio, expondo na obra uma leitura das contradições de uma política representada por interesses privados e desigualdades. O romance de Machado de Assis figura o aspecto superficial das discussões políticas e a perpetuação das estruturas de poder, que na fatura da obra implicam na dissociação entre a vida política e os problemas concretos da sociedade e a falta de um projeto nacional inclusivo.
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Referências
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