A borboleta preta:

uma metáfora para compreender o ceticismo machadiano em relação à ideia de progresso

Autores

Palavras-chave:

Machado de Assis, Literatura Brasileira, Teoria literária, Progresso, Modernidade, Liberalismo

Resumo

O presente trabalho tem por finalidade analisar os capítulos XXX-XXXVI de Memórias Póstumas de Brás Cubas (doravante MPBC), nos quais é narrada o envolvimento do personagem-narrador, Brás Cubas, com a moça de origem humilde, Eugênia. A análise partirá do pressuposto de que Machado de Assis não deixou de fora desse romance questões importantes para entender o contexto social do século XIX brasileiro, como a influência das teorias liberais, científicas e artísticas que chegavam da Europa e ganhavam nova forma e funcionamento em solo nacional. Desse modo, há de se buscar compreender, dialeticamente, a relação entre o particular e o universal incorporados no recorte escolhido para análise do romance, e também como Machado de Assis encarou o progresso em relação ao desenvolvimento político e social no Brasil. Dessa maneira, será lançada mão de uma análise entre forma/estética de MPBC em dialética com os aspectos regionais e temporais do século XIX, tendo por finalidade enriquecer as interpretações acerca da literatura machadiana e buscar entender o quão atual Machado de Assis ainda é para o Brasil do século XXI.

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Biografia do Autor

Charles Teixeira de Andrade , Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)

Graduado em Letras (língua e literatura portuguesas) pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).

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Publicado

2025-12-29

Edição

Seção

Artigos dossiê temático